Mais de 54% dos estudantes com filhos já trancaram ou desistiram da graduação

Levantamento do MEC revela impacto da parentalidade na permanência no ensino superior Um levantamento realizado por um grupo de trabalho vinculado ao Ministério da Educação revelou que 54,4% das alunas e alunos de graduação com filhos já precisaram trancar a matrícula ou desistir do curso para cuidar das crianças. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) e repercutidos pela CNN. A pesquisa ouviu 7.648 pessoas e mostra que a parentalidade ainda pesa de forma significativa na trajetória acadêmica. O recorte também evidencia uma desigualdade de gênero: 86,5% dos entrevistados são mães que tentam concluir o ensino superior. Estudantes com filhos enfrentam dificuldade para concluir graduação O dado mais preocupante do levantamento é o alto percentual de estudantes que interromperam ou abandonaram a graduação por causa das responsabilidades familiares. Mais da metade dos entrevistados afirmou ter trancado a matrícula ou desistido do curso para cuidar dos filhos. Na prática, isso mostra que o acesso ao ensino superior não termina na aprovação ou na matrícula. Para muitos estudantes, especialmente mães, a permanência na universidade depende de condições concretas, como rede de apoio, transporte, renda, alimentação, moradia e horários compatíveis. A evasão no ensino superior tem impacto direto na vida das famílias e no desenvolvimento do país. Quando um estudante abandona a graduação, perde-se uma oportunidade de qualificação profissional, aumento de renda e mobilidade social. Maioria dos entrevistados é formada por mães Segundo o levantamento, 86,5% das pessoas ouvidas são mães em busca do diploma universitário. O dado reforça como o cuidado com os filhos ainda recai de forma mais intensa sobre as mulheres. A pesquisa também mostra que 46% dos entrevistados são solteiros, 60,2% são pretos e pardos, 79,5% estudam em instituições públicas federais e 59,6% têm apenas um filho. Além disso, 24,6% vivem com até um salário-mínimo. Esse perfil indica que a dificuldade de permanência na graduação está ligada a uma combinação de fatores sociais, familiares e econômicos. Não se trata apenas de falta de esforço individual. Muitas vezes, o estudante precisa conciliar estudo, trabalho, maternidade ou paternidade e responsabilidades domésticas. Perfil médio tem 33 anos e aulas presenciais Na graduação, a média de idade dos estudantes ouvidos é de 33 anos. A maioria, 92,8%, frequenta aulas presenciais, e 43,3% estuda no período noturno. Esse dado ajuda a entender a realidade de quem busca o diploma em meio à vida adulta. Muitos desses alunos já têm filhos, trabalham, sustentam a casa ou dividem despesas com familiares. O ensino noturno, nesse contexto, aparece como alternativa para quem precisa trabalhar durante o dia. No entanto, estudar à noite também pode gerar novos desafios, como falta de transporte, insegurança no deslocamento, cansaço e dificuldade para encontrar quem cuide das crianças durante as aulas. Alimentação das crianças vira obstáculo Outro ponto destacado pelo levantamento é a segurança alimentar dos filhos dos estudantes. Segundo a pesquisa, 51% dos alunos de graduação com filhos afirmam que as crianças não têm direito à alimentação nos restaurantes universitários. Na pós-graduação, esse percentual é de 49,3%. Para famílias de baixa renda, esse detalhe pode ser decisivo. Quando a universidade oferece refeição ao estudante, mas não contempla a criança que está sob sua responsabilidade, o custo da permanência aumenta. A alimentação, nesse caso, deixa de ser apenas uma questão assistencial e passa a integrar a política de permanência estudantil. Sem apoio adequado, mães e pais podem ser forçados a escolher entre frequentar as aulas, trabalhar ou cuidar das necessidades básicas dos filhos. Permanência estudantil exige política eficiente Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficientes para garantir que estudantes com filhos consigam concluir seus cursos. Creches universitárias, auxílio permanência, flexibilização de horários, acolhimento institucional e acesso ampliado a restaurantes universitários estão entre medidas que podem reduzir a evasão. Ao mesmo tempo, qualquer política precisa ser bem planejada, com orçamento claro, critérios transparentes e foco nos estudantes em maior vulnerabilidade. O desafio é transformar diagnóstico em ação concreta, sem desperdício e com impacto real. A conclusão de um curso superior pode mudar a trajetória de uma família inteira. Por isso, apoiar mães e pais universitários não deve ser visto como privilégio, mas como investimento em educação, produtividade e desenvolvimento social. O levantamento divulgado pelo grupo ligado ao MEC expõe um problema que já era percebido na rotina das universidades. Agora, com dados mais organizados, a cobrança passa a ser por respostas institucionais capazes de impedir que a maternidade ou a paternidade se tornem barreiras definitivas ao diploma.
