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TSE decide que proibição de voto a presos provisórios não vale para eleição de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu por unanimidade que a proibição ao voto de presos provisórios e temporários prevista na chamada Lei Raul Jungmann não será aplicada nas eleições de 2026. A Corte entendeu que a mudança foi sancionada neste ano e, por isso, não pode valer para o pleito de outubro por esbarrar no princípio da anualidade eleitoral. A decisão mantém, para 2026, as regras anteriores sobre o exercício do voto por presos provisórios. O TSE afirmou que as alterações recentes no Código Eleitoral não podem produzir efeito imediato sobre a disputa deste ano. O tema chegou ao tribunal após questionamentos sobre a aplicação prática da nova regra no processo eleitoral de 2026. A lei integra o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e passou a prever impedimento ao alistamento e cancelamento da inscrição eleitoral em casos de prisão temporária ou provisória, mas o TSE afastou esse trecho para esta eleição.

Número de moradores de rua cresce 30% e chega a 365 mil no Brasil, segundo IPEA

O número de pessoas em situação de rua no Brasil chegou a 365.822 no final de 2024, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da UFMG. O total representa um aumento de cerca de 30% em relação a 2022, quando havia aproximadamente 281 mil pessoas nessa condição, segundo estimativa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados mostram que, em 2020, eram 194.824 pessoas vivendo nas ruas. Em 2021, houve uma queda para 158.191 durante o período mais crítico da pandemia. A partir de 2022, no entanto, o número voltou a crescer e segue em alta. O levantamento mais recente tem como base o Cadastro Unico (CadUnico), que reúne beneficiários de programas sociais e serve como indicador da populaçã em vulnerabilidade. A maior concentração está na Região Sudeste, com 222.311 pessoas, o equivalente a 61% do total. São Paulo lidera, com 150.958 pessoas em situação de rua, seguido por Rio de Janeiro (33.656) e Minas Gerais (33.139). O Amapá registra o menor número, com 292 pessoas nessa condição. Com informações da Agência Brasil.

Com camiseta “O agro é top”, Flávio Bolsonaro reforça campanha em MT

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou em Sinop (MT), nesta quarta-feira (22), para participar da Norte Show, principal feira agropecuária do estado. Utilizando uma camiseta com a frase “o agro é top”, o parlamentar reforça o movimento estratégico para consolidar sua candidatura à Presidência em 2026. A agenda contou com a presença dos senadores Wellington Fagundes (PL-MT) e José Medeiros (PL – MT), nomes fortes da direita na região. A repetição do figurino e a presença constante em feiras rurais buscam firmar Flávio como o principal herdeiro político de Jair Bolsonaro junto ao campo. O objetivo é capitalizar a insatisfação do setor com o governo atual, que enfrenta críticas por suposta falta de incentivos e abandono de pautas rurais. Para analistas, a Norte Show tornou-se uma vitrine obrigatória para candidatos que buscam o apoio de um dos eleitorados mais disputados da próxima eleição. A construção da candidatura foca na manutenção da base aliada que garantiu ao bolsonarismo o domínio do setor produtivo nas últimas eleições. Ao associar sua imagem diretamente à produção nacional, Flávio tenta garantir que o agro siga como um pilar central de sua plataforma política. O senador aposta na identificação direta com o produtor rural para se diferenciar na corrida ao Palácio do Planalto.

Goiás registra quatro mortes e 584 acidentes com cobras em apenas 4 meses

Quatro mortes e 584 acidentes com cobras em Goiás, em apenas 4 meses, acendem o sinal vermelho para o aumento de ocorrências com animais peçonhentos. Os casos aconteceram entre janeiro e abril deste ano. Nos atendimentos feitos no Hospital de Doenças Tropicais (HDT), unidade de referência em Goiânia, a maioria dos episódios envolve jararacas e cascavéis, que exigem tratamentos específicos e agilidade no pronto-socorro. Neste ano, dos 542 atendimentos realizados no HDT após acidentes com animais peçonhentos, 170 foram causados por cobras. A Jararaca (Botrópico) lidera o ranking com 122 casos. Já a Cascavel (Crotálico) registrou 26 ocorrências. Os acidentes acusados por cobras não peçonhentas somaram 17 atendimentos.

