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GCM recupera caminhão e semirreboque em caso de apropriação indébita em Rio Verde

Homem é conduzido pela GCM após conjunto veicular ser recuperado em Rio Verde A Guarda Civil Municipal de Rio Verde recuperou um conjunto veicular e conduziu um homem suspeito de apropriação indébita. A ocorrência foi atendida por equipes da GCM, por meio da ROMU e da VTR 005 ALPHA, durante patrulhamento na cidade. Segundo a corporação, a equipe da VTR 005 ALPHA, composta pelos GCMs Welison, Maciel e Melo, visualizou um homem em comportamento alterado próximo a um caminhão. Ao perceber a aproximação da viatura, ele teria entrado rapidamente no veículo e ligado o motor, o que motivou a abordagem. GCM recupera conjunto veicular em Rio Verde Durante a abordagem, os agentes identificaram o caminhão como um Scania R440. Ao realizar a checagem do veículo, a equipe constatou que havia uma restrição registrada por apropriação indébita. De acordo com a GCM, o proprietário do caminhão reside em outro estado e havia informado a situação às autoridades. A partir da verificação, os guardas passaram a tratar a ocorrência como possível apropriação indébita, e não como simples irregularidade de trânsito. A recuperação do veículo foi possível graças à atuação preventiva da equipe em patrulhamento. A abordagem, iniciada após o comportamento suspeito do condutor, levou à identificação da restrição e ao encaminhamento do caso à Polícia Civil. Suspeito disse ter usado crack Ainda conforme a Guarda Civil Municipal, o homem informou aos agentes que havia feito uso de crack. Ele também teria afirmado que havia mais uma quantidade da substância no interior da cabine do caminhão. A informação foi registrada na ocorrência e deverá ser analisada pela autoridade policial. Caso tenha sido localizada droga no veículo, o material deve passar por procedimento adequado de apreensão, identificação e registro. A suspeita de uso de entorpecente também pode ser considerada na avaliação do estado do condutor e das circunstâncias em que o veículo foi encontrado. Condutor teria decidido desaparecer com a carreta Segundo a GCM, o condutor relatou que havia saído de Uruaçu com destino a Anápolis. Aos agentes, ele teria afirmado que decidiu desaparecer com a carreta após o patrão negar um adiantamento em dinheiro. Esse relato deverá ser apurado pela Polícia Civil. A investigação deve verificar a relação entre o condutor e o proprietário, as condições do contrato de trabalho ou prestação de serviço, a rota prevista, as comunicações feitas antes do desaparecimento e a restrição registrada pelo dono do veículo. A apropriação indébita ocorre quando uma pessoa passa a se comportar como dona de um bem que recebeu de forma legítima, mas que deveria devolver ou utilizar conforme combinado. A tipificação final, no entanto, caberá à autoridade policial e ao Judiciário. ROMU localiza semirreboque bi-caçamba Enquanto a VTR 005 ALPHA atuava na abordagem do caminhão, outra equipe da GCM também trabalhava para localizar o restante do conjunto veicular. A ROMU 010, composta pelos GCMs Reidner, Martins, Calaça e Coelho, recebeu apoio de informações compartilhadas pela Agência Local de Inteligência da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar. Com esses dados, a equipe conseguiu localizar o semirreboque bi-caçamba em outro ponto da cidade. A recuperação do semirreboque completou a ação. As equipes atuaram de forma coordenada para preservar o conjunto veicular e garantir que os bens fossem encaminhados ao local adequado. Veículos foram levados ao pátio conveniado Com apoio da VTR 85 da Agência Municipal de Trânsito (AMT), o caminhão e o semirreboque foram encaminhados ao pátio conveniado. A medida garante a guarda dos veículos até a definição das providências legais. O suspeito foi apresentado na 8ª Delegacia Regional de Polícia, onde ficou à disposição da autoridade policial. Caberá à Polícia Civil formalizar a ocorrência, ouvir os envolvidos e decidir os próximos passos da investigação. Até a conclusão da apuração, o homem conduzido tem direito à defesa. A responsabilidade criminal será definida com base nas provas, nos depoimentos e nos documentos apresentados. A ocorrência reforça a importância do patrulhamento preventivo, da integração entre forças de segurança e do uso de informações de inteligência para recuperação de bens. Em casos envolvendo veículos de carga, a resposta rápida pode evitar prejuízos elevados e ajudar na preservação do patrimônio de empresas e trabalhadores.

