Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade do governo Lula, diz levantamento

Globo concentrou 25,6% da publicidade da Secom no governo Lula, aponta Poder360 O Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade estatal federal da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República durante o terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo levantamento publicado pelo Poder360. O valor considera o período de 1º de janeiro de 2023 a 15 de junho de 2026 e representa 25,6% do total gasto pela Secom com campanhas publicitárias do Palácio do Planalto no intervalo analisado. Grupo Globo lidera repasses da Secom De acordo com o Poder360, os recursos foram usados para veiculação de campanhas do governo federal em diferentes meios, incluindo televisão, internet, streaming, revistas e jornais impressos. A Revista Oeste também repercutiu os dados, destacando que o montante se aproxima de R$ 270 milhões e corresponde a pouco mais de um quarto da verba publicitária direta da Secom no período. O levantamento aponta que o gasto total da Secom do Planalto chegou a R$ 954,5 milhões nos três anos e meio analisados. Desse total, a Globo ficou com a maior fatia entre os grupos de mídia, em um cenário que volta a colocar em debate a concentração de recursos públicos de publicidade em grandes conglomerados de comunicação. Record, Meta e Google aparecem na sequência Segundo os dados reunidos pelo Poder360, o Grupo Record aparece em segundo lugar, com R$ 122 milhões, valor 118% menor que o destinado ao Grupo Globo. Na sequência, surgem a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, com R$ 86 milhões, e o Google Brasil, com R$ 80,9 milhões. Outros veículos e plataformas também aparecem no levantamento, incluindo SBT/SBT News, Grupo Bandeirantes, Kwai, TikTok, RedeTV!, Grupo Folha/UOL, X, Amazon/Prime Video, CNN Brasil/Itatiaia e Jovem Pan. A lista mostra que a publicidade governamental hoje está distribuída entre mídias tradicionais e plataformas digitais, embora a televisão ainda tenha peso relevante. Dados não incluem estatais e ministérios Um ponto importante do levantamento é que os números consideram apenas os gastos diretos da Secom da Presidência da República. Eles não incluem despesas de publicidade feitas por ministérios, empresas estatais e sociedades de economia mista, como a Petrobras. Essa limitação é relevante porque impede uma visão completa do gasto publicitário federal em todos os órgãos e entidades. Segundo o Poder360, de 2000 a 2016, quando havia divulgação mais ampla dos dados, o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade estatal federal, em valores nominais e sem correção pela inflação. Governo fala em critérios técnicos A Secom afirma que a publicidade institucional segue critérios técnicos, legais e de planejamento. Em nota reproduzida por veículos que repercutiram o levantamento, a secretaria declarou atuar conforme a legislação eleitoral e as normas da publicidade institucional da administração pública federal. A pasta também sustenta que comparações entre anos diferentes precisam considerar o planejamento de comunicação, campanhas de utilidade pública e características específicas de cada período. Esse argumento é usado pelo governo para defender que a distribuição dos recursos não deve ser analisada apenas pelo valor final destinado a cada grupo. Ainda assim, a concentração de verbas em grandes empresas de mídia tende a gerar questionamentos políticos e institucionais. Em uma democracia, publicidade oficial deve informar a população sobre serviços, direitos e campanhas públicas, sem servir como instrumento de favorecimento, pressão econômica ou promoção pessoal. Transparência é ponto central do debate O debate sobre publicidade oficial envolve três pontos principais: transparência, eficiência e impessoalidade. O cidadão tem direito de saber quanto o governo gasta, quais veículos recebem recursos, quais campanhas foram veiculadas e quais critérios orientaram a escolha dos meios. Do ponto de vista da gestão pública, a verba precisa alcançar o público-alvo com eficiência, especialmente em campanhas de saúde, educação, segurança, assistência social e serviços públicos. Ao mesmo tempo, a distribuição deve ser auditável para evitar suspeitas de uso político da comunicação governamental. Em ano eleitoral, a atenção sobre esses gastos aumenta. A legislação impõe limites e restrições à publicidade institucional em períodos próximos às eleições, justamente para impedir que a máquina pública seja usada em benefício de governos, partidos ou candidatos. Caso deve seguir sob escrutínio público O levantamento não indica, por si só, ilegalidade nos repasses. No entanto, os valores reforçam a necessidade de controle público rigoroso sobre a publicidade federal, especialmente quando um único grupo concentra mais de 25% da verba direta da Secom. A discussão deve continuar no campo político, administrativo e jurídico, com cobrança por dados abertos, critérios objetivos e prestação de contas. Para a sociedade, o ponto essencial é garantir que recursos públicos destinados à comunicação sirvam ao interesse coletivo, com transparência e respeito à legislação.
