Brasil não acredita no hexa: 56% acham que Seleção não ganhará a Copa, diz Quaest

Maioria dos brasileiros desconfia do hexa, mas confiança na Seleção cresce antes da Copa A maioria dos brasileiros ainda não acredita que a Seleção Brasileira conquistará o hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026. Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) aponta que 56% dos entrevistados dizem não confiar no título do Brasil, enquanto 35% acreditam que a equipe comandada por Carlo Ancelotti levantará a taça. Outros 9% não souberam ou não responderam. Apesar do cenário de desconfiança, o levantamento mostra melhora no humor da torcida. Em abril, 68% afirmavam não acreditar no título, enquanto apenas 25% apostavam no hexa. Agora, a taxa de descrentes caiu 12 pontos percentuais, e a confiança no título subiu 10 pontos. Brasileiros ainda desconfiam do hexa O resultado reflete o peso de mais de duas décadas sem título mundial. O Brasil não vence uma Copa desde 2002, quando conquistou o pentacampeonato no Japão e na Coreia do Sul. Desde então, a Seleção acumulou eliminações marcantes, incluindo quedas nas quartas de final e a derrota histórica para a Alemanha em 2014. Essa sequência ajuda a explicar por que a confiança no hexa deixou de ser automática. Durante muitos anos, a Seleção entrava em Copas cercada por favoritismo popular. Agora, mesmo com uma leve recuperação no otimismo, a maioria dos torcedores prefere adotar cautela. Pesquisa Quaest mostra melhora na confiança O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa também perguntou até onde os brasileiros acreditam que a Seleção chegará. A opção mais citada foi o título, com 35%. Em seguida, 23% disseram acreditar que o Brasil cairá nas quartas de final; 10% apostam em eliminação nas primeiras fases de mata-mata; 8% veem a Seleção chegando à semifinal; 7% acham que o time não passará da fase de grupos; e 3% acreditam em vice-campeonato. Nordeste é a região mais otimista Segundo o SBT News, o Nordeste aparece como a região mais confiante no título, com 41% dos entrevistados acreditando no hexa. Já o Sul registra o maior pessimismo, com 64% dos entrevistados dizendo não acreditar que o Brasil será campeão. No recorte por renda, o otimismo é maior entre pessoas que recebem até dois salários mínimos, grupo em que 39% acreditam no título. Entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, o pessimismo chega a 60%. Ancelotti melhora percepção da Seleção A presença de Carlo Ancelotti no comando da Seleção aparece como um dos fatores que podem explicar a recuperação parcial da confiança. O técnico italiano, no cargo desde maio de 2025, teve aprovação de 58% dos entrevistados, alta de 17 pontos em relação a abril. A desaprovação caiu para 14%. A melhora não elimina a pressão. Pelo contrário: mostra que parte da torcida reconhece sinais de reorganização, mas ainda espera resultados concretos em campo. No futebol brasileiro, confiança costuma depender menos de discurso e mais de desempenho, especialmente em Copa do Mundo. Desconfiança revela nova relação com a Seleção O dado de 56% de descrença mostra uma mudança importante na relação entre torcida e Seleção Brasileira. O torcedor continua apaixonado, mas menos disposto a acreditar apenas pela tradição da camisa. Depois de cinco Copas sem título, o peso histórico já não basta para convencer a maioria. Esse ceticismo também pode ser visto como cobrança. O Brasil tem talento, tradição e jogadores de alto nível, mas a torcida quer competitividade, equilíbrio emocional, organização tática e capacidade de decidir jogos grandes. A pesquisa, portanto, não indica abandono da Seleção. Indica exigência. O brasileiro ainda quer o hexa, mas passou a cobrar provas antes de acreditar.
Camisa usada por Pelé na final da Copa de 1958 pode ser leiloada por mais de R$ 30 milhões

