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TCE-GO aponta 3.339 servidores com mais de 70% da remuneração comprometida

Auditoria do TCE-GO alerta para superendividamento de servidores estaduais Uma auditoria operacional em andamento no Tribunal de Contas do Estado de Goiás identificou que 3.339 servidores estaduais, entre ativos, aposentados e pensionistas, tiveram mais de 70% da remuneração bruta comprometida por descontos em folha no mês de fevereiro. O levantamento foi realizado na Gerência de Consignação da Secretaria de Estado da Administração e acendeu alerta para o risco de superendividamento no funcionalismo público. TCE-GO aponta descontos acima do limite legal Segundo o TCE-GO, a Lei Estadual nº 16.898/2010 veda o comprometimento de mais de 70% da remuneração com consignações. Mesmo assim, a auditoria encontrou 3.339 casos acima desse limite apenas na folha analisada. Desse total, 2.925 pessoas tiveram entre 70% e 90% da renda comprometida, enquanto 414 ficaram com mais de 90% da remuneração bruta tomada por descontos. O dado chama atenção porque indica que parte dos servidores pode ter ficado com uma parcela muito pequena da renda disponível para despesas básicas, como alimentação, moradia, saúde, transporte e contas domésticas. Polícia Militar concentra maior número de casos A concentração das ocorrências também chamou a atenção dos auditores. A Polícia Militar respondeu por 41,2% dos casos identificados. Em seguida aparecem a Secretaria de Estado da Educação, com 18%, e a Polícia Civil, com 9,4%. O levantamento considera a soma de consignações obrigatórias, como imposto de renda, previdência social e pensão alimentícia, e consignações facultativas, como empréstimos consignados, cartão de benefício e seguro de vida. O TCE-GO também destacou que os empréstimos consignados possuem limite específico e não podem ultrapassar, sozinhos, 35% da renda. Quase 60% do funcionalismo tem consignado O relatório técnico aponta ainda que 59,89% do funcionalismo estadual possui ao menos um empréstimo consignado. Ao todo, são 287.152 operações ativas, com movimentação financeira de aproximadamente R$ 157 milhões. Esses números mostram a dimensão do consignado dentro da vida financeira dos servidores públicos. Embora esse tipo de crédito costume ter juros menores que outras modalidades, o desconto direto em folha pode se tornar um problema quando falta controle da margem, transparência nos contratos e educação financeira. Auditoria avalia controles do governo A auditoria foi iniciada em novembro de 2025 e está sob relatoria do conselheiro Kennedy Trindade. O trabalho é conduzido pela Diretoria de Fiscalização de Pessoal, vinculada à Secretaria de Controle Externo do TCE-GO, com foco nos mecanismos de controle do Estado sobre consignações e no credenciamento das instituições financeiras conveniadas. Segundo o tribunal, o Estado foi alertado sobre as irregularidades e decidiu adotar providências antes mesmo do julgamento final do processo. O TCE-GO informou ainda que servidores que tiveram descontos suspensos ou reduzidos devem buscar orientação diretamente com as instituições financeiras responsáveis pelos contratos. Caso exige controle, transparência e responsabilidade O caso reforça a necessidade de maior rigor na gestão das consignações. O crédito consignado pode ser uma ferramenta legítima para reorganizar dívidas ou acessar recursos em condições mais previsíveis. No entanto, quando a margem é ultrapassada, o instrumento deixa de ser solução e passa a representar risco social, financeiro e administrativo. Para o servidor, o problema aparece no orçamento familiar. Para o Estado, surge a necessidade de melhorar sistemas, fiscalizar instituições conveniadas e garantir que a folha de pagamento não seja usada de forma incompatível com a legislação. A auditoria também levanta um ponto importante sobre eficiência pública. O controle da margem consignável não é apenas uma questão bancária, mas de governança. Cabe ao poder público proteger a legalidade, evitar falhas sistêmicas e impedir que servidores fiquem sem renda mínima para suas necessidades básicas.

