Farofa com ora-pro-nóbis leva cantineira de BH a destaque nacional em concurso escolar
Receita mineira criada em escola municipal de BH é premiada em concurso do FNDE A “Farofa de ora-pro-nóbis”, receita criada pela cantineira Marina de Fátima da Cunha Reis, colocou a Escola Municipal Sebastiana Novais, em Belo Horizonte, entre os destaques nacionais da 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O prato, feito com um ingrediente tradicional da culinária mineira, conquistou os alunos e ganhou reconhecimento por unir sabor, nutrição, cultura regional e educação alimentar. A escola, localizada no bairro Tupi, ficou em segundo lugar em Minas Gerais por votação popular, segundo veículos locais. A competição nacional premiará 55 receitas, sendo duas por unidade da Federação e uma da rede federal, com R$ 5 mil para a merendeira vencedora e R$ 8 mil para a escola investir na melhoria da cozinha ou na compra de equipamentos. Farofa de ora-pro-nóbis valoriza a culinária mineira O principal ingrediente da receita é a ora-pro-nóbis, planta bastante associada à cozinha mineira e conhecida por seu valor nutricional. Na Escola Municipal Sebastiana Novais, a planta é cultivada na própria horta escolar, em uma experiência que envolve estudantes, funcionários e ações de alimentação saudável. Segundo as informações divulgadas, a muda da planta foi levada à escola por uma aluna e passou a ser cultivada com apoio dos funcionários. Aos poucos, o ingrediente foi introduzido na alimentação das crianças, até ganhar uma versão em farofa com farinha de mandioca. A proposta mostra como a alimentação escolar pode ir além do cardápio diário. Quando a comida servida na escola dialoga com a cultura local, com a horta e com a participação dos alunos, ela também vira ferramenta de aprendizado. Receita caiu no gosto dos estudantes Marina de Fátima da Cunha Reis, que atua há anos na rede municipal, contou que a farofa virou uma das favoritas das crianças. Segundo ela, os alunos já reconhecem a ora-pro-nóbis e demonstram entusiasmo quando sabem que o prato será servido. A cantineira relatou que as crianças chegam a querer levar mudas para casa e que os menores comemoram quando a farofa entra no cardápio. A aceitação dos estudantes é um dos pontos mais importantes da história, porque mostra que comida saudável não precisa ser distante da realidade das crianças nem apresentada de forma pouco atrativa. No caso da escola de BH, o sucesso veio justamente da combinação entre um ingrediente regional, preparo simples e vínculo afetivo com a comunidade escolar. Concurso do FNDE reconhece merendeiras O Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar foi criado para valorizar o trabalho de merendeiras e merendeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Segundo o FNDE, a iniciativa busca reconhecer preparações saudáveis, sustentáveis e conectadas aos hábitos alimentares locais. Nesta edição, Minas Gerais teve 408 receitas inscritas, sendo 11 delas produzidas em escolas municipais e unidades parceiras de Belo Horizonte, conforme divulgado inicialmente pela Prefeitura de Belo Horizonte e repercutido pela imprensa. O concurso também prevê que as receitas vencedoras sejam reunidas em uma publicação digital, ampliando a circulação de boas práticas entre escolas públicas de todo o país. Essa troca de experiências pode ajudar outras redes de ensino a adotarem preparos regionais, nutritivos e de baixo custo. Alimentação escolar também é educação A conquista da escola de Belo Horizonte reforça uma ideia importante: merenda escolar não é apenas refeição. Ela faz parte da formação dos estudantes, influencia hábitos alimentares, aproxima crianças de alimentos naturais e fortalece a identidade cultural. Em um país onde muitas famílias enfrentam dificuldades para manter uma alimentação equilibrada, a escola tem papel estratégico. Cardápios bem planejados, hortas pedagógicas e merendeiras valorizadas contribuem para melhorar a relação das crianças com os alimentos. A gerente de Alimentação Escolar da Prefeitura de Belo Horizonte, Ana Carolina Barcellos, afirmou que ver uma preparação criada dentro da escola ganhar reconhecimento nacional demonstra que a alimentação escolar também é espaço de aprendizado, afeto e valorização da identidade alimentar. Reconhecimento fortalece a rede municipal Além do prêmio financeiro, o reconhecimento nacional dá visibilidade ao trabalho das profissionais que atuam diariamente nas cozinhas escolares. São elas que transformam ingredientes simples em refeições capazes de alimentar, acolher e educar. A história da farofa de ora-pro-nóbis mostra que inovação na alimentação pública nem sempre depende de soluções caras. Muitas vezes, ela nasce da escuta da comunidade, da valorização de ingredientes regionais e da criatividade de quem conhece de perto o gosto dos alunos. Com a premiação, a Escola Municipal Sebastiana Novais passa a representar um exemplo de como a alimentação escolar pode unir saúde, cultura mineira, sustentabilidade e participação dos estudantes.