Terremoto no Peru deixa mortos, feridos e desabrigados na região andina

Abalo em Junín destrói casas, afeta igreja histórica e mobiliza resgate no Peru Um terremoto atingiu a região andina do Peru na noite de sábado, 18 de julho, deixando ao menos cinco mortos, dezenas de feridos e centenas de pessoas afetadas, segundo balanços divulgados por autoridades peruanas. O abalo ocorreu às 21h24, no horário local, com epicentro no distrito de Chongos Bajo, província de Chupaca, departamento de Junín, e profundidade de 24 quilômetros, conforme informou o Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru com base em dados do Instituto Geofísico do Peru. O balanço divulgado pelo Diário Oficial El Peruano, com base em informações do chefe do Indeci, Luis Vásquez, aponta cinco mortos, 32 feridos, 52 moradias destruídas, 27 inabitáveis e 37 afetadas. Agências internacionais chegaram a registrar ao menos seis mortes em atualizações posteriores, indicando que os números ainda podem variar conforme avançam as avaliações nas áreas atingidas. Terremoto no Peru atinge região de Junín O tremor foi sentido em diferentes localidades da região de Junín, especialmente na província de Chupaca. O Instituto Geofísico do Peru mediu a magnitude em 5,1, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou magnitude 5,5 e localizou o evento próximo à cidade de Sicaya, na província de Huancayo. A diferença entre os registros ocorre porque institutos sismológicos podem usar metodologias, redes de sensores e parâmetros distintos para calcular magnitude, profundidade e localização. Em situações de emergência, esses dados podem ser atualizados à medida que novas leituras são processadas. Apesar de a magnitude não estar entre as mais altas já registradas no país, o impacto foi severo em comunidades com construções mais vulneráveis, especialmente casas de adobe e estruturas antigas. Casas desabaram e famílias ficaram desabrigadas Segundo informações oficiais divulgadas no Peru, o terremoto deixou 52 casas destruídas e outras 27 inabitáveis. O balanço também aponta 150 pessoas consideradas desabrigadas e 120 afetadas diretamente pelos danos, enquanto reportagens internacionais citaram cerca de 300 pessoas deslocadas ou necessitando de abrigo emergencial. A região de Pumpunya, no distrito de Chongos Bajo, aparece entre as áreas mais atingidas. Equipes de emergência foram enviadas para realizar avaliação de danos, retirar escombros e identificar possíveis vítimas. O trabalho de resposta é dificultado pelas condições da região andina, onde o frio intenso no inverno aumenta a vulnerabilidade de famílias que perderam suas casas ou precisaram passar a noite em áreas abertas. Igreja histórica também foi danificada O terremoto também causou danos ao patrimônio cultural local. O Indeci informou que a Igreja e os restos do antigo convento de Santiago de León, em Chongos Bajo, constituem patrimônio histórico e passaram por avaliação após o colapso de parte de sua estrutura conhecida como Cani Cruz. Segundo a Associated Press, o conjunto histórico de Santiago de León foi construído em 1565 e é considerado patrimônio nacional por sua relevância arquitetônica do século 16. A perda de estruturas religiosas e históricas amplia o impacto do desastre para além dos danos materiais imediatos. Em comunidades tradicionais, igrejas, praças e símbolos locais fazem parte da identidade cultural e da vida cotidiana da população. Governo prepara resposta emergencial O governo peruano informou que declarará emergência nas áreas afetadas para acelerar a assistência à população. A medida deve facilitar o envio de ajuda humanitária, equipes técnicas, abrigo temporário e apoio dos programas sociais. O Indeci também informou que o Centro de Operações de Emergência Nacional segue coordenando ações com autoridades locais, regionais e nacionais. Equipes de saúde foram mobilizadas, incluindo ambulâncias, brigadistas e estrutura de atendimento inicial para os feridos. A prioridade agora é garantir abrigo, atendimento médico, água, alimentação e segurança para as famílias atingidas. Também será necessário avaliar a estabilidade de casas, vias e prédios públicos antes do retorno dos moradores. Peru está em área de alta atividade sísmica O Peru está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões mais ativas do planeta em termos de terremotos e vulcanismo. A Reuters destacou que essa zona responde por grande parte da atividade sísmica mundial, o que torna o monitoramento constante uma necessidade para o país. O novo terremoto reforça a importância de políticas de prevenção, construção segura e planos de emergência. Em áreas andinas, onde muitas moradias são antigas ou feitas com materiais frágeis, tremores moderados podem causar destruição significativa. A situação em Junín segue em atualização. Enquanto equipes de resgate e autoridades avaliam os danos, moradores atingidos enfrentam a perda de casas, o frio e a incerteza sobre a reconstrução.