Pesquisa PoderData/Aya mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno

Lula marca 46% e Flávio Bolsonaro 43% em cenário de segundo turno, diz pesquisa Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%. Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no 2º turno O resultado indica estabilidade no cenário eleitoral em relação ao levantamento anterior, divulgado no fim de maio. Na pesquisa passada, Lula também aparecia com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 42%. A oscilação de 1 ponto percentual do senador do PL ocorreu dentro da margem de erro. O cenário reforça uma disputa nacional ainda aberta e competitiva, especialmente porque os números seguem próximos. Em levantamentos eleitorais, empate técnico não significa igualdade exata, mas que, considerando a margem de erro, não é possível afirmar com segurança estatística que um candidato está à frente do outro. Pesquisa também testou outros nomes Além de Flávio Bolsonaro, o PoderData/Aya avaliou cenários de segundo turno envolvendo Ronaldo Caiado (PSD), Joaquim Barbosa (DC), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Segundo o levantamento, Lula aparece tecnicamente empatado com todos esses nomes, exceto Renan Santos, contra quem registra vantagem fora da margem de erro. A leitura geral do instituto é de estabilidade. Todas as variações nos confrontos diretos em relação à rodada anterior ficaram dentro da margem de erro, o que indica um eleitorado ainda bastante dividido. Recortes mostram diferenças por sexo e região Nos recortes demográficos, Lula tem melhor desempenho entre mulheres, com 50% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o cenário se inverte: Flávio aparece com 48%, enquanto Lula registra 41%. Por região, o presidente tem vantagem no Nordeste, onde aparece com 53% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra melhor desempenho no Centro-Oeste, com 52%. O levantamento também aponta diferenças por escolaridade, com Lula melhor entre eleitores com ensino fundamental e Flávio com desempenho superior entre os que têm ensino médio. Metodologia da pesquisa A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho de 2026. Foram ouvidas 2.400 pessoas em 617 municípios das 27 unidades da Federação, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05722/2026. Segundo o PoderData, as entrevistas foram feitas por sistema URA, em que o eleitor ouve perguntas gravadas e responde pelo teclado do telefone. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa do grupo Poder360, em parceria de divulgação com a Aya Bancah. Cenário eleitoral segue indefinido O resultado mostra que a corrida presidencial ainda está marcada por forte divisão do eleitorado. A diferença numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro existe, mas não ultrapassa a margem de erro, o que impede uma conclusão definitiva sobre liderança no cenário testado. Pesquisas eleitorais são fotografias do momento em que os dados são coletados. Elas ajudam a medir tendências, estabilidade ou oscilação, mas não antecipam o resultado final da eleição. Até a votação, fatores como campanha, debates, economia, alianças, rejeição, mobilização regional e acontecimentos políticos podem alterar o comportamento do eleitorado.