Relíquia histórica de Pelé na Copa de 1958 vai a leilão em Nova York A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, será leiloada pela Sotheby’s, em Nova York. A peça, uma camisa 10 azul usada pelo Rei do Futebol aos 17 anos na vitória por 5 a 2 sobre a Suécia, deve receber lances entre 29 de junho e 16 de julho e pode ultrapassar US$ 6 milhões, cerca de R$ 30 milhões. O uniforme é considerado uma das relíquias mais importantes da história do futebol brasileiro. Na final disputada no Estádio Rasunda, em Estocolmo, Pelé marcou dois gols e se tornou o jogador mais jovem a balançar as redes em uma decisão de Copa do Mundo. Camisa usada por Pelé na final de 1958 vai a leilão A venda faz parte do leilão “The Beautiful Game”, organizado pela Sotheby’s para reunir itens históricos do futebol mundial. A casa de leilões informa que a peça é uma camisa Idrott, tamanho 5, de algodão, datada de aproximadamente 1958. A página oficial da Sotheby’s registra a procedência da peça, que teria sido presenteada por Pelé ao companheiro de seleção Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida. A camisa azul tem valor simbólico especial porque foi usada no jogo que abriu a era de ouro do futebol brasileiro. Naquele 29 de junho de 1958, o Brasil venceu a Suécia e iniciou uma trajetória que transformaria Pelé em uma figura global do esporte. Peça histórica pertenceu à família de Dida Após a final, Pelé deu a camisa a Dida, colega de seleção e também atacante. Segundo a Associated Press, a peça permaneceu por décadas com a família de Dida, passou por um museu brasileiro e foi adquirida pelo atual proprietário, não identificado, em 2004. No Brasil, a história da camisa também está ligada ao Museu dos Esportes de Maceió. De acordo com o ge, a peça foi vendida em 2004 por cerca de US$ 105 mil para ajudar a evitar a falência do museu. O veículo informou ainda que o museu alagoano não receberá valores com a nova venda. A Sotheby’s registra em sua página oficial que a camisa foi doada pela família de Dida ao Museu dos Esportes e depois leiloada pela Christie’s em setembro de 2004, antes de passar ao colecionador privado que agora a coloca novamente no mercado. Valor pode colocar item entre os mais caros do esporte A estimativa superior a US$ 6 milhões coloca a camisa de Pelé entre os itens esportivos mais valiosos já negociados. A Folha de S.Paulo lembra que a camisa usada por Diego Maradona no jogo da “Mão de Deus”, na Copa de 1986, foi vendida por US$ 9,3 milhões em 2022. O mesmo texto cita uma camisa de Michael Jordan vendida por US$ 10,1 milhões. A valorização mostra como o mercado de memorabilia esportiva se tornou um segmento internacional de alto valor. Itens usados em jogos históricos, especialmente quando ligados a atletas de dimensão global, passaram a ser tratados como patrimônio cultural, financeiro e afetivo. No caso de Pelé, o valor vai além do colecionismo. A camisa representa o início da consagração mundial do maior nome da história do futebol brasileiro e de uma seleção que se tornaria referência técnica, cultural e esportiva. Leilão ocorre durante clima de Copa do Mundo A exposição pública da camisa está prevista para começar em 1º de julho no Breuer Building, em Manhattan, segundo a Associated Press. A venda ocorrerá no período da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, o que aumenta a visibilidade internacional do item. A escolha do calendário não é casual. Em ano de Copa, objetos ligados à história do futebol ganham maior atenção de colecionadores, investidores, torcedores e instituições esportivas. A camisa de 1958, nesse contexto, reúne raridade, autenticidade, narrativa histórica e ligação direta com um dos momentos mais importantes da Seleção Brasileira. Relíquia reforça o peso da memória esportiva brasileira A possível venda por mais de R$ 30 milhões reforça o valor da memória esportiva nacional. Para o Brasil, a camisa não é apenas um uniforme antigo. Ela simboliza a primeira estrela da Seleção, o surgimento internacional de Pelé e uma fase em que o futebol brasileiro passou a ser reconhecido como potência mundial. O leilão também reacende o debate sobre preservação de acervos históricos no país. Peças como essa, quando deixam museus e passam a circular em coleções privadas, ganham valorização financeira, mas podem se afastar do acesso público. Ainda assim, a nova venda confirma a força global do legado de Pelé. Quase sete décadas depois da final de 1958, a camisa azul usada pelo Rei continua despertando interesse, emoção e disputas milionárias no mercado internacional.
CRISTIANO RONALDO VIRA SÓCIO DA EMPRESA DONA DA CAZÉ TV E MIRA EXPANSÃO GLOBAL DO STREAMING

