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Irã classifica nova ameaça de sanções dos EUA: “Terrorismo econômico”

O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a possibilidade de novas sanções por parte dos Estados Unidos (EUA), classificando a medida como “terrorismo econômico”. A reação veio após declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que indicou que Washington pode ampliar as restrições contra Teerã. Segundo o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, essas ações equivalem a práticas de extorsão estatal e, pelos seus efeitos acumulados, poderiam até ser consideradas crimes contra a humanidade. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (16/4) na rede social X. “São nada menos que terrorismo econômico e extorsão patrocinada pelo Estado – ações que constituem crimes contra a humanidade e, no seu efeito cumulativo, constituem genocídio”, disse o porta-voz do ministério, Esmaeil Baghaei. Para o governo iraniano, a intensificação das sanções representa uma forma de pressão econômica extrema, com impactos diretos sobre a população. Do lado americano, o alerta foi feito durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na quarta-feira (15/4). A proposta inclui a adoção de sanções secundárias, que não atingiriam apenas o Irã, mas também empresas, embarcações e até países envolvidos na comercialização de petróleo e gás iranianos.

Governo quer R$ 10 bilhões em gastos fora da meta das estatais em 2027

O governo federal prevê cerca de R$ 10 bilhões em despesas fora da meta fiscal das estatais no orçamento de 2027, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), divulgado nesta quarta-feira (15/4). Isso quer dizer que o valor não será contabilizado no cálculo do resultado primário, funcionando como um colchão para eventuais necessidades de capitalização ou apoio financeiro a empresas públicas. A medida ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para cumprir a meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, ao mesmo tempo em que mantém alguma flexibilidade para lidar com riscos fiscais. A retirada desses gastos da meta permite ao governo realizar aportes em estatais sem comprometer diretamente o cumprimento do resultado fiscal. Esse tipo de mecanismo já vem sendo utilizado em anos anteriores como forma preventiva, criando espaço para socorrer empresas em dificuldade sem pressionar ainda mais as contas públicas. Isso pode incluir desde reestruturações financeiras até garantias e aportes em companhias que enfrentem problemas de caixa ou necessidade de investimento. As empresas estatais representam um ponto de atenção para a política fiscal, especialmente aquelas que operam com dificuldades financeiras. Casos como o dos Correios, por exemplo, que já estiveram no centro do debate sobre a necessidade de aportes públicos condicionados a planos de reestruturação. A estatal recebeu aporte do governo para enfrentar a crise financeira que tem vivenciado desde o final de 2024. A previsão de uma margem fora da meta indica que o governo espera possíveis pressões vindas desse segmento nos próximos anos.

Bolsa renova recorde pela 18ª vez no ano e se aproxima dos 200 mil pontos

O mercado financeiro brasileiro voltou a registrar desempenho positivo nesta terça-feira, 14. A bolsa de valores atingiu novo recorde histórico e encerrou o dia próxima da marca de 200 mil pontos, enquanto o dólar permaneceu abaixo de R$ 5. O movimento foi favorecido pela melhora do cenário internacional e pela expectativa de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa, principal índice acionário do país, fechou em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. Na máxima do pregão, alcançou 199.354,81 pontos, aproximando-se do nível simbólico dos 200 mil pontos. Com o resultado, o índice acumula valorização de 0,68% na semana, 5,97% no mês e 23,29% em 2026. A sessão marcou a 11ª alta consecutiva do indicador e o quinto recorde seguido. Ao longo deste ano, a bolsa brasileira já renovou suas máximas em 18 oportunidades, consolidando um período de forte valorização dos ativos domésticos. No mercado cambial, a moeda norte-americana voltou a recuar e encerrou cotada a R$ 4,993. Foi o quinto pregão seguido de queda. Em abril, o dólar já acumula baixa de 3,57%, enquanto no ano a desvalorização chega a 9,02%. Durante o dia, a cotação chegou a tocar R$ 4,97, mas reduziu o ritmo de queda ao longo da sessão. Entre os fatores que influenciaram o câmbio estão a diminuição das tensões geopolíticas, o enfraquecimento global do dólar e indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos, o que reforçou apostas de futuros cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. No exterior, os preços do petróleo recuaram com força diante da possibilidade de avanço nas negociações entre Washington e Teerã. O barril do Brent caiu 4,6%, negociado a US$ 94,79, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 7,9%, para US$ 91,28. A baixa contribui para aliviar pressões inflacionárias globais e tende a beneficiar mercados emergentes, como o brasileiro.

Apostas on-line são vistas como problema por 71,9% dos brasileiros

O levantamento divulgado nesta terça-feira (14/4) pelo CNT de Opinião mostra que 71,9% dos entrevistados consideram as chamadas “bets” um grande problema no país, em meio ao avanço dessas plataformas e seus efeitos no cotidiano. Os dados indicam que a prática é associada principalmente a riscos sociais e financeiros. Para 37,6% dos entrevistados, as apostas configuram um vício. Outros 18,8% apontam o endividamento como principal consequência, enquanto 11,6% relacionam diretamente a atividade a impactos na saúde mental. Apesar da popularização das plataformas, metade da população (50,4%) afirma não participar de apostas on-line. Por outro lado, 31,7% dizem ter alguém próximo que aposta com frequência, e 11,3% admitem que fazem apostas. A pesquisa também revela divisão sobre como o tema deve ser tratado no país. Para 38% dos entrevistados, as apostas deveriam ser proibidas no Brasil. Já 22% defendem maior fiscalização sobre a atividade, indicando pressão por algum tipo de controle mais rigoroso.

