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Pagamento com a palma da mão começa a chegar ao Brasil e promete substituir cartão

Nova tecnologia usa biometria da palma para liberar Pix, crédito e débito sem celular O pagamento com a palma da mão começa a ganhar espaço no Brasil como uma nova alternativa para compras sem cartão, senha ou celular. A tecnologia utiliza sensores de luz infravermelha para ler padrões vasculares da mão, como veias e fluxo sanguíneo, e vincular essa identificação a um meio de pagamento, incluindo cartão de crédito, débito ou Pix. A proposta é permitir que o consumidor autorize uma transação apenas aproximando a mão de um terminal, sem contato físico com o equipamento. A novidade ganhou destaque após a Positivo Tecnologia anunciar, em parceria com a Tencent Cloud, uma solução de pagamento e controle de acesso baseada em biometria da palma. Segundo a empresa, o terminal foi apresentado oficialmente na Autocom 2026, em São Paulo, e foi desenvolvido para operar com pagamentos por débito, crédito e Pix. Pagamento com a palma da mão usa biometria vascular O funcionamento é baseado na chamada biometria vascular. Diferentemente da impressão digital, que analisa marcas externas dos dedos, o sistema identifica padrões internos da palma da mão. Esses padrões são captados por sensores infravermelhos e transformados em um código criptografado. Esse código passa a ser associado ao cadastro do usuário e ao meio de pagamento escolhido. Na prática, o consumidor não precisa encostar a mão no aparelho. Basta aproximá-la do leitor para que o sistema reconheça a identidade e libere a transação em poucos segundos. A tecnologia também pode ter aplicações fora do varejo, como controle de acesso em empresas, eventos, hospitais, condomínios e ambientes que exigem autenticação rápida. Positivo e Tencent apostam em terminal para Pix, crédito e débito A parceria entre Positivo Tecnologia e Tencent Cloud é um dos movimentos mais recentes para levar a biometria da palma ao mercado brasileiro. A solução combina hardware, autenticação biométrica e integração com sistemas de pagamento. De acordo com a Positivo, o equipamento permite que o usuário realize pagamentos ao aproximar a mão do sensor, com suporte a débito, crédito e Pix. A empresa também apresenta a tecnologia como alternativa para controle de acesso, ampliando o uso além das compras em lojas. A Tencent informa que a solução PalmAI foi integrada a um terminal inteligente da Positivo, com reconhecimento sem contato e processamento para Pix, débito e crédito. A expectativa é que os equipamentos avancem no Brasil ao longo do segundo semestre, mas a adoção em larga escala dependerá de acordos com bancos, varejistas, adquirentes, bandeiras, fintechs e consumidores. Segurança é um dos principais argumentos da tecnologia Especialistas e empresas do setor afirmam que a biometria da palma pode ser mais segura do que outros métodos por trabalhar com características internas do corpo, mais difíceis de copiar do que imagens faciais ou impressões superficiais. Esse ponto é relevante em um país que convive com golpes digitais, fraudes bancárias, roubo de celulares e uso indevido de cartões. Ao dispensar senha, cartão físico e aparelho eletrônico, a tecnologia pode reduzir alguns riscos comuns no dia a dia. Ainda assim, segurança tecnológica não elimina a necessidade de regras claras. Dados biométricos são informações sensíveis e exigem proteção rigorosa. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados define dado biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural, como dado pessoal sensível. Isso significa que empresas responsáveis por esse tipo de solução precisam garantir consentimento adequado, transparência, finalidade específica, segurança no armazenamento e canais para exclusão ou revisão dos dados. Privacidade será decisiva para aceitação do público A conveniência do pagamento com a palma da mão é evidente. Esquecer a carteira, ficar sem bateria no celular ou enfrentar instabilidade de internet deixaria de impedir uma compra presencial. Mas a aceitação do público dependerá da confiança. Consumidores deverão saber exatamente quais dados são coletados, onde ficam armazenados, quem pode acessá-los e como cancelar o cadastro. A LGPD exige cuidado maior com informações biométricas porque elas não podem ser simplesmente “trocadas” como uma senha. Se uma senha vaza, o usuário altera. Se um dado biométrico é comprometido, o problema é mais complexo. Por isso, a implantação precisa ser acompanhada de comunicação clara e auditoria técnica. A inovação pode melhorar a experiência de pagamento, mas deve caminhar junto com responsabilidade, segurança jurídica e proteção ao consumidor. Mercado brasileiro pode acelerar adoção O Brasil já é um dos países mais avançados no uso de pagamentos digitais, especialmente após a popularização do Pix. Essa maturidade pode favorecer a chegada de soluções biométricas, desde que a tecnologia seja simples, segura e integrada à rotina do comércio. Para lojistas, a promessa é reduzir filas e simplificar a finalização da compra. Para bancos e fintechs, a ferramenta pode ampliar opções de autenticação. Para consumidores, o atrativo está na praticidade. O avanço, porém, não será automático. O SBT News destacou que a expansão dependerá da adesão de bancos, varejistas e consumidores, além de garantias regulatórias e de segurança no tratamento dos dados biométricos. A chegada do pagamento com a palma da mão abre uma nova fase na disputa por meios de pagamento mais rápidos e seguros. O desafio será equilibrar inovação, privacidade e liberdade de escolha, para que a tecnologia sirva ao consumidor sem criar novas vulnerabilidades.