Cristiano Ronaldo fechou um acordo para se tornar sócio estratégico e acionista da LiveModeTV, braço internacional da LiveMode, dona da CazéTV. A parceria marca o início da expansão global da companhia brasileira. O foco inicial da expansão será Portugal, país natal do craque. A operação internacional vai estrear com transmissões gratuitas da Copa do Mundo FIFA 2026 pelo YouTube. Com mais de 660 milhões de seguidores no Instagram, CR7 chega ao projeto com forte poder de audiência digital. Atualmente, ele é a pessoa mais seguida do mundo na plataforma. Já a LiveMode leva para fora um modelo hiperconsolidado no Brasil. Em 2025, a CazéTV alcançou 3,7 bilhões de visualizações no YouTube. O canal também registrou 11 das 16 maiores transmissões ao vivo da história da plataforma. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo amplia seu portfólio de negócios. O jogador já investe em hotéis, clínicas e marcas próprias. Seu patrimônio é estimado em US$ 1,4 bilhão. Fonte: The News
Lesão grave pode tirar Estêvão da Copa do Mundo

A seleção brasileira pode ter um desfalque importante para a próxima Copa do Mundo. O atacante Estêvão, do Chelsea, sofreu uma lesão grave na coxa direita e tem poucas chances de disputar o torneio, que acontece entre junho e julho. A convocação oficial da equipe está prevista para o dia 18 de maio. De acordo com o jornal The Athletic, exames realizados no início da semana apontaram uma lesão de grau 4, considerada uma das mais severas, próxima de uma ruptura total do músculo. O tempo estimado de recuperação varia entre três e quatro meses, o que praticamente inviabiliza a presença do jogador no mundial. A lesão ocorreu durante a partida entre Chelsea e Manchester United, pelo Campeonato Inglês. Diante da gravidade, o clube inglês chegou a sugerir uma cirurgia imediata. No entanto, o atleta e sua equipe optaram, inicialmente, por um tratamento conservador, com o objetivo de acelerar a recuperação e tentar garantir presença na convocação. Estêvão negocia com o Chelsea a possibilidade de vir ao Brasil para dar sequência ao tratamento junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em uma tentativa de ganhar tempo na recuperação. Esta é a segunda lesão do atacante na temporada. Anteriormente, ele já havia sofrido um problema muscular na perna esquerda, que o afastou dos gramados entre fevereiro e março. Na ocasião, também ficou fora dos amistosos da seleção contra França e Croácia. Na temporada, o jovem soma 36 partidas pelo Chelsea, com oito gols marcados e quatro assistências. Pela seleção brasileira, já entrou em campo em 11 jogos e balançou as redes cinco vezes.
Desinteresse pela Copa bate recorde e alcança 54% dos brasileiros

A pouco menos de dois meses para o início da Copa do Mundo, com uma seleção que não inspira grande confiança nos torcedores, a maioria dos brasileiros não demonstra vontade de acompanhar as partidas do torneio sediado por Estados Unidos, Canadá e México. Segundo pesquisa Datafolha, 54% da população diz não ter interesse em assistir aos jogos do Mundial. O instituto ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Esse é o maior percentual da série histórica, iniciada em 1994, ultrapassando em um ponto percentual o recorde anterior, registrado antes da Copa de 2018, na Rússia. Às vésperas da edição no Qatar, em 2022, 51% demonstravam pouco interesse no torneio. O desinteresse é consideravelmente maior entre as mulheres (62%) em comparação com os homens (46%).
Adolescente de 14 anos morre após passar mal durante treino de futebol

Um momento de esporte e alegria terminou em tragédia em Heitoraí, no noroeste de Goiás. O adolescente Myguel Martins Oliveira, de apenas 14 anos, morreu após passar mal durante um treino de futebol realizado pela escolinha mantida pela prefeitura. Segundo o secretário municipal de Saúde, Alison Paulinelle, o jovem foi levado às pressas para a unidade de atendimento, mas já chegou ao local sem pulso. A equipe médica realizou manobras de reanimação, porém ele não reagiu. A morte foi registrada nesta quarta-feira (15) e, até o momento, a causa ainda não foi confirmada. De acordo com a Secretaria de Saúde, o caso está sob análise do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que deverá apontar o que provocou o mal súbito. Pedro Augusto, responsável pelo time, relatou que Myguel participava normalmente das atividades quando passou mal durante o treino. A morte precoce do adolescente gerou comoção na cidade, especialmente entre colegas, professores e familiares, que aguardam respostas sobre o que levou à tragédia.
Libertadores: Corinthians bate Santa Fé e vence a segunda no torneio

