A cada hora de corrida, o corpo ganha 7 horas de vida, aponta estudo

Um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology com mais de 55 mil pessoas acompanhadas por 15 anos mostrou que correr reduz em 45% o risco de morte por doenças cardiovasculares e em cerca de 30% o risco de morte por qualquer causa. O benefício estimado é de até 3 anos a mais de expectativa de vida. O dado mais surpreendente é que esse impacto aparece mesmo com volumes baixos de treino — 5 a 10 minutos por dia em ritmo leve já são suficientes para colher os benefícios. Para cada hora de corrida, estima-se um ganho médio de 7 horas de vida ao longo do tempo. A consistência, não a intensidade, é o fator decisivo. Além da proteção cardiovascular, a corrida também foi associada a menor risco de câncer e doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. A mensagem dos pesquisadores é que a longevidade não depende de grandes mudanças — depende de pequenas doses de movimento repetidas ao longo do tempo.
Brasileira cria aparelho que acelera a cicatrização de feridas em diabéticos e evita amputações

Pesquisadores da Universidade de Brasília estão próximos de apresentar ao país uma nova alternativa no combate ao chamado “pé diabético”, uma das complicações mais severas do diabetes e responsável por milhares de amputações todos os anos. À frente da iniciativa, a professora Suélia Rodrigues lidera o desenvolvimento do projeto Rapha, um dispositivo criado para estimular a regeneração de tecidos e reduzir drasticamente a necessidade de cirurgias invasivas. A expectativa é que a tecnologia seja disponibilizada ainda neste semestre, após avaliação final da Anvisa. O equipamento utiliza uma combinação de lâminas de látex e luzes LED para tratar feridas de forma prática e segura, podendo ser aplicado tanto em ambiente hospitalar quanto em casa. A produção ficará sob responsabilidade da empresa Life Care Medical, que já possui certificação do Inmetro e aguarda apenas a liberação da Anvisa para iniciar a comercialização. A ideia surgiu a partir de estudos iniciados ainda em 2005, quando foram identificadas propriedades do látex capazes de estimular a cicatrização de tecidos, dando origem ao projeto que, anos depois, passaria a se chamar Rapha. Além do impacto na saúde, a tecnologia também traz benefícios sociais e econômicos. Desenvolvido com foco em acessibilidade, o equipamento utiliza componentes nacionais, incluindo substâncias extraídas da seringueira, o que pode impulsionar a agricultura familiar. Especialistas envolvidos destacam que a proposta une eficiência e baixo custo, oferecendo uma alternativa mais viável aos tratamentos atuais e abrindo caminho para transformar a realidade de milhares de pacientes no Brasil.
Caldas Novas e mais duas cidades registram os três primeiros casos de gripe K

Foram registrados os três primeiros casos da chamada “gripe K”, da gripe A (H3N2), no estado de Goiás. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), os casos são nos municípios de Caldas Novas e Itumbiara, no sul do estado, e outro em Anápolis, na região central. A SES reforçou que todos foram casos leves e evoluíram para cura. De acordo com a SES, a variante K ainda não mostrou nenhuma mudança significativa em gravidade clínica, internações ou mortes, mas a pasta reforça os cuidados, especialmente entre os idosos. Ainda de acordo com a secretaria, este ano, a circulação do subtipo A (H3N2) — com um aumento progressivo das detecções do subclado K — começou mais cedo no Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos e no Canadá. A vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz de prevenção contra a influenza, com capacidade de imunizar mesmo durante o período de maior circulação dos vírus. Com isso, os riscos de agravamento da doença, as internações e o número de óbitos diminuem. A SES explica que o subclado K apresenta algumas diferenças. Mesmo assim, a efetividade da vacina mostra proteção contra hospitalizações em níveis semelhantes aos de anos anteriores. Veja abaixo os sintomas da gripe K: – dor de cabeça; – nariz escorrendo; – febre; – tosse; – dor de garganta; – dores musculares e calafrios; Em alguns casos, os pacientes também podem apresentar: – diarreia; – vômito; – rouquidão; – olhos avermelhados e lacrimejantes.
Britney Spears se interna em clínica de reabilitação após prisão

Britney Spears está internada numa clínica de reabilitação nos EUA. A decisão partiu da própria cantora, e foi confirmada pela equipe dela neste domingo (12), à revista People. De acordo com o TMZ, Britney recebeu apoio dos filhos para que iniciasse o tratamento para cuidar do vício em álcool e em um medicamento específico. A decisão vem após a prisão da artista por dirigir sob influência do álcool, no início de março. Ela ainda terá de comparecer ao tribunal para responder pelo caso. O tratamento, de acordo com a publicação, tem duração média de 30 dias, mas o período pode ser ampliado. Que ela fique bem e se cuide!
SUS terá novo tratamento contra câncer que não provoca queda de cabelo