Menina de 9 anos escolhe tema “Fora Lula” para festa de aniversário em Iporá

Festa infantil com tema político chama atenção em Iporá Uma festa de aniversário infantil realizada na noite desta segunda-feira, 23 de junho, em Iporá, chamou atenção pelo tema escolhido pela aniversariante. Talita, de 9 anos, comemorou a data com uma decoração inspirada na frase “Fora Lula”, em uma celebração no Espaço Verde, reunindo familiares, amigas e convidados. Segundo a família, a escolha do tema partiu da própria criança, que teria demonstrado interesse em fazer uma comemoração diferente das festas infantis tradicionais. Em vez de personagens de desenhos, princesas, brinquedos ou temas coloridos comuns para a idade, a aniversariante optou por uma referência política. Festa com tema “Fora Lula” chama atenção em Iporá A comemoração ganhou destaque justamente por misturar um ambiente infantil com uma mensagem política, algo pouco comum em festas de aniversário de crianças. De acordo com familiares, a decoração foi preparada seguindo o tema escolhido por Talita, e algumas amigas também participaram da brincadeira usando camisetas personalizadas. A família afirmou que a aniversariante fez questão de que as colegas entrassem no clima da festa, tornando a celebração ainda mais personalizada. O momento foi tratado pelos presentes com bom humor e como uma forma de expressar a personalidade da criança. Apesar da repercussão, não há informação de que a festa tenha sido vinculada a partido político, campanha eleitoral ou movimento organizado. A comemoração foi apresentada pela família como uma escolha pessoal da aniversariante dentro de um evento privado. Família diz que escolha partiu da criança Segundo os pais, Talita acompanha notícias, gosta de ler e demonstra curiosidade sobre assuntos do Brasil. Eles relatam que a menina costuma se informar por jornais, televisão e outros meios de comunicação, além de ouvir conversas do cotidiano. A família afirma que a decisão pelo tema foi resultado das opiniões que a criança vem formando ao acompanhar o noticiário. Ainda conforme os familiares, a escolha surpreendeu pela idade da aniversariante, mas foi respeitada por representar algo que ela queria para a própria festa. Em casos envolvendo crianças, especialistas em comunicação e educação costumam destacar a importância de separar a espontaneidade infantil da exposição pública excessiva. Por isso, a divulgação de imagens, nomes completos e posicionamentos de menores em temas políticos exige cuidado, autorização dos responsáveis e respeito à privacidade. Tema político em festa infantil gera debate A escolha do tema também abre espaço para discussão sobre a presença da política no cotidiano das famílias. No Brasil, conversas sobre governo, economia, segurança, educação e serviços públicos fazem parte da rotina de muitos lares, e crianças podem absorver opiniões a partir do ambiente em que vivem. Ao mesmo tempo, a exposição de menores em debates políticos nas redes sociais costuma dividir opiniões. Há quem veja esse tipo de episódio como manifestação de personalidade e liberdade familiar. Outros defendem maior cautela para evitar que crianças sejam colocadas no centro de disputas políticas adultas. No caso de Iporá, a festa foi relatada como uma comemoração familiar, com tom de brincadeira e participação de amigas da aniversariante. Ainda assim, o tema chama atenção por fugir completamente do padrão esperado para uma festa infantil. Celebração reuniu familiares e amigos A comemoração marcou os 9 anos de Talita em um evento preparado especialmente para ela. Familiares destacaram que a aniversariante participou das escolhas e demonstrou satisfação com o resultado da decoração. O episódio ganhou repercussão local por combinar política, infância e redes sociais, três elementos que costumam gerar forte engajamento. A história também mostra como temas nacionais chegam ao cotidiano de cidades do interior e passam a aparecer em situações inesperadas. Sem tom partidário institucional, a festa entra no campo das curiosidades locais e do comportamento social, mostrando uma criança que, segundo a família, quis expressar de forma própria aquilo que acompanha no dia a dia.