Menina de 9 anos escolhe tema “Fora Lula” para festa de aniversário em Iporá

Festa infantil com tema político chama atenção em Iporá Uma festa de aniversário infantil realizada na noite desta segunda-feira, 23 de junho, em Iporá, chamou atenção pelo tema escolhido pela aniversariante. Talita, de 9 anos, comemorou a data com uma decoração inspirada na frase “Fora Lula”, em uma celebração no Espaço Verde, reunindo familiares, amigas e convidados. Segundo a família, a escolha do tema partiu da própria criança, que teria demonstrado interesse em fazer uma comemoração diferente das festas infantis tradicionais. Em vez de personagens de desenhos, princesas, brinquedos ou temas coloridos comuns para a idade, a aniversariante optou por uma referência política. Festa com tema “Fora Lula” chama atenção em Iporá A comemoração ganhou destaque justamente por misturar um ambiente infantil com uma mensagem política, algo pouco comum em festas de aniversário de crianças. De acordo com familiares, a decoração foi preparada seguindo o tema escolhido por Talita, e algumas amigas também participaram da brincadeira usando camisetas personalizadas. A família afirmou que a aniversariante fez questão de que as colegas entrassem no clima da festa, tornando a celebração ainda mais personalizada. O momento foi tratado pelos presentes com bom humor e como uma forma de expressar a personalidade da criança. Apesar da repercussão, não há informação de que a festa tenha sido vinculada a partido político, campanha eleitoral ou movimento organizado. A comemoração foi apresentada pela família como uma escolha pessoal da aniversariante dentro de um evento privado. Família diz que escolha partiu da criança Segundo os pais, Talita acompanha notícias, gosta de ler e demonstra curiosidade sobre assuntos do Brasil. Eles relatam que a menina costuma se informar por jornais, televisão e outros meios de comunicação, além de ouvir conversas do cotidiano. A família afirma que a decisão pelo tema foi resultado das opiniões que a criança vem formando ao acompanhar o noticiário. Ainda conforme os familiares, a escolha surpreendeu pela idade da aniversariante, mas foi respeitada por representar algo que ela queria para a própria festa. Em casos envolvendo crianças, especialistas em comunicação e educação costumam destacar a importância de separar a espontaneidade infantil da exposição pública excessiva. Por isso, a divulgação de imagens, nomes completos e posicionamentos de menores em temas políticos exige cuidado, autorização dos responsáveis e respeito à privacidade. Tema político em festa infantil gera debate A escolha do tema também abre espaço para discussão sobre a presença da política no cotidiano das famílias. No Brasil, conversas sobre governo, economia, segurança, educação e serviços públicos fazem parte da rotina de muitos lares, e crianças podem absorver opiniões a partir do ambiente em que vivem. Ao mesmo tempo, a exposição de menores em debates políticos nas redes sociais costuma dividir opiniões. Há quem veja esse tipo de episódio como manifestação de personalidade e liberdade familiar. Outros defendem maior cautela para evitar que crianças sejam colocadas no centro de disputas políticas adultas. No caso de Iporá, a festa foi relatada como uma comemoração familiar, com tom de brincadeira e participação de amigas da aniversariante. Ainda assim, o tema chama atenção por fugir completamente do padrão esperado para uma festa infantil. Celebração reuniu familiares e amigos A comemoração marcou os 9 anos de Talita em um evento preparado especialmente para ela. Familiares destacaram que a aniversariante participou das escolhas e demonstrou satisfação com o resultado da decoração. O episódio ganhou repercussão local por combinar política, infância e redes sociais, três elementos que costumam gerar forte engajamento. A história também mostra como temas nacionais chegam ao cotidiano de cidades do interior e passam a aparecer em situações inesperadas. Sem tom partidário institucional, a festa entra no campo das curiosidades locais e do comportamento social, mostrando uma criança que, segundo a família, quis expressar de forma própria aquilo que acompanha no dia a dia.

Homens embriagados furtam galinhas caipiras, pequi e roçadeiras de propriedade rural em Goiás

