73% dos brasileiros estão saturados de “publis” nas redes, diz estudo

Um estudo sobre publicidade nas redes sociais aponta que 73% dos brasileiros dizem sentir algum nível de saturação com conteúdos patrocinados, conhecidos como “publis”. A pesquisa faz parte do relatório “O Futuro das Publis”, produzido pela Nozy Content Agency em parceria com a Cigarra Buzz Agency, e analisou como o público percebe anúncios feitos por influenciadores e criadores de conteúdo. Segundo o levantamento, o problema não é necessariamente a presença de publicidade nas redes, mas a forma como ela é apresentada. Apenas 16% dos entrevistados disseram preferir que as publis simplesmente desapareçam das plataformas. O estudo indica que a rejeição cresce principalmente quando a publicidade parece artificial ou não tem relação com o perfil do criador. Entre os entrevistados, 85% afirmam pular conteúdos patrocinados quando a publicidade parece forçada, enquanto 30% dizem perder confiança no influenciador ou no produto após experiências negativas com publis.
Lula afirma que 2026 é o “ano da colheita” e diz por que quer 4º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que 2026 é o “ano da colheita”, e explicou os motivos que o levaram a entrar na disputa por um quarto mandato no pleito deste ano. Em entrevista ao ICL Notícias, na manhã desta quarta-feira (8/4), Lula descreveu um cenário de “terra arrasada” ao assumir o mandato após a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que levou dois anos para “reconstruir” políticas públicas do governo. Lula disse ainda que vai disputar as eleições para que o país dê um “salto de qualidade”. “Eu tenho na cabeça que é importante que a gente dê um salto de qualidade”, pontuou o petista. “Está na hora de discutir as causas dos problemas brasileiros para que a gente possa mudar.” Segundo ele, a decisão de se candidatar ainda passará pela convenção nacional do PT, em junho. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato. Vai ter uma convenção em junho e nós vamos tentar. Eu vou pleitear ao PT a necessidade da gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país, Esse é o papel que eu tenho para jogar agora”. As últimas pesquisas de intenção de voto têm sinalizado uma disputa apertada na corrida à Presidência da República. De acordo com levantamento do Meio/Ideia, divulgado nesta quarta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 45,8% das intenções de voto em eventual segundo turno contra o petista, que aparece com 45,5%. O resultado representa um empate técnico.
Nova variante Cicada não indica tendência de maior gravidade, diz especialista

A nova variante da Covid-19, apelidada de “Cicada” (cigarra, em português), tem ganhado espaço nos noticiários. A cepa BA.3.2 já foi identificada em mais de 20 países, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Até o momento, não há registros de casos no Brasil. O virologista da USP Paulo Eduardo Brandão afirma que a nova variante não apresenta maior gravidade em relação às demais. A avaliação está alinhada ao posicionamento da Rede Global de Vírus (GVN), uma coalizão internacional com mais de 90 centros de excelência em mais de 40 países. A entidade monitora a BA.3.2 e informa que, até agora, não há evidências que indiquem motivo para alarme ou preocupação pública elevada. A recomendação da vacinação segue como principal preventivo à doença.
CPE de Rio Verde prende homem suspeito de furtar cartões e tentar saque

A Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Rio Verde prendeu nesta terça-feira (07), um suspeito de furtar cartões de crédito pouco tempo após o crime ser registrado. De acordo com a ocorrência, a equipe recebeu informações sobre o furto de pertences pessoais que estavam no interior de um veículo e iniciou diligências para localizar o autor. Durante as buscas, os policiais conseguiram encontrar o suspeito em um supermercado, onde ele tentava sacar dinheiro utilizando os cartões. Ao ser abordado, ele confessou o crime e relatou que havia descartado as carteiras com os documentos das vítimas. Com o homem, foram apreendidos dois cartões de crédito, um aparelho celular, dinheiro em espécie e a motocicleta utilizada na ação. Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde ficou à disposição da Justiça para as providências cabíveis.
Plano de saúde é obrigado a cobrir cirurgia robótica contra câncer, decide Superior Tribunal de Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que operadoras de planos de saúde devem custear cirurgia robótica indicada para tratamento de câncer, mesmo quando o procedimento não estiver listado expressamente nas regras da ANS. O caso analisado envolveu um paciente que teve o tratamento negado pela operadora, sob a justificativa de ausência de previsão contratual. No entanto, os ministros entenderam que a recusa não pode prevalecer quando há indicação médica e necessidade comprovada. Segundo o tribunal, o plano de saúde tem o dever de garantir o tratamento mais adequado à condição do paciente, ainda que envolva tecnologias mais avançadas. A decisão reforça que o rol de procedimentos da ANS não deve ser interpretado de forma restritiva em situações essenciais. Além disso, o entendimento destaca que impedir o acesso a esse tipo de cirurgia pode comprometer o direito à saúde e à vida, especialmente em casos graves como o câncer. Com isso, o processo deve retornar às instâncias inferiores para análise de possíveis indenizações, enquanto a obrigação de cobertura do tratamento fica assegurada.
Venda de veículos novos surpreende, cresce 45% e bate 270 mil unidades