Wesley Batista deixa UTI após complicações em cirurgia no joelho

Jovem baiano aprovado em 1º lugar em Medicina na USP se recupera após internação na UTI Wesley de Jesus Batista, de 23 anos, foi internado em UTI após apresentar dificuldades respiratórias, aumento da pressão arterial e taquicardia depois de uma cirurgia no joelho. Atualização da família informou que ele deixou a unidade intensiva na noite de sexta-feira, 17. Wesley de Jesus Batista, jovem baiano de 23 anos aprovado em 1º lugar no curso de Medicina da Universidade de São Paulo, deixou a Unidade de Terapia Intensiva após complicações no pós-operatório de uma cirurgia no joelho. A informação mais recente divulgada pela família aponta que ele recebeu alta da UTI na noite de sexta-feira, 17, após dias de acompanhamento intensivo. O estudante havia sido levado à UTI após apresentar dificuldades respiratórias, aumento da pressão arterial e taquicardia depois do procedimento cirúrgico. A família informou anteriormente que o quadro era estável e que Wesley apresentava evolução clínica satisfatória, sob acompanhamento da equipe médica. Wesley Batista deixa UTI após cirurgia no joelho A internação de Wesley mobilizou seguidores, colegas e pessoas que acompanharam sua trajetória desde a aprovação em Medicina na USP. Segundo relatos da família, a cirurgia no joelho ocorreu na segunda-feira, 13 de julho, após uma lesão sofrida durante jogos universitários. De acordo com o UOL, familiares disseram que o procedimento, inicialmente previsto para durar cerca de três horas, acabou se estendendo por quase dez horas. Na madrugada posterior à cirurgia, o estudante apresentou piora no quadro e precisou ser encaminhado para a UTI. A atualização posterior trouxe alívio aos apoiadores. Conforme comunicado publicado nas redes sociais do jovem e repercutido pela Veja, Wesley deixou a UTI na noite de sexta-feira, 17, e estava bem naquele momento, segundo a família. Acidente ocorreu durante jogos universitários A cirurgia foi consequência de um acidente sofrido em abril durante jogos universitários da USP. Na ocasião, Wesley informou pelas redes sociais que havia lesionado o joelho e precisaria se afastar temporariamente de atividades diárias para passar por tratamento e recuperação. A Veja informou que o estudante rompeu ligamentos do joelho e precisou interromper temporariamente a rotina acadêmica. Ele decidiu permanecer em Salvador, perto da família, durante o período de tratamento. Casos como esse exigem cautela na divulgação. Embora os sintomas pós-operatórios tenham sido informados pela família, a causa clínica específica da complicação não foi detalhada publicamente por boletim médico oficial. Por isso, não é possível afirmar diagnóstico sem confirmação da equipe responsável. Jovem ganhou repercussão após aprovação na USP Wesley ganhou projeção nacional no início do ano ao conquistar o primeiro lugar em Medicina na USP. Natural de Salvador, ele foi criado na periferia de Cajazeiras e relatou ao Metrópoles que sempre sonhou em estudar na universidade. Segundo a reportagem do Metrópoles publicada em março, Wesley é filho de pai pedreiro e mãe doméstica, estudou em escola pública, utilizou apostilas e livros doados e acompanhou aulas gratuitas pela internet durante a preparação. O curso de Medicina foi apontado como o mais concorrido no vestibular da universidade, com 90,7 candidatos por vaga. A trajetória do estudante ganhou força nas redes sociais por reunir esforço pessoal, apoio familiar e superação de dificuldades econômicas. Após a aprovação, Wesley chegou a abrir uma campanha de arrecadação para ajudar nos custos de mudança e permanência em São Paulo. Recuperação deve seguir com acompanhamento médico Mesmo após deixar a UTI, a recuperação de Wesley ainda deve exigir acompanhamento médico e fisioterapêutico, conforme orientação da equipe responsável. Procedimentos no joelho podem demandar repouso, reabilitação gradual e monitoramento para evitar novas complicações. O caso também chama atenção para a importância de informações médicas oficiais em situações de grande repercussão. A família tem atualizado o público pelas redes sociais, mas detalhes clínicos devem ser tratados com cuidado, respeitando a privacidade do paciente. A história de Wesley segue mobilizando mensagens de apoio. Para muitos estudantes, sua aprovação em Medicina na USP virou símbolo de persistência, disciplina e oportunidade. Agora, a expectativa é que o jovem avance na recuperação e possa retomar, no tempo adequado, a rotina acadêmica e pessoal.