Dupla é suspeita de invadir chácara e levar frangos, carnes, caixas térmicas e pequi congelado em Goiás Dois homens, de 38 e 34 anos, são suspeitos de invadir uma propriedade rural e furtar alimentos, caixas térmicas, panelas e duas roçadeiras. Segundo a Polícia Militar, a dupla estaria embriagada no momento da ação. Dois homens, de 38 e 34 anos, são suspeitos de invadir uma propriedade rural em Goiás e furtar diversos itens, incluindo dois frangos caipiras abatidos, pequi congelado, caixas térmicas, gelo, carnes e duas roçadeiras. O caso chamou atenção da Polícia Militar pelo tipo de produto levado e pela forma como a ação teria sido praticada. Segundo as informações repassadas pela PM, os suspeitos estavam embriagados no momento do furto. Além de levarem os alimentos da residência rural, eles teriam usado caixas térmicas e até panelas da própria vítima, um homem de 63 anos, para transportar os mantimentos. Furto em propriedade rural em Goiás chama atenção da PM De acordo com o relato policial, a dupla invadiu a propriedade e separou os produtos que seriam levados. Entre os itens furtados estavam dois frangos caipiras já abatidos, pequi congelado, diferentes tipos de carne, gelo, caixas térmicas e utensílios domésticos. A ocorrência ganhou repercussão pelo caráter incomum do furto. Em vez de apenas ferramentas, dinheiro ou objetos de maior valor, os suspeitos também levaram alimentos típicos da rotina rural, como frango caipira e pequi, ingrediente muito presente na culinária goiana. Ainda conforme a Polícia Militar, os homens teriam utilizado o próprio gelo encontrado na propriedade para conservar os alimentos durante a fuga. A dinâmica exata da ação ainda depende de confirmação no registro oficial. Roçadeiras também foram levadas da vítima Além dos alimentos e utensílios, duas roçadeiras foram furtadas da propriedade. Esse tipo de equipamento tem valor relevante para trabalhadores rurais, pequenos produtores e moradores de chácaras, já que é usado na manutenção de pastagens, quintais, cercas e áreas de plantio. Em ocorrências no campo, o prejuízo muitas vezes vai além do valor financeiro imediato. Quando ferramentas e equipamentos de trabalho são levados, a rotina da propriedade pode ser diretamente afetada, atrasando serviços e gerando novos custos para reposição. Até o momento, não foram informados o valor total estimado do prejuízo nem se todos os itens furtados foram recuperados. Suspeitos estariam embriagados durante a ação A Polícia Militar informou que os dois homens estariam embriagados. Esse detalhe chamou atenção porque a ação teria sido feita de forma desorganizada, com uso de caixas térmicas e panelas da vítima para carregar os produtos levados. Apesar do aspecto inusitado, o caso é tratado como crime patrimonial. A embriaguez, por si só, não elimina a responsabilidade sobre os atos praticados. Caberá à autoridade policial avaliar as circunstâncias, ouvir os envolvidos e definir os encaminhamentos legais. A investigação também deverá apurar se houve arrombamento, dano à propriedade, participação de outras pessoas ou tentativa de revenda dos itens furtados. Crimes rurais preocupam moradores e produtores Furtos em propriedades rurais seguem como uma preocupação para moradores do campo. Além de animais, alimentos, ferramentas e equipamentos, criminosos costumam mirar defensivos, combustíveis, máquinas, fios, baterias e objetos de fácil transporte. Esse tipo de crime gera sensação de insegurança, principalmente em áreas afastadas, onde a resposta policial pode depender de maior deslocamento. Por isso, denúncias, registros formais e comunicação rápida com as forças de segurança são fundamentais para aumentar as chances de recuperação dos bens e identificação dos autores. A presença policial em áreas rurais também é considerada importante para proteger pequenos produtores, trabalhadores e famílias que vivem em propriedades mais isoladas. Caso deve seguir para providências legais A ocorrência deverá ser encaminhada à Polícia Civil para as providências cabíveis, caso ainda não tenha sido formalizada. A autoridade policial poderá analisar os relatos, verificar os itens subtraídos, ouvir a vítima e os suspeitos e definir o enquadramento legal. Até a conclusão dos procedimentos, os homens devem ser tratados como suspeitos, com direito à defesa e ao devido processo legal. O caso reforça a importância da vigilância em propriedades rurais e da comunicação imediata às autoridades em situações de furto, invasão ou movimentação suspeita.

