Publicidade

Homem é preso em Rio Verde suspeito de se passar por auditor fiscal para aplicar golpes

Suspeito de fingir ser auditor fiscal para obter dinheiro de empresários é preso em Rio Verde

Homem de 43 anos teria usado falsas identidades e alegado proximidade com autoridades para conquistar a confiança de empresários e comerciantes. Polícia Civil tenta identificar possíveis novas vítimas.

Um homem de 43 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, na segunda-feira (17), suspeito de se passar por auditor fiscal da Secretaria Municipal da Fazenda para aplicar golpes contra empresários e comerciantes. A prisão ocorreu depois que o investigado teria tentado fazer uma nova vítima no Senac do município.

Segundo a investigação, o homem utilizava diferentes argumentos para conquistar a confiança das pessoas abordadas. Além de afirmar falsamente que exercia a função de auditor fiscal, ele também dizia integrar uma organização filantrópica e alegava manter proximidade com autoridades públicas, promotores de Justiça, delegados e empresários.

A estratégia, conforme a Polícia Civil, teria como objetivo dar credibilidade às histórias apresentadas e induzir as vítimas a entregar valores em dinheiro. Até o momento, não foi divulgado um balanço oficial com a quantidade de pessoas que teriam sido enganadas nem o valor total eventualmente obtido pelo suspeito.

Suspeito foi abordado após tentativa de golpe no Senac de Rio Verde

A prisão ocorreu durante uma abordagem no Senac de Rio Verde. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o investigado teria ido ao local na segunda-feira e tentado aplicar um novo golpe. Policiais civis intervieram, realizaram a abordagem e conduziram o homem para a delegacia, onde foi formalizada a prisão em flagrante.

A Polícia Civil também informou que o homem possui registros criminais relacionados a fatos semelhantes. A existência dessas anotações, entretanto, não significa condenação pelos fatos atualmente investigados. O novo caso deverá continuar sendo apurado para identificar outras possíveis ocorrências e reunir elementos sobre a atuação atribuída ao suspeito.

O episódio chama atenção especialmente pela utilização do nome de órgãos públicos e de supostas relações com autoridades como instrumentos para conferir aparência de legitimidade às abordagens. Para comerciantes e empresários, situações desse tipo reforçam a necessidade de verificar diretamente com os órgãos mencionados qualquer pedido de pagamento, contribuição ou transferência de recursos feito em nome de servidores públicos.

Polícia Civil procura outras possíveis vítimas em Rio Verde

Como parte da investigação, a Polícia Civil divulgou a imagem do homem com o objetivo declarado de localizar outras pessoas que eventualmente tenham sido abordadas de maneira semelhante. A corporação pede que possíveis vítimas procurem uma unidade policial para registrar o relato e fornecer informações que possam contribuir com a apuração.

Segundo a divulgação relacionada ao caso, a exposição da imagem do investigado foi realizada com fundamento na Lei nº 13.869/2019, na Portaria Normativa nº 02/2020 da Direção-Geral da Polícia Civil e na Portaria nº 547/2021/DGPC. A própria Polícia Civil de Goiás utiliza esses dispositivos, mediante justificativa de interesse público, em situações nas quais a divulgação pode auxiliar na identificação de outras vítimas ou na obtenção de novas fontes de prova.

A Lei nº 13.869/2019 trata dos crimes de abuso de autoridade e estabelece limites para a atuação de agentes públicos. A divulgação feita pela corporação não altera, contudo, a condição jurídica do homem como investigado, devendo ser preservado o princípio da presunção de inocência enquanto não houver decisão judicial definitiva.

Uso de falsas credenciais exige atenção de empresários e comerciantes

Golpes baseados em suposta autoridade ou influência buscam reduzir a desconfiança da vítima. No caso investigado em Rio Verde, a suspeita é de que referências à fiscalização municipal, a entidades filantrópicas e a pessoas influentes fossem utilizadas justamente para transmitir segurança aos alvos antes dos pedidos de dinheiro.

Diante de abordagens envolvendo servidores, fiscais ou representantes de instituições, a recomendação preventiva é confirmar a identidade da pessoa e procurar os canais oficiais da instituição mencionada antes de realizar qualquer pagamento. Dados bancários, documentos ou informações empresariais também não devem ser fornecidos apenas com base em contatos informais.

A Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer a extensão das ocorrências atribuídas ao homem. Pessoas que reconheçam o investigado ou tenham recebido propostas semelhantes devem procurar a corporação e apresentar registros de conversas, comprovantes, documentos ou outras informações que possam ajudar na identificação de eventuais novos casos.

Gostouu ? Compartilhe

Institucional

Contatos

Feito por  GreenFlow 👽