Jovens de 16 anos poderão dirigir? Proposta avança na Câmara e muda regras da CNH

Câmara analisa permissão especial para adolescentes dirigirem com supervisão NOTÍCIA: A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute mudanças no Código de Trânsito Brasileiro deve analisar nesta quarta-feira (17) uma proposta que pode permitir que adolescentes a partir de 16 anos tenham uma permissão especial para dirigir no Brasil. O texto em debate faz parte do relatório do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), relator do PL 8085/14, que reúne centenas de propostas de alteração no CTB. A mudança, no entanto, ainda não está valendo. Pela legislação atual, a habilitação para conduzir veículo automotor exige que o candidato seja penalmente imputável, saiba ler e escrever e possua documento de identidade ou equivalente. Na prática, a regra mantém a idade mínima de 18 anos para obter a Carteira Nacional de Habilitação. Jovens de 16 anos poderão dirigir? Pelo texto em discussão, adolescentes com mais de 16 anos poderiam obter uma Permissão para Dirigir especial, mas com limitações. Segundo a CNN Brasil, o relatório prevê que esses jovens só possam conduzir veículos em vias urbanas e no período entre 5h e meia-noite. Para automóveis, a proposta exige acompanhamento e supervisão de um motorista maior de idade, habilitado há pelo menos dois anos. No caso de motocicletas e motonetas, a autorização seria limitada a modelos de até 150 cilindradas. A ideia defendida pelo relator é criar uma transição educativa, sem entregar ao adolescente uma CNH definitiva. Em audiência pública na Câmara, Aureo Ribeiro afirmou que a proposta não seria “dar carteira de motorista” a jovens de 16 anos, mas criar uma permissão com acompanhamento adulto, limites de horário, vias e velocidade. Proposta ainda precisa passar por várias etapas Mesmo que a comissão especial aprove o relatório, a mudança ainda precisará passar pelo plenário da Câmara dos Deputados e depois pelo Senado. Caso o texto seja alterado pelos senadores, poderá voltar à Câmara. Só depois de aprovado pelo Congresso e sancionado é que poderia entrar em vigor. Isso significa que adolescentes de 16 e 17 anos ainda não estão autorizados a dirigir. A regra atual continua válida, e qualquer condução fora das normas vigentes pode gerar consequências legais e riscos à segurança. A comissão especial foi criada para analisar o PL 8085/14, do Senado, e mais de 270 propostas apensadas que tratam de diferentes mudanças no Código de Trânsito Brasileiro. Entre os temas debatidos estão formação de condutores, exames médicos e psicológicos, radares, limites de velocidade, pedágio eletrônico e novas regras para veículos de micromobilidade. Defensores falam em educação no trânsito Durante os debates na Câmara, especialistas favoráveis à permissão supervisionada defenderam que parte dos adolescentes já tem contato informal com veículos, especialmente em áreas rurais, cidades menores ou no uso de ciclomotores. Para esse grupo, a criação de regras poderia reduzir a informalidade e ampliar a educação no trânsito. A representante da Associação de Trânsito do Estado de Santa Catarina, Yomara Ribeiro, defendeu que a permissão inclua carga horária teórica ampliada, prática supervisionada e acompanhamento por responsável habilitado. A avaliação é que o adolescente passaria por um processo educativo controlado, sem exercer plenamente o direito de dirigir. Críticos apontam riscos jurídicos e de segurança A proposta também enfrenta resistência. Parlamentares e especialistas levantam dúvidas sobre responsabilidade em caso de acidentes, conflitos com o Estatuto da Criança e do Adolescente e maturidade emocional para conduzir veículos em ambiente urbano. O deputado Luiz Carlos Busato (União-RS), por exemplo, alertou durante audiência pública para possíveis problemas envolvendo responsabilidade criminal em acidentes com adolescentes ao volante. Esse é um dos pontos mais sensíveis da discussão. O trânsito brasileiro já registra altos índices de acidentes, e qualquer flexibilização na formação de condutores precisa ser acompanhada de fiscalização, regras claras e responsabilidade das famílias. Debate envolve liberdade, responsabilidade e segurança A proposta toca em uma discussão maior: se jovens de 16 anos já podem votar, trabalhar como aprendizes e assumir algumas responsabilidades sociais, também poderiam iniciar uma formação controlada para dirigir? Para os defensores, a resposta é sim, desde que com supervisão e limites. Para críticos, a prioridade deve ser preservar vidas e evitar aumento de riscos no trânsito. Do ponto de vista institucional, a mudança exigiria equilíbrio. Não basta autorizar: seria necessário definir como funcionaria a fiscalização, quem responderia por infrações, quais seriam as punições, como os Detrans emitiriam a permissão e quais critérios médicos e psicológicos seriam exigidos. Até que o Congresso conclua a análise, a orientação é clara: jovens de 16 e 17 anos não podem dirigir como condutores habilitados. A proposta avançou no debate político, mas ainda depende de aprovação legislativa.