Pé-de-Meia tem mais de 991 mil contas sem movimentação, aponta Folha

Quase 1 milhão de estudantes ainda não acessaram contas do Pé-de-Meia Mais de 991 mil contas bancárias abertas para estudantes beneficiados pelo programa Pé-de-Meia não foram movimentadas até o fim de junho, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo. O número representa 14% das contas iniciadas pela Caixa Econômica Federal para o pagamento do incentivo voltado a alunos de baixa renda do ensino médio. O dado acende um alerta sobre a execução do programa, criado para reduzir a evasão escolar e estimular a permanência dos jovens na escola. Embora os recursos tenham sido destinados aos estudantes, parte significativa dos beneficiários ainda não conseguiu acessar ou movimentar os valores. Pé-de-Meia tem contas sem movimentação De acordo com a publicação, as contas foram abertas pela Caixa Econômica Federal para viabilizar os pagamentos do Pé-de-Meia. O programa atende estudantes em situação de vulnerabilidade social e busca oferecer apoio financeiro condicionado à matrícula, frequência escolar e conclusão das etapas do ensino médio. A existência de quase 1 milhão de contas sem movimentação indica um gargalo operacional. Na prática, o benefício pode ter sido registrado, mas ainda não chegou de forma efetiva ao estudante. Esse tipo de problema exige atenção porque políticas públicas dependem não apenas da criação do programa, mas também da capacidade de fazer o recurso alcançar quem realmente precisa. Sem acesso ao dinheiro, o objetivo de reduzir a evasão perde força. Adolescentes dependem de autorização dos responsáveis Parte das contas paradas está vinculada a adolescentes. Nesses casos, a movimentação pode depender do consentimento dos pais ou responsáveis legais. Esse detalhe ajuda a explicar parte do volume de contas sem uso. Muitos jovens podem estar cadastrados corretamente, mas ainda precisam concluir etapas burocráticas para liberar o acesso ao benefício. O problema, porém, também revela a necessidade de comunicação mais clara com famílias e escolas. Quando o beneficiário é menor de idade, responsáveis precisam saber quais documentos apresentar, onde autorizar a movimentação e como acompanhar os pagamentos. Ministério diz fazer força-tarefa Segundo a Folha, o ministério responsável pelo programa afirma estar realizando uma força-tarefa para ativar esses registros e permitir que os estudantes tenham acesso aos recursos. A medida é importante, mas precisa ser acompanhada de transparência. O governo deve informar quantas contas foram regularizadas, quais obstáculos ainda existem e em quanto tempo os alunos conseguirão movimentar os valores. A Caixa também tem papel central no processo, já que é responsável pela abertura das contas e operacionalização dos pagamentos. A integração entre banco, ministério, escolas e famílias será decisiva para reduzir o número de contas paradas. Programa busca combater evasão escolar O Pé-de-Meia foi criado com o objetivo de incentivar estudantes de baixa renda a permanecerem no ensino médio. A lógica é simples: oferecer apoio financeiro para reduzir a pressão econômica que leva muitos jovens a abandonar a escola. Em famílias vulneráveis, adolescentes muitas vezes enfrentam a necessidade de trabalhar cedo ou ajudar na renda doméstica. O incentivo pode funcionar como uma proteção para que o estudante continue estudando. Por isso, a falta de movimentação das contas não é apenas um detalhe bancário. Ela pode comprometer o alcance social da política pública, especialmente nos casos em que o aluno conta com o benefício para transporte, alimentação, material escolar ou apoio à rotina de estudos. Eficiência na gestão é ponto central O caso reforça um ponto essencial para programas sociais: execução eficiente. Não basta anunciar recursos ou abrir contas. É preciso garantir que o dinheiro chegue ao beneficiário certo, no prazo adequado e com orientação simples. A falta de movimentação de 14% das contas mostra que ainda há uma etapa prática a ser resolvida. Em uma política voltada para jovens em situação de vulnerabilidade, cada barreira burocrática pode afastar o estudante do benefício. Também é importante assegurar controle e segurança no pagamento. Autorizações de responsáveis, validação de dados e checagem de elegibilidade são necessárias, mas devem ser organizadas de forma a não inviabilizar o acesso. Desafio agora é liberar acesso aos estudantes A expectativa é que a força-tarefa reduza o número de contas sem movimentação nos próximos meses. Para isso, escolas podem ajudar na comunicação com estudantes e famílias, enquanto os órgãos responsáveis devem simplificar orientações e ampliar canais de atendimento. O episódio mostra que o sucesso do Pé-de-Meia dependerá da capacidade de unir política educacional, assistência social, tecnologia bancária e gestão pública eficiente. Se o objetivo é manter jovens no ensino médio, o benefício precisa ser compreendido, acessado e usado pelos estudantes. A partir de agora, o principal desafio será transformar contas abertas em apoio real para quem está na sala de aula.