Camisa usada por Pelé na final da Copa de 1958 pode ser leiloada por mais de R$ 30 milhões

Relíquia histórica de Pelé na Copa de 1958 vai a leilão em Nova York A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil conquistou seu primeiro título mundial, será leiloada pela Sotheby’s, em Nova York. A peça, uma camisa 10 azul usada pelo Rei do Futebol aos 17 anos na vitória por 5 a 2 sobre a Suécia, deve receber lances entre 29 de junho e 16 de julho e pode ultrapassar US$ 6 milhões, cerca de R$ 30 milhões. O uniforme é considerado uma das relíquias mais importantes da história do futebol brasileiro. Na final disputada no Estádio Rasunda, em Estocolmo, Pelé marcou dois gols e se tornou o jogador mais jovem a balançar as redes em uma decisão de Copa do Mundo. Camisa usada por Pelé na final de 1958 vai a leilão A venda faz parte do leilão “The Beautiful Game”, organizado pela Sotheby’s para reunir itens históricos do futebol mundial. A casa de leilões informa que a peça é uma camisa Idrott, tamanho 5, de algodão, datada de aproximadamente 1958. A página oficial da Sotheby’s registra a procedência da peça, que teria sido presenteada por Pelé ao companheiro de seleção Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida. A camisa azul tem valor simbólico especial porque foi usada no jogo que abriu a era de ouro do futebol brasileiro. Naquele 29 de junho de 1958, o Brasil venceu a Suécia e iniciou uma trajetória que transformaria Pelé em uma figura global do esporte. Peça histórica pertenceu à família de Dida Após a final, Pelé deu a camisa a Dida, colega de seleção e também atacante. Segundo a Associated Press, a peça permaneceu por décadas com a família de Dida, passou por um museu brasileiro e foi adquirida pelo atual proprietário, não identificado, em 2004. No Brasil, a história da camisa também está ligada ao Museu dos Esportes de Maceió. De acordo com o ge, a peça foi vendida em 2004 por cerca de US$ 105 mil para ajudar a evitar a falência do museu. O veículo informou ainda que o museu alagoano não receberá valores com a nova venda. A Sotheby’s registra em sua página oficial que a camisa foi doada pela família de Dida ao Museu dos Esportes e depois leiloada pela Christie’s em setembro de 2004, antes de passar ao colecionador privado que agora a coloca novamente no mercado. Valor pode colocar item entre os mais caros do esporte A estimativa superior a US$ 6 milhões coloca a camisa de Pelé entre os itens esportivos mais valiosos já negociados. A Folha de S.Paulo lembra que a camisa usada por Diego Maradona no jogo da “Mão de Deus”, na Copa de 1986, foi vendida por US$ 9,3 milhões em 2022. O mesmo texto cita uma camisa de Michael Jordan vendida por US$ 10,1 milhões. A valorização mostra como o mercado de memorabilia esportiva se tornou um segmento internacional de alto valor. Itens usados em jogos históricos, especialmente quando ligados a atletas de dimensão global, passaram a ser tratados como patrimônio cultural, financeiro e afetivo. No caso de Pelé, o valor vai além do colecionismo. A camisa representa o início da consagração mundial do maior nome da história do futebol brasileiro e de uma seleção que se tornaria referência técnica, cultural e esportiva. Leilão ocorre durante clima de Copa do Mundo A exposição pública da camisa está prevista para começar em 1º de julho no Breuer Building, em Manhattan, segundo a Associated Press. A venda ocorrerá no período da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, o que aumenta a visibilidade internacional do item. A escolha do calendário não é casual. Em ano de Copa, objetos ligados à história do futebol ganham maior atenção de colecionadores, investidores, torcedores e instituições esportivas. A camisa de 1958, nesse contexto, reúne raridade, autenticidade, narrativa histórica e ligação direta com um dos momentos mais importantes da Seleção Brasileira. Relíquia reforça o peso da memória esportiva brasileira A possível venda por mais de R$ 30 milhões reforça o valor da memória esportiva nacional. Para o Brasil, a camisa não é apenas um uniforme antigo. Ela simboliza a primeira estrela da Seleção, o surgimento internacional de Pelé e uma fase em que o futebol brasileiro passou a ser reconhecido como potência mundial. O leilão também reacende o debate sobre preservação de acervos históricos no país. Peças como essa, quando deixam museus e passam a circular em coleções privadas, ganham valorização financeira, mas podem se afastar do acesso público. Ainda assim, a nova venda confirma a força global do legado de Pelé. Quase sete décadas depois da final de 1958, a camisa azul usada pelo Rei continua despertando interesse, emoção e disputas milionárias no mercado internacional.
Polícia Militar prende foragido da Justiça após agressão à companheira em Rio Verde

Homem com mandado por roubo é preso após invadir casa e agredir companheira em Rio Verde A Polícia Militar de Rio Verde prendeu um homem foragido da Justiça após uma ocorrência de violência doméstica registrada em uma residência do município. A equipe da viatura 8.14903, composta pelo Sargento Valadão e pelo Cabo De Jesus, foi acionada pelo COPOM para atender a denúncia e, no local, encontrou a vítima com relato de agressão praticada pelo companheiro. Segundo as informações repassadas à equipe policial, a vítima, identificada pelas iniciais D.S., relatou manter união estável com o autor, identificado pelas iniciais M.S. Durante a averiguação, os policiais constataram que o homem possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo. Foragido da Justiça é preso em Rio Verde De acordo com o relato da vítima, ela estava atendendo uma cliente em sua residência quando o companheiro chegou ao local para buscar alguns pertences. Após receber os objetos, o homem passou a cobrar uma quantia em dinheiro que afirmava ainda lhe ser devida. A mulher informou aos policiais que já havia realizado o depósito do valor. No entanto, ao consultar o aplicativo bancário, o autor alegou que a quantia estava incompleta. A partir desse momento, a discussão verbal teria se intensificado. Segundo a vítima, irritado, o homem passou a chutar a porta da residência. Com os impactos, a porta foi arrombada e acabou atingindo a mulher na região da testa, causando lesão. Em seguida, o autor teria invadido o imóvel e passado a agredi-la com socos. Violência doméstica mobilizou a Polícia Militar Diante da situação, a equipe policial realizou a prisão do autor. Além da ocorrência de violência doméstica, os militares confirmaram que ele estava foragido da Justiça em razão de mandado de prisão pelo crime de roubo. O homem foi conduzido à 8ª Delegacia Regional de Polícia, onde foi apresentado à autoridade policial para os procedimentos legais cabíveis. A vítima foi encaminhada para atendimento médico, em razão da lesão sofrida durante a invasão da residência. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde atualizado da mulher, nem se ela solicitará medida protetiva de urgência. Discussão por dinheiro teria motivado agressão Conforme o registro, a discussão teria começado por causa de uma cobrança financeira feita pelo autor. A vítima afirmou que já havia feito o pagamento, mas o homem teria alegado que o valor estava incompleto. Casos de violência doméstica muitas vezes envolvem discussões relacionadas a dinheiro, ciúmes, separação, convivência familiar ou controle emocional. No entanto, nenhuma divergência justifica agressão, ameaça, invasão de residência ou destruição de patrimônio. A apuração da Polícia Civil deverá analisar os relatos, eventuais testemunhas, laudos médicos e demais elementos da ocorrência para definir os enquadramentos legais aplicáveis ao caso. Mandado por roubo estava em aberto A constatação de que o autor possuía mandado de prisão em aberto agravou a situação. Segundo a Polícia Militar, o homem era procurado pelo crime de roubo e foi preso após o atendimento da ocorrência de violência doméstica. A prisão representa uma resposta importante das forças de segurança, tanto pela proteção da vítima quanto pelo cumprimento de ordem judicial pendente. A partir da condução à delegacia, caberá à autoridade policial adotar as medidas previstas em lei e comunicar o Poder Judiciário. Caso reforça importância da denúncia A ocorrência reforça a importância do acionamento imediato das forças de segurança em situações de violência doméstica. Quando há agressão, ameaça, invasão, lesão ou risco à integridade da vítima, a comunicação rápida pode evitar o agravamento do caso. A Lei Maria da Penha prevê mecanismos de proteção para mulheres em situação de violência, incluindo medidas protetivas, afastamento do agressor e proibição de contato, conforme avaliação da autoridade competente. Em Rio Verde, a atuação da Polícia Militar permitiu a prisão do autor e o encaminhamento da vítima para atendimento. O caso seguirá agora sob responsabilidade da Polícia Civil e do Poder Judiciário, respeitando o devido processo legal e o direito de defesa do preso. Assista o vídeo aqui
Corte na Defesa suspende operações do Exército nas fronteiras contra o crime organizado

Bloqueio de R$ 4,3 bilhões na Defesa afeta ações do Exército em áreas de fronteira O contingenciamento de recursos no orçamento do Ministério da Defesa levou o Exército Brasileiro a suspender operações em curso nas fronteiras do país voltadas ao monitoramento e ao combate ao crime organizado. Segundo a CNN Brasil, o bloqueio na Defesa foi de R$ 4,3 bilhões, dos quais cerca de R$ 1,5 bilhão atingiam ações específicas do Exército em áreas estratégicas de fronteira. A informação surge em um momento delicado para a segurança nacional. As fronteiras brasileiras são rotas usadas por grupos criminosos para tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal, desmatamento e circulação de produtos ilícitos. A suspensão de operações nessa área amplia a preocupação de especialistas e autoridades sobre a capacidade do Estado de manter presença contínua em regiões de difícil fiscalização. Corte na Defesa atinge operações de fronteira O bloqueio faz parte de uma contenção mais ampla no Orçamento de 2026. O governo federal informou que ampliou o bloqueio total para R$ 23,678 bilhões, com o objetivo de cumprir regras fiscais e adequar a execução das despesas à previsão de receitas. Entre os ministérios, a Defesa foi a pasta mais atingida, com R$ 4,363 bilhões bloqueados, segundo a Agência Brasil. O Ministério das Cidades aparece em seguida, com R$ 3,32 bilhões. Na prática, o contingenciamento afeta despesas discricionárias, como custeio, investimentos, manutenção de operações, deslocamentos, combustível, logística e equipamentos. Embora o ajuste fiscal seja uma necessidade em qualquer governo responsável, a interrupção de ações sensíveis na fronteira levanta dúvidas sobre a escolha das prioridades. Exército atuava contra tráfico, contrabando e garimpo ilegal Segundo a CNN, fontes militares relataram que as ações suspensas eram lideradas principalmente pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Comando Militar do Oeste. Essas regiões fazem fronteira com países associados a rotas de produção e circulação de drogas, além de áreas vulneráveis ao contrabando, ao garimpo ilegal e a crimes ambientais. A Operação Ágata, citada pela CNN como uma das principais ações de fronteira, apreendeu neste ano mais de 15 toneladas de drogas na região amazônica, neutralizou 62 dragas usadas em garimpo ilegal e paralisou 117 balsas. Esses números mostram que operações desse tipo têm impacto direto na repressão a economias criminosas. A ausência temporária dessas ações pode abrir espaço para reorganização de rotas ilícitas. Em segurança pública, a presença permanente do Estado costuma ser decisiva para impedir que facções ocupem territórios e consolidem corredores logísticos. Suspensão ocorre após decisão dos EUA sobre PCC e CV A suspensão também coincide com a decisão dos Estados Unidos de designar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio e teve efeito previsto a partir de 5 de junho de 2026. O governo brasileiro contestou a classificação, alegando risco à soberania nacional e possíveis efeitos negativos sobre empresas e instituições financeiras que atuem em áreas sob influência dessas facções. A Reuters informou que Lula criticou a decisão americana e afirmou que o Brasil deve seguir combatendo as organizações criminosas internamente. Independentemente da divergência diplomática, o avanço das facções nas fronteiras é um problema concreto. PCC e Comando Vermelho têm atuação ligada ao tráfico internacional de drogas e a redes criminosas que ultrapassam os limites dos estados brasileiros. Segurança nacional exige prioridade e continuidade O episódio reacende uma discussão central: responsabilidade fiscal é necessária, mas segurança de fronteira não pode ser tratada como despesa secundária. O Brasil possui uma das maiores extensões fronteiriças do mundo e enfrenta desafios que envolvem crime organizado, narcotráfico, armas ilegais, lavagem de dinheiro, garimpo clandestino e danos ambientais. Quando operações de monitoramento são interrompidas, o impacto não se limita às áreas militares. O efeito chega à segurança urbana, ao sistema prisional, às polícias estaduais, ao agronegócio, ao comércio legal e à população que vive em regiões vulneráveis. A busca por equilíbrio fiscal precisa vir acompanhada de escolhas claras sobre o que deve ser preservado. Cortar desperdícios, revisar gastos ineficientes e melhorar a qualidade da despesa pública são caminhos mais sustentáveis do que reduzir a capacidade operacional em áreas sensíveis. Ministério da Defesa não se manifestou à CNN A CNN informou que procurou o Ministério da Defesa, mas não obteve manifestação até a publicação da reportagem. Com a suspensão das operações, a expectativa é que o governo esclareça se haverá recomposição de recursos, remanejamento orçamentário ou substituição das ações por outras medidas de segurança. Até lá, permanece o alerta sobre a presença do Estado nas fronteiras e sobre o risco de enfraquecimento das ações contra o crime organizado.