Vídeo mostra lojas fechadas no centro de São Paulo e levanta debate sobre crise no comércio

Rua no centro de SP aparece com comércios fechados e morador compara cenário à pandemia Um vídeo gravado no centro de São Paulo chamou atenção nas redes sociais ao mostrar uma rua com diversas lojas de portas fechadas. Enquanto caminhava pelo local, o autor da gravação afirmou que apenas quatro estabelecimentos estavam funcionando e comparou o cenário ao período da pandemia de Covid-19, quando muitas atividades comerciais foram interrompidas por restrições sanitárias. Nas imagens, o homem questiona os espectadores sobre a situação e pergunta se a cena seria “normal”. Ele também levanta dúvidas sobre os motivos que poderiam estar levando tantos comerciantes a fechar as portas na região central da maior cidade do país. Vídeo mostra lojas fechadas no centro de São Paulo A gravação mostra uma sequência de pontos comerciais fechados em uma rua do centro paulistano. O autor do vídeo caminha pelo local e comenta a quantidade de imóveis sem atividade aparente. Em determinado momento, ele afirma que o ambiente lembra a fase mais crítica da pandemia. “Está parecendo a época da pandemia, que tudo tinha que ficar fechado. Qual é a sua opinião? Por que está todo mundo fechando?”, questiona. Apesar da repercussão, ainda não há confirmação sobre o nome da rua, o horário da gravação ou se os estabelecimentos estavam fechados de forma definitiva, temporária ou apenas fora do expediente comercial. Cena reacende debate sobre comércio de rua O vídeo gerou discussão porque o centro de São Paulo sempre foi uma das áreas mais importantes para o comércio popular, serviços, circulação de trabalhadores e turismo urbano. Quando uma rua tradicional aparece com muitas lojas fechadas, o episódio desperta preocupação sobre a saúde econômica da região. No entanto, especialistas costumam alertar que uma gravação isolada não é suficiente para concluir que houve fechamento em massa de empresas. Para entender o cenário real, seria necessário comparar dados de abertura e fechamento de comércios, vacância de imóveis, fluxo de consumidores, segurança pública, custo de aluguel, impostos, mudanças no consumo e impacto do comércio eletrônico. Pandemia ainda influencia áreas comerciais A comparação com a pandemia feita pelo autor do vídeo chama atenção porque muitas regiões centrais do país ainda sentem efeitos de mudanças iniciadas naquele período. O crescimento do trabalho remoto, a migração de consumidores para compras online e a redução do fluxo diário em algumas áreas alteraram a dinâmica de vários centros urbanos. Em São Paulo, o centro histórico enfrenta desafios antigos, como imóveis vazios, sensação de insegurança, problemas de zeladoria urbana e dificuldade de atrair consumidores em determinados horários. Esses fatores podem afetar diretamente pequenos lojistas. Quando há menos movimento, o faturamento cai. Com aluguel, impostos, energia, folha de pagamento e custos operacionais em alta, muitos empreendedores acabam tendo dificuldade para manter o negócio aberto. Segurança e ambiente de negócios entram na discussão O fechamento de lojas, quando confirmado, costuma ter várias causas. Entre elas estão redução do consumo, aumento de custos, concorrência digital, insegurança, falta de estacionamento, queda no fluxo de pedestres e mudanças no perfil econômico da região. Para o setor produtivo, o caso reforça a importância de políticas públicas voltadas à revitalização de áreas comerciais. Isso inclui segurança, iluminação, limpeza urbana, transporte eficiente, incentivo ao empreendedorismo e regras que não tornem a atividade formal inviável. A livre iniciativa depende de um ambiente previsível. Quando o comerciante enfrenta custos elevados, insegurança e baixa circulação de clientes, a chance de fechamento aumenta. Por isso, a recuperação de regiões centrais exige ação coordenada entre poder público, empresários, moradores e trabalhadores. É preciso apurar antes de tirar conclusões Embora o vídeo seja impactante, ainda é necessário cuidado na interpretação. Lojas fechadas em uma rua podem significar crise comercial, mas também podem estar relacionadas a reformas, mudança de ponto, horário de funcionamento, feriado, encerramento temporário ou substituição de locatários. Para transformar a imagem em diagnóstico, seria necessário ouvir comerciantes da região, proprietários dos imóveis, associações comerciais e a Prefeitura de São Paulo. Também seria importante verificar se há aumento de vacância no bairro, queda no faturamento do comércio local ou redução no fluxo de consumidores. Centro de SP segue como desafio urbano e econômico O vídeo expõe uma preocupação legítima: a vitalidade econômica do centro de São Paulo. A região tem peso histórico, comercial e simbólico para a cidade, mas depende de políticas consistentes para recuperar fluxo, segurança e atratividade. Revitalizar o centro não significa apenas abrir lojas. Significa criar condições para que empresas permaneçam, trabalhadores circulem com segurança, consumidores voltem e imóveis vazios tenham nova função. A cena compartilhada nas redes sociais funciona como alerta. Mesmo que ainda faltem dados oficiais para confirmar o tamanho do problema, o registro reforça uma cobrança recorrente: centros urbanos precisam ser tratados como áreas estratégicas para emprego, renda, comércio e desenvolvimento.