PRF e GCM apreendem 7,5 toneladas de maconha na BR-060, em Rio Verde

Droga escondida em carga de MDF é apreendida em operação conjunta na BR-060 A apreensão ocorreu na noite desta terça-feira (23), no km 390 da BR-060, em Rio Verde. A droga estava oculta em compartimentos falsos em uma carga de MDF, segundo a PRF. A Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Civil Municipal de Rio Verde apreenderam aproximadamente 7,5 toneladas de maconha durante uma fiscalização realizada na noite desta terça-feira (23), no km 390 da BR-060, em Rio Verde. A droga estava escondida em uma carga de MDF transportada por um caminhão abordado após análise de risco feita pelas equipes. De acordo com as informações da ocorrência, o caminhão foi parado durante fiscalização na rodovia. O motorista, de 44 anos, afirmou inicialmente que havia saído de Joinville, em Santa Catarina, transportando uma carga de MDF. No entanto, durante a entrevista policial, os agentes perceberam inconsistências nas informações apresentadas. PRF e GCM apreendem maconha na BR-060 Segundo a PRF, o condutor apresentou versões contraditórias sobre o destino da carga e não conseguiu informar com precisão onde realizaria o descarregamento. A postura do motorista, somada às divergências no relato, levantou suspeita das equipes. Diante da situação, os policiais solicitaram apoio do Canil da Guarda Civil Municipal de Rio Verde. Durante a inspeção, o cão farejador indicou possível presença de entorpecentes em parte da carga transportada. A partir da sinalização, os agentes realizaram uma vistoria mais detalhada. Após o descarregamento dos materiais, foram localizadas estruturas ocultas usadas para esconder os tabletes de maconha. Droga estava escondida em carga de MDF Conforme a ocorrência, a droga estava camuflada em compartimentos falsos dentro da carga de MDF. Ao todo, os agentes encontraram seis estruturas ocultas usadas para transportar o entorpecente. A forma como a carga foi preparada chamou a atenção das equipes pela tentativa de simular transporte regular de mercadoria. A investigação deverá apurar quem organizou o carregamento, qual seria o destino final da droga e se outras pessoas participaram da logística criminosa. O caminhão, a carga e o material apreendido foram encaminhados para os procedimentos legais. A droga deverá passar por pesagem e análise oficial, conforme os trâmites da Polícia Civil e da perícia competente. Motorista foi preso em flagrante O motorista recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Ele foi encaminhado à Polícia Civil de Rio Verde, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial. A partir de agora, a investigação deverá avaliar o grau de participação do condutor, a origem do carregamento, possíveis contatos, rotas utilizadas e eventual envolvimento de uma organização criminosa. Embora tenha sido preso em flagrante, o motorista deve ser tratado como suspeito até decisão definitiva da Justiça, com direito à defesa e ao devido processo legal. Apreensão reforça combate ao tráfico em Goiás Segundo a PRF, com esta ocorrência, o volume de maconha apreendido nas rodovias federais de Goiás em 2026 chega a aproximadamente 12 toneladas. O total já supera os números registrados individualmente nos anos de 2023, 2024 e 2025. A apreensão em Rio Verde reforça a importância da fiscalização em corredores rodoviários estratégicos. A BR-060 é uma rota relevante para o transporte de cargas e também exige atenção constante das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas. Operações como essa impactam diretamente a estrutura financeira do crime organizado. Grandes carregamentos de entorpecentes representam abastecimento para redes de distribuição, pontos de venda e outras atividades criminosas associadas. A ação conjunta entre PRF e GCM também mostra a importância da integração entre forças de segurança. O trabalho coordenado, com análise de risco, abordagem técnica e apoio do canil, foi determinante para localizar a droga e impedir que o carregamento chegasse ao destino final.

Doença de Chagas volta a crescer no Brasil e acende alerta de prevenção

Avanço de casos de Chagas preocupa especialistas e reforça atenção em Goiás Os registros da doença de Chagas voltaram a crescer no Brasil e reacenderam o alerta entre especialistas em saúde pública. Segundo dados do Sinan, sistema ligado ao Ministério da Saúde, os casos passaram de 64 em 2013 para 292 em 2023, crescimento que chama atenção após décadas de controle mais efetivo da transmissão vetorial em várias regiões do país. A doença é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e pode evoluir em duas fases. Na fase aguda, que ocorre logo após a infecção, a pessoa pode apresentar sintomas ou não. Já a fase crônica pode surgir anos depois e, em muitos casos, permanece silenciosa, mas pode causar problemas cardíacos e digestivos. Doença de Chagas volta a crescer no Brasil O avanço dos registros preocupa porque a doença de Chagas nem sempre é identificada rapidamente. Muitas pessoas infectadas passam anos sem sintomas relevantes, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações futuras. Historicamente associada ao barbeiro, inseto transmissor do parasita, a doença também pode ocorrer por outras vias, como transmissão oral, de mãe para filho durante a gestação, transfusão, transplante ou acidentes laboratoriais. Nos últimos anos, especialistas têm chamado atenção para casos ligados à contaminação de alimentos, especialmente quando há falhas de higiene, processamento ou armazenamento. O cardiologista Vinicius Marques Rodrigues, citado em reportagem sobre o tema, afirma que o aumento dos casos pode estar relacionado a diferentes fatores, incluindo a transmissão por alimentos. A avaliação reforça a necessidade de vigilância sanitária, controle ambiental e cuidado com produtos consumidos in natura ou processados de forma artesanal. Goiás tem milhares de casos crônicos confirmados Em Goiás, a situação também exige atenção. Atualizações recentes divulgadas pelo Conass apontam que o estado contabiliza 8.749 casos confirmados de doença de Chagas crônica. O levantamento também informa que Goiás segue entre os estados com maiores taxas de mortalidade pela enfermidade. Entre 2020 e 2024, a média anual foi de 622 mortes relacionadas a complicações da doença. Em 2025, já haviam sido registrados 107 óbitos até a divulgação dos dados, segundo o mesmo informe. Boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás também aponta que a doença crônica apresenta alta carga no estado e destaca a possibilidade de subnotificação, o que significa que o número real de pessoas afetadas pode ser maior do que o registrado oficialmente. Risco está no diagnóstico tardio O principal perigo da doença de Chagas está na evolução silenciosa. Parte dos pacientes só descobre a infecção quando já apresenta alterações cardíacas, digestivas ou sinais de comprometimento mais avançado. No coração, a doença pode provocar arritmias, insuficiência cardíaca e outras complicações que exigem acompanhamento médico contínuo. Por isso, especialistas defendem que pessoas com histórico de exposição ao barbeiro, moradores de áreas de risco, gestantes e indivíduos com sintomas suspeitos procurem avaliação na rede de saúde. O diagnóstico precoce permite melhor acompanhamento e pode aumentar as chances de controle da infecção, especialmente quando a doença é identificada na fase inicial. Prevenção depende de higiene, moradia e vigilância A prevenção passa por ações simples, mas que exigem organização do poder público e orientação à população. Entre elas estão melhoria das condições habitacionais, vedação de frestas em casas, uso de telas, controle de insetos, limpeza de quintais e atenção a locais onde o barbeiro possa se esconder. No caso da transmissão por alimentos, é importante reforçar boas práticas de higiene, armazenamento e processamento. Produtos artesanais ou manipulados sem controle adequado podem representar risco quando entram em contato com o parasita. A doença de Chagas é um exemplo de como saneamento, vigilância epidemiológica, atenção primária e educação em saúde precisam caminhar juntos. Sem diagnóstico e monitoramento, o problema permanece invisível até gerar complicações graves. Alerta deve reforçar políticas públicas O aumento dos registros no Brasil e o cenário de Goiás mostram que a doença de Chagas não pode ser tratada como problema do passado. Embora o país tenha avançado no controle da transmissão clássica pelo barbeiro, novas formas de exposição, subnotificação e diagnóstico tardio mantêm a enfermidade como desafio de saúde pública. A resposta exige atuação coordenada entre municípios, estados e governo federal. Ampliar testagem, capacitar equipes de saúde, orientar a população e garantir acompanhamento dos pacientes crônicos são medidas essenciais para reduzir mortes e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Goiânia lidera eficiência hídrica no Brasil pelo 5º ano seguido