Fósseis de rinocerontes de 200 mil anos são encontrados em caverna na Espanha

Descoberta inédita revela esqueletos inteiros de rinocerontes-das-estepes na Península Ibérica Pesquisadores da Universitat Rovira i Virgili (URV) e do Institut Català de Paleoecologia Humana i Evolució Social (IPHES-CERCA) encontraram fósseis de rinocerontes de 200 mil anos na Cova de les Teixoneres, em Moià, na província de Barcelona, na Espanha. A descoberta envolve os restos de dois indivíduos da espécie Stephanorhinus hemitoechus, conhecida como rinoceronte-das-estepes. A relevância do achado está no grau de preservação. Segundo informações divulgadas por pesquisadores e repercutidas pela imprensa espanhola, trata-se dos únicos esqueletos inteiros dessa espécie documentados atualmente na Península Ibérica. Na Europa, registros semelhantes são raros, com casos anteriores mencionados na Alemanha e na Itália. Fósseis de rinocerontes de 200 mil anos surpreendem cientistas Os animais encontrados pertenciam a uma espécie que viveu na Europa durante o Pleistoceno. O rinoceronte-das-estepes começou a aparecer com mais frequência em sítios europeus há cerca de 500 mil anos e desapareceu por volta de 20 mil anos atrás, em um período associado às mudanças climáticas do último máximo glacial. Esses animais podiam ultrapassar 1,5 tonelada, o que torna a presença de corpos inteiros no interior de uma caverna ainda mais intrigante. Grandes mamíferos herbívoros não costumavam usar cavernas como abrigo regular, diferentemente de carnívoros, grupos humanos pré-históricos e outros animais que frequentavam esse tipo de ambiente. A descoberta amplia o conhecimento sobre a fauna europeia antiga e ajuda a reconstruir o ambiente em que viveram neandertais, grandes herbívoros e predadores há centenas de milhares de anos. Cova de les Teixoneres é sítio importante para a pré-história A Cova de les Teixoneres já era conhecida por sua relevância arqueológica e paleontológica. O IPHES-CERCA informa que as escavações no local buscam investigar níveis arqueológicos antigos, com cerca de 200 mil anos, onde têm sido recuperadas numerosas evidências faunísticas, especialmente restos de rinocerontes. O sítio integra um conjunto de pesquisas sobre a relação entre humanos, carnívoros e o ambiente do Paleolítico Médio. As escavações são conduzidas por equipes ligadas ao IPHES-CERCA e à URV, com colaboração de instituições internacionais e apoio de projetos científicos europeus e espanhóis. Esse tipo de trabalho exige escavação lenta, registro minucioso e análise interdisciplinar. Cada osso, camada de sedimento e posição anatômica pode indicar como os animais chegaram ao local, quanto tempo permaneceram preservados e se houve interferência de carnívoros, humanos ou processos naturais. Hipótese envolve armadilha natural A principal dúvida dos cientistas é como dois animais tão grandes foram parar dentro da caverna. O pesquisador Jordi Rosell, citado pela Europa Press, afirmou que ainda não é possível determinar a causa, mas a equipe considera hipóteses como queda acidental ou atração por uma armadilha natural, como uma poça d’água ou fenda. A presença de ossos em conexão anatômica indica que os corpos podem ter chegado ao local antes da decomposição completa. Esse detalhe é importante porque ajuda a diferenciar uma morte ocorrida dentro da caverna de um acúmulo posterior de ossos transportados por água, predadores ou outros processos. As investigações continuam justamente para responder essa questão. A análise dos sedimentos, marcas nos ossos, disposição dos esqueletos e idade das camadas poderá indicar se os rinocerontes caíram acidentalmente, ficaram presos ou foram levados para o interior por alguma dinâmica natural. Descoberta ajuda a entender fauna e clima antigos O achado tem importância científica porque oferece uma oportunidade rara de estudar esqueletos completos de uma espécie extinta. Em muitos sítios arqueológicos, os pesquisadores encontram apenas fragmentos isolados, dentes ou partes do esqueleto. Com restos mais completos, é possível analisar tamanho corporal, idade dos animais, anatomia, possíveis doenças, padrão de crescimento e adaptação ao ambiente. Esses dados ajudam a entender como grandes herbívoros sobreviveram em paisagens europeias marcadas por oscilações climáticas intensas. Além disso, a presença desses animais no mesmo contexto temporal de ocupações humanas antigas pode contribuir para estudos sobre ecologia, caça, competição por território e dinâmica entre neandertais e grandes mamíferos. Escavações seguem em andamento Os pesquisadores ainda devem aprofundar os estudos laboratoriais e de campo. A confirmação de detalhes dependerá de análises geológicas, paleontológicas e tafonômicas, área que investiga o que aconteceu com os restos após a morte dos animais. A descoberta reforça a importância de investimentos contínuos em ciência, preservação de sítios arqueológicos e cooperação internacional. Em vez de revelar apenas dois animais extintos, os fósseis podem ajudar a explicar como era a Europa há 200 mil anos e quais mudanças ambientais moldaram a vida de espécies que desapareceram muito antes da era moderna.

Advogado de Goiás pede R$ 12 bilhões ao STF em ação com alegações de clonagem de DNA

Ação no STF cita autoridades, artistas e empresários em pedido bilionário de indenização Um advogado de Goiás acionou o Supremo Tribunal Federal com um pedido de indenização de R$ 12 bilhões, alegando ser vítima de uma suposta organização internacional envolvida em clonagem de DNA, manipulação genética, controle mental e perseguições. A petição inicial teria sido protocolada em 20 de maio de 2026 e possui 59 páginas, segundo informações publicadas pelo Mais Goiás e também repercutidas por veículos jurídicos. O caso chamou atenção pelo teor incomum das alegações e pela quantidade de pessoas, autoridades, instituições e empresas mencionadas no processo. Entre os nomes citados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, empresários, artistas, líderes religiosos e órgãos públicos. É importante destacar que a simples citação em uma petição não significa culpa, participação ou reconhecimento judicial de qualquer fato. Advogado de Goiás pede indenização bilionária ao STF De acordo com as informações divulgadas, o advogado afirma na ação que teria sido alvo de uma suposta rede internacional com uso de satélites, robôs e tecnologias capazes de alterar material genético. A narrativa também menciona perseguições, supostos desaparecimentos, violência, lavagem de dinheiro e desvio de patrimônio. A ação teria sido proposta contra a União, órgãos públicos, políticos, líderes religiosos, empresários, familiares do autor e outras pessoas físicas. Também são citadas instituições como Polícia Federal, Ministério Público Federal, polícias civis, Igreja Católica e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Em um aditamento posterior, segundo as reportagens, a lista foi ampliada com nomes de personalidades nacionais e internacionais, incluindo Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Bill Gates, Leonardo DiCaprio, Charlie Sheen, Vinícius Júnior, Ivete Sangalo, Miguel Falabella, Camila Queiroz, Wesley Batista, Elie Horn e André Gerdau Johannpeter. Alegações ainda dependem de análise judicial Até o momento, as informações disponíveis indicam apenas a existência de uma petição com alegações apresentadas pelo autor. Não há, nas reportagens consultadas, confirmação de decisão de mérito do STF reconhecendo os fatos narrados ou responsabilizando qualquer pessoa citada. No sistema judicial brasileiro, qualquer pessoa pode levar uma demanda ao Judiciário, desde que cumpra requisitos legais. No entanto, cabe ao magistrado avaliar competência, legitimidade, coerência da ação, provas apresentadas e admissibilidade do pedido. Por isso, o ponto central do caso não é presumir a veracidade das alegações, mas acompanhar como o Supremo tratará uma ação com conteúdo atípico, pedido indenizatório bilionário e ampla lista de citados. Petição cita suposta infiltração em instituições Outro trecho citado nas reportagens afirma que integrantes da suposta organização estariam infiltrados em instituições como Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário. O documento também mencionaria uma tecnologia capaz de interferir em acontecimentos passados para ocultar crimes e modificar provas. Afirmações desse tipo exigem cautela jornalística. Acusações contra instituições públicas, autoridades e terceiros precisam ser sustentadas por provas concretas e avaliadas dentro do devido processo legal. Sem confirmação oficial ou decisão judicial, a abordagem responsável é tratar o conteúdo como alegação do autor da ação, e não como fato comprovado. Caso levanta debate sobre responsabilidade no Judiciário O episódio também abre espaço para uma discussão institucional sobre o uso do sistema de Justiça. O Judiciário deve ser acessível ao cidadão, mas também precisa preservar segurança jurídica, racionalidade processual e responsabilidade na tramitação de pedidos que envolvem acusações graves contra terceiros. Quando uma ação menciona figuras públicas, órgãos do Estado, empresas e cidadãos, os efeitos podem ultrapassar o processo. Mesmo sem comprovação, a divulgação de acusações pode atingir reputações e gerar interpretações equivocadas. Por isso, a cobertura jornalística deve separar claramente três pontos: o que foi alegado na petição, o que está documentado oficialmente e o que foi ou não reconhecido por decisão judicial. Próximos passos dependem do STF O andamento do caso dependerá da análise inicial do Supremo Tribunal Federal. A Corte poderá avaliar se há competência para julgar a demanda, se os requisitos processuais foram cumpridos e se o pedido deve seguir para manifestação das partes ou ser encerrado em fase preliminar. Também poderá ser observada a existência de eventual decisão sobre gratuidade, emenda da petição, redistribuição, arquivamento ou outras providências processuais. Até que haja manifestação oficial, não é possível afirmar qual será o destino da ação. O caso permanece como um registro incomum no Judiciário brasileiro, marcado por um pedido indenizatório de valor elevado, alegações extraordinárias e ampla lista de pessoas e instituições citadas. A apuração deve seguir com transparência, cautela e respeito ao devido processo legal.