Justiça autoriza estudante sem ensino médio completo a se matricular em Medicina na UniRV

Aprovada em Medicina na UniRV garante matrícula na Justiça antes de concluir ensino médio A Justiça de Goiás concedeu, na última quarta-feira (8), uma liminar que garante a uma estudante o direito de se matricular no curso de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV), campus Formosa, mesmo sem ter concluído o ensino médio. A candidata foi aprovada no vestibular 2026/2 e convocada na quarta chamada do processo seletivo. A decisão foi proferida pelo juiz Paulo Henrique Silva Lopes Feitosa, da Vara das Fazendas Públicas, Registros Públicos e Ambiental da Comarca de Formosa. O magistrado determinou que a universidade efetive a matrícula da estudante, permitindo que o certificado de conclusão do ensino médio seja apresentado somente ao fim do ano letivo. Justiça autoriza matrícula em Medicina na UniRV O caso chegou à Justiça porque a candidata corria o risco de perder a vaga no curso de Medicina. Embora tenha sido aprovada e convocada pela universidade, o edital exigia a apresentação imediata do certificado de conclusão do ensino médio. A estudante, no entanto, ainda está regularmente matriculada no 3º ano do ensino médio. Por esse motivo, só poderá obter o certificado após o encerramento do ano letivo. Ao analisar o pedido, o juiz entendeu que estavam presentes os requisitos necessários para a concessão da liminar. A decisão permite a matrícula imediata, desde que a candidata apresente posteriormente a documentação exigida. Candidata foi aprovada no vestibular 2026/2 De acordo com as informações do processo, a estudante participou do vestibular 2026/2 da UniRV e foi chamada para ocupar uma vaga no curso de Medicina no campus Formosa. A aprovação em Medicina costuma envolver alta concorrência, grande investimento familiar e planejamento acadêmico. Por isso, a perda da vaga por uma exigência documental temporária foi considerada ponto central no pedido judicial. A decisão não elimina a necessidade de conclusão do ensino médio. Ela apenas permite que a candidata inicie a matrícula agora e apresente o certificado ao fim do ano letivo, conforme condição determinada pela Justiça. Decisão cita entendimento do TJGO Na liminar, o magistrado destacou que a situação da estudante se enquadra no Tema 29 do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) do Tribunal de Justiça de Goiás. Esse entendimento autoriza o ingresso em curso superior antes da conclusão formal do ensino médio, desde que o estudante esteja em fase final da educação básica e apresente o certificado ao término do ano letivo. O IRDR é um mecanismo usado pelo Judiciário para uniformizar decisões sobre temas repetitivos. Na prática, busca evitar decisões contraditórias em casos semelhantes e dar mais segurança jurídica a estudantes, instituições de ensino e famílias. Matrícula poderá ser cancelada se exigência não for cumprida A liminar estabelece uma condição clara. A estudante deve apresentar o certificado de conclusão do ensino médio ao fim do ano letivo. Caso isso não ocorra, a matrícula poderá ser cancelada. Esse ponto é importante porque preserva a exigência legal de conclusão da educação básica para ingresso definitivo no ensino superior. Ao mesmo tempo, evita que uma aluna aprovada em vestibular perca a vaga antes de concluir formalmente o ano escolar. A decisão, portanto, busca equilibrar o direito da estudante à vaga conquistada com as regras educacionais aplicáveis às universidades. Caso reforça debate sobre acesso ao ensino superior Situações como essa têm se tornado frequentes no Judiciário, especialmente em cursos de alta concorrência, como Medicina. Estudantes aprovados antes do fim do ensino médio recorrem à Justiça para não perder a oportunidade de matrícula. O tema envolve diferentes interesses. De um lado, universidades precisam cumprir editais e regras administrativas. De outro, estudantes que já demonstraram desempenho suficiente no processo seletivo buscam garantir o aproveitamento da vaga conquistada. A solução judicial adotada neste caso preserva a obrigação de apresentação do certificado, mas flexibiliza o prazo. Assim, a matrícula fica condicionada à conclusão regular