Cachoeira do Tabuleiro será reaberta para visitação integral em Minas Gerais

Poço principal da Cachoeira do Tabuleiro volta a receber turistas após quase cinco anos A Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas Gerais, será reaberta integralmente para visitação no próximo dia 19 de julho, após quase cinco anos de restrições de acesso ao poço principal. Considerada a maior cachoeira de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil em queda livre, o atrativo volta a receber turistas depois da conclusão de intervenções técnicas voltadas à segurança dos visitantes. A cerimônia oficial de reabertura está marcada para as 9h, no Parque Natural Municipal do Tabuleiro. O evento deve contar com a presença de autoridades, além da apresentação dos estudos e das obras realizadas antes da retomada completa da visitação. Cachoeira do Tabuleiro será reaberta em julho Com 280 metros de altura, a Cachoeira do Tabuleiro é um dos principais destinos naturais de Minas Gerais. O local atrai visitantes pela imponência da queda d’água, pela paisagem da Serra do Espinhaço e pela formação rochosa que, vista de frente, lembra o formato de um coração. O acesso ao poço principal estava restrito desde 2021, em razão do risco de desprendimento de blocos de rocha na encosta da cachoeira. A medida foi adotada como forma de prevenção, já que a segurança dos visitantes depende de avaliação técnica constante em áreas de grande formação rochosa. Com a reabertura integral, turistas poderão voltar a acessar uma das áreas mais procuradas do parque, desde que sigam as regras definidas pela administração local. Intervenções técnicas foram realizadas no parque Segundo a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro, a retomada da visitação foi precedida por um trabalho técnico conduzido em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais, geólogos, engenheiros, especialistas em geotecnia, escaladores e equipes ambientais. As intervenções incluíram a remoção controlada de rochas consideradas instáveis. O procedimento foi feito por meio de técnicas como bate-choco, acesso por cordas e uso de almofadas pneumáticas. De acordo com as informações divulgadas, não houve utilização de explosivos. Essa escolha reduz impactos sobre o ambiente natural e permite maior controle sobre o trabalho realizado na encosta. Segurança dos visitantes motivou restrição desde 2021 A restrição ao poço principal foi adotada após a identificação de risco geológico na área da cachoeira. Em atrativos naturais com paredões rochosos, quedas d’água e trilhas, esse tipo de avaliação é essencial para prevenir acidentes. A reabertura indica que os órgãos envolvidos consideraram concluídas as etapas necessárias para retomada da visitação. Ainda assim, o monitoramento deve continuar sendo uma medida importante. Locais turísticos em áreas naturais precisam equilibrar preservação ambiental, acesso público e segurança. A presença de equipes técnicas, sinalização adequada, controle de visitantes e manutenção das trilhas são pontos fundamentais para garantir uma experiência segura. Atrativo integra a Estrada Real e a Serra do Espinhaço A Cachoeira do Tabuleiro está localizada na Cordilheira do Espinhaço, área reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Reserva da Biosfera. A região é conhecida pela biodiversidade, pelas paisagens de montanha e pela importância histórica e ambiental. O atrativo também integra o roteiro das Sete Maravilhas da Estrada Real, o que aumenta sua relevância para o turismo mineiro. A reabertura integral deve beneficiar não apenas visitantes, mas também pousadas, guias, restaurantes, comércio local e outros serviços ligados à economia do turismo. Para Conceição do Mato Dentro, a retomada representa uma oportunidade de fortalecer o desenvolvimento regional, desde que acompanhada por gestão responsável, preservação ambiental e estrutura adequada para receber turistas. Turismo deve seguir regras de preservação Com a volta do acesso ao poço principal, a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes. Por isso, turistas devem ficar atentos às orientações oficiais do parque antes de programar a viagem. É importante verificar horários, necessidade de agendamento, condições das trilhas, recomendações de segurança e eventuais limites de público. Em áreas naturais, mudanças climáticas, chuva forte e condições do terreno podem alterar a operação diária. A reabertura da Cachoeira do Tabuleiro marca a retomada de um dos pontos turísticos mais simbólicos de Minas Gerais. Depois de quase cinco anos de restrições, o desafio agora será manter o atrativo aberto com segurança, controle ambiental e respeito à paisagem que tornou o local conhecido nacionalmente.