232 empresas brasileiras no Paraguai expõem peso dos impostos e do custo Brasil

Migração de empresas ao Paraguai acende alerta sobre competitividade do Brasil Empresas brasileiras no Paraguai reacendem debate tributário A presença de 232 empresas brasileiras no Paraguai passou a ocupar o centro do debate econômico após levantamento mostrar que companhias nacionais têm buscado no país vizinho um ambiente de produção mais simples, com menor carga tributária, energia mais barata e encargos reduzidos. O dado, divulgado pelo Poder360 com base em informações do governo paraguaio e da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, refere-se ao período de 2007 a março de 2026. O movimento ocorre principalmente dentro do regime de maquila, modelo que permite a empresas estrangeiras produzirem no Paraguai com incentivos fiscais, desde que a maior parte da produção seja voltada à exportação. Segundo o levantamento, fábricas nesse regime pagam, em média, cerca de 12% em impostos e encargos trabalhistas, enquanto no Brasil a carga pode chegar a patamares muito superiores em alguns setores. Custo Brasil pesa contra a indústria nacional A migração de empresas brasileiras para o Paraguai não pode ser explicada por um único governo ou uma única medida. Checagem da AFP destacou que o número de 232 empresas corresponde a um período longo, iniciado em 2007, e que o auge dessa tendência ocorreu entre 2017 e 2020. Ainda assim, o avanço do fenômeno expõe um problema estrutural: o Brasil continua caro, burocrático e difícil para quem quer produzir. O chamado “custo Brasil” reúne impostos complexos, insegurança regulatória, encargos trabalhistas elevados, logística cara, excesso de obrigações acessórias e dificuldade de planejamento. Para a indústria, esses fatores reduzem margem, travam investimento e tornam a produção nacional menos competitiva diante de países vizinhos com regras mais simples. No Paraguai, além da tributação mais leve, empresas encontram energia abundante e mais barata. Segundo reportagem do Poder360, a energia pode custar até 60% menos no país vizinho, enquanto simulações citadas pelo veículo indicam que, considerando apenas a diferença de impostos sobre consumo e faturamento, o lucro empresarial pode ser até 150% maior que no Brasil. Regime de maquila atrai setores industriais O regime paraguaio tem atraído especialmente empresas dos setores têxtil, plástico, alumínio, alimentos, químicos, eletrônicos e autopeças. Segundo o Poder360, das 232 maquiladoras brasileiras identificadas, 89 são do setor de confecção e tecidos, o que mostra a força do Paraguai como polo de produção para cadeias que enfrentam alta concorrência de importados e forte pressão de custos. A Revista Oeste informou que o Paraguai tem mais de 320 empresas estrangeiras registradas no regime especial de maquila e que cerca de 70% delas são brasileiras. As maquiladoras teriam gerado mais de 35 mil empregos diretos no país vizinho, muitos deles ligados à produção de mercadorias destinadas ao mercado brasileiro. Esse ponto é sensível para o Brasil. Quando uma empresa decide produzir fora, o país perde parte da oportunidade de gerar empregos industriais, arrecadação, inovação, fornecedores locais e renda em regiões que dependem do setor produtivo. Paraguai oferece regra simples; Brasil precisa reagir O modelo paraguaio não é perfeito, mas oferece algo que empresários valorizam: previsibilidade. Imposto mais simples, menor custo trabalhista, incentivos de longo prazo e energia competitiva formam um pacote difícil de ignorar para quem precisa disputar mercado. No Brasil, a resposta não deveria ser atacar quem busca sobreviver em outro ambiente de negócios, mas entender por que tantas empresas consideram mais racional produzir fora. Um país que pune investimento com burocracia, impostos em cascata e insegurança jurídica acaba empurrando capital para onde há mais estabilidade. A reforma tributária aprovada no Brasil ainda precisará provar, na prática, que será capaz de simplificar o sistema, reduzir litígios e tornar a indústria mais competitiva. Enquanto isso não ocorre, o Paraguai segue ocupando espaço como alternativa para empresas que buscam menor custo operacional. Migração empresarial é alerta para o futuro do Brasil A ida de empresas brasileiras para o Paraguai deve ser vista como um alerta econômico e institucional. O problema não é apenas a perda de uma fábrica ou de uma linha de produção, mas a sinalização de que o ambiente nacional ainda afasta investimentos que poderiam fortalecer a indústria, gerar empregos e ampliar a arrecadação de forma sustentável. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, segurança jurídica e um Estado mais eficiente. Sem isso, a tendência é que empresários continuem comparando custos e escolhendo países onde produzir seja menos arriscado. Mais do que lamentar a saída de empresas, o país precisa enfrentar a raiz do problema: um sistema que, por décadas, tornou caro produzir, contratar, crescer e competir.