Com perda de água de 11,45%, Goiânia mantém melhor índice entre capitais brasileiras Goiânia manteve, pelo quinto ano consecutivo, a liderança nacional entre as capitais brasileiras com menor índice de perdas de água na distribuição. Segundo o Estudo de Perdas de Água 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, a capital goiana registrou perda de apenas 11,45%, desempenho que a coloca como referência em eficiência hídrica no país. O levantamento utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, o Sinisa, referentes a 2024, e avaliou os 100 municípios mais populosos do Brasil. A base substitui gradualmente o antigo SNIS como principal fonte de dados do setor, reunindo informações sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, investimentos e perdas nos sistemas de distribuição. Goiânia tem menor perda de água entre capitais O índice de 11,45% registrado por Goiânia representa uma vantagem importante em relação à média nacional. No Brasil, as perdas totais de água na distribuição chegaram a 39,5% em 2024, segundo os dados consolidados no Ranking do Saneamento 2026. Na prática, perdas menores significam mais água chegando ao consumidor, menor pressão sobre mananciais, redução de desperdício e maior eficiência operacional. Em um cenário de mudanças climáticas, expansão urbana e necessidade de uso racional dos recursos naturais, esse tipo de resultado tem impacto direto sobre segurança hídrica e planejamento das cidades. O estudo também classificou Goiânia como município de excelência. Para atingir esse patamar, é necessário registrar perdas de até 25% na distribuição e manter baixo índice de perda de água por ligação. Apenas 12 dos 100 municípios mais populosos do país conseguiram atingir simultaneamente esses parâmetros. Goiás supera média nacional em eficiência O bom desempenho não se limita à capital. Goiás registrou perdas de 27,13% na distribuição de água, resultado bem abaixo da média brasileira de 39,53%. O estado também apresentou o menor índice de perdas por ligação do país, conforme divulgado pela Agência Goiás. A Saneago informou que os números oficiais do estudo refletem a realidade de 2024 e, por isso, têm cerca de dois anos de defasagem em relação aos indicadores operacionais mais recentes. Segundo a companhia, os dados atuais apontam perdas próximas de 22%, abaixo do limite de 25% previsto pelo Novo Marco Legal do Saneamento para 2033. Esse desempenho coloca Goiás em posição favorável no debate nacional sobre saneamento. Enquanto muitos estados ainda enfrentam dificuldades para reduzir desperdícios, melhorar redes e universalizar serviços, Goiás aparece como exemplo de gestão mais eficiente no abastecimento. Anápolis e Aparecida também aparecem em destaque Além de Goiânia, outros municípios goianos tiveram bom desempenho no estudo. Anápolis aparece na 10ª posição e Aparecida de Goiânia na 12ª entre as melhores cidades no quesito perdas de água por ligação. A presença de mais de uma cidade goiana entre os destaques reforça que a eficiência não é um caso isolado da capital. Ela indica uma estratégia mais ampla de controle de perdas, manutenção de redes, modernização de equipamentos e gestão operacional. Esse resultado também tem efeito econômico. Água tratada que se perde no caminho representa custo para o sistema, desperdício de energia, uso ineficiente de infraestrutura e pressão sobre tarifas. Quanto menor o desperdício, maior a capacidade de investimento e melhor a prestação do serviço. Reparo de vazamentos e tecnologia sustentam resultado De acordo com a Agência Goiás, os resultados são sustentados por ações como controle de pressão nas redes, pesquisa e reparo de vazamentos ocultos, modernização de equipamentos, substituição de hidrômetros e aprimoramento dos processos operacionais. Essas medidas são fundamentais porque parte das perdas ocorre em pontos invisíveis ao consumidor. Tubulações antigas, ligações irregulares, hidrômetros defasados, vazamentos subterrâneos e pressão inadequada podem comprometer o sistema sem que o problema apareça imediatamente na superfície. O controle contínuo permite identificar falhas com mais rapidez e reduzir o volume de água tratada que não chega às residências, comércios e indústrias. Eficiência hídrica vira vantagem competitiva A liderança de Goiânia em eficiência hídrica também fortalece a imagem da capital como cidade com boa gestão de infraestrutura básica. Para atrair investimentos, melhorar qualidade de vida e sustentar crescimento urbano, saneamento eficiente é um ativo estratégico. Em um país onde a média de perdas ainda se aproxima de 40%, reduzir desperdício é uma forma direta de preservar recursos, melhorar o serviço e evitar custos futuros. O caso de Goiânia mostra que planejamento, tecnologia e gestão operacional podem gerar resultados concretos. O desafio agora é manter os índices baixos, ampliar investimentos e garantir que a eficiência no abastecimento caminhe junto com avanços em coleta e tratamento de esgoto, áreas igualmente importantes para saúde pública, meio ambiente e desenvolvimento urbano.

