
Abalo em Junín destrói casas, afeta igreja histórica e mobiliza resgate no Peru
Tremor foi registrado na noite de 18 de julho, com epicentro em Chongos Bajo, na província de Chupaca. Balanços oficiais apontam ao menos cinco mortes, dezenas de feridos e centenas de pessoas afetadas.
Um terremoto atingiu a região andina do Peru na noite de sábado, 18 de julho, deixando ao menos cinco mortos, dezenas de feridos e centenas de pessoas afetadas, segundo balanços divulgados por autoridades peruanas. O abalo ocorreu às 21h24, no horário local, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, província de Chupaca, departamento de Junín, e profundidade de 24 quilômetros, conforme informou o Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru com base em dados do Instituto Geofísico do Peru.
O balanço divulgado pelo Diário Oficial El Peruano, com base em informações do chefe do Indeci, Luis Vásquez, aponta cinco mortos, 32 feridos, 52 moradias destruídas, 27 inabitáveis e 37 afetadas. Agências internacionais chegaram a registrar ao menos seis mortes em atualizações posteriores, indicando que os números ainda podem variar conforme avançam as avaliações nas áreas atingidas.
Terremoto no Peru atinge região de Junín
O tremor foi sentido em diferentes localidades da região de Junín, especialmente na província de Chupaca. O Instituto Geofísico do Peru mediu a magnitude em 5,1, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou magnitude 5,5 e localizou o evento próximo à cidade de Sicaya, na província de Huancayo.
A diferença entre os registros ocorre porque institutos sismológicos podem usar metodologias, redes de sensores e parâmetros distintos para calcular magnitude, profundidade e localização. Em situações de emergência, esses dados podem ser atualizados à medida que novas leituras são processadas.
Apesar de a magnitude não estar entre as mais altas já registradas no país, o impacto foi severo em comunidades com construções mais vulneráveis, especialmente casas de adobe e estruturas antigas.
Casas desabaram e famílias ficaram desabrigadas
Segundo informações oficiais divulgadas no Peru, o terremoto deixou 52 casas destruídas e outras 27 inabitáveis. O balanço também aponta 150 pessoas consideradas desabrigadas e 120 afetadas diretamente pelos danos, enquanto reportagens internacionais citaram cerca de 300 pessoas deslocadas ou necessitando de abrigo emergencial.
A região de Pumpunya, no distrito de Chongos Bajo, aparece entre as áreas mais atingidas. Equipes de emergência foram enviadas para realizar avaliação de danos, retirar escombros e identificar possíveis vítimas.
O trabalho de resposta é dificultado pelas condições da região andina, onde o frio intenso no inverno aumenta a vulnerabilidade de famílias que perderam suas casas ou precisaram passar a noite em áreas abertas.
Igreja histórica também foi danificada
O terremoto também causou danos ao patrimônio cultural local. O Indeci informou que a Igreja e os restos do antigo convento de Santiago de León, em Chongos Bajo, constituem patrimônio histórico e passaram por avaliação após o colapso de parte de sua estrutura conhecida como Cani Cruz.
Segundo a Associated Press, o conjunto histórico de Santiago de León foi construído em 1565 e é considerado patrimônio nacional por sua relevância arquitetônica do século 16.
A perda de estruturas religiosas e históricas amplia o impacto do desastre para além dos danos materiais imediatos. Em comunidades tradicionais, igrejas, praças e símbolos locais fazem parte da identidade cultural e da vida cotidiana da população.
Governo prepara resposta emergencial
O governo peruano informou que declarará emergência nas áreas afetadas para acelerar a assistência à população. A medida deve facilitar o envio de ajuda humanitária, equipes técnicas, abrigo temporário e apoio dos programas sociais.
O Indeci também informou que o Centro de Operações de Emergência Nacional segue coordenando ações com autoridades locais, regionais e nacionais. Equipes de saúde foram mobilizadas, incluindo ambulâncias, brigadistas e estrutura de atendimento inicial para os feridos.
A prioridade agora é garantir abrigo, atendimento médico, água, alimentação e segurança para as famílias atingidas. Também será necessário avaliar a estabilidade de casas, vias e prédios públicos antes do retorno dos moradores.
Peru está em área de alta atividade sísmica
O Peru está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões mais ativas do planeta em termos de terremotos e vulcanismo. A Reuters destacou que essa zona responde por grande parte da atividade sísmica mundial, o que torna o monitoramento constante uma necessidade para o país.
O novo terremoto reforça a importância de políticas de prevenção, construção segura e planos de emergência. Em áreas andinas, onde muitas moradias são antigas ou feitas com materiais frágeis, tremores moderados podem causar destruição significativa.
A situação em Junín segue em atualização. Enquanto equipes de resgate e autoridades avaliam os danos, moradores atingidos enfrentam a perda de casas, o frio e a incerteza sobre a reconstrução.