Excesso de telas pode afetar foco e desenvolvimento das crianças, alertam especialistas

Uso precoce de celulares e tablets preocupa pais e especialistas em desenvolvimento infantil O uso cada vez mais precoce de celulares, tablets, televisores e outros dispositivos eletrônicos tem acendido um alerta entre especialistas em desenvolvimento infantil. Embora a tecnologia faça parte da rotina das famílias e possa ter benefícios quando usada com equilíbrio, a exposição excessiva às telas pode interferir em áreas importantes da infância, como atenção, linguagem, sono, socialização, criatividade e desenvolvimento emocional. A preocupação não significa que as telas “apodrecem o cérebro”, expressão comum nas redes sociais, mas considerada alarmista do ponto de vista científico. O que estudos e entidades médicas apontam é que o excesso de tempo diante de dispositivos pode substituir experiências fundamentais para a formação da criança, como brincar, conversar, ler, explorar o ambiente e interagir presencialmente com familiares e outras crianças. Excesso de telas preocupa especialistas A infância é uma fase decisiva para a construção da linguagem, da autonomia, dos vínculos afetivos e da capacidade de concentração. Quando grande parte do dia é ocupada por conteúdos digitais, a criança pode perder oportunidades de desenvolver habilidades por meio de atividades simples, como ouvir histórias, montar brinquedos, desenhar, correr, conversar e resolver pequenos desafios do cotidiano. Um estudo publicado no JAMA Pediatrics em 2023 apontou que maior tempo de tela aos 1 ano de idade esteve associado a atrasos posteriores em comunicação e resolução de problemas aos 2 e 4 anos. Os autores destacam que a relação observada é de associação, não uma prova isolada de causa direta, mas reforça a necessidade de atenção ao uso precoce de telas. Outro estudo, também no JAMA Pediatrics, encontrou associação negativa entre tempo de tela e interações verbais entre pais e filhos nos primeiros anos de vida. Segundo a pesquisa, quanto maior o tempo diante das telas, menor a exposição da criança a palavras de adultos, vocalizações e conversas de ida e volta, elementos importantes para o desenvolvimento da linguagem. Recomendações para crianças variam por idade A Sociedade Brasileira de Pediatria atualizou orientações sobre crianças e adolescentes na era digital. A entidade recomenda evitar telas para menores de 2 anos, mesmo de forma passiva; limitar a até uma hora por dia, com supervisão, para crianças de 2 a 5 anos; e limitar a uma ou duas horas diárias para crianças de 6 a 10 anos. A Organização Mundial da Saúde também orienta que crianças pequenas tenham rotina equilibrada, com sono adequado, atividade física e redução de comportamento sedentário diante de telas. Nas diretrizes para menores de 5 anos, a OMS trata o tempo de tela como parte de um conjunto de hábitos que influenciam saúde e bem-estar. Essas recomendações não devem ser vistas apenas como contagem rígida de minutos. Especialistas defendem que os pais observem também o tipo de conteúdo, o horário de uso, a presença de supervisão adulta e o que a tela está substituindo na rotina da criança. Tecnologia pode ajudar, mas precisa de limite A tecnologia não é inimiga da infância. Vídeos educativos, chamadas com familiares, jogos adequados à idade e conteúdos interativos podem contribuir para aprendizado e entretenimento. O problema aparece quando o dispositivo vira substituto permanente da convivência, do brincar livre, do sono e da presença dos responsáveis. Crianças pequenas aprendem principalmente pela interação com pessoas e pelo contato com o mundo real. Expressões faciais, conversas, afeto, limites, frustração, movimento corporal e brincadeiras presenciais são experiências que uma tela não consegue substituir completamente. A Academia Americana de Pediatria recomenda que famílias criem um plano de uso de mídia, com regras claras para reduzir distrações, evitar telas em momentos importantes e impedir que dispositivos ocupem espaço de sono, estudo, refeições e convivência. Pais devem acompanhar e dar exemplo O controle saudável das telas começa dentro de casa. Pais e responsáveis precisam acompanhar o que a criança assiste, definir horários, evitar uso prolongado antes de dormir e oferecer alternativas concretas, como leitura, esportes, brincadeiras ao ar livre e atividades em família. Também é importante lembrar que o exemplo dos adultos pesa. Quando pais passam muito tempo no celular durante refeições, conversas ou momentos de descanso, a criança tende a repetir esse comportamento. O desafio, portanto, não é eliminar a tecnologia, mas recolocá-la em seu devido lugar. Telas podem fazer parte da rotina, desde que não ocupem o espaço da infância real: aquela feita de movimento, diálogo, imaginação, limites, convivência e descoberta.