Pai é preso após confessar agressão contra bebê de 9 meses em Trindade

Bebê morre após ser levado desacordado à UPA em Trindade; pai foi preso Um homem foi preso nesta quarta-feira (17), em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, após confessar à Polícia Militar que havia agredido o próprio filho, um bebê de 9 meses. A criança foi levada desacordada para uma Unidade de Pronto Atendimento do município, recebeu atendimento médico, mas não resistiu. O caso é investigado pela Polícia Civil. Segundo as informações divulgadas, o suspeito procurou um posto da Polícia Militar Rodoviária na GO-060 logo após levar o bebê à unidade de saúde. Aos policiais, ele teria dito que havia “feito uma besteira”. Em depoimento gravado pelos militares, o homem afirmou que perdeu o controle em um momento de irritação porque a criança não conseguia dormir. Pai é preso após morte de bebê em Trindade De acordo com o relato atribuído ao suspeito, a agressão teria ocorrido dentro de casa. Após perceber que a criança havia passado mal, o próprio pai levou o bebê para atendimento médico na UPA de Trindade. A equipe de saúde tentou prestar socorro, mas o óbito foi confirmado depois da entrada da criança na unidade. As identidades do pai e do bebê não foram divulgadas oficialmente até a última atualização das informações disponíveis. O homem recebeu voz de prisão após a confissão e foi encaminhado às autoridades competentes. A Polícia Civil deverá conduzir a investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos, ouvir testemunhas, reunir laudos periciais e definir o enquadramento criminal adequado. Polícia Civil vai investigar circunstâncias da morte A investigação deverá apurar se houve histórico anterior de violência, quem estava na residência no momento do ocorrido, qual foi o intervalo entre a agressão e o socorro e se a criança apresentava outros sinais que possam ajudar na conclusão do caso. O laudo pericial será fundamental para determinar a causa da morte e confirmar as circunstâncias relatadas. Também caberá à Polícia Civil verificar a responsabilidade do suspeito e reunir elementos para eventual denúncia pelo Ministério Público. Até decisão definitiva da Justiça, o homem deve ser tratado como suspeito, com direito à defesa, contraditório e ampla defesa durante todo o processo. Caso causa comoção e revolta A morte do bebê gerou forte comoção em Trindade e em outras cidades de Goiás. Casos envolvendo crianças pequenas provocam grande impacto social porque expõem a vulnerabilidade absoluta de vítimas que dependem integralmente dos adultos para proteção, cuidado e segurança. A apuração rigorosa é essencial para que a sociedade tenha respostas e para que eventual responsabilização ocorra dentro da lei. Em situações de violência contra crianças, a atuação rápida das autoridades é decisiva para preservar provas, proteger outros possíveis envolvidos e evitar impunidade. Proteção de crianças exige atenção da rede de apoio O caso também reforça a importância de familiares, vizinhos, profissionais de saúde e pessoas próximas comunicarem qualquer suspeita de violência contra crianças. Sinais de agressão, negligência, medo excessivo, mudanças bruscas de comportamento ou relatos preocupantes devem ser levados às autoridades. Denúncias podem ser feitas ao Conselho Tutelar, à Polícia Militar pelo 190 ou ao Disque 100, canal nacional de denúncia de violações de direitos humanos. A comunicação rápida pode salvar vidas e interromper ciclos de violência dentro de casa. A investigação segue em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos da Polícia Civil e a conclusão dos laudos técnicos. Assista o vídeo aqui