Polícia Civil investiga fraude em planos de saúde da Unimed Cerrado

Esquema com empresa de fachada teria causado prejuízo milionário à Unimed Cerrado A Polícia Civil de Goiás investiga um esquema de fraude na contratação de planos de saúde coletivos empresariais que teria causado prejuízo milionário à operadora Unimed Cerrado e atingido consumidores em diferentes estados do país. A apuração é conduzida pela 2ª Delegacia Distrital de Polícia de Aparecida de Goiânia. Segundo a corporação, a investigação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e no bloqueio judicial de R$ 2,5 milhões em bens dos investigados. As diligências foram realizadas no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, com apoio das polícias civis locais. Polícia Civil investiga fraude em planos de saúde De acordo com as informações divulgadas, o grupo investigado utilizava uma empresa de fachada e documentos falsificados para contratar planos coletivos empresariais. Esse tipo de plano é destinado a empresas, funcionários, sócios ou pessoas com vínculo formal com a pessoa jurídica contratante. Após obter acesso aos contratos, os investigados teriam comercializado ilegalmente participações nesses planos para pessoas físicas de várias regiões do Brasil. Para isso, segundo a Polícia Civil, eram simulados vínculos empresariais inexistentes. A prática, se confirmada, pode ter gerado prejuízos financeiros à operadora e também insegurança para consumidores que acreditavam estar contratando um serviço regular. Empresa de fachada teria sido usada no esquema A suspeita central da investigação é que a empresa usada nas contratações não tinha finalidade real compatível com os vínculos informados. Ela teria servido como fachada para viabilizar o acesso a planos empresariais. A diferença entre um plano individual e um coletivo empresarial é importante. No modelo empresarial, a contratação ocorre por meio de uma empresa ou entidade, e as regras de adesão dependem da existência de vínculo com essa organização. Quando esse vínculo é simulado, há risco de fraude contratual. Além disso, consumidores podem ser expostos a problemas futuros, como cancelamento, perda de cobertura ou dificuldades para comprovar regularidade do contrato. Bloqueio judicial chega a R$ 2,5 milhões A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,5 milhões em bens dos investigados. A medida busca garantir eventual reparação de prejuízos e impedir a dissipação de patrimônio durante o andamento da apuração. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Esses procedimentos permitem que a Polícia Civil recolha documentos, equipamentos eletrônicos, contratos, registros financeiros e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do esquema. As buscas ocorreram no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, com apoio das polícias civis desses locais. A cooperação entre estados indica que a investigação ultrapassa os limites de Goiás e pode envolver uma rede de atuação mais ampla. Consumidores de diferentes estados podem ter sido atingidos Segundo a Polícia Civil, pessoas físicas de diversas regiões do país teriam adquirido participação nos planos coletivos empresariais de forma irregular. Ainda não foi informado o número total de consumidores afetados. Esse é um dos pontos mais sensíveis do caso. Muitos consumidores podem ter contratado o serviço acreditando que estavam em situação regular. Por isso, a apuração deve verificar se houve dolo, quem participou da intermediação e qual foi o grau de conhecimento dos beneficiários sobre a suposta fraude. Também será necessário avaliar como os contratos foram oferecidos, quais documentos foram apresentados e se os consumidores receberam informações claras sobre a natureza do plano. Caso reforça necessidade de segurança jurídica Fraudes em planos de saúde afetam diretamente a confiança no mercado e podem gerar prejuízos para empresas, operadoras e consumidores. O setor de saúde suplementar depende de regras claras, fiscalização eficiente e contratos transparentes. Para o consumidor, a recomendação é verificar a origem da contratação, a documentação exigida, o vínculo com a empresa contratante e a regularidade da corretora ou intermediadora. Em caso de dúvida, é importante buscar canais oficiais da operadora e dos órgãos de defesa do consumidor. Para o setor produtivo, o caso reforça a importância de combater empresas de fachada e intermediários que atuam à margem das regras. A livre iniciativa exige ambiente competitivo, mas também responsabilidade, cumprimento de contratos e respeito à legislação. Investigação segue em andamento A Polícia Civil deve continuar analisando documentos e materiais apreendidos durante a operação. A apuração também poderá identificar novos envolvidos, rastrear valores movimentados e verificar a extensão do prejuízo causado à Unimed Cerrado. Até a conclusão do inquérito, os investigados têm direito à defesa e ao devido processo legal. A responsabilidade criminal será definida pelas autoridades competentes com base nas provas reunidas. O caso segue sob responsabilidade da 2ª Delegacia Distrital de Polícia de Aparecida de Goiânia. Novas informações devem esclarecer o funcionamento do esquema, o número de consumidores atingidos e as medidas que poderão ser adotadas para reparar eventuais prejuízos.