Brasileiros cobram a Seleção, mas deveriam fiscalizar políticos com o mesmo rigor

Se a cobrança sobre políticos fosse como no futebol, o Brasil poderia avançar mais A cobrança sobre a Seleção revela uma cultura de exigência A forma como muitos brasileiros cobram a Seleção Brasileira mostra que o país sabe ser exigente quando considera algo importante. Uma derrota em campo é suficiente para gerar debates em família, discussões nas redes sociais, análises em programas esportivos e cobranças por mudanças. Técnicos, jogadores, escalações e estratégias são avaliados com lupa. No futebol, nada passa despercebido. Um erro de passe, uma substituição mal feita ou uma eliminação em torneio internacional pode repercutir por semanas. Resultados de Copas disputadas há anos continuam sendo lembrados como referência para julgar gerações inteiras de atletas. Esse comportamento revela algo importante: o brasileiro sabe acompanhar, comparar, pressionar e pedir desempenho. A questão central é por que esse mesmo rigor nem sempre aparece quando o assunto envolve política, administração pública e decisões que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas. Derrotas no futebol doem, mas erros na gestão custam mais caro No esporte, derrotas fazem parte da trajetória. Nenhuma seleção vence todas as competições. Nenhum clube conquista todos os títulos que disputa. O futebol é feito de ciclos, renovação, talento, preparo, imprevisibilidade e também frustração. Ainda assim, a cobrança sobre a Seleção costuma ser imediata. Quando o resultado não vem, a população exige explicações. Quer saber quem falhou, o que precisa mudar e qual será o plano para melhorar. Na vida pública, porém, problemas muito mais graves nem sempre recebem a mesma atenção. Obras paradas, promessas não cumpridas, desperdício de recursos, impostos altos, má qualidade dos serviços públicos, insegurança, burocracia e decisões econômicas equivocadas afetam o cotidiano da população de forma muito mais profunda do que uma derrota em campo. Mesmo assim, muitas dessas pautas passam sem o mesmo nível de mobilização. A discussão talvez não seja sobre cobrar menos da Seleção, mas sobre cobrar mais daqueles que ocupam cargos públicos e administram recursos pagos pelos cidadãos. Política também deveria ter placar, desempenho e consequência O futebol tem uma lógica simples: resultado ruim gera pressão. Técnico que não entrega desempenho é questionado. Jogador que não corresponde perde espaço. Dirigente que acumula fracassos vira alvo da torcida. Na política, a cobrança deveria seguir raciocínio parecido. Quem promete melhorar saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de empregos precisa ser acompanhado de perto. Mandato público não pode ser tratado como cheque em branco. O eleitor precisa observar se o político vota de acordo com o que prometeu, se aparece apenas em época de eleição, se presta contas, se respeita o dinheiro público e se contribui para resolver problemas reais da população. Em um país que deseja mais desenvolvimento, eficiência do Estado e responsabilidade fiscal, não basta escolher representantes. É preciso fiscalizar, comparar resultados e cobrar coerência. A atenção do cidadão pode mudar o país A paixão pelo futebol mostra que o brasileiro tem energia para acompanhar detalhes, formar opinião e cobrar desempenho. Essa mesma energia poderia fortalecer a democracia se fosse aplicada de forma constante à vida pública. Isso não significa transformar política em torcida organizada. Pelo contrário. A cobrança precisa ser mais madura, baseada em fatos, dados, responsabilidade e interesse público. O eleitor pode discordar, criticar e fiscalizar sem cair em agressividade ou fanatismo. Uma sociedade que acompanha orçamento, obras, votações, decisões judiciais, nomeações e gastos públicos se torna menos vulnerável a promessas vazias. Também reduz o espaço para populismo, desperdício e uso eleitoral da máquina pública. O país precisa de cidadãos mais atentos O Brasil não se tornará mais desenvolvido apenas por reclamar de políticos nas redes sociais. A mudança depende de uma cidadania mais ativa, capaz de cobrar resultados antes, durante e depois das eleições. É preciso acompanhar vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidentes com o mesmo interesse com que se acompanha uma escalação da Seleção. Quem erra precisa ser questionado. Quem entrega bons resultados precisa ser reconhecido. Quem promete e não cumpre deve ser cobrado nas urnas. A Seleção Brasileira representa uma paixão nacional, mas a política define o preço dos impostos, a qualidade das escolas, a segurança das ruas, o ambiente de negócios, a infraestrutura das cidades e o futuro das famílias. Se o brasileiro cobrasse a classe política com a mesma intensidade com que cobra o futebol, o país certamente teria instituições mais pressionadas a funcionar, gestores mais atentos à opinião pública e uma população menos tolerante com a ineficiência. A cobrança sobre a Seleção pode continuar. O que precisa mudar é a falta de cobrança proporcional sobre quem tem poder real para transformar o Brasil.
GCMRV prende motorista por embriaguez após acidente e danos ao patrimônio em Rio Verde

Motorista é detido no Bairro Popular após bater em estrutura pública e testar positivo para embriaguez A Guarda Civil Municipal de Rio Verde prendeu um motorista por embriaguez ao volante na madrugada desta sexta-feira (05), no Bairro Popular, após um acidente de trânsito sem vítimas que resultou em danos ao patrimônio público. A ocorrência foi atendida pela Equipe Delta da VTR 005, composta pelos GCMs J. Borges e Gomes, logo após os agentes deixarem as dependências da 8ª Delegacia Regional de Polícia para retomar o patrulhamento preventivo. Durante o deslocamento, a equipe se deparou com o sinistro envolvendo um veículo que havia atingido estruturas públicas. Ao realizar a averiguação, os guardas identificaram o condutor e perceberam sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora, como forte odor etílico, fala desconexa e outros indícios compatíveis com ingestão de bebida alcoólica. GCMRV prende motorista por embriaguez em Rio Verde Segundo a ocorrência, o motorista apresentou resistência às ordens da equipe e tentou se afastar da abordagem por diversas vezes. Diante da situação, os guardas realizaram a contenção necessária e deram sequência aos procedimentos de fiscalização e segurança. A equipe também solicitou apoio da Agência Municipal de Mobilidade e Trânsito, a AMT, que compareceu ao local para adotar os procedimentos administrativos relacionados ao acidente e à infração de trânsito. O teste do etilômetro foi realizado e apresentou resultado de 0,92 mg/L de ar alveolar expirado. O índice confirmou a embriaguez ao volante e levou à condução do autor à autoridade policial para as providências legais cabíveis. Acidente causou danos ao patrimônio público Durante a averiguação, foram constatados danos em um poste de sustentação do conjunto semafórico e na estrutura de contenção do parque de exposições. Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro de vítimas na ocorrência. Danos ao patrimônio público geram impacto direto à população, especialmente quando envolvem equipamentos de trânsito, como semáforos, postes, placas e estruturas de contenção. Além do custo de reparo, esse tipo de ocorrência pode comprometer a segurança viária e exigir atuação rápida do município para restabelecer a normalidade do local. A extensão dos prejuízos ainda deverá ser avaliada pelos órgãos competentes. O levantamento técnico poderá indicar o valor necessário para reparo das estruturas atingidas. Bebida alcoólica e substância análoga à maconha foram encontradas Na busca veicular, os guardas localizaram um recipiente contendo bebida alcoólica e aproximadamente 10 gramas de substância análoga à maconha. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares e uma tesoura. Todo o material foi encaminhado junto com o condutor para apresentação à autoridade policial. A substância deverá passar por análise pericial para confirmação oficial. A apreensão dos objetos e da substância faz parte do registro da ocorrência e poderá auxiliar a Polícia Civil na avaliação completa dos fatos. Caberá à autoridade responsável definir os enquadramentos legais aplicáveis ao caso. AMT realizou procedimentos de trânsito A participação da AMT foi importante para a formalização das medidas administrativas de trânsito. Em casos de embriaguez ao volante, além da esfera criminal, o condutor pode responder a penalidades administrativas, como multa, suspensão do direito de dirigir e remoção do veículo, conforme a situação verificada. O resultado do etilômetro, somado aos sinais observados pelos agentes, reforçou a necessidade de encaminhamento do motorista à autoridade policial. A condução sob efeito de álcool é uma das principais causas de acidentes graves e exige fiscalização constante. Mesmo em ocorrências sem vítimas, como neste caso, a combinação entre álcool e direção representa risco elevado para motoristas, pedestres, ciclistas e demais usuários da via. Caso segue para providências legais Após os procedimentos no local, o autor foi encaminhado à autoridade policial para as medidas cabíveis. A ocorrência deverá ser analisada pela Polícia Civil, que poderá apurar os crimes de embriaguez ao volante, dano ao patrimônio público, resistência e eventual posse de entorpecente, conforme os elementos reunidos. O caso reforça a importância do patrulhamento preventivo da GCMRV e da integração com os órgãos de trânsito. A resposta rápida permitiu a identificação do condutor, o registro dos danos e a adoção das medidas legais ainda durante a madrugada. A ocorrência também serve de alerta à população: dirigir após ingerir bebida alcoólica coloca vidas em risco e pode gerar consequências criminais, administrativas e financeiras ao condutor.
Ministro do STJ reclama de salário após receber cerca de R$ 390 mil em três meses

Fala de Mauro Campbell em Lisboa reacende debate sobre supersalários no Judiciário O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell Marques, afirmou durante o Fórum de Lisboa que não tem uma remuneração “à altura” dos milhares de processos que julga no STJ. A declaração, feita em entrevista ao portal STF em Foco, repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre supersalários, verbas extras e transparência no Judiciário. A fala ganhou maior repercussão porque publicações baseadas em dados de folha de pagamento apontam que Campbell recebeu aproximadamente R$ 127 mil em fevereiro, R$ 122 mil em março e R$ 141 mil em abril de 2026, somando perto de R$ 390 mil em três meses. O portal O Antagonista também destacou o contracheque de R$ 141 mil em abril ao tratar da declaração do ministro. Mauro Campbell reclama de remuneração em Lisboa Durante a entrevista, Campbell afirmou que já julgou cerca de 130 mil recursos em 18 anos de atuação no STJ e defendeu que deveria receber salário compatível com o volume de trabalho prestado ao país. A declaração foi feita no Fórum de Lisboa, evento que reúne autoridades do Judiciário, políticos, juristas e empresários, e que é chamado de “Gilmarpalooza” por críticos e opositores. O ministro é uma das figuras mais relevantes do sistema de Justiça brasileiro. Ele tomou posse como corregedor nacional de Justiça em setembro de 2024, para o biênio 2024-2026, cargo responsável por receber reclamações contra magistrados e exercer funções de inspeção e correição no Judiciário. Valores recebidos reacendem debate sobre supersalários A repercussão da fala ocorreu em um momento sensível. O teto constitucional do funcionalismo público corresponde ao subsídio dos ministros do STF, atualmente em R$ 46.366,19. Em março de 2026, o Supremo definiu novas regras para limitar pagamentos extras a magistrados e membros do Ministério Público, permitindo remunerações que podem chegar a cerca de R$ 78,8 mil em determinadas condições. Nesse contexto, a soma atribuída a Campbell entre fevereiro e abril ampliou a crítica pública. Embora parte desses valores possa envolver indenizações, vantagens pessoais, pagamentos acumulados ou rubricas específicas, o contraste entre os contracheques citados e a reclamação sobre remuneração gerou desgaste político e institucional. STF aprovou novas regras para penduricalhos A decisão do STF sobre os chamados “penduricalhos” buscou criar limites para verbas extras e aumentar a transparência da folha salarial da magistratura e do Ministério Público. Segundo a Agência Brasil, o novo modelo permite pagamentos de até 70% acima do teto constitucional e, segundo a própria Corte, poderia gerar economia anual de R$ 7,3 bilhões. A medida, porém, continua sendo criticada por setores da sociedade civil e por parlamentares que defendem aplicação mais rígida do teto. Para esses críticos, permitir remunerações acima do limite constitucional mantém uma diferença difícil de justificar diante da realidade fiscal do país e da renda média da população brasileira. CNJ fica pressionado por exemplo interno A posição de Campbell também pressiona o Conselho Nacional de Justiça. Como corregedor nacional, ele ocupa justamente uma função ligada à fiscalização, disciplina e integridade do Judiciário. Por isso, a cobrança por transparência ganha peso ainda maior. O episódio reforça uma questão central para a confiança nas instituições: o Judiciário precisa prestar contas com clareza, especialmente quando os pagamentos envolvem recursos públicos. A sociedade tem direito de saber quais verbas são remuneratórias, quais são indenizatórias, quais são eventuais e quais ultrapassam o teto. Desgaste institucional pode crescer A fala do ministro em Lisboa tende a alimentar o debate sobre distanciamento entre a cúpula do Judiciário e a realidade econômica do país. Em um cenário de pressão sobre gastos públicos, endividamento das famílias e cobrança por eficiência do Estado, declarações sobre remuneração elevada costumam ter forte impacto político. O caso também ocorre no momento em que Campbell foi eleito vice-presidente do STJ para o biênio 2026-2028, com posse prevista para agosto. A escolha foi anunciada pelo próprio tribunal em abril. A repercussão deve continuar enquanto não houver esclarecimento detalhado sobre os valores recebidos, a composição das verbas e o entendimento do CNJ sobre o cumprimento das novas regras definidas pelo STF.
