Cine Leitura do Bem chega a Rio Verde com programação gratuita para crianças

Rio Verde recebe cinema, contação de histórias e oficinas gratuitas no CEU do Céu Azul O Cine Leitura do Bem chega a Rio Verde nesta quarta-feira (8) com uma programação gratuita voltada para crianças e famílias. A ação será realizada no Teatro do CEU, Centro de Artes e Esportes Unificados, no Bairro Céu Azul, a partir das 17h. A iniciativa é do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Rio Verde. O objetivo é ampliar o acesso à cultura, incentivar a leitura e oferecer atividades educativas em um espaço público da cidade. Cine Leitura do Bem em Rio Verde terá atividades gratuitas A programação contará com gibiteca itinerante, contação de histórias e oficinas de pintura e desenho. As atividades serão inspiradas no patrimônio histórico e cultural goiano, aproximando as crianças de temas ligados à identidade do Estado. A proposta vai além do entretenimento. Ao unir leitura, artes visuais e cinema, o projeto busca criar um ambiente de aprendizado leve, participativo e acessível. Para muitas famílias, ações gratuitas como essa representam uma oportunidade de acesso à cultura sem impacto no orçamento doméstico. Além disso, o evento valoriza o uso de espaços públicos como locais de convivência, formação e lazer. O Teatro do CEU, no Bairro Céu Azul, deve receber crianças, pais e responsáveis em uma programação pensada para toda a família. Turminha do Bem participa da programação A ação também terá a presença da Turminha do Bem, grupo de personagens criado para aproximar o público infantil da cultura de forma divertida. A participação dos personagens deve ajudar a envolver as crianças durante as atividades e tornar o contato com a leitura mais lúdico. Esse tipo de abordagem costuma facilitar o interesse dos pequenos por livros, histórias e expressões artísticas. Quando a leitura aparece associada a brincadeiras, personagens e experiências coletivas, ela se torna mais atrativa. Por isso, projetos culturais voltados à infância têm papel importante no desenvolvimento da criatividade, da imaginação e da convivência social. Filme Zootopia 2 será exibido gratuitamente A partir das 18h30, o público poderá acompanhar gratuitamente a exibição do filme Zootopia 2, da Disney, conforme a programação divulgada. A sessão de cinema encerra a noite com uma atividade de lazer voltada para crianças e familiares. A escolha do cinema como parte do projeto amplia o alcance da ação. Filmes infantis costumam reunir diferentes gerações e ajudam a transformar o evento em um momento de convivência familiar. Para os moradores do Bairro Céu Azul e de outras regiões de Rio Verde, a programação oferece uma alternativa de entretenimento educativo no meio da semana. Projeto deve passar por 120 municípios goianos O Cine Leitura do Bem conta com apoio do Goiás Social e deve percorrer 120 municípios goianos ao longo de 2026. A proposta é descentralizar o acesso à cultura e levar atividades educativas a diferentes regiões do Estado. Esse tipo de iniciativa é importante porque muitas cidades e bairros ainda têm oferta limitada de cinema, bibliotecas, oficinas e eventos culturais gratuitos. Ao circular por diversos municípios, o projeto ajuda a reduzir desigualdades de acesso. A interiorização das ações culturais também fortalece a identidade local e valoriza comunidades fora dos grandes centros. Em cidades como Rio Verde, que têm forte desenvolvimento econômico e crescimento populacional, ampliar a agenda cultural é uma forma de acompanhar as demandas da população. Cultura, leitura e família no mesmo espaço Segundo a secretária estadual de Cultura, Yara Nunes, o Cine Leitura do Bem busca despertar a criatividade das crianças e aproximar as famílias das ações culturais. A presença conjunta de leitura, oficinas e cinema cria uma experiência completa. Crianças podem ouvir histórias, desenhar, pintar, interagir com personagens e assistir a um filme em ambiente coletivo. Para os pais e responsáveis, a programação também representa uma oportunidade de participar mais ativamente da formação cultural dos filhos. Quando a família acompanha esse processo, o hábito da leitura e o interesse pela arte tendem a ganhar mais força dentro de casa. O evento desta quarta-feira reforça a importância de políticas culturais acessíveis, especialmente para crianças. Com entrada gratuita e atividades variadas, o Cine Leitura do Bem chega a Rio Verde como uma ação de lazer, educação e valorização da cultura goiana.