Brasileiros cobram a Seleção, mas deveriam fiscalizar políticos com o mesmo rigor

Se a cobrança sobre políticos fosse como no futebol, o Brasil poderia avançar mais A cobrança sobre a Seleção revela uma cultura de exigência A forma como muitos brasileiros cobram a Seleção Brasileira mostra que o país sabe ser exigente quando considera algo importante. Uma derrota em campo é suficiente para gerar debates em família, discussões nas redes sociais, análises em programas esportivos e cobranças por mudanças. Técnicos, jogadores, escalações e estratégias são avaliados com lupa. No futebol, nada passa despercebido. Um erro de passe, uma substituição mal feita ou uma eliminação em torneio internacional pode repercutir por semanas. Resultados de Copas disputadas há anos continuam sendo lembrados como referência para julgar gerações inteiras de atletas. Esse comportamento revela algo importante: o brasileiro sabe acompanhar, comparar, pressionar e pedir desempenho. A questão central é por que esse mesmo rigor nem sempre aparece quando o assunto envolve política, administração pública e decisões que impactam diretamente a vida de milhões de pessoas. Derrotas no futebol doem, mas erros na gestão custam mais caro No esporte, derrotas fazem parte da trajetória. Nenhuma seleção vence todas as competições. Nenhum clube conquista todos os títulos que disputa. O futebol é feito de ciclos, renovação, talento, preparo, imprevisibilidade e também frustração. Ainda assim, a cobrança sobre a Seleção costuma ser imediata. Quando o resultado não vem, a população exige explicações. Quer saber quem falhou, o que precisa mudar e qual será o plano para melhorar. Na vida pública, porém, problemas muito mais graves nem sempre recebem a mesma atenção. Obras paradas, promessas não cumpridas, desperdício de recursos, impostos altos, má qualidade dos serviços públicos, insegurança, burocracia e decisões econômicas equivocadas afetam o cotidiano da população de forma muito mais profunda do que uma derrota em campo. Mesmo assim, muitas dessas pautas passam sem o mesmo nível de mobilização. A discussão talvez não seja sobre cobrar menos da Seleção, mas sobre cobrar mais daqueles que ocupam cargos públicos e administram recursos pagos pelos cidadãos. Política também deveria ter placar, desempenho e consequência O futebol tem uma lógica simples: resultado ruim gera pressão. Técnico que não entrega desempenho é questionado. Jogador que não corresponde perde espaço. Dirigente que acumula fracassos vira alvo da torcida. Na política, a cobrança deveria seguir raciocínio parecido. Quem promete melhorar saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de empregos precisa ser acompanhado de perto. Mandato público não pode ser tratado como cheque em branco. O eleitor precisa observar se o político vota de acordo com o que prometeu, se aparece apenas em época de eleição, se presta contas, se respeita o dinheiro público e se contribui para resolver problemas reais da população. Em um país que deseja mais desenvolvimento, eficiência do Estado e responsabilidade fiscal, não basta escolher representantes. É preciso fiscalizar, comparar resultados e cobrar coerência. A atenção do cidadão pode mudar o país A paixão pelo futebol mostra que o brasileiro tem energia para acompanhar detalhes, formar opinião e cobrar desempenho. Essa mesma energia poderia fortalecer a democracia se fosse aplicada de forma constante à vida pública. Isso não significa transformar política em torcida organizada. Pelo contrário. A cobrança precisa ser mais madura, baseada em fatos, dados, responsabilidade e interesse público. O eleitor pode discordar, criticar e fiscalizar sem cair em agressividade ou fanatismo. Uma sociedade que acompanha orçamento, obras, votações, decisões judiciais, nomeações e gastos públicos se torna menos vulnerável a promessas vazias. Também reduz o espaço para populismo, desperdício e uso eleitoral da máquina pública. O país precisa de cidadãos mais atentos O Brasil não se tornará mais desenvolvido apenas por reclamar de políticos nas redes sociais. A mudança depende de uma cidadania mais ativa, capaz de cobrar resultados antes, durante e depois das eleições. É preciso acompanhar vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidentes com o mesmo interesse com que se acompanha uma escalação da Seleção. Quem erra precisa ser questionado. Quem entrega bons resultados precisa ser reconhecido. Quem promete e não cumpre deve ser cobrado nas urnas. A Seleção Brasileira representa uma paixão nacional, mas a política define o preço dos impostos, a qualidade das escolas, a segurança das ruas, o ambiente de negócios, a infraestrutura das cidades e o futuro das famílias. Se o brasileiro cobrasse a classe política com a mesma intensidade com que cobra o futebol, o país certamente teria instituições mais pressionadas a funcionar, gestores mais atentos à opinião pública e uma população menos tolerante com a ineficiência. A cobrança sobre a Seleção pode continuar. O que precisa mudar é a falta de cobrança proporcional sobre quem tem poder real para transformar o Brasil.