PM prende suspeito com maconha, crack e quase R$ 2 mil em Rio Verde

Denúncia anônima leva Força Tática a prender homem por tráfico no Setor Dom Miguel A Polícia Militar de Rio Verde prendeu em flagrante um homem suspeito de tráfico de drogas no Setor Dom Miguel, após denúncia anônima recebida pelo telefone 190. A ação foi realizada por equipe da Força Tática composta pelo 3º Sargento Araújo, 3º Sargento Allef e 3º Sargento Arthur. Segundo as informações repassadas à corporação, a denúncia indicava com precisão o endereço e as características de um indivíduo suspeito de comercializar entorpecentes na Rua PV-19. Durante o deslocamento para averiguação, os policiais visualizaram o homem identificado pelas iniciais M.A.G.V. Ao perceber a aproximação da viatura, ele teria arremessado um objeto para dentro de uma lixeira próxima. PM prende suspeito de tráfico no Setor Dom Miguel Diante da atitude considerada suspeita, a equipe realizou a abordagem. Durante a busca pessoal, os militares encontraram uma porção de substância análoga ao crack e uma porção de substância análoga à maconha. Ao ser informado sobre o teor da denúncia, o suspeito negou possuir outros entorpecentes. No entanto, segundo o registro policial, ele autorizou espontaneamente a entrada da equipe em sua residência para a realização de buscas. O procedimento foi acompanhado pela esposa do abordado. Durante as diligências no imóvel, os policiais localizaram novas porções de substâncias análogas à maconha e ao crack no quarto do suspeito. Também foi encontrada uma carteira contendo R$ 1.825 em dinheiro. Drogas foram encontradas em quarto e dentro de Air Fryer Além das porções localizadas no quarto, a equipe encontrou, na cozinha da residência, duas porções médias de substância análoga ao crack escondidas dentro de uma Air Fryer. O material estava acondicionado em invólucros plásticos. A forma de armazenamento chamou a atenção dos policiais e será incluída no conjunto de elementos apresentados à autoridade policial. Também foram apreendidos três aparelhos celulares encontrados na residência. A apreensão dos celulares pode auxiliar a investigação da Polícia Civil, especialmente na análise de possíveis contatos, mensagens, movimentações e eventuais vínculos com a comercialização de entorpecentes. A perícia e a autorização judicial, quando necessárias, deverão orientar o acesso ao conteúdo dos aparelhos. Suspeito assumiu propriedade da droga Questionado sobre a origem dos entorpecentes, o suspeito optou por permanecer em silêncio. Ainda conforme a ocorrência, ele assumiu a propriedade de toda a droga encontrada e afirmou que sua esposa não teria participação nos fatos. Essa informação será analisada pela autoridade policial dentro do procedimento formal. A investigação deverá avaliar os objetos apreendidos, o dinheiro encontrado, a denúncia inicial, a abordagem e as circunstâncias da localização das drogas. Como determina a legislação, a responsabilização criminal dependerá da apuração, das provas reunidas e da análise do Poder Judiciário. Até decisão definitiva, o detido deve ser tratado como suspeito, com direito à defesa e ao devido processo legal. Antecedente por tráfico foi constatado pela polícia Durante consulta aos sistemas policiais, a equipe constatou que M.A.G.V. já possuía antecedente pelo crime de tráfico de drogas. Segundo a ocorrência, ele havia sido beneficiado com alvará de soltura expedido em maio de 2025. A informação sobre antecedente criminal foi registrada e encaminhada junto com os demais elementos à 8ª Delegacia Regional de Polícia. O histórico, somado à denúncia e ao material apreendido, deverá ser avaliado pela autoridade competente. Casos de reincidência em crimes ligados ao tráfico reforçam a necessidade de resposta firme das forças de segurança, especialmente em bairros onde moradores relatam movimentação constante de usuários, pontos de venda e riscos para famílias e comerciantes. Denúncia anônima ajudou na ação da Força Tática A ocorrência reforça a importância das denúncias anônimas no combate ao tráfico de drogas. Informações repassadas pela população podem ajudar a Polícia Militar a identificar suspeitos, mapear locais de comercialização e agir com mais precisão. No caso registrado no Setor Dom Miguel, a denúncia via 190 indicou endereço e características do suspeito, permitindo que a equipe da Força Tática realizasse diligências direcionadas. Após a prisão, o suspeito foi conduzido à 8ª Delegacia Regional de Polícia, juntamente com as drogas, o dinheiro e os celulares apreendidos. O caso seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil, que adotará as medidas legais cabíveis.