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Novo tremor atinge a Venezuela após terremotos que deixaram cerca de 1,5 mil mortos

Venezuela registra réplica de magnitude 4,6 enquanto equipes seguem buscas por sobreviventes

O novo abalo foi registrado nesta segunda-feira (29), com epicentro próximo a Caraballeda, no litoral norte venezuelano. Autoridades não relataram novos danos imediatos, mas o país segue em emergência após os fortes terremotos da última semana.

A Venezuela registrou um novo tremor de terra na manhã desta segunda-feira (29), cinco dias depois dos dois fortes terremotos que atingiram o norte do país e deixaram cerca de 1,5 mil mortos, segundo balanços divulgados por autoridades e agências internacionais. O novo abalo teve magnitude 4,6 e ocorreu próximo a Caraballeda, no estado de La Guaira, região litorânea situada ao norte de Caracas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos indicou que a réplica ocorreu a 10 quilômetros de profundidade e foi sentida por moradores da capital venezuelana e de áreas próximas. Até o momento, não havia registro imediato de novos danos provocados pelo tremor desta segunda-feira, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Novo tremor na Venezuela assusta moradores

O novo tremor voltou a gerar medo entre moradores que ainda convivem com prédios danificados, serviços instáveis e o trauma dos abalos da última quarta-feira (24). Em Caracas, relatos apontam que pessoas deixaram apartamentos e casas ao sentir a movimentação do solo, temendo novos desabamentos.

Em áreas mais afetadas, como La Guaira, a réplica também atingiu equipes de resgate que continuam trabalhando entre estruturas destruídas. A Associated Press relatou que moradores e socorristas correram durante o tremor, enquanto as buscas por sobreviventes prosseguiam na região.

A ocorrência de réplicas após grandes terremotos é comum, mas aumenta o risco em locais onde imóveis já foram comprometidos pelo abalo principal. Por isso, autoridades e especialistas costumam recomendar que a população evite retornar a edificações com rachaduras, inclinações ou sinais de instabilidade até que haja avaliação técnica.

Epicentro foi próximo a Caraballeda

O abalo desta segunda-feira foi localizado na região de Caraballeda, no litoral norte venezuelano. O Earthquake Track, com base em dados do USGS, registrou o evento às 11h01 UTC, com magnitude 4,6, profundidade de 10 quilômetros e status revisado por sismologista. A plataforma também informou que não houve comunicado de tsunami associado ao evento.

A região de La Guaira está entre as mais atingidas pela sequência sísmica. A proximidade com Caracas amplia a preocupação porque a capital concentra grande população, infraestrutura sensível e prédios que já sofreram impactos nos tremores anteriores.

Segundo a Reuters, o novo abalo ocorreu enquanto equipes nacionais e internacionais trabalhavam pelo quinto dia consecutivo nas operações de busca e resgate. A agência informou que centenas de réplicas foram registradas desde os terremotos principais.

País ainda contabiliza vítimas e danos

Os terremotos da última semana causaram forte destruição no norte da Venezuela, especialmente em La Guaira e Caracas. A Reuters informou que os abalos deixaram perto de 1,5 mil mortos confirmados e centenas de prédios desabados. Já a Associated Press citou balanço do governo venezuelano com mais de 1.450 mortes.

Os números ainda podem passar por atualização, já que áreas atingidas seguem com dificuldades de comunicação, deslocamento e acesso a serviços básicos. Em desastres dessa dimensão, balanços oficiais costumam mudar conforme equipes alcançam novas localidades, concluem vistorias e atualizam registros hospitalares.

Além das mortes, há feridos, pessoas desalojadas e famílias em busca de desaparecidos. A ONU afirmou que até 6,8 milhões de venezuelanos podem ter sido afetados direta ou indiretamente pelos terremotos, considerando deslocamento, perda de moradia ou interrupção de serviços essenciais.

Resgates entram em fase crítica

As operações de resgate seguem em ritmo intenso, mas o tempo é um fator decisivo. Organizações de ajuda humanitária costumam considerar as primeiras 72 horas após um desastre como o período mais importante para encontrar sobreviventes, embora casos de resgate após esse prazo possam ocorrer quando há acesso a ar, água ou espaços protegidos.

A Reuters informou que a Venezuela recebeu apoio de 24 países, com mais de 500 toneladas de suprimentos, mais de 2.700 profissionais de resgate e apoio e dezenas de equipes com cães farejadores. A chegada de ajuda externa se tornou fundamental diante da extensão dos danos e das limitações logísticas no país.

O desafio agora envolve salvar sobreviventes, atender feridos, garantir abrigo temporário, restabelecer serviços essenciais e avaliar a segurança de edifícios. Também será necessário planejar a reconstrução de áreas afetadas com critérios técnicos, evitando que novas estruturas repitam vulnerabilidades antigas.

Crise exige resposta coordenada

A tragédia ocorre em um país que já enfrentava grave fragilidade econômica, institucional e de infraestrutura. Esse contexto torna a resposta mais difícil e reforça a necessidade de coordenação entre governo, organismos internacionais, defesa civil, equipes médicas e comunidades locais.

O novo tremor não teve registro imediato de novos danos, mas serve como alerta para a continuidade do risco. Enquanto houver réplicas, prédios comprometidos e áreas sem avaliação técnica, a prioridade deve ser preservar vidas, organizar abrigos e manter canais confiáveis de informação para a população.

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