El Niño pode levar calor perto de 40°C e agravar seca em Goiás

Goiás entra em alerta para calor extremo, baixa umidade e chuvas irregulares com El Niño O fenômeno climático El Niño deve ganhar força em 2026 e já preocupa especialistas em Goiás. A previsão é de calor intenso, baixa umidade do ar e chuvas irregulares ao longo do segundo semestre, com efeitos começando a ser sentidos ainda em agosto e maior intensidade entre setembro e outubro, segundo informações divulgadas pelo Mais Goiás com base no Instituto Nacional de Meteorologia. Em algumas cidades, como Goiânia, as temperaturas podem ficar até 2°C acima da média histórica. Na capital, onde a média de setembro costuma girar entre 32°C e 33°C, a previsão é de uma nova média em torno de 35°C, com possibilidade de dias consecutivos de calor extremo e termômetros próximos dos 40°C. El Niño em Goiás deve intensificar calor e seca O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e interfere no regime de chuvas e temperaturas em várias regiões do mundo. No Brasil, os efeitos variam conforme a região. O Inmet informa que, durante episódios de El Niño, costuma haver maior risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, enquanto o Sul tende a registrar volumes maiores de chuva. Já áreas do Centro-Oeste podem enfrentar redução de precipitações, veranicos e maior frequência de períodos secos. Para Goiás, o alerta principal envolve a combinação entre calor acima da média, baixa umidade e irregularidade das chuvas. Esse cenário pode afetar a saúde da população, aumentar o risco de queimadas e pressionar setores como agricultura, pecuária, abastecimento e energia. Goiânia pode ter dias próximos dos 40°C A previsão para Goiânia chama atenção pela possibilidade de calor persistente. Segundo a reportagem, a capital pode registrar temperaturas próximas dos 40°C em dias seguidos, especialmente entre setembro e outubro, período historicamente seco no estado. O problema não é apenas a temperatura máxima. Quando o calor se prolonga por vários dias e vem acompanhado de baixa umidade, os riscos aumentam. Crianças, idosos, trabalhadores ao ar livre e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares ficam mais vulneráveis. A baixa umidade também piora a qualidade do ar e favorece irritações nos olhos, garganta seca, sangramentos nasais, cansaço e crises respiratórias. Por isso, a orientação é reforçar hidratação, evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e acompanhar alertas meteorológicos oficiais. Chuvas irregulares preocupam agro e cidades Mesmo com a volta gradual das chuvas, a tendência é de irregularidade nas precipitações. Isso significa que pode chover em alguns pontos e faltar água em outros, dificultando o planejamento de produtores rurais, prefeituras e órgãos de defesa civil. O boletim nacional do Inmet, elaborado em conjunto com Inpe, ANA, Cemaden, SGB e Sedec, aponta previsão de chuvas abaixo da média no centro-norte do país no trimestre julho, agosto e setembro de 2026, além de alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre. Para o agronegócio goiano, esse quadro exige atenção. Plantio, manejo de pastagens, irrigação, armazenamento de água e prevenção a incêndios rurais devem entrar no radar dos produtores. Em um estado com forte peso do setor produtivo, antecipar riscos climáticos é medida de responsabilidade econômica. Pico do fenômeno é esperado para novembro A previsão divulgada aponta que o pico do El Niño deve ocorrer em novembro, quando os impactos do fenômeno podem ficar mais intensos em Goiás. O Inmet também informa que os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027, com alta chance de ocorrência de um evento muito forte entre a primavera e o verão de 2026. O Cemaden também aponta mais de 80% de probabilidade de ocorrência do evento a partir do trimestre agosto, setembro e outubro, com intensidade estimada entre moderada e forte. O órgão alerta que a área central do país deverá registrar ondas de calor mais frequentes e baixa umidade. Planejamento será decisivo para reduzir impactos O cenário exige preparação. Para a população, os cuidados envolvem hidratação, atenção aos horários de maior calor, uso de roupas leves, proteção contra o sol e acompanhamento de crianças e idosos. Para o poder público, o desafio é atuar antes da crise. Isso inclui reforçar campanhas contra queimadas, ampliar comunicação de risco, preparar unidades de saúde, monitorar reservatórios e orientar produtores rurais. Para o setor produtivo, o momento é de planejamento técnico. O El Niño não significa prejuízo automático, mas aumenta a necessidade de manejo eficiente, seguro rural, gestão hídrica, conservação do solo e decisões baseadas em dados meteorológicos confiáveis. Goiás entra no segundo semestre em estado de atenção. O calor deve ser forte, a umidade pode cair a níveis críticos e as chuvas tendem a ser irregulares. A diferença entre transtorno e prejuízo maior dependerá da capacidade de antecipação de famílias, empresas, produtores e governos.