Dois homens são presos por tráfico de drogas durante abordagem em Montividiu

PM apreende maconha, crack, ecstasy e cocaína em veículo abordado em Montividiu Dois homens foram presos por suspeita de tráfico de drogas durante uma ação da Polícia Militar de Montividiu. A ocorrência foi registrada durante patrulhamento ostensivo realizado pela equipe composta pelo 1º sargento Sousa e pelo 2º sargento Marcos. Segundo a Polícia Militar, os militares abordaram um veículo Ford Ka após constatarem que o automóvel trafegava com os retrovisores danificados. Durante a fiscalização, a equipe percebeu um forte odor de maconha vindo do interior do carro, o que motivou a realização de busca veicular. Dois homens são presos por tráfico em Montividiu Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram 11 porções de maconha, uma porção de crack, uma porção contendo três comprimidos de ecstasy e uma porção de cocaína. Conforme a PM, todas as drogas estavam embaladas em plástico. Parte dos entorpecentes foi localizada sob e sobre o banco do motorista. O restante estava em uma bolsa no assoalho do lado do passageiro. Diante do material encontrado, os dois ocupantes do veículo receberam voz de prisão por suspeita de tráfico de drogas. Eles foram encaminhados à 8ª Delegacia Regional de Polícia, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial. Abordagem começou por irregularidade no veículo A ação teve início a partir de uma fiscalização de trânsito. Os policiais identificaram que o Ford Ka apresentava retrovisores danificados, situação que motivou a abordagem. Durante o contato com os ocupantes, o odor de maconha chamou a atenção da equipe. A partir disso, os militares deram continuidade ao procedimento e fizeram a busca no interior do automóvel. Esse tipo de fiscalização mostra como abordagens preventivas podem revelar outras situações de interesse policial. Além das infrações de trânsito, a ocorrência resultou na apreensão de drogas e de materiais que serão analisados pela Polícia Civil. PM apreende drogas, celulares e anotações Além das drogas, a Polícia Militar informou que apreendeu uma folha com anotações com um dos suspeitos. Conforme a corporação, os registros indicariam possível controle da comercialização dos entorpecentes. Também foram apreendidos dois aparelhos celulares de procedência não comprovada. Os objetos foram encaminhados junto com os suspeitos e o restante do material apreendido para a delegacia. A análise dos celulares, das anotações e das drogas poderá ajudar a Polícia Civil a apurar se havia vínculo com venda de entorpecentes, quem seriam os possíveis compradores e se os suspeitos atuavam de forma recorrente na comercialização. Uso de algemas foi justificado pela PM De acordo com a Polícia Militar, foi necessário o uso de algemas durante a condução dos suspeitos. A corporação informou que a medida foi adotada em razão da resistência apresentada, do comportamento agressivo e do risco de fuga. O uso de algemas deve ser justificado conforme os critérios previstos pela Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal, especialmente em situações de risco à segurança da equipe, dos conduzidos ou de terceiros. Após a prisão, os suspeitos passaram por avaliação médica antes de serem encaminhados à 8ª Delegacia Regional de Polícia. Veículo foi apreendido e condutor autuado Além da prisão por suspeita de tráfico de drogas, o condutor também foi autuado por infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro. O Ford Ka foi apreendido e removido ao pátio da Polícia Militar. O veículo permanece à disposição da autoridade policial para as providências legais cabíveis. A apreensão do automóvel deverá ser analisada dentro do procedimento policial, especialmente porque parte das drogas foi encontrada no interior do carro. Caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil A ocorrência foi apresentada na 8ª Delegacia Regional de Polícia, juntamente com as drogas, os celulares, as anotações e demais materiais apreendidos. Caberá à Polícia Civil formalizar os procedimentos, ouvir os suspeitos, analisar os objetos e definir o enquadramento legal do caso. Os dois homens têm direito à defesa, e a responsabilidade criminal será definida pelas autoridades competentes. A ação reforça a importância do patrulhamento ostensivo em Montividiu e da fiscalização de veículos em circulação. O tráfico de drogas afeta diretamente a segurança pública, alimenta outros crimes e exige atuação constante das forças policiais.

