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Porto Alegre registra a segunda maior inflação para o consumidor entres as capitais pesquisadas

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou de 0,80% para 1,04% em Porto Alegre na última semana de março, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A Capital gaúcha apresentou a segunda maior taxa de variação entre as sete capitais pesquisadas no período, atrás apenas de Salvador (0,71% para 1,19%). Além de Porto Alegre e da capital baiana, a inflação para o consumidor acelerou em todas as demais cidades analisadas pela FGV: Rio de Janeiro (0,58% para 0,76%), Brasília (0,37% para 0,59%), Belo Horizonte (0,24% para 0,50%), Recife (0,06% para 0,44%) e São Paulo (0,32% para 0,40%). No País, o IPC-S subiu de 0,46% para 0,67%. Com esse resultado, o indicador acumula variação de 3,47% nos últimos 12 meses.

Bolsa brasileira: estrangeiros injetam 53 bilhões de reais no primeiro trimestre

O fluxo de capital estrangeiro na B3, a Bolsa brasileira, encerrou o primeiro trimestre de 2026 no campo positivo, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Até março, investidores internacionais aportaram R$ 53,37 bilhões no mercado acionário brasileiro, o melhor resultado para o período desde 2022, quando o ingresso somou R$ 65,3 bilhões nos três primeiros meses do ano. Naquele ano, o movimento foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, em meio à Guerra da Ucrânia, além do diferencial de juros. O Brasil praticava taxas significativamente mais elevadas do que economias desenvolvidas, o que abriu espaço para operações de arbitragem e atraiu capital estrangeiro em busca de maior rentabilidade. Em 2026, embora o cenário global também seja marcado por tensões geopolíticas, os fatores que sustentam a entrada de recursos são distintos. Analistas apontam que parte relevante das ações que compõem o Ibovespa apresenta preços considerados atrativos quando comparados a papéis de mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, e até mesmo frente à média de outras bolsas de países emergentes. Outro elemento que contribui para o fluxo positivo é o início do ciclo de queda da taxa Selic, iniciado em março, o que tende a favorecer a migração de recursos da renda fixa para a renda variável. Além disso, a proximidade da disputa presidencial no Brasil adiciona um componente de expectativa aos investidores, que passam a ajustar suas posições diante de possíveis mudanças no cenário econômico e político. Apesar do desempenho positivo no trimestre, especialistas avaliam que a continuidade desse fluxo dependerá de fatores como a trajetória dos juros globais, a evolução do cenário fiscal brasileiro e o desfecho das tensões internacionais. A manutenção do interesse estrangeiro também tende a ser influenciada pelo ritmo de crescimento da economia doméstica e pela previsibilidade das políticas econômicas ao longo do ano.

Governo federal aumenta imposto sobre os cigarros para compensar isenções no querosene de aviação

A alíquota do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os cigarros aumentará de 2,25% para 3,5% a fim de compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o querosene de aviação. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida faz parte do pacote anunciado pelo governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses com o aumento do imposto sobre os cigarros. A decisão de zerar as alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o querosene de aviação deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês. Durante o anúncio do aumento do tributo sobre os cigarros, realizado na segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as elevações anteriores no imposto sobre o produto não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação.

Recorde de falências disfarçadas revela o fracasso da economia brasileira sob Lula

O Brasil fechou 2025 com um recorde preocupante de recuperações judiciais: o número saltou 13% em relação a 2024, passando de 2.184 para 2.466 pedidos, segundo dados da Serasa Experian, revelando o aprofundamento da crise que atinge principalmente micro, pequenas e médias empresas, o verdadeiro motor da economia e da geração de empregos no país. Essa escalada não é mero acaso, mas o resultado previsível de uma combinação tóxica: juros elevados mantidos por muito tempo, crédito escasso e caro, inflação que corrói margens, custos de produção em alta e um ambiente de instabilidade regulatória e fiscal que sufoca o setor produtivo. Enquanto o governo celebra narrativas de “resiliência”, milhares de empresários honestos são obrigados a recorrer à Justiça para tentar salvar seus negócios da falência, com impactos diretos sobre empregos, cadeia de suprimentos e confiança do mercado. O recorde de recuperações judiciais em 2025 serve como um alerta vermelho: sem uma agenda econômica que priorize redução real da carga tributária, corte de gastos públicos, previsibilidade jurídica e juros compatíveis com a realidade produtiva, o Brasil continuará destruindo empresas em vez de criá-las, penalizando justamente quem mais arrisca e gera riqueza para a nação.

A farra do Ibovespa acabou? O que esperar da bolsa em meio à guerra no Oriente Médio

O investimento estrangeiro na B3 já soma R$ 42,56 bilhões e impulsionou a bolsa uma sequência de recordes em 2026. Mas o cenário de tensão leva investidores a reduzir riscos e pode interromper a sequência de altas. Em 2026, o dinheiro estrangeiro voltou com força à bolsa brasileira. Apenas nos dois primeiros meses do ano, o saldo de recursos vindos do exterior na B3 chegou a R$ 42,56 bilhões, o terceiro maior volume para o período na última década, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Esse fluxo ajudou a impulsionar o Ibovespa, principal índice da bolsa, que atingiu recorde histórico e superou pela primeira vez os 190 mil pontos. A escalada da guerra no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no último sábado, voltou a trazer incerteza aos investidores. Desde o início do conflito, a bolsa acumula queda de 4,41% e retornou aos 180 mil pontos. Se antes os investidores estavam mais dispostos a correr riscos, em momentos de tensão internacional ocorre o movimento inverso, conhecido como “flight to quality”: investidores deixam as bolsas de valores e passam a preferir aplicações consideradas mais seguras, como dólar e ouro. Diante desse cenário, é possível dizer que a fase de forte valorização da bolsa brasileira chegou ao fim? Para especialistas ouvidos pelo g1, a entrada de capital estrangeiro ainda pode continuar ao longo de 2026, mas o ritmo deve depender do cenário internacional. Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

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