PRF apreende 94 celulares avaliados em R$ 1 milhão na BR-153, em Morrinhos

Smartphones sem nota fiscal são encontrados escondidos em veículo na BR-153, em Goiás A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 94 smartphones de última geração avaliados em cerca de R$ 1 milhão durante uma fiscalização realizada na tarde desta quarta-feira (10), na BR-153, em Morrinhos, no sul de Goiás. Os aparelhos estavam escondidos em compartimentos adaptados de um VW T-Cross abordado no km 599 da rodovia. Segundo as informações divulgadas, o motorista, de 45 anos, apresentou versões contraditórias sobre a viagem, o que levantou suspeitas dos agentes. Durante a vistoria no veículo, os policiais localizaram parte dos celulares no para-choque traseiro e outra parte no forro do teto do automóvel. PRF apreende celulares na BR-153 em Morrinhos A ocorrência foi registrada em um trecho estratégico da BR-153, uma das principais rodovias de ligação do país e rota frequente para transporte de cargas, mercadorias e deslocamento interestadual. A fiscalização de rotina ganhou relevância após os policiais perceberem inconsistências nas informações prestadas pelo condutor. Durante a inspeção, os agentes identificaram compartimentos adaptados no veículo. A prática de ocultar mercadorias em partes internas do automóvel costuma ser usada para tentar dificultar a fiscalização e evitar a identificação de produtos transportados sem documentação regular. Ao todo, foram encontrados 94 aparelhos celulares. De acordo com a PRF, os produtos não possuíam documentação fiscal que comprovasse a importação regular ou a origem da carga. Smartphones estavam escondidos no veículo Os celulares foram localizados em pontos diferentes do carro. Parte estava escondida no para-choque traseiro, enquanto outra parte foi encontrada no forro do teto. A forma de acondicionamento reforçou a suspeita de transporte irregular. O motorista informou aos policiais que teria recebido a mercadoria em Itumbiara e que faria a entrega em Goiânia. A versão será analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação. A carga foi encaminhada à Receita Federal, órgão responsável pela análise fiscal dos produtos e pelos procedimentos administrativos relacionados à apreensão. Caso pode configurar descaminho A ocorrência pode ser investigada como crime de descaminho, previsto no artigo 334 do Código Penal. Pela legislação brasileira, o descaminho ocorre quando há tentativa de iludir, no todo ou em parte, o pagamento de imposto devido pela entrada, saída ou consumo de mercadoria. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos. Diferentemente do contrabando, que envolve mercadoria proibida, o descaminho está relacionado à entrada ou circulação de produto permitido, mas sem o devido recolhimento de tributos. No caso dos celulares, a apuração deve verificar a origem dos aparelhos, a documentação fiscal e a responsabilidade do motorista no transporte. Até decisão definitiva, o condutor deve ser tratado como investigado, com direito à defesa e ao devido processo legal. Apreensão reforça impacto do comércio irregular A apreensão chama atenção pelo valor estimado da carga e pelo impacto que esse tipo de prática pode causar à economia formal. Quando produtos entram no mercado sem recolhimento de impostos, há prejuízo para a arrecadação pública e concorrência desleal com empresas que atuam regularmente, pagam tributos, emitem nota fiscal e seguem normas de importação. No setor de eletrônicos, a diferença de preço entre produtos regulares e mercadorias sem documentação pode ser significativa. Isso pressiona comerciantes formais e dificulta a competição de quem mantém operação dentro da lei. A fiscalização em rodovias, nesse contexto, tem papel importante não apenas na segurança viária, mas também na proteção da economia legal, da arrecadação e do consumidor, que pode adquirir produtos sem garantia, sem procedência comprovada e sem suporte oficial. Carga foi levada à Receita Federal Após a apreensão, os smartphones foram encaminhados à Receita Federal para os procedimentos cabíveis. O órgão deverá avaliar a situação fiscal da mercadoria, enquanto a investigação poderá apurar a origem dos aparelhos, o destino final da carga e possível participação de outras pessoas. A ocorrência registrada em Morrinhos reforça a importância das ações integradas de fiscalização em corredores logísticos de Goiás. A BR-153 é uma rota relevante para o transporte regional e nacional, o que torna a presença da PRF essencial para coibir crimes tributários, transporte irregular e outras práticas ilícitas. Novas informações poderão ser divulgadas após a análise da Receita Federal e o avanço da investigação.