Duas mulheres são presas por tráfico de drogas na Vila Amália, em Rio Verde

Força Tática apreende mais de 130 porções de crack durante ação em Rio Verde Força Tática apreende mais de 130 porções de crack durante ação em Rio Verde Duas mulheres foram presas por suspeita de tráfico de drogas durante uma ação da Força Tática da Polícia Militar na Vila Amália, em Rio Verde. A ocorrência teve início após uma denúncia anônima informar que uma mulher estaria comercializando crack em um ponto conhecido pela intensa movimentação de usuários e traficantes. A equipe, composta pelo sargento Moura, sargento Araújo e soldado Denis, foi até a Rua 11, esquina com a Rua 13, para verificar a informação. No local, os policiais flagraram uma possível negociação de drogas e realizaram a abordagem dos envolvidos. Duas mulheres são presas por tráfico em Rio Verde De acordo com a Polícia Militar, ao chegarem ao endereço indicado, os militares visualizaram uma situação compatível com a denúncia recebida. Um homem estaria entregando dinheiro em espécie a uma mulher e, em seguida, recebendo um objeto. Ao perceberem a aproximação da viatura, os envolvidos tentaram se dispersar. A equipe agiu rapidamente e conseguiu realizar a abordagem. Durante a ação, os policiais encontraram drogas, dinheiro e objetos relacionados ao uso de entorpecentes. Diante dos indícios, duas mulheres receberam voz de prisão por suspeita de tráfico de drogas. Ação ocorreu na Vila Amália após denúncia anônima A denúncia anônima foi considerada ponto de partida para a operação. Segundo a PM, a informação apontava a comercialização de crack em uma região já conhecida pela movimentação de usuários e traficantes. Esse tipo de colaboração da população é importante para orientar o trabalho policial, especialmente em áreas onde o tráfico causa insegurança, circulação constante de dependentes e impacto direto na rotina dos moradores. A presença da Força Tática no local permitiu a verificação da denúncia e a interrupção da possível venda de drogas em via pública. PM apreende porções de crack e dinheiro Durante a busca em uma das pessoas abordadas, os policiais encontraram quatro porções de crack, um cachimbo utilizado para consumo da droga e um isqueiro. Conforme a ocorrência, ela informou que havia adquirido o entorpecente momentos antes no local. Na abordagem às suspeitas, os militares localizaram uma sacola escondida sob as vestes de uma delas. Dentro, havia 65 porções de crack prontas para comercialização, além de uma porção maior da droga e R$ 69 em dinheiro. Com a segunda mulher, a equipe também encontrou uma sacola escondida sob as roupas contendo 70 porções de crack prontas para venda e R$ 217 em espécie. Outro homem abordado não portava drogas, segundo a Polícia Militar. Com ele, foi localizado apenas um cachimbo comumente utilizado para consumo de entorpecentes. Suspeitas foram levadas à 8ª Delegacia Regional Diante do flagrante, as duas mulheres foram presas por suspeita de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, devido ao fundado receio de fuga, foi necessário o uso de algemas, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal. Todos os envolvidos foram encaminhados à 8ª Delegacia Regional de Polícia. As drogas, o dinheiro e os objetos apreendidos também foram apresentados à autoridade policial para as providências legais. Caberá à Polícia Civil formalizar a ocorrência, ouvir os envolvidos e definir os próximos passos da investigação. As suspeitas têm direito à defesa, e a responsabilidade criminal será analisada pelas autoridades competentes. Combate ao tráfico exige ação contínua O tráfico de drogas em áreas urbanas representa um desafio constante para a segurança pública. Além da venda de entorpecentes, esse tipo de atividade pode estar associado a furtos, roubos, ameaças, exploração de dependentes químicos e ocupação de espaços públicos por grupos criminosos. A apreensão de mais de 130 porções de crack em uma única abordagem mostra a importância da presença policial em pontos de maior vulnerabilidade. Também reforça o papel das denúncias anônimas, que ajudam as forças de segurança a identificar locais de comercialização. A ocorrência registrada na Vila Amália segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil. A expectativa é que a investigação esclareça a participação de cada pessoa abordada e verifique se há ligação com outros pontos de venda de drogas na região.

Renato Machado morre aos 83 anos no Rio de Janeiro

Morre Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil e referência do telejornalismo O jornalista Renato Machado morreu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pela GloboNews e confirmada por nota da unidade de saúde, segundo o UOL. Considerado um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, ele construiu uma trajetória de mais de quatro décadas na TV Globo. A morte de Renato Machado encerra a carreira de um profissional identificado com sobriedade, domínio técnico e credibilidade diante das câmeras. Ao longo da vida, ele atuou como apresentador, editor-chefe, correspondente internacional e repórter especial, participando de coberturas relevantes no Brasil e no exterior. Renato Machado marcou o telejornalismo brasileiro Renato Machado ficou conhecido nacionalmente por sua passagem pelo Bom Dia Brasil, telejornal que comandou como apresentador e editor-chefe. Segundo o Memória Globo, ele ingressou na TV Globo em 1982, foi correspondente em Londres, colunista do Jornal da Globo e realizou reportagens especiais para o Globo Repórter. Além do Bom Dia Brasil, Renato também apresentou o Jornal da Globo e o RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou em reportagens especiais. Seu estilo era marcado por voz firme, texto claro e postura discreta, características que ajudaram a consolidar sua imagem de jornalista confiável. Entre 1996 e 2010, esteve à frente do Bom Dia Brasil, período em que o telejornal passou por modernizações no formato, com maior dinamismo, participação de comentaristas e entradas ao vivo. A presença de Renato ajudou a dar identidade ao programa nas manhãs da televisão brasileira. Carreira começou no jornalismo impresso A trajetória profissional de Renato Machado começou antes da televisão. Ele iniciou a carreira no Jornal do Brasil, em 1969, e posteriormente migrou para a TV, onde encontrou projeção nacional. Na Globo, uma de suas primeiras grandes coberturas foi a Guerra das Malvinas, em 1982. No ano seguinte, tornou-se correspondente internacional em Londres, posto a partir do qual acompanhou acontecimentos importantes da política, da segurança internacional, da cultura e da ciência. Durante a atuação no exterior, cobriu episódios de repercussão mundial, como os atentados em Paris e o acidente nuclear de Chernobyl. Essas experiências ajudaram a reforçar sua reputação como jornalista preparado para explicar temas complexos ao público brasileiro. Bom Dia Brasil consolidou sua imagem pública Foi no Bom Dia Brasil que Renato Machado se tornou presença cotidiana para milhões de brasileiros. Ao comandar o telejornal por tantos anos, ajudou a formar uma geração de telespectadores acostumada a iniciar o dia acompanhando notícias nacionais e internacionais sob sua condução. Seu trabalho combinava informação dura com temas de cultura, comportamento, gastronomia e cotidiano. Essa versatilidade permitiu que Renato transitasse entre política, economia, acontecimentos globais e pautas mais leves sem perder a seriedade jornalística. Em depoimento ao projeto Memória Globo, Renato destacou que o telejornalismo exigia conhecimento técnico, curiosidade e aprendizado permanente. A visão traduzia sua forma de atuar: sempre atento à precisão, mas também à necessidade de tornar a informação compreensível para o público. Paixão por vinhos ganhou espaço nos últimos anos Nos últimos anos, Renato Machado passou a se dedicar com mais intensidade à produção de conteúdos sobre vinhos, gastronomia e cultura. O interesse pelo universo vitivinícola se tornou uma marca pessoal, especialmente em reportagens e projetos especiais relacionados à Europa. Ele realizou trabalhos sobre a cultura do vinho na região da Provença, na França, abordando história, produção, comportamento e hábitos gastronômicos. Essa fase mostrou outra faceta do jornalista: a capacidade de unir informação, viagem, memória e estilo de vida com linguagem acessível. Mesmo fora da rotina diária dos telejornais, Renato manteve vínculo com a comunicação e com a curiosidade que sempre o acompanhou na profissão. Legado fica para o jornalismo nacional A morte de Renato Machado representa uma perda importante para a televisão brasileira. Em uma época de mudanças rápidas na comunicação, sua carreira lembra a importância de fundamentos clássicos do jornalismo: apuração, clareza, contexto, responsabilidade e respeito ao público. Seu legado permanece nas coberturas que realizou, nos programas que apresentou e na influência sobre profissionais que acompanharam sua trajetória. Renato Machado deixa uma marca de equilíbrio em uma profissão que exige rapidez, mas também prudência. Para o público, fica a memória de um jornalista que atravessou diferentes fases da televisão com discrição e competência. Para o jornalismo brasileiro, fica o exemplo de uma carreira construída com consistência, elegância e compromisso com a informação.