do ensino médio. Universidade deve cumprir decisão liminar Com a liminar, a UniRV deve efetivar a matrícula da candidata no curso de Medicina do campus Formosa, conforme determinado pela Justiça. Ainda não há informação sobre eventual recurso da universidade. Por se tratar de decisão liminar, o caso ainda pode ter novos desdobramentos. A universidade poderá se manifestar no processo, e o mérito deverá ser analisado posteriormente. Até lá, a estudante fica autorizada a garantir a vaga, mas permanece obrigada a comprovar a conclusão do ensino médio dentro do prazo definido. A decisão reforça a importância da segurança jurídica em processos seletivos e da análise individual em situações que envolvem educação, mérito acadêmico e cumprimento de regras formais.
Farofa com ora-pro-nóbis leva cantineira de BH a destaque nacional em concurso escolar
Receita mineira criada em escola municipal de BH é premiada em concurso do FNDE A “Farofa de ora-pro-nóbis”, receita criada pela cantineira Marina de Fátima da Cunha Reis, colocou a Escola Municipal Sebastiana Novais, em Belo Horizonte, entre os destaques nacionais da 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prato, feito com um ingrediente tradicional da culinária mineira, conquistou os alunos e ganhou reconhecimento por unir sabor, nutrição, cultura regional e educação alimentar. A escola, localizada no bairro Tupi, ficou em segundo lugar em Minas Gerais por votação popular, segundo veículos locais. A competição nacional premiará 55 receitas, sendo duas por unidade da Federação e uma da rede federal, com R$ 5 mil para a merendeira vencedora e R$ 8 mil para a escola investir na melhoria da cozinha ou na compra de equipamentos. Farofa de ora-pro-nóbis valoriza a culinária mineira O principal ingrediente da receita é a ora-pro-nóbis, planta bastante associada à cozinha mineira e conhecida por seu valor nutricional. Na Escola Municipal Sebastiana Novais, a planta é cultivada na própria horta escolar, em uma experiência que envolve estudantes, funcionários e ações de alimentação saudável. Segundo as informações divulgadas, a muda da planta foi levada à escola por uma aluna e passou a ser cultivada com apoio dos funcionários. Aos poucos, o ingrediente foi introduzido na alimentação das crianças, até ganhar uma versão em farofa com farinha de mandioca. A proposta mostra como a alimentação escolar pode ir além do cardápio diário. Quando a comida servida na escola dialoga com a cultura local, com a horta e com a participação dos alunos, ela também vira ferramenta de aprendizado. Receita caiu no gosto dos estudantes Marina de Fátima da Cunha Reis, que atua há anos na rede municipal, contou que a farofa virou uma das favoritas das crianças. Segundo ela, os alunos já reconhecem a ora-pro-nóbis e demonstram entusiasmo quando sabem que o prato será servido. A cantineira relatou que as crianças chegam a querer levar mudas para casa e que os menores comemoram quando a farofa entra no cardápio. A aceitação dos estudantes é um dos pontos mais importantes da história, porque mostra que comida saudável não precisa ser distante da realidade das crianças nem apresentada de forma pouco atrativa. No caso da escola de BH, o sucesso veio justamente da combinação entre um ingrediente regional, preparo simples e vínculo afetivo com a comunidade escolar. Concurso do FNDE reconhece merendeiras O Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar foi criado para valorizar o trabalho de merendeiras e merendeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Segundo o FNDE, a iniciativa busca reconhecer preparações saudáveis, sustentáveis e conectadas aos hábitos alimentares locais. Nesta edição, Minas Gerais teve 408 receitas inscritas, sendo 11 delas produzidas em escolas municipais e unidades parceiras de Belo Horizonte, conforme divulgado inicialmente pela Prefeitura de Belo Horizonte e repercutido pela imprensa. O concurso também prevê que as receitas vencedoras sejam reunidas em uma publicação digital, ampliando a circulação de boas práticas entre escolas públicas de todo o país. Essa troca de experiências pode ajudar outras redes de ensino a adotarem preparos regionais, nutritivos e de baixo custo. Alimentação escolar