As vendas de veículos novos registraram forte crescimento e surpreenderam positivamente em março deste ano, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (7/4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo o levantamento da entidade, os licenciamentos de carros, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus avançaram 45,6% em março, na comparação com fevereiro, e 37,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de veículos novos vendidos no terceiro mês de 2026 chegou a 269,5 mil unidades. Os números da Fenabrave fizeram do mês passado o segundo melhor mês de março da série histórica da pesquisa. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as vendas aumentaram 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades, segundo a Fenabrave. Foi a terceira melhor marca para o primeiro trimestre em toda a história. Considerando apenas carros e veículos comerciais leves, as vendas no mês passado cresceram 40,2% na comparação anual, para 258,2 mil unidades. No acumulado dos três primeiros meses deste ano, a expansão foi de 15,4%, para 597,5 mil unidades. Em março, as vendas de caminhões recuaram, também na base anual, 3,65%, para 8.767 veículos. No trimestre, foram 21.751 vendidos. De acordo com a Fenabrave, entre os principais fatores que levaram a um resultado acima das expectativas em março, estão um ambiente fortemente competitivo no mercado e a influência do programa Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o fim do ano. Criado no ano passado, o programa reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular. Para veículos compactos com alta eficiência energética e fabricados no Brasil, o IPI foi zerado. Com a medida, a redução dos preços dos chamados carros de entrada chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil.
Porto Alegre registra a segunda maior inflação para o consumidor entres as capitais pesquisadas

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou de 0,80% para 1,04% em Porto Alegre na última semana de março, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A Capital gaúcha apresentou a segunda maior taxa de variação entre as sete capitais pesquisadas no período, atrás apenas de Salvador (0,71% para 1,19%). Além de Porto Alegre e da capital baiana, a inflação para o consumidor acelerou em todas as demais cidades analisadas pela FGV: Rio de Janeiro (0,58% para 0,76%), Brasília (0,37% para 0,59%), Belo Horizonte (0,24% para 0,50%), Recife (0,06% para 0,44%) e São Paulo (0,32% para 0,40%). No País, o IPC-S subiu de 0,46% para 0,67%. Com esse resultado, o indicador acumula variação de 3,47% nos últimos 12 meses.
Bolsa brasileira: estrangeiros injetam 53 bilhões de reais no primeiro trimestre

O fluxo de capital estrangeiro na B3, a Bolsa brasileira, encerrou o primeiro trimestre de 2026 no campo positivo, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Até março, investidores internacionais aportaram R$ 53,37 bilhões no mercado acionário brasileiro, o melhor resultado para o período desde 2022, quando o ingresso somou R$ 65,3 bilhões nos três primeiros meses do ano. Naquele ano, o movimento foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, em meio à Guerra da Ucrânia, além do diferencial de juros. O Brasil praticava taxas significativamente mais elevadas do que economias desenvolvidas, o que abriu espaço para operações de arbitragem e atraiu capital estrangeiro em busca de maior rentabilidade. Em 2026, embora o cenário global também seja marcado por tensões geopolíticas, os fatores que sustentam a entrada de recursos são distintos. Analistas apontam que parte relevante das ações que compõem o Ibovespa apresenta preços considerados atrativos quando comparados a papéis de mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, e até mesmo frente à média de outras bolsas de países emergentes. Outro elemento que contribui para o fluxo positivo é o início do ciclo de queda da taxa Selic, iniciado em março, o que tende a favorecer a migração de recursos da renda fixa para a renda variável. Além disso, a proximidade da disputa presidencial no Brasil adiciona um componente de expectativa aos investidores, que passam a ajustar suas posições diante de possíveis mudanças no cenário econômico e político. Apesar do desempenho positivo no trimestre, especialistas avaliam que a continuidade desse fluxo dependerá de fatores como a trajetória dos juros globais, a evolução do cenário fiscal brasileiro e o desfecho das tensões internacionais. A manutenção do interesse estrangeiro também tende a ser influenciada pelo ritmo de crescimento da economia doméstica e pela previsibilidade das políticas econômicas ao longo do ano.
Governo federal aumenta imposto sobre os cigarros para compensar isenções no querosene de aviação