Rio Verde acumula déficit de 1,2 milhão de toneladas em armazenagem de grãos

Produção agrícola cresce mais rápido que silos e pressiona logística em Rio Verde Produção agrícola supera capacidade de armazenagem em Rio Verde Rio Verde, uma das principais potências do agronegócio brasileiro, enfrenta um gargalo crescente na armazenagem de grãos. Mesmo com 129 unidades armazenadoras e capacidade estática aproximada de 2,7 milhões de toneladas, o município produziu mais de 4 milhões de toneladas de soja, milho e sorgo, gerando um déficit superior a 1,2 milhão de toneladas, segundo levantamento divulgado pelo Rio Verde Rural. O problema expõe uma contradição do sucesso produtivo local: a produção no campo avança em ritmo mais acelerado do que os investimentos em silos, armazéns e estruturas de pós-colheita. O resultado é uma pressão maior sobre produtores, cooperativas, cerealistas, transportadoras e indústrias que dependem de fluxo contínuo de grãos. Déficit de armazenagem reduz poder de negociação Na prática, quando não há espaço suficiente para guardar a safra, muitos produtores são obrigados a vender logo após a colheita, justamente no período em que há maior oferta e, muitas vezes, menor margem de negociação. Documentos técnicos sobre armazenagem no Brasil apontam que a estrutura adequada permite ao produtor aguardar melhores oportunidades de comercialização e reduzir custos de frete em momentos de pico de escoamento. Esse é um ponto estratégico para Rio Verde. A cidade tem forte produção de soja e milho. Em 2024, por exemplo, a expectativa divulgada pelo prefeito Paulo do Vale era de 1,8 milhão de toneladas de soja e 2,5 milhões de toneladas de milho na safra local, números que ajudam a dimensionar o peso do município no agro goiano. Quando a estrutura de armazenagem não acompanha esse volume, o produtor perde flexibilidade. Em vez de decidir o melhor momento para vender, ele passa a depender de janela logística, preço de frete, fila de descarga e disponibilidade de terceiros. Gargalo afeta logística, renda e competitividade O déficit de armazenagem também aumenta o custo logístico. Caminhões passam a circular de forma concentrada durante a colheita, sobrecarregando estradas, pátios, tradings e unidades de recebimento. Esse acúmulo pode gerar filas, demora no descarregamento, aumento de custos operacionais e perda de eficiência. Para uma cidade que depende fortemente do agro, o impacto vai além da porteira. Armazenagem insuficiente pode limitar a agregação de valor, reduzir a previsibilidade para indústrias e dificultar a atração de novos projetos de processamento local. Rio Verde já se consolidou como polo produtivo, logístico e industrial. No entanto, para transformar produção em renda duradoura, é preciso ampliar a infraestrutura que sustenta a cadeia. Silos, armazéns, secadores, unidades de classificação e estruturas de transbordo são ativos fundamentais para dar mais autonomia ao produtor e mais estabilidade ao mercado regional. Problema não é exclusivo de Rio Verde O desafio da armazenagem não atinge apenas Rio Verde. Em estudo técnico apresentado no âmbito do Ministério da Agricultura, dados da Conab indicavam que, entre 2001 e 2021, a produção agrícola cresceu 223,19%, enquanto a capacidade estática avançou 92,48%, evidenciando um descompasso estrutural no país. O IBGE também registrou que a capacidade de armazenagem agrícola do Brasil chegou a 231,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2025, alta de 1,8% frente ao semestre anterior. Apesar do avanço, o crescimento nacional ainda convive com pressão de safras volumosas e distribuição desigual das estruturas entre regiões produtoras. No caso do Sudoeste de Goiás, a preocupação é ainda mais relevante porque a região figura entre as áreas de maior produção de grãos do país. Documento da Conab já apontava o Sudoeste goiano entre as microrregiões com maior déficit projetado de capacidade estática a granel até 2030. Investimento em silos é prioridade para o agro local O avanço da armazenagem precisa ser tratado como prioridade de infraestrutura econômica. Linhas de financiamento, segurança jurídica, licenciamento mais ágil, acesso à energia, incentivos à armazenagem em fazendas e parcerias com cooperativas podem acelerar a expansão da capacidade instalada. Também há espaço para estimular a industrialização local. Quanto mais grão for processado em Rio Verde, maior será a geração de empregos, renda, arrecadação e valor agregado. A produção agrícola não deve ser vista apenas como volume transportado para fora, mas como base para cadeias industriais mais fortes. Rio Verde segue como vitrine do agronegócio nacional. O desafio agora é garantir que a infraestrutura cresça na mesma velocidade da produtividade. Sem isso, parte do potencial econômico da cidade continuará represada por um gargalo que já ultrapassa 1,2 milhão de toneladas.

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