Prefeitura de Rio Verde reforça respeito e incentivo positivo no esporte infantil

Rio Verde destaca papel dos pais e torcedores na formação de crianças pelo esporte A Prefeitura de Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, reforçou a importância do respeito, da empatia e do apoio familiar no esporte infantil. A mensagem destaca que a prática esportiva vai além da formação de atletas e contribui para o desenvolvimento de cidadãos. A Prefeitura de Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, reforçou a importância do respeito, da empatia e do incentivo positivo no esporte infantil. A mensagem institucional destaca que a prática esportiva, especialmente entre crianças, deve ser compreendida não apenas como caminho para formação de atletas, mas também como instrumento de educação, convivência e desenvolvimento humano. A iniciativa chama atenção para um ponto essencial nas atividades esportivas de base: o comportamento de adultos ao redor das crianças. Pais, familiares, treinadores e torcedores exercem influência direta na forma como os pequenos atletas lidam com vitórias, derrotas, cobranças, disciplina e convivência em grupo. Esporte infantil em Rio Verde deve priorizar respeito e formação Segundo a orientação divulgada pela administração municipal, o esporte infantil precisa ser tratado como uma etapa de aprendizado. Antes do resultado em quadra, no campo ou em qualquer modalidade, está a formação de valores como amizade, trabalho em equipe, responsabilidade, disciplina e respeito ao próximo. Esse posicionamento reforça uma visão cada vez mais defendida por profissionais da área esportiva e educacional: crianças não devem ser pressionadas como atletas profissionais. A competição pode fazer parte do processo, mas precisa estar acompanhada de equilíbrio, incentivo e acolhimento. No esporte de base, o excesso de cobrança pode prejudicar a autoestima e transformar uma atividade saudável em fonte de ansiedade. Por outro lado, o apoio positivo ajuda a criança a ganhar confiança, desenvolver autonomia e aprender a lidar melhor com desafios. Pais e familiares têm papel decisivo no incentivo positivo A Prefeitura de Rio Verde também destacou que pais, familiares e torcedores fazem parte do processo de formação esportiva. O comportamento de quem acompanha as partidas, treinos e competições pode fortalecer ou enfraquecer a relação da criança com o esporte. O incentivo positivo aparece em atitudes simples: respeitar treinadores, não ofender adversários, evitar cobranças exageradas, valorizar o esforço e reconhecer a evolução individual de cada criança. Esse tipo de postura contribui para um ambiente mais saudável e educativo. A presença da família é importante, mas deve ser marcada pelo apoio, não pela pressão. Quando adultos transformam jogos infantis em disputas carregadas de tensão, o esporte perde parte de sua função social. A criança passa a enxergar a prática como obrigação, e não como espaço de aprendizado, convivência e crescimento. Secretaria Municipal de Esportes reforça esporte como educação Ao afirmar que “esporte é educação, exemplo e respeito”, a Secretaria Municipal de Esportes aponta para uma política pública voltada à formação cidadã. O recado vai além das competições e alcança escolinhas, projetos sociais, eventos esportivos e atividades comunitárias. Em municípios que investem no esporte de base, a prática esportiva pode funcionar como ferramenta de inclusão, prevenção à vulnerabilidade social e fortalecimento de vínculos familiares. Além disso, o esporte estimula hábitos saudáveis e contribui para a socialização de crianças e adolescentes. A atuação do poder público nesse campo também envolve responsabilidade na organização dos espaços esportivos, na capacitação de profissionais e na promoção de ambientes seguros. Para que o esporte cumpra sua função educativa, é necessário que regras, respeito e convivência sejam valorizados dentro e fora das competições. Desenvolvimento emocional também faz parte do jogo A mensagem da Prefeitura ressalta ainda o desenvolvimento emocional das crianças. No esporte, os jovens aprendem a lidar com frustrações, reconhecer limites, respeitar colegas, seguir orientações e compreender que o desempenho melhora com dedicação. Esses aprendizados são úteis não apenas na prática esportiva, mas também na escola, na vida familiar e na convivência social. Por isso, a formação esportiva infantil precisa ser observada como parte de um processo mais amplo