Pesquisa da USP usa nanotecnologia e RNA para tratar psoríase e vitiligo

Cientistas brasileiros desenvolvem nanopartículas para silenciar genes ligados a doenças de pele Pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma plataforma de nanotecnologia que pode abrir caminho para tratamentos mais precisos contra doenças de pele como psoríase e vitiligo. O trabalho é conduzido pelo laboratório NanoGeneSkin, em Ribeirão Preto, e utiliza nanopartículas capazes de transportar moléculas terapêuticas de RNA diretamente para células cutâneas, com o objetivo de silenciar genes ligados à inflamação crônica. Os avanços mais recentes foram apresentados durante a FAPESP Week Londres, evento científico realizado no Science Museum, na capital britânica. A pesquisadora Maria Vitória Bentley, coordenadora do NanoGeneSkin e do INCT em Nanotecnologia Farmacêutica, afirmou à Agência FAPESP que o grupo acumula duas décadas de experiência no desenvolvimento de nanopartículas para transportar fármacos e RNAs de interferência em doenças cutâneas crônicas. Nanotecnologia da USP mira doenças de pele A proposta do grupo é usar nanopartículas como veículos para levar moléculas terapêuticas até as células da pele. Essas estruturas funcionam como sistemas de entrega, protegendo o material genético e facilitando sua chegada ao local de ação. No caso da psoríase e do vitiligo, os pesquisadores buscam interferir em genes que estão anormalmente ativos e ajudam a sustentar processos inflamatórios ou alterações celulares. A técnica utiliza RNA de interferência, também conhecido como siRNA, para reduzir a produção de proteínas envolvidas nesses mecanismos. A abordagem representa uma linha de pesquisa promissora porque tenta agir de forma mais específica sobre o mecanismo da doença, em vez de apenas controlar sintomas. Ainda assim, trata-se de uma tecnologia em desenvolvimento, sem indicação de uso amplo imediato para pacientes. RNA de interferência pode silenciar genes-alvo O RNA é uma molécula essencial para a produção de proteínas nas células. Na estratégia estudada pela USP, moléculas sintéticas de RNA de interferência atuam sobre o RNA mensageiro responsável por produzir proteínas inflamatórias, impedindo que essa instrução siga adiante. Em linguagem simples, a técnica tenta bloquear uma “ordem” celular antes que ela resulte na fabricação de uma proteína associada à doença. Com isso, seria possível reduzir sinais inflamatórios de forma mais direcionada. Na psoríase, uma das moléculas inflamatórias citadas pela Agência FAPESP é o TNF-alfa. Já no vitiligo, a doença envolve destruição de melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele. Nanopartículas protegem material genético Um dos grandes desafios das terapias com RNA é fazer com que a molécula chegue íntegra ao alvo. O RNA pode ser degradado no organismo antes de alcançar a célula desejada. Por isso, os pesquisadores utilizam nanopartículas de cristais líquidos, feitas com lipídios e organizadas para proteger o material genético. Segundo a Agência FAPESP, essa arquitetura permite encapsular o RNA, reduzir sua degradação e facilitar tanto a penetração na pele quanto a captação pelas células-alvo. O grupo também demonstrou que métodos físicos, como a fotoativação, podem potencializar a liberação do RNA dentro das células. Outro avanço citado é a possibilidade de transportar múltiplos RNAs e até fármacos anti-inflamatórios convencionais em uma mesma nanopartícula. Essa combinação pode ser relevante em doenças complexas, nas quais vários sinais inflamatórios atuam ao mesmo tempo. Pesquisa ainda não representa tratamento disponível Apesar do potencial, especialistas ressaltam que descobertas desse tipo precisam passar por etapas rigorosas antes de chegar à prática clínica. É necessário comprovar segurança, eficácia, dose adequada, estabilidade, forma de aplicação e ausência de efeitos indesejados. Por isso, o avanço deve ser visto como uma promessa científica, não como cura imediata para psoríase ou vitiligo. Pacientes não devem interromper tratamentos já prescritos nem buscar terapias experimentais sem acompanhamento médico. A pesquisa brasileira, no entanto, mostra a capacidade de universidades públicas desenvolverem tecnologia de ponta em áreas estratégicas. Em um país com grande demanda por tratamentos dermatológicos, inovação nacional pode reduzir dependência externa no futuro e fortalecer a indústria de saúde. Ciência brasileira ganha vitrine internacional A apresentação na FAPESP Week Londres colocou o trabalho da USP em diálogo com pesquisadores e instituições internacionais. O evento reuniu cientistas de São Paulo e do Reino Unido para discutir resultados avançados e possibilidades de cooperação científica. Esse tipo de exposição é importante para atrair parcerias, ampliar financiamento e acelerar a transformação de conhecimento acadêmico em soluções concretas. Na área da saúde, o caminho entre laboratório e paciente costuma ser longo, mas depende justamente de continuidade, investimento e validação científica. O trabalho do NanoGeneSkin reforça a importância da pesquisa brasileira em biotecnologia, nanotecnologia e medicina de precisão. Se os próximos estudos confirmarem segurança e eficácia, a tecnologia poderá representar uma nova etapa no tratamento de doenças crônicas da pele.

