
Quatro homens são mortos após irem cobrar dívida na casa de PM da reserva em Formosa
Segundo a investigação, as vítimas foram até a residência de um policial militar da reserva para cobrar R$ 250 mil. O militar, o filho dele e um terceiro suspeito são procurados pela polícia.
A chacina em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, teria sido motivada pela cobrança de uma dívida de R$ 250 mil, segundo informações da investigação divulgadas pelo Metrópoles. Quatro homens foram mortos na tarde de terça-feira (11/8), no Setor Parque Lago, após irem até a casa de um policial militar da reserva remunerada para cobrar o valor.
As vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira, conhecido como Tarobá, e Luiz Antônio Rodrigues, chamado pelo apelido de Nego. De acordo com o Metrópoles, Gustavo Fernandes era ex-secretário municipal de São João da Aliança, em Goiás, e Luiz Antônio era sogro dele.
Chacina em Formosa teria relação com dívida
Segundo o delegado José Antônio Sena, responsável pelo caso, os quatro homens foram até o imóvel para cobrar a dívida de R$ 250 mil. A cobrança terminou em uma ação violenta que deixou todos mortos. O caso agora é investigado para esclarecer a dinâmica, a motivação completa e a participação de cada suspeito.
A Polícia Militar de Goiás foi acionada depois que moradores relataram disparos em via pública. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram os quatro homens já sem vida. A caminhonete Volkswagen Amarok em que as vítimas estavam também foi atingida, e uma arma de fogo foi localizada junto a uma das vítimas, conforme as informações divulgadas.
Até o momento, não há confirmação pública sobre quem portava a arma encontrada, se houve reação ou se o armamento foi usado. Esses pontos devem ser analisados pela perícia e pela Polícia Civil.
PM da reserva é apontado como suspeito
Além do policial militar da reserva, o filho dele e um terceiro suspeito também teriam participado da ação. O militar é apontado pela investigação como responsável pelos disparos que mataram os quatro homens, mas todos devem ser tratados como suspeitos até decisão judicial.
A polícia procura os envolvidos. A localização dos suspeitos é considerada etapa central para o avanço da apuração, já que os depoimentos poderão esclarecer se houve planejamento, discussão anterior, tentativa de fuga ou participação direta de outras pessoas.
Em crimes dessa gravidade, a investigação costuma reunir laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, registros telefônicos, depoimentos de testemunhas e informações sobre a origem da dívida. A apuração também deverá verificar se a cobrança tinha relação com algum negócio, empréstimo ou outro tipo de vínculo entre as partes.
Vítimas foram identificadas pela investigação
Gustavo Fernandes Graças tinha atuação pública em São João da Aliança. Segundo o Metrópoles, ele foi secretário municipal de Agricultura e Transportes entre 2017 e 2019 e, de 2020 a 2024, atuou na Secretaria Municipal de Transportes.
Luiz Antônio Rodrigues também era natural de São João da Aliança e era sogro do ex-secretário municipal. Já Gustavo Aurélio e André Ferreira eram de Casa Branca, no interior de São Paulo, conforme informação repassada ao Metrópoles por uma familiar das vítimas.
A identificação das vítimas ajuda a polícia a reconstruir a rota do grupo até Formosa e a entender por que os quatro foram juntos ao imóvel. Também pode auxiliar na confirmação de vínculos pessoais, familiares ou financeiros relacionados à dívida investigada.
Investigação deve apurar dinâmica dos disparos
O caso exige uma apuração técnica e cuidadosa. A presença de uma arma junto a uma das vítimas, a quantidade de disparos, a posição da caminhonete, eventuais marcas no imóvel e a fuga dos suspeitos são elementos que deverão ser confrontados pelos investigadores.
A perícia terá papel decisivo para indicar a trajetória dos disparos, a distância aproximada, a posição das vítimas e a sequência provável dos acontecimentos. Essas informações poderão confirmar ou descartar versões apresentadas ao longo da investigação.
Também caberá à Polícia Civil esclarecer se o policial da reserva agiu sozinho no momento principal do crime ou se recebeu apoio direto do filho e do terceiro suspeito. A responsabilização de cada um dependerá das provas reunidas.
Caso reforça preocupação com violência no Entorno
A morte de quatro pessoas em uma mesma ocorrência amplia a preocupação com a segurança pública em Formosa e no Entorno do Distrito Federal. Crimes dessa natureza provocam forte impacto social, geram sensação de insegurança e exigem resposta rápida das instituições.
A cobrança de dívidas por meios informais, especialmente quando envolve altos valores e encontro presencial sem mediação jurídica, pode aumentar o risco de conflitos graves. Em um Estado de Direito, disputas financeiras devem ser resolvidas por vias legais, com documentos, ações judiciais e mecanismos formais de cobrança.
A investigação segue em andamento. Até novas atualizações, permanecem confirmadas as quatro mortes, a suspeita de motivação ligada à cobrança de R$ 250 mil e a procura pelo policial militar da reserva, pelo filho dele e por um terceiro envolvido.