A alíquota do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os cigarros aumentará de 2,25% para 3,5% a fim de compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o querosene de aviação. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida faz parte do pacote anunciado pelo governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses com o aumento do imposto sobre os cigarros. A decisão de zerar as alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o querosene de aviação deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês. Durante o anúncio do aumento do tributo sobre os cigarros, realizado na segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as elevações anteriores no imposto sobre o produto não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação.
CBF propõe agenda para criação de liga única no Brasileirão

A diretoria da CBF apresentou nesta segunda-feira um estudo para dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B do Brasileiro para buscar a adoção da liga única. Atualmente divididos em dois blocos comerciais – Libra e FFU –, os clubes receberam um cronograma sugerido pela CBF. Até o fim de julho, os dirigentes podem apresentar propostas e sugestões. A previsão da entidade é inaugurar o estatuto da futura liga até o fim deste ano. Em resumo, o cronograma indicado é o seguinte: A reunião desta tarde de segunda-feira, realizada num hotel na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro, serviu para diagnóstico apresentado pela CBF na comparação com as maiores ligas do mundo: Premier League, da Inglaterra, La Liga, da Espanha, e Bundesliga, da Alemanha. Os dirigentes da CBF defenderam que, antes de discutir a divisão da receita gerada pelo futebol brasileiro – ponto central da maioria das brigas comerciais, como a mais recente do Flamengo com a Libra e os outros clubes dentro da Libra –, é preciso aumentar significativamente os valores. Qualquer novo acordo comercial, quando se trata de vendas de direitos de transmissão, só passaria a valer a partir de 2030, porque os dois blocos comerciais têm contrato em vigor até 2029. A CBF chama atenção para a receita da liga brasileira ser menor do que um terço da Bundesliga, da Alemanha – um país que tem 84 milhões de habitantes e 18 clubes na sua liga principal. Enquanto o Brasil tem 210 milhões de habitantes e 20 clubes na liga principal. Pesquisa recente da CBF também apontou que cerca de 140 milhões de habitantes brasileiros são torcedores de algum time, com 40 milhões considerados fanáticos por futebol. Assim, a entidade considera o produto subvalorizado e com margem de crescimento. Pontos de discussão O diagnóstico feito pela CBF elenca uma série de problemas que ela própria atacou nos últimos anos, entre eles arbitragem, calendário e fair play financeiro. A entidade dividiu a pauta em 10 “dimensões do produto” do futebol brasileiro e comparou com as ligas ingleses, espanholas e alemãs. Com a liga brasileira sempre atrás em todos esses pontos abaixo: O estudo avaliou, por exemplo, o percentual de jogos disputados à luz do dia (com início até as 16h30) nas outras ligas e mostrou que 80% dos jogos do Brasil são noturnos, enquanto na Inglaterra apenas 25% são noturnos. Na La Liga, 60%. E, por fim, 30% na Alemanha. A CBF considera que pode haver impacto no público presente em estádios – também menor na liga brasileira em comparação aos demais. Afinal, pesquisa Nexus recente, feita em parceria com a CBF, apontou que 74% consideram a insegurança ao ir a estádios de futebol. Para além dos aspectos de melhoria de produto do futebol brasileiro – por exemplo, a CBF usa o exemplo de outras ligas que padronizaram transmissões e alavancaram presença em redes sociais -, a CBF vai transferir para a liga de clubes as discussões mais polêmicas. O tipo de gramado talvez seja a principal delas – atualmente, Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras usam gramados sintéticos na Série A. Com a maioria dos clubes, hoje, sendo a favor de vetar este tipo de campo. Outro ponto de atenção é a discussão sobre rebaixamento, com a perspectiva de se diminuir de quatro para três rebaixados no futuro. Assim como a regulação de uso de estrangeiros por partida – atualmente, são nove permitidos.