Afastamentos por saúde mental crescem 159% no Brasil, apontam dados do INSS

Transtornos mentais já respondem por cerca de 10% dos afastamentos do trabalho Os afastamentos do trabalho por problemas de saúde mental cresceram de forma expressiva nos últimos anos no Brasil. Dados atribuídos ao INSS mostram que os benefícios por incapacidade temporária relacionados a essas condições passaram de 150,8 mil, em 2019, para 390,4 mil, em 2025, uma alta de 159%. O avanço acende um alerta para empresas, trabalhadores e poder público. Transtornos mentais já representam cerca de 10% dos afastamentos concedidos, segundo o levantamento citado. O Ministério da Previdência Social informou que, em 2025, foram concedidos 4,1 milhões de benefícios por incapacidade temporária no país, o que ajuda a dimensionar o peso desse tipo de afastamento na Previdência. Afastamentos por saúde mental disparam no Brasil O crescimento dos afastamentos por saúde mental mostra que o ambiente de trabalho passou a ocupar lugar central no debate sobre saúde pública. Ansiedade, depressão, burnout e outros transtornos podem comprometer a capacidade de concentração, produtividade, convivência e execução das atividades profissionais. Entre os fatores apontados por especialistas estão impactos prolongados da pandemia, excesso de trabalho, pressão constante por resultados, dificuldade de desconectar do ambiente profissional e uso contínuo de tecnologias. Também há outro componente importante: mais pessoas passaram a buscar diagnóstico e tratamento. Isso pode ter aumentado a identificação formal dos casos, inclusive em situações que antes eram tratadas apenas como cansaço, estresse ou desmotivação. Perfil mais frequente é de mulheres entre 30 e 49 anos O levantamento aponta que o perfil mais frequente entre os afastamentos por saúde mental é de mulheres entre 30 e 49 anos. Esse dado reforça uma discussão já conhecida no mercado de trabalho: muitas mulheres acumulam jornada profissional, responsabilidades domésticas, cuidado com filhos, familiares e pressão por desempenho. Essa sobrecarga pode agravar quadros de sofrimento mental, especialmente quando não há rede de apoio, flexibilidade ou políticas internas de prevenção. O dado também deve servir de alerta para empregadores. Empresas que ignoram sinais de adoecimento mental podem enfrentar queda de produtividade, aumento de afastamentos, rotatividade, conflitos internos e perda de talentos. Benefício exige comprovação de incapacidade Ter um diagnóstico de transtorno mental não garante automaticamente o benefício por incapacidade temporária. Para receber o auxílio, o trabalhador precisa comprovar que a condição realmente impede o exercício da atividade profissional por mais de 15 dias consecutivos. O INSS informa que o benefício é devido ao segurado que comprove incapacidade temporária para o trabalho ou atividade habitual em razão de doença ou acidente. A comprovação pode envolver laudos, atestados, relatórios médicos, exames, histórico de tratamento e avaliação da Perícia Médica Federal. Em alguns casos, o pedido pode ser analisado por meio documental, conforme regras do INSS. Esse ponto é importante para evitar confusão. O benefício não funciona como compensação pelo diagnóstico, mas como proteção previdenciária quando há incapacidade temporária comprovada para o trabalho. Empresas precisam agir antes do afastamento O aumento dos afastamentos indica que a prevenção precisa começar dentro das organizações. Ambientes com metas abusivas, comunicação agressiva, jornadas excessivas, insegurança constante e falta de autonomia tendem a aumentar riscos de adoecimento. Medidas simples podem fazer diferença. Entre elas estão gestão mais equilibrada, pausas reais, respeito a horários de descanso, combate ao assédio, canais de escuta, treinamento de lideranças e acompanhamento de indicadores internos. Também é necessário diferenciar cobrança profissional legítima de pressão desorganizada. Produtividade não deve ser confundida com exaustão permanente. Empresas eficientes são aquelas que conseguem entregar resultados sem destruir a saúde de suas equipes. Tecnologia ampliou a dificuldade de desconectar O uso contínuo de celulares, aplicativos corporativos e mensagens fora do expediente tornou mais difícil separar vida pessoal e trabalho. Para muitos profissionais, o expediente parece nunca terminar. Essa hiperconexão contribui para sensação de urgência permanente. Quando o trabalhador não consegue descansar, a recuperação mental fica comprometida, e o risco de adoecimento aumenta. A discussão sobre saúde mental, portanto, também é uma discussão sobre gestão moderna. O desafio não é reduzir a produtividade, mas organizar o trabalho com regras claras, previsibilidade e respeito aos limites humanos. Tema exige responsabilidade de todos O crescimento dos afastamentos por saúde mental deve ser tratado com seriedade, sem estigma e sem banalização. Trabalhadores precisam buscar atendimento quando perceberem sinais persistentes de sofrimento. Empresas devem criar ambientes mais saudáveis. O poder público precisa garantir atendimento, perícia eficiente e dados transparentes. Para o país, o tema tem impacto social e econômico. Afastamentos prolongados pressionam a Previdência, reduzem renda familiar, afetam empresas e revelam fragilidades no cuidado com a saúde mental. O avanço de 159% nos benefícios relacionados a transtornos mentais não pode ser visto apenas como estatística. Ele mostra que o trabalho, a tecnologia e a rotina moderna precisam ser reorganizados com mais responsabilidade, equilíbrio e prevenção.

GCM apreende arma de fogo artesanal durante abordagem na Vila Amália, em Rio Verde