Excesso de telas pode afetar foco e desenvolvimento das crianças, alertam especialistas

Uso precoce de celulares e tablets preocupa pais e especialistas em desenvolvimento infantil O uso cada vez mais precoce de celulares, tablets, televisores e outros dispositivos eletrônicos tem acendido um alerta entre especialistas em desenvolvimento infantil. Embora a tecnologia faça parte da rotina das famílias e possa ter benefícios quando usada com equilíbrio, a exposição excessiva às telas pode interferir em áreas importantes da infância, como atenção, linguagem, sono, socialização, criatividade e desenvolvimento emocional. A preocupação não significa que as telas “apodrecem o cérebro”, expressão comum nas redes sociais, mas considerada alarmista do ponto de vista científico. O que estudos e entidades médicas apontam é que o excesso de tempo diante de dispositivos pode substituir experiências fundamentais para a formação da criança, como brincar, conversar, ler, explorar o ambiente e interagir presencialmente com familiares e outras crianças. Excesso de telas preocupa especialistas A infância é uma fase decisiva para a construção da linguagem, da autonomia, dos vínculos afetivos e da capacidade de concentração. Quando grande parte do dia é ocupada por conteúdos digitais, a criança pode perder oportunidades de desenvolver habilidades por meio de atividades simples, como ouvir histórias, montar brinquedos, desenhar, correr, conversar e resolver pequenos desafios do cotidiano. Um estudo publicado no JAMA Pediatrics em 2023 apontou que maior tempo de tela aos 1 ano de idade esteve associado a atrasos posteriores em comunicação e resolução de problemas aos 2 e 4 anos. Os autores destacam que a relação observada é de associação, não uma prova isolada de causa direta, mas reforça a necessidade de atenção ao uso precoce de telas. Outro estudo, também no JAMA Pediatrics, encontrou associação negativa entre tempo de tela e interações verbais entre pais e filhos nos primeiros anos de vida. Segundo a pesquisa, quanto maior o tempo diante das telas, menor a exposição da criança a palavras de adultos, vocalizações e conversas de ida e volta, elementos importantes para o desenvolvimento da linguagem. Recomendações para crianças variam por idade A Sociedade Brasileira de Pediatria atualizou orientações sobre crianças e adolescentes na era digital. A entidade recomenda evitar telas para menores de 2 anos, mesmo de forma passiva; limitar a até uma hora por dia, com supervisão, para crianças de 2 a 5 anos; e limitar a uma ou duas horas diárias para crianças de 6 a 10 anos. A Organização Mundial da Saúde também orienta que crianças pequenas tenham rotina equilibrada, com sono adequado, atividade física e redução de comportamento sedentário diante de telas. Nas diretrizes para menores de 5 anos, a OMS trata o tempo de tela como parte de um conjunto de hábitos que influenciam saúde e bem-estar. Essas recomendações não devem ser vistas apenas como contagem rígida de minutos. Especialistas defendem que os pais observem também o tipo de conteúdo, o horário de uso, a presença de supervisão adulta e o que a tela está substituindo na rotina da criança. Tecnologia pode ajudar, mas precisa de limite A tecnologia não é inimiga da infância. Vídeos educativos, chamadas com familiares, jogos adequados à idade e conteúdos interativos podem contribuir para aprendizado e entretenimento. O problema aparece quando o dispositivo vira substituto permanente da convivência, do brincar livre, do sono e da presença dos responsáveis. Crianças pequenas aprendem principalmente pela interação com pessoas e pelo contato com o mundo real. Expressões faciais, conversas, afeto, limites, frustração, movimento corporal e brincadeiras presenciais são experiências que uma tela não consegue substituir completamente. A Academia Americana de Pediatria recomenda que famílias criem um plano de uso de mídia, com regras claras para reduzir distrações, evitar telas em momentos importantes e impedir que dispositivos ocupem espaço de sono, estudo, refeições e convivência. Pais devem acompanhar e dar exemplo O controle saudável das telas começa dentro de casa. Pais e responsáveis precisam acompanhar o que a criança assiste, definir horários, evitar uso prolongado antes de dormir e oferecer alternativas concretas, como leitura, esportes, brincadeiras ao ar livre e atividades em família. Também é importante lembrar que o exemplo dos adultos pesa. Quando pais passam muito tempo no celular durante refeições, conversas ou momentos de descanso, a criança tende a repetir esse comportamento. O desafio, portanto, não é eliminar a tecnologia, mas recolocá-la em seu devido lugar. Telas podem fazer parte da rotina, desde que não ocupem o espaço da infância real: aquela feita de movimento, diálogo, imaginação, limites, convivência e descoberta.