Lesão grave pode tirar Estêvão da Copa do Mundo

A seleção brasileira pode ter um desfalque importante para a próxima Copa do Mundo. O atacante Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão grave na coxa direita e tem poucas chances de disputar o torneio, que acontece entre junho e julho. A convocação oficial da equipe está prevista para o dia 18 de maio. De acordo com o jornal The Athletic, exames realizados no início da semana apontaram uma lesão de grau 4, considerada uma das mais severas, próxima de uma ruptura total do músculo. O tempo estimado de recuperação varia entre três e quatro meses, o que praticamente inviabiliza a presença do jogador no mundial. A lesão ocorreu durante a partida entre Chelsea e Manchester United, pelo Campeonato Inglês. Diante da gravidade, o clube inglês chegou a sugerir uma cirurgia imediata. No entanto, o atleta e sua equipe optaram, inicialmente, por um tratamento conservador, com o objetivo de acelerar a recuperação e tentar garantir presença na convocação. Estêvão negocia com o Chelsea a possibilidade de vir ao Brasil para dar sequência ao tratamento junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em uma tentativa de ganhar tempo na recuperação. Esta é a segunda lesão do atacante na temporada. Anteriormente, ele já havia sofrido um problema muscular na perna esquerda, que o afastou dos gramados entre fevereiro e março. Na ocasião, também ficou fora dos amistosos da seleção contra França e Croácia. Na temporada, o jovem soma 36 partidas pelo Chelsea, com oito gols marcados e quatro assistências. Pela seleção brasileira, já entrou em campo em 11 jogos e balançou as redes cinco vezes.

“Jet lag social”: entenda o efeito de dormir tarde e acordar cedo

Dormir tarde, ter dificuldade para acordar cedo e tentar compensar o cansaço no fim de semana faz parte da rotina de muitos adolescentes. Esse padrão, muitas vezes tratado como falta de disciplina ou excesso de telas, tem explicação: é o chamado jet lag social. O termo descreve o desalinhamento entre o relógio biológico e os horários impostos pela vida cotidiana, como escola e compromissos. Na prática, o corpo segue um ritmo, enquanto a agenda exige outro — o que leva a pessoa a dormir e acordar em horários inadequados para o organismo. “É diferente da insônia, pois aqui o problema não é a falta de sono, e sim o descompasso entre o tempo biológico e o social”, explica a neurologista Letícia Soster, do Einstein Hospital Israelita. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reforça a dimensão do problema. Ao analisar mais de 64 mil adolescentes entre 12 e 17 anos, todos escolares, a pesquisa aponta que mais de 80% deles apresentam algum grau de jet lag social. Os resultados foram publicados na revista Sleep Health. “O fenômeno envolve uma perda crônica de sono nos dias úteis, geralmente compensada nos fins de semana. Quanto maior for a diferença entre os horários de sono na semana e no fim de semana, maior o desalinhamento”, explica a pesquisadora Nina Martins, doutoranda do programa de pós-graduação em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares da UFRGS e primeira autora do estudo. Embora possa ocorrer em outros momentos da vida, esse fenômeno se torna mais evidente na adolescência por causa de uma mudança natural do organismo. Os jovens passam a ter uma tendência biológica a dormir e acordar mais tarde, o que entra em conflito direto com os horários escolares. O resultado são noites curtas durante a semana e tentativas de compensação aos sábados e domingos. “Esse vai e vem nos horários de sono lembra o efeito de viagens entre fusos horários, daí a origem do termo jet lag social”, observa Soster.