de educação. A valorização do respeito e da empatia também contribui para combater comportamentos inadequados em ambientes esportivos, como agressões verbais, desrespeito à arbitragem, hostilidade contra adversários e pressão excessiva sobre crianças. Possíveis desdobramentos da campanha em Rio Verde A manifestação da Prefeitura pode servir como base para novas ações educativas em projetos esportivos do município. Entre os possíveis desdobramentos estão campanhas de conscientização com famílias, orientações para treinadores, atividades em escolinhas esportivas e reforço de boas práticas em competições infantis. Até o momento, com base nas informações disponíveis, não foram detalhadas ações específicas, calendário de atividades ou eventos vinculados à mensagem. Ainda assim, o posicionamento reforça uma diretriz importante: o esporte infantil deve ser protegido como espaço de aprendizado, convivência e formação de caráter. Ao colocar o respeito no centro do debate, Rio Verde destaca que a construção de bons atletas começa pela formação de bons cidadãos. E, nesse processo, o exemplo dos adultos continua sendo uma das principais referências para as crianças.Veja o vídeo clicando aqui Gostou ? Compartilhe esse post
CONTRATO DE R$ 129 MILHÕES LIGADO À ESPOSA DE MORAES E AO BANCO MASTER PASSA EM SILÊNCIO NA GRANDE MÍDIA

Em 9 de dezembro de 2025, reportagens revelaram que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. O acordo previa pagamentos milionários entre 2024 e 2027, e a Polícia Federal teria encontrado o documento durante a investigação. Na época, o caso gerou forte repercussão política e questionamentos nas redes sociais. Hoje, porém, o assunto praticamente desapareceu da grande mídia. Críticos afirmam que o valor do contrato exige mais transparência e investigação. Já defensores alegam que, até o momento, não existem provas públicas de irregularidades no acordo. Fonte: Índice
SENADO REJEITA INDICAÇÃO DE JORGE MESSIAS AO STF POR 42 A 34

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O placar foi de 42 votos contrários e 34 a favor. Messias precisava de pelo menos 41 votos para ser aprovado. A rejeição marca a primeira derrota de uma indicação ao STF em 134 anos e representa um revés inédito para o governo Lula. Messias é a terceira indicação de Lula ao Supremo neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino foram aprovados. A indicação, feita em novembro de 2025, passou pela sabatina da CCJ com 16 votos a 11, mas não resistiu no plenário.
LULA LIDERA NO 1º TURNO COM 41% CONTRA 36% DE FLÁVIO BOLSONARO, DIZ PESQUISA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto em cenário de primeiro turno, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27), mas aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em eventual segundo turno. O levantamento aponta Lula com 41% contra 36% de Flávio no primeiro turno, enquanto, na simulação de confronto direto, o petista tem 46% e o senador 45%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na mesma sondagem, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com até 4% e 3% no primeiro turno, enquanto outros nomes pontuam abaixo disso. Em cenários de segundo turno contra Zema ou Caiado, Lula registra 45% contra 41% dos adversários, indicando vantagem no limite da margem. A pesquisa ouviu 2.028 eleitores entre 24 e 26 de abril, com 95% de confiança, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01075/2026.
TSE decide que proibição de voto a presos provisórios não vale para eleição de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu por unanimidade que a proibição ao voto de presos provisórios e temporários prevista na chamada Lei Raul Jungmann não será aplicada nas eleições de 2026. A Corte entendeu que a mudança foi sancionada neste ano e, por isso, não pode valer para o pleito de outubro por esbarrar no princípio da anualidade eleitoral. A decisão mantém, para 2026, as regras anteriores sobre o exercício do voto por presos provisórios. O TSE afirmou que as alterações recentes no Código Eleitoral não podem produzir efeito imediato sobre a disputa deste ano. O tema chegou ao tribunal após questionamentos sobre a aplicação prática da nova regra no processo eleitoral de 2026. A lei integra o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e passou a prever impedimento ao alistamento e cancelamento da inscrição eleitoral em casos de prisão temporária ou provisória, mas o TSE afastou esse trecho para esta eleição.