O Ministério da Saúde firmou uma parceria para viabilizar a produção nacional de uma tecnologia de ponta no tratamento do câncer, trazendo uma novidade que chama atenção: o método não causa queda de cabelo, um dos efeitos colaterais mais temidos pelos pacientes. A iniciativa envolve a produção do medicamento pembrolizumabe no Brasil, por meio de um acordo com o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD. A tecnologia faz parte da chamada imunoterapia, considerada uma das abordagens mais modernas no combate ao câncer. Diferente da quimioterapia tradicional, que ataca indiscriminadamente células que se multiplicam rapidamente, incluindo as saudáveis, como as responsáveis pelo crescimento do cabelo, a imunoterapia atua de forma mais direcionada. Nesse novo modelo, o tratamento estimula o próprio sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater as células cancerígenas. Como não há destruição generalizada de células saudáveis, efeitos colaterais como a queda de cabelo tendem a não ocorrer.
Influenza: casos graves de gripe causados pelo vírus quase dobraram em 2026

Os casos graves de gripe causados pelo vírus influenza quase dobraram em 2026, segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde. Entre janeiro e março, foram registrados 3.584 diagnósticos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), um aumento de 95% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com especialistas, a circulação do vírus tem ocorrido mais cedo do que o padrão registrado antes da pandemia. Tradicionalmente associada ao outono e inverno, a influenza agora apresenta picos ainda entre o verão e o início do outono. Segundo o virologista Anderson Brito, o comportamento da doença mudou nos últimos anos, antecipando a chamada “temporada de gripe”.
Trabalhadores com ansiedade e burnout podem ter direito a pensão vitalícia a partir de maio

A partir de maio, trabalhadores que desenvolverem ansiedade, estresse ou burnout relacionados ao ambiente profissional poderão solicitar pensão vitalícia na Justiça, desde que comprovem que a condição causou incapacidade grave para o trabalho. O benefício pode ser concedido quando ficar comprovado que a doença psicológica foi causada pelo ambiente de trabalho e gerou incapacidade parcial ou total. Nesses casos, a empresa pode ser obrigada a pagar uma pensão mensal ao trabalhador, semelhante ao que já ocorre em casos de acidentes físicos.
Nova variante Cicada não indica tendência de maior gravidade, diz especialista

A nova variante da Covid-19, apelidada de “Cicada” (cigarra, em português), tem ganhado espaço nos noticiários. A cepa BA.3.2 já foi identificada em mais de 20 países, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Até o momento, não há registros de casos no Brasil. O virologista da USP Paulo Eduardo Brandão afirma que a nova variante não apresenta maior gravidade em relação às demais. A avaliação está alinhada ao posicionamento da Rede Global de Vírus (GVN), uma coalizão internacional com mais de 90 centros de excelência em mais de 40 países. A entidade monitora a BA.3.2 e informa que, até agora, não há evidências que indiquem motivo para alarme ou preocupação pública elevada. A recomendação da vacinação segue como principal preventivo à doença.
Plano de saúde é obrigado a cobrir cirurgia robótica contra câncer, decide Superior Tribunal de Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que operadoras de planos de saúde devem custear cirurgia robótica indicada para tratamento de câncer, mesmo quando o procedimento não estiver listado expressamente nas regras da ANS. O caso analisado envolveu um paciente que teve o tratamento negado pela operadora, sob a justificativa de ausência de previsão contratual. No entanto, os ministros entenderam que a recusa não pode prevalecer quando há indicação médica e necessidade comprovada. Segundo o tribunal, o plano de saúde tem o dever de garantir o tratamento mais adequado à condição do paciente, ainda que envolva tecnologias mais avançadas. A decisão reforça que o rol de procedimentos da ANS não deve ser interpretado de forma restritiva em situações essenciais. Além disso, o entendimento destaca que impedir o acesso a esse tipo de cirurgia pode comprometer o direito à saúde e à vida, especialmente em casos graves como o câncer. Com isso, o processo deve retornar às instâncias inferiores para análise de possíveis indenizações, enquanto a obrigação de cobertura do tratamento fica assegurada.
Conheça a “Cicada”, nova variante da Covid-19 que já circula em 23 países.

Uma nova subvariante da Covid-19 tem chamado atenção dos cientistas e já circula fora do Brasil. A chamada “Cicada”, a BA.3.2 foi identificada em ao menos 23 países e se destaca pelo elevado número de mutações. Apesar disso, dados iniciais indicam que a linhagem não está associada ao aumento de casos graves ou de hospitalizações, mantendo o padrão observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron. Vale destacar que a BA.3.2 não é uma nova variante, o que significa que ela faz parte de um processo contínuo de evolução de vírus, que acumula mutações para se manter em circulação. Desde a chegada da Ômicron, o vírus deixou de apresentar grandes “saltos” entre variantes como ocorreu entre Alfa, Delta e a própria Ômicron e passou a evoluir por meio de sublinhagens. Isso segue uma lógica adaptativa: à medida que a população desenvolve imunidade, o vírus sofre mutações que permitem escapar parcialmente dessa proteção e continuar se espalhando. O principal diferencial da “Cicada” está na proteína Skipe, que é a estrutura utilizada pelo vírus para se conectar às células humanas. Ela tem cerca de 75 mutações nessa proteína número considerado elevado. Isso pode impactar na forma como o sistema imunológico reconhece o vírus, o que favorece o chamado “escape de anticorpos”. Na prática, isso significa que pode ter alta no risco de infecção mesmo em pessoas vacinadas ou previamente infectadas, sem necessariamente significar quadros mais graves. Não há diferença, até o momento, sobre manifestação de novos sintomas, que seguem sendo os mais comuns: febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. A vacina continua sendo a forma mais eficaz contra as formas graves da doença.