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Infarto em jovens cresce no Brasil e passa de 234 mil atendimentos em três anos

Casos de infarto antes dos 40 anos acendem alerta para prevenção cardiovascular

Entre 2022 e 2024, o Brasil registrou mais de 234 mil atendimentos por infarto em pessoas com menos de 40 anos. Especialistas apontam tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão, colesterol alto e uso de anabolizantes entre os fatores de risco.

O infarto em jovens tem chamado a atenção de médicos tem chamado a atenção de médicos e autoridades de saúde no Brasil. Antes associado principalmente à população idosa, o infarto agudo do miocárdio atingiu mais de 234 mil atendimentos entre pessoas com menos de 40 anos no país entre 2022 e 2024, segundo dados do Ministério da Srópoles. citeturn504574search0

Do total, mais de 156 mil procedimentos ambulatoriais e hospitalares foram registrados entre homens de até 40 anos. Entre as mulheres, o número ultrapassou 77 mil no mesmo período. A maior concentração está na faixa de 31 a 40 anos, mas também há registros em adolescentes e crianças, o que amplia o alde cedo. citeturn504574search0

Infarto em jovens passa de 234 mil atendimentos

O avanço dos casos em pessoas mais novas indica uma mudança importante no perfil de risco cardiovascular. Embora a idade continue sendo um fator relevante, especialistas destacam que muitos pacientes jovens que sofrem infarto já apresentam fatores modificáveis, como tabagismo, pressão alta, colesterol elevado, obesidade, diabetes, sedentarismo ou histórico de uso de substâncias que sobrecarregam o coração.

Ao Metrópoles, o cardiologista Rafael Côrtes, do Hospital Sírio-Libanês e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia, afirmou que o infarto não costuma ocorrer “do nada” e que a maioria dos jovens que infartam já apresenta aficável. citeturn504574search0

Essa avaliação reforça um ponto central para a saúde pública: boa parte dos casos pode ser reduzida com prevenção, acompanhamento regular e mudança de hábitos. O problema é que muitos jovens só procuram atendimento quando os sintomas já aparecem de forma intensa.

Homens concentram maior número de atendimentos

Os dados mostram maior volume de atendimentos entre homens com menos de 40 anos. Esse padrão pode estar relacionado a uma combinação de fatores, como maior exposição ao tabagismo, menor busca por consultas preventivas, uso de anabolizantes e menor controle de pressão arterial, colesterol e peso.

Entre mulheres, o número também é expressivo. A presença de mais de 77 mil atendimentos em três anos mostra que o infarto em jovens não pode ser tratado como um problema exclusivamente masculino. Sintomas em mulheres podem ser menos típicos em alguns casos, o que reforça a necessidade de atenção diante de mal-estar súbito, dor ou desconforto no peito, falta de ar, suor frio e sensação de desmaio.

O Ministério da Saúde informa que o infarto é uma emergência e que o atendimento nos primeiros minutos é fundamental para reduzir risco de morte. A orientação oficial é acionar o Samu pelo 192 ou procurar uma emergência cardiológimpatíveis. citeturn211488view1

Tabagismo, sedentarismo e obesidade estão entre os riscos

Especialistas apontam que o crescimento de fatores de risco em idades mais baixas ajuda a explicar parte do cenário. O Ministério da Saúde lista tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, colesterol alto e estresse excessivo entre os principaio infarto. citeturn211488view1

A aterosclerose, processo relacionado ao acúmulo de gordura e inflamação nas artérias, pode levar à obstrução parcial ou total dos vasos e resultar em dor no peito ou infarto. Entre os fatores de risco descritos pelo Ministério da Saúde estão tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol e triglicerídeos altos, inativid familiar. citeturn211488view2

O cigarro segue como um dos pontos mais preocupantes entre os jovens. Médicos também chamam atenção para o uso de cigarros eletrônicos e de esteroides anabolizantes, especialmente quando associados a treinos intensos, baixa orientação médica e busca por resultados estéticos rápidos.

Mortes antes dos 40 anos preocupam especialistas

Nos últimos três anos, os infartos provocaram mais de 7,8 mil mortes entre pessoas com menos de 40 anos no Brasil, segundo o levantamento divulgado pelo Metrópoles. O número mostra que o problema não se limita a atendimentos hospitalares: há impactecoce. citeturn504574youtube29

A pandemia de Covid-19 também é apontada por especialistas como possível fator indireto para o agravamento do cenário, devido ao aumento do sedentarismo, ganho de peso, estresse e redução de consultas e exames preventivos em parte da população. A relação pode variar de caso para caso e ainda exige análise cuidadosa, mas o impacto comportamental do período é considerado relevante.

Prevenção deve começar antes dos sintomas

A principal mensagem dos especialistas é que prevenção cardiovascular não deve começar apenas depois dos 40 ou 50 anos. Medir pressão arterial, acompanhar colesterol e glicemia, abandonar o tabagismo, manter atividade física orientada, dormir melhor e buscar alimentação equilibrada são medidas que ajudam a reduzir riscos.

Também é importante evitar automedicação e uso de hormônios ou anabolizantes sem indicação médica. Mesmo pessoas aparentemente saudáveis podem ter risco aumentado quando expõem o corpo a substâncias que alteram pressão, colesterol, coagulação e funcionamento cardiovascular.

O aumento do infarto em jovens impõe um desafio ao sistema de saúde e às famílias: transformar prevenção em rotina. Consultas regulares, educação em saúde nas escolas, campanhas contra o tabagismo e acesso mais rápido a exames básicos podem evitar que fatores silenciosos avancem até uma emergência.

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