também é educação A conquista da escola de Belo Horizonte reforça uma ideia importante: merenda escolar não é apenas refeição. Ela faz parte da formação dos estudantes, influencia hábitos alimentares, aproxima crianças de alimentos naturais e fortalece a identidade cultural. Em um país onde muitas famílias enfrentam dificuldades para manter uma alimentação equilibrada, a escola tem papel estratégico. Cardápios bem planejados, hortas pedagógicas e merendeiras valorizadas contribuem para melhorar a relação das crianças com os alimentos. A gerente de Alimentação Escolar da Prefeitura de Belo Horizonte, Ana Carolina Barcellos, afirmou que ver uma preparação criada dentro da escola ganhar reconhecimento nacional demonstra que a alimentação escolar também é espaço de aprendizado, afeto e valorização da identidade alimentar. Reconhecimento fortalece a rede municipal Além do prêmio financeiro, o reconhecimento nacional dá visibilidade ao trabalho das profissionais que atuam diariamente nas cozinhas escolares. São elas que transformam ingredientes simples em refeições capazes de alimentar, acolher e educar. A história da farofa de ora-pro-nóbis mostra que inovação na alimentação pública nem sempre depende de soluções caras. Muitas vezes, ela nasce da escuta da comunidade, da valorização de ingredientes regionais e da criatividade de quem conhece de perto o gosto dos alunos. Com a premiação, a Escola Municipal Sebastiana Novais passa a representar um exemplo de como a alimentação escolar pode unir saúde, cultura mineira, sustentabilidade e participação dos estudantes.
Estudantes da USP decretam greve por tempo indeterminado

Estudantes do campus Butantã da Universidade de São Paulo aderiram a um movimento de greve e paralisação que impacta o funcionamento da instituição desde terça-feira (14) de abril. A mobilização ocorre em apoio aos funcionários técnico-administrativos, que também cruzaram os braços por tempo indeterminado, além de reivindicações próprias dos alunos. No campus da capital, considerado o principal da universidade, aulas e serviços foram afetados, incluindo restaurantes universitários e atendimentos administrativos. Protestos e atos foram registrados ao longo do dia, com concentração em frente à reitoria e caminhadas pelo campus. Entre as principais pautas dos estudantes estão o aumento no valor das bolsas de permanência, melhorias na infraestrutura e condições dos restaurantes universitários, além de maior apoio estudantil. Já os funcionários reivindicam reajuste salarial e igualdade de benefícios em relação aos docentes, após a aprovação de uma bonificação exclusiva para professores, o que gerou insatisfação entre as categorias. O movimento reúne dezenas de cursos e entidades estudantis, ampliando a pressão sobre a administração da universidade. Novas assembleias e atos devem definir os próximos passos da greve, que segue sem previsão de término.
MEC lança app com quase 8 mil livros gratuitos para leitura online; veja como acessar

O Ministério da Educação (MEC) lançou o aplicativo MEC Livros, uma plataforma digital que reúne quase oito mil títulos gratuitos para os leitores. A proposta é funcionar como uma biblioteca pública online, permitindo o acesso a obras literárias de forma prática e gratuita. No acervo, os usuários encontram livros autorais, lançamentos, títulos mais vendidos e também obras em domínio público, que poderão ser baixadas em formato ePub. Entre os autores disponíveis estão nomes brasileiros, como Clarice Lispector e Ariano Suassuna, além de escritores estrangeiros, como José Saramago e Gabriel García Márquez. O aplicativo também oferece recursos de personalização para facilitar a leitura, como ajuste de fonte, contraste, elementos de gamificação e notificações automáticas. O MEC Livros está disponível para Android, computadores e conta ainda com integração ao portal gov.br. Como funciona o empréstimo A plataforma opera no modelo de empréstimo digital temporário. Cada livro pode ficar com o usuário por 14 dias, com possibilidade de renovação por mais duas semanas. O sistema permite apenas um empréstimo por vez. Dessa forma, para reservar um novo título, o leitor precisa primeiro devolver o livro que já estiver em uso.