O Corinthians venceu o Santa Fe, da Colômbia, por 2 x 0, na noite desta quarta-feira (15/4), na Neo Química Arena, pela 2ª rodada da Libertadores. Raniele e Gustavo Henrique, ambos no segundo tempo e após jogadas de bola parada, fizeram os gols do jogo. Com este resultado, o Timão segue na liderança do Grupo E, agora com seis pontos marcados. Já os colombianos ficam em 3°, com apenas um de pontuação. Vale lembrar que Peñarol e Platense, outro integrantes da chave, se enfrentarão apenas na quinta (16/4).
Goiás tem três centros de treinamento selecionados pela Fifa para a Copa do Mundo Feminina de 2027

Goiás foi contemplado com três centros de treinamento no catálogo oficial divulgado pela Fifa para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Os locais selecionados ficam em Goiânia e Aparecida de Goiânia e poderão ser escolhidos pelas seleções classificadas como base de preparação durante o torneio. A lista foi publicada nesta quarta-feira, 15, e reúne 38 estruturas esportivas espalhadas pelo país, todas vinculadas a opções de hospedagem. O material será utilizado pelas 32 seleções participantes após a definição da tabela de jogos e das cidades-sede. No recorte goiano, os espaços aprovados pela Fifa são o Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia; o Vila Nova Futebol Clube, por meio de seu centro de treinamento, também na capital; e o Estádio Anníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia. Segundo a entidade, o processo de escolha envolveu visitas técnicas realizadas entre novembro de 2024 e março de 2026. Ao todo, 52 cidades em 19 estados brasileiros foram avaliadas, com análise de 261 instalações esportivas. A presença de três estruturas goianas no catálogo reforça o posicionamento do estado como destino apto para grandes eventos esportivos internacionais, especialmente após a realização de competições recentes de grande porte e os investimentos em infraestrutura esportiva e logística.
A cada hora de corrida, o corpo ganha 7 horas de vida, aponta estudo

Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology com mais de 55 mil pessoas acompanhadas por 15 anos mostrou que correr reduz em 45% o risco de morte por doenças cardiovasculares e em cerca de 30% o risco de morte por qualquer causa. O benefício estimado é de até 3 anos a mais de expectativa de vida. O dado mais surpreendente é que esse impacto aparece mesmo com volumes baixos de treino — 5 a 10 minutos por dia em ritmo leve já são suficientes para colher os benefícios. Para cada hora de corrida, estima-se um ganho médio de 7 horas de vida ao longo do tempo. A consistência, não a intensidade, é o fator decisivo. Além da proteção cardiovascular, a corrida também foi associada a menor risco de câncer e doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. A mensagem dos pesquisadores é que a longevidade não depende de grandes mudanças — depende de pequenas doses de movimento repetidas ao longo do tempo.
Velocista australiano de 18 anos filho de refugiados supera Usain Bolt e bate recorde nos 200m

O velocista australiano Gout Gout, de apenas 18 anos, consolidou seu status como uma das grandes promessas do atletismo ao bater o recorde mundial sub-20 dos 200 metros, com o tempo de 19,67 segundos, durante o Campeonato Nacional da Austrália, realizado neste domingo. O desempenho o coloca no centro das atenções e intensifica as comparações com Usain Bolt, recordista mundial da prova e que registrou o recorde pessoal de 19,93 segundos quando disputou o sub-20. Para o treinador Ramón Cid, o jovem se destaca especialmente na fase de aceleração máxima. Apontado como um fenômeno da velocidade, o australiano chama atenção pelo estilo leve e eficiente. Com contrato profissional assinado com a Adidas desde outubro de 2024, Gout passou a se dedicar integralmente ao atletismo após concluir os estudos básicos. Após a prova histórica, celebrou o resultado: “Tiro um grande peso de cima ao saber que corri de forma legal e que tenho a velocidade necessária para alcançar esses tempos. Então, sem dúvida, me sinto ótimo. Estou pronto para mais”.