Maior é detido e menor acompanhado após GOC localizar arma artesanal em hidrômetro Ação do Grupo de Operações com Cães da GCM ocorreu durante patrulhamento preventivo na Vila Amália. Um dos suspeitos teria tentado esconder o objeto ao perceber a aproximação da viatura. A Guarda Civil Municipal de Rio Verde, por meio da equipe do Grupo de Operações com Cães (GOC), apreendeu uma arma de fogo de fabricação artesanal durante patrulhamento preventivo na Vila Amália. A ocorrência foi registrada após os agentes visualizarem dois indivíduos em atitude suspeita. Segundo as informações repassadas, ao perceber a aproximação da viatura, um dos suspeitos teria tentado esconder um objeto em um hidrômetro. Durante a verificação no local, os guardas localizaram a arma artesanal. GCM apreende arma artesanal na Vila Amália A ação ocorreu durante patrulhamento preventivo realizado pela equipe do GOC, grupo especializado da Guarda Civil Municipal. Os agentes estavam em deslocamento pela Vila Amália quando perceberam a atitude suspeita de dois indivíduos. A tentativa de ocultar um objeto chamou a atenção da equipe. Ao realizar a busca no hidrômetro, os GCMs encontraram uma arma de fogo de fabricação artesanal. A apreensão foi realizada para garantir a segurança da população e evitar que o objeto pudesse ser usado em crimes ou situações de ameaça. Armas artesanais, mesmo fabricadas de forma irregular, podem representar risco grave dependendo de suas condições de funcionamento. Suspeito tentou esconder objeto em hidrômetro De acordo com a ocorrência, um dos abordados teria tentado esconder o objeto no momento em que percebeu a aproximação da viatura. A atitude reforçou a suspeita dos agentes e motivou uma busca mais detalhada no ponto indicado. O hidrômetro, normalmente usado para medição de consumo de água, teria sido utilizado como local de ocultação da arma. A Polícia Civil deverá avaliar as circunstâncias e verificar a responsabilidade de cada envolvido. Ainda não foram divulgadas informações sobre o calibre da arma, se ela estava municiada ou se havia outros objetos relacionados à ocorrência. Maior foi detido e menor acompanhado Diante da situação, o maior de idade foi detido e encaminhado para os procedimentos legais. O menor também foi acompanhado pela equipe até a autoridade policial competente, conforme previsto nas normas aplicáveis a adolescentes. Quando há envolvimento de menor de idade em ocorrência policial, os procedimentos devem observar regras específicas de proteção, responsabilização e acompanhamento legal. Por isso, a apuração deve ser conduzida com cautela e respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. A medida preserva a identidade dos abordados, especialmente por haver participação de menor na ocorrência. Ocorrência foi apresentada à autoridade policial Após a apreensão da arma artesanal, os envolvidos foram encaminhados para que a autoridade policial adotasse as providências cabíveis. Caberá à Polícia Civil analisar o caso, formalizar os registros, ouvir os envolvidos e definir o enquadramento legal. A investigação também poderá verificar se a arma apreendida tem relação com outros crimes registrados na região, se estava apta a disparo e quem seria o responsável por sua posse ou ocultação. Até a conclusão da apuração, o maior detido tem direito à defesa. No caso do menor, os procedimentos seguem o rito próprio previsto para adolescentes. Patrulhamento preventivo reforça segurança em Rio Verde A ocorrência reforça a importância do patrulhamento preventivo em bairros com grande circulação de pessoas. A presença das equipes de segurança ajuda a inibir crimes, retirar armas das ruas e aumentar a sensação de proteção da comunidade. A atuação do GOC também demonstra o papel das unidades especializadas da Guarda Civil Municipal em ações de apoio à segurança pública. Abordagens preventivas, quando realizadas dentro da legalidade, contribuem para identificar situações de risco antes que evoluam para crimes mais graves. Na Vila Amália, a apreensão da arma artesanal será investigada pelas autoridades competentes. O caso segue sob análise, e novas informações poderão esclarecer a origem do armamento e a responsabilidade dos envolvidos.

GCM recupera caminhão e semirreboque em caso de apropriação indébita em Rio Verde

Homem é conduzido pela GCM após conjunto veicular ser recuperado em Rio Verde A Guarda Civil Municipal de Rio Verde recuperou um conjunto veicular e conduziu um homem suspeito de apropriação indébita. A ocorrência foi atendida por equipes da GCM, por meio da ROMU e da VTR 005 ALPHA, durante patrulhamento na cidade. Segundo a corporação, a equipe da VTR 005 ALPHA, composta pelos GCMs Welison, Maciel e Melo, visualizou um homem em comportamento alterado próximo a um caminhão. Ao perceber a aproximação da viatura, ele teria entrado rapidamente no veículo e ligado o motor, o que motivou a abordagem. GCM recupera conjunto veicular em Rio Verde Durante a abordagem, os agentes identificaram o caminhão como um Scania R440. Ao realizar a checagem do veículo, a equipe constatou que havia uma restrição registrada por apropriação indébita. De acordo com a GCM, o proprietário do caminhão reside em outro estado e havia informado a situação às autoridades. A partir da verificação, os guardas passaram a tratar a ocorrência como possível apropriação indébita, e não como simples irregularidade de trânsito. A recuperação do veículo foi possível graças à atuação preventiva da equipe em patrulhamento. A abordagem, iniciada após o comportamento suspeito do condutor, levou à identificação da restrição e ao encaminhamento do caso à Polícia Civil. Suspeito disse ter usado crack Ainda conforme a Guarda Civil Municipal, o homem informou aos agentes que havia feito uso de crack. Ele também teria afirmado que havia mais uma quantidade da substância no interior da cabine do caminhão. A informação foi registrada na ocorrência e deverá ser analisada pela autoridade policial. Caso tenha sido localizada droga no veículo, o material deve passar por procedimento adequado de apreensão, identificação e registro. A suspeita de uso de entorpecente também pode ser considerada na avaliação do estado do condutor e das circunstâncias em que o veículo foi encontrado. Condutor teria decidido desaparecer com a carreta Segundo a GCM, o condutor relatou que havia saído de Uruaçu com destino a Anápolis. Aos agentes, ele teria afirmado que decidiu desaparecer com a carreta após o patrão negar um adiantamento em dinheiro. Esse relato deverá ser apurado pela Polícia Civil. A investigação deve verificar a relação entre o condutor e o proprietário, as condições do contrato de trabalho ou prestação de serviço, a rota prevista, as comunicações feitas antes do desaparecimento e a restrição registrada pelo dono do veículo. A apropriação indébita ocorre quando uma pessoa passa a se comportar como dona de um bem que recebeu de forma legítima, mas que deveria devolver ou utilizar conforme combinado. A tipificação final, no entanto, caberá à autoridade policial e ao Judiciário. ROMU localiza semirreboque bi-caçamba Enquanto a VTR 005 ALPHA atuava na abordagem do caminhão, outra equipe da GCM também trabalhava para localizar o restante do conjunto veicular. A ROMU 010, composta pelos GCMs Reidner, Martins, Calaça e Coelho, recebeu apoio de informações compartilhadas pela Agência Local de Inteligência da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar. Com esses dados, a equipe conseguiu localizar o semirreboque bi-caçamba em outro ponto da cidade. A recuperação do semirreboque completou a ação. As equipes atuaram de forma coordenada para preservar o conjunto veicular e garantir que os bens fossem encaminhados ao local adequado. Veículos foram levados ao pátio conveniado Com apoio da VTR 85 da Agência Municipal de Trânsito (AMT), o caminhão e o semirreboque foram encaminhados ao pátio conveniado. A medida garante a guarda dos veículos até a definição das providências legais. O suspeito foi apresentado na 8ª Delegacia Regional de Polícia, onde ficou à disposição da autoridade policial. Caberá à Polícia Civil formalizar a ocorrência, ouvir os envolvidos e decidir os próximos passos da investigação. Até a conclusão da apuração, o homem conduzido tem direito à defesa. A responsabilidade criminal será definida com base nas provas, nos depoimentos e nos documentos apresentados. A ocorrência reforça a importância do patrulhamento preventivo, da integração entre forças de segurança e do uso de informações de inteligência para recuperação de bens. Em casos envolvendo veículos de carga, a resposta rápida pode evitar prejuízos elevados e ajudar na preservação do patrimônio de empresas e trabalhadores.