Lei Seca: projeto quer multa de R$ 29 mil e suspensão da CNH por até 10 anos

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pode mudar radicalmente as punições para motoristas que causarem mortes sob efeito de álcool. O PL 3.574/2024, de autoria do ex-deputado Gilvan Máximo (Republicanos-DF), prevê multa de até R$ 29.347, o equivalente a 100 vezes o valor de uma infração gravíssima, hoje fixado em R$ 293,47, e suspensão da carteira de habilitação por 10 anos nos casos em que o acidente resultar em morte. A proposta ganhou relevância agora porque o deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), relator da Comissão Especial, apresentou, na última semana, requerimento para anexar o novo PL da Lei Seca ao conjunto amplo de reformas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que está sendo discutido no Congresso. A proposta também impõe responsabilidade financeira direta ao motorista infrator. Quem causar acidente sob efeito de álcool ficará obrigado a arcar com as despesas hospitalares da vítima, além de pagar indenização de até 10 vezes o valor da multa por infração gravíssima durante o período de incapacidade para o trabalho. Para condutores sem patrimônio suficiente, o projeto prevê pensão equivalente a 30% da previdência do infrator. E você? Você concorda com a proposta?

Goiás firma parceria com Shopee para instalar centro de armazenamento no estado

Uma das principais iniciativas é a alteração de um decreto estadual que facilita a atuação de empresas do setor. A partir de agora, vendedores de outros estados que utilizam centros de distribuição em Goiás não são mais obrigados a ter inscrição estadual, o que reduz custos e burocracia, especialmente para negócios enquadrados no Simples Nacional. Apesar da mudança, o governo reforçou que não haverá impacto na arrecadação do ICMS, já que as regras de partilha e fiscalização permanecem as mesmas nas operações interestaduais. Outro destaque é o memorando de entendimento firmado com a Shopee. O acordo prevê a implantação de um centro de fulfillment, estrutura voltada ao armazenamento e envio de produtos, além da ampliação dos centros de distribuição da empresa no estado a partir de 2028. Com a expansão, a expectativa é melhorar a logística e acelerar as entregas para consumidores, além de fortalecer Goiás como um polo estratégico de distribuição no país. Representantes do setor produtivo destacaram que as medidas devem impulsionar o ambiente de negócios, atrair novos investimentos e gerar oportunidades de renda em diversas regiões goianas.

Sua mãe continua viva dentro do seu corpo mesmo décadas depois de você nascer

Não é metáfora, é biologia molecular. O fenômeno se chama microquimerismo materno e vem sendo estudado desde os anos 1990, quando exames de DNA começaram a encontrar células geneticamente maternas circulando em adultos de até quarenta e nove anos de idade. Durante a gestação, a placenta não é a parede impermeável que os livros antigos descreviam. Ela deixa passar células nos dois sentidos. Parte dessas células maternas se instala em tecidos do bebê ainda no útero e permanece ali por décadas. Já foram encontradas no fígado, no timo, na medula óssea, no coração, nos pulmões e até no cérebro. Elas sobrevivem porque o sistema imunológico do filho, moldado desde o embrião a conviver com elas, aprende a não atacá-las. A amamentação renova essa tolerância. Uma pesquisa publicada em setembro de 2025 pelo Cincinnati Children’s Hospital mostrou que um subgrupo muito específico dessas células ensina o sistema imune a reconhecer traços da mãe como parte do próprio corpo. O detalhe histórico é quase literário. A palavra quimera vem da mitologia grega e descrevia uma criatura feita de partes de animais diferentes costuradas em um único corpo. Foi o nome que a ciência escolheu quando Diana Bianchi, nos Estados Unidos, identificou células masculinas vivas em mulheres que haviam dado à luz filhos homens vinte e sete anos antes. O monstro da mitologia, afinal, era cada ser humano. Você saiu do corpo da sua mãe no dia em que nasceu. Mas uma parte dela nunca saiu de você.

Ciência explica como o hábito de reclamar adoece nosso cérebro

Reclamar o tempo todo não é só um hábito, é um treino para o cérebro. Quanto mais você reclama, mais fortalece conexões neurais ligadas à negatividade, tornando esse padrão cada vez mais automático. Além disso, o aumento do cortisol, hormônio do estresse, pode impactar diretamente a saúde, contribuindo para pressão alta, diabetes e queda da imunidade. E não para por aí: a negatividade também contamina o ambiente ao redor. Emoções são contagiosas, e quem convive com você acaba absorvendo esse padrão, criando um ciclo difícil de quebrar.

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