Brasil já tem mais cartões de crédito ativos do que habitantes

Segundo dados do Banco Central (BC), mais de 37 milhões de brasileiros passaram a ter acesso ao cartão de crédito nos últimos anos. Em 2024, o número saltou para mais de 500 milhões de cartões emitidos, sendo 220 milhões ativos — o que significa que o país passou a ter mais cartões em funcionamento do que habitantes. Além disso, o aumento no uso do cartão de crédito pelos brasileiros também se reflete no crescimento do volume de recursos transacionados pelo meio de pagamento. Os volumes atingiram R$ 729 bilhões no último trimestre de 2024, mais que o dobro do valor do final de 2020, aponta o Relatório de Cidadania Financeira 2025, divulgado nesta segunda-feira (13/4). Apesar disso, o BC ressalta que é preciso ter atenção com o crescimento do número de pessoas que passaram a usar as modalidades que geram dívida com juros no cartão, como o crédito rotativo e o parcelamento de faturas. Dos 96,6 milhões de usuários ativos em 2024, mais da metade, cerca de 52,8 milhões de brasileiros, apresentaram dívidas com juros no cartão de crédito. “O peso dos gastos com cartão de crédito no orçamento aumentou de maneira significativa. O brasileiro usuário do cartão de crédito em 2020 comprometia, em média, 38,5% de sua renda com gastos neste instrumento; em 2024, esse comprometimento chegou a 54% da renda”, afirma o relatório.

Com ganhos acima da média, corretagem imobiliária se consolida como carreira lucrativa

O mercado imobiliário deixou de ser visto como uma alternativa secundária e hoje desponta entre as carreiras mais lucrativas do país. A profissão de corretor de imóveis, antes subestimada, já rivaliza, e em muitos casos supera, os ganhos de áreas tradicionais como medicina, advocacia e engenharia. Durante décadas, carreiras como medicina, advocacia e engenharia eram as mais disputadas nos vestibulares e vistas como sinônimo de estabilidade e bons rendimentos. Essa realidade, porém, está mudando. A corretagem imobiliária tornou-se exemplo de transformação, oferecendo autonomia, liberdade e possibilidade de construção de patrimônio, características raras em outras áreas. Uma pesquisa realizada pelo Cofeci-Creci em 2024 revelou que 19% dos corretores de imóveis estão entre os 5% mais ricos do Brasil, com rendimentos superiores a R$ 10 mil mensais. O valor é quase três vezes maior do que a média salarial nacional, que segundo o IBGE, foi de R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026.

Emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscarem uma vaga no mercado de trabalho

O emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o modelo formal, regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente. De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho. “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, afirmou a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão. Principais números da pesquisa – 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT). – 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção. – 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo. – 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais. – 9,3% preferem abrir o próprio negócio. – 6,6% optam por atuar como PJ (pessoa jurídica). – 20% não encontraram oportunidades atrativas. Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira. 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT, e 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo. O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda. Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essas atividades como principal fonte de sustento. Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o País, de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgado agora.

Governo vai subir etanol na gasolina para 32% ainda no primeiro semestre

O governo federal quer elevar para 32% a mistura de etanol anidro na gasolina ainda no primeiro semestre de 2026, segundo declaração do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A medida foi apresentada como parte da estratégia para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência de gasolina importada e reforçar a segurança energética do país. A proposta prevê um aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória e deve ampliar de forma relevante a demanda por etanol no mercado interno. Segundo estimativa citada pela CNN Brasil, a mudança pode adicionar cerca de 1,68 bilhão de litros de demanda por etanol anidro em 12 meses. Se confirmada, a medida se soma à elevação anterior, quando a mistura passou de 27% para 30% em agosto de 2025. Com isso, o avanço acumulado projetado no período chega a 4,2 bilhões de litros adicionais de demanda pelo biocombustível em um ano.

De olho na eleição, Lula avalia liberar FGTS para reduzir dívidas dos brasileiros

O governo Lula (PT) avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo prepara um pacote de medidas para reduzir o endividamento dos brasileiros. “Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, disse Durigan. O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março. Este é o maior índice da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento foi divulgado nesta terça.

Venda de veículos novos surpreende, cresce 45% e bate 270 mil unidades

As vendas de veículos novos registraram forte crescimento e surpreenderam positivamente em março deste ano, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (7/4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo o levantamento da entidade, os licenciamentos de carros, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus avançaram 45,6% em março, na comparação com fevereiro, e 37,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de veículos novos vendidos no terceiro mês de 2026 chegou a 269,5 mil unidades. Os números da Fenabrave fizeram do mês passado o segundo melhor mês de março da série histórica da pesquisa. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as vendas aumentaram 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades, segundo a Fenabrave. Foi a terceira melhor marca para o primeiro trimestre em toda a história. Considerando apenas carros e veículos comerciais leves, as vendas no mês passado cresceram 40,2% na comparação anual, para 258,2 mil unidades. No acumulado dos três primeiros meses deste ano, a expansão foi de 15,4%, para 597,5 mil unidades. Em março, as vendas de caminhões recuaram, também na base anual, 3,65%, para 8.767 veículos. No trimestre, foram 21.751 vendidos. De acordo com a Fenabrave, entre os principais fatores que levaram a um resultado acima das expectativas em março, estão um ambiente fortemente competitivo no mercado e a influência do programa Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o fim do ano. Criado no ano passado, o programa reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular. Para veículos compactos com alta eficiência energética e fabricados no Brasil, o IPI foi zerado. Com a medida, a redução dos preços dos chamados carros de entrada chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil.

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