Terremoto no Peru deixa mortos, feridos e desabrigados na região andina

Abalo em Junín destrói casas, afeta igreja histórica e mobiliza resgate no Peru Um terremoto atingiu a região andina do Peru na noite de sábado, 18 de julho, deixando ao menos cinco mortos, dezenas de feridos e centenas de pessoas afetadas, segundo balanços divulgados por autoridades peruanas. O abalo ocorreu às 21h24, no horário local, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, província de Chupaca, departamento de Junín, e profundidade de 24 quilômetros, conforme informou o Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru com base em dados do Instituto Geofísico do Peru. O balanço divulgado pelo Diário Oficial El Peruano, com base em informações do chefe do Indeci, Luis Vásquez, aponta cinco mortos, 32 feridos, 52 moradias destruídas, 27 inabitáveis e 37 afetadas. Agências internacionais chegaram a registrar ao menos seis mortes em atualizações posteriores, indicando que os números ainda podem variar conforme avançam as avaliações nas áreas atingidas. Terremoto no Peru atinge região de Junín O tremor foi sentido em diferentes localidades da região de Junín, especialmente na província de Chupaca. O Instituto Geofísico do Peru mediu a magnitude em 5,1, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou magnitude 5,5 e localizou o evento próximo à cidade de Sicaya, na província de Huancayo. A diferença entre os registros ocorre porque institutos sismológicos podem usar metodologias, redes de sensores e parâmetros distintos para calcular magnitude, profundidade e localização. Em situações de emergência, esses dados podem ser atualizados à medida que novas leituras são processadas. Apesar de a magnitude não estar entre as mais altas já registradas no país, o impacto foi severo em comunidades com construções mais vulneráveis, especialmente casas de adobe e estruturas antigas. Casas desabaram e famílias ficaram desabrigadas Segundo informações oficiais divulgadas no Peru, o terremoto deixou 52 casas destruídas e outras 27 inabitáveis. O balanço também aponta 150 pessoas consideradas desabrigadas e 120 afetadas diretamente pelos danos, enquanto reportagens internacionais citaram cerca de 300 pessoas deslocadas ou necessitando de abrigo emergencial. A região de Pumpunya, no distrito de Chongos Bajo, aparece entre as áreas mais atingidas. Equipes de emergência foram enviadas para realizar avaliação de danos, retirar escombros e identificar possíveis vítimas. O trabalho de resposta é dificultado pelas condições da região andina, onde o frio intenso no inverno aumenta a vulnerabilidade de famílias que perderam suas casas ou precisaram passar a noite em áreas abertas. Igreja histórica também foi danificada O terremoto também causou danos ao patrimônio cultural local. O Indeci informou que a Igreja e os restos do antigo convento de Santiago de León, em Chongos Bajo, constituem patrimônio histórico e passaram por avaliação após o colapso de parte de sua estrutura conhecida como Cani Cruz. Segundo a Associated Press, o conjunto histórico de Santiago de León foi construído em 1565 e é considerado patrimônio nacional por sua relevância arquitetônica do século 16. A perda de estruturas religiosas e históricas amplia o impacto do desastre para além dos danos materiais imediatos. Em comunidades tradicionais, igrejas, praças e símbolos locais fazem parte da identidade cultural e da vida cotidiana da população. Governo prepara resposta emergencial O governo peruano informou que declarará emergência nas áreas afetadas para acelerar a assistência à população. A medida deve facilitar o envio de ajuda humanitária, equipes técnicas, abrigo temporário e apoio dos programas sociais. O Indeci também informou que o Centro de Operações de Emergência Nacional segue coordenando ações com autoridades locais, regionais e nacionais. Equipes de saúde foram mobilizadas, incluindo ambulâncias, brigadistas e estrutura de atendimento inicial para os feridos. A prioridade agora é garantir abrigo, atendimento médico, água, alimentação e segurança para as famílias atingidas. Também será necessário avaliar a estabilidade de casas, vias e prédios públicos antes do retorno dos moradores. Peru está em área de alta atividade sísmica O Peru está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões mais ativas do planeta em termos de terremotos e vulcanismo. A Reuters destacou que essa zona responde por grande parte da atividade sísmica mundial, o que torna o monitoramento constante uma necessidade para o país. O novo terremoto reforça a importância de políticas de prevenção, construção segura e planos de emergência. Em áreas andinas, onde muitas moradias são antigas ou feitas com materiais frágeis, tremores moderados podem causar destruição significativa. A situação em Junín segue em atualização. Enquanto equipes de resgate e autoridades avaliam os danos, moradores atingidos enfrentam a perda de casas, o frio e a incerteza sobre a reconstrução.

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