Mais de 54% dos estudantes com filhos já trancaram ou desistiram da graduação

Levantamento do MEC revela impacto da parentalidade na permanência no ensino superior Um levantamento realizado por um grupo de trabalho vinculado ao Ministério da Educação revelou que 54,4% das alunas e alunos de graduação com filhos já precisaram trancar a matrícula ou desistir do curso para cuidar das crianças. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) e repercutidos pela CNN. A pesquisa ouviu 7.648 pessoas e mostra que a parentalidade ainda pesa de forma significativa na trajetória acadêmica. O recorte também evidencia uma desigualdade de gênero: 86,5% dos entrevistados são mães que tentam concluir o ensino superior. Estudantes com filhos enfrentam dificuldade para concluir graduação O dado mais preocupante do levantamento é o alto percentual de estudantes que interromperam ou abandonaram a graduação por causa das responsabilidades familiares. Mais da metade dos entrevistados afirmou ter trancado a matrícula ou desistido do curso para cuidar dos filhos. Na prática, isso mostra que o acesso ao ensino superior não termina na aprovação ou na matrícula. Para muitos estudantes, especialmente mães, a permanência na universidade depende de condições concretas, como rede de apoio, transporte, renda, alimentação, moradia e horários compatíveis. A evasão no ensino superior tem impacto direto na vida das famílias e no desenvolvimento do país. Quando um estudante abandona a graduação, perde-se uma oportunidade de qualificação profissional, aumento de renda e mobilidade social. Maioria dos entrevistados é formada por mães Segundo o levantamento, 86,5% das pessoas ouvidas são mães em busca do diploma universitário. O dado reforça como o cuidado com os filhos ainda recai de forma mais intensa sobre as mulheres. A pesquisa também mostra que 46% dos entrevistados são solteiros, 60,2% são pretos e pardos, 79,5% estudam em instituições públicas federais e 59,6% têm apenas um filho. Além disso, 24,6% vivem com até um salário-mínimo. Esse perfil indica que a dificuldade de permanência na graduação está ligada a uma combinação de fatores sociais, familiares e econômicos. Não se trata apenas de falta de esforço individual. Muitas vezes, o estudante precisa conciliar estudo, trabalho, maternidade ou paternidade e responsabilidades domésticas. Perfil médio tem 33 anos e aulas presenciais Na graduação, a média de idade dos estudantes ouvidos é de 33 anos. A maioria, 92,8%, frequenta aulas presenciais, e 43,3% estuda no período noturno. Esse dado ajuda a entender a realidade de quem busca o diploma em meio à vida adulta. Muitos desses alunos já têm filhos, trabalham, sustentam a casa ou dividem despesas com familiares. O ensino noturno, nesse contexto, aparece como alternativa para quem precisa trabalhar durante o dia. No entanto, estudar à noite também pode gerar novos desafios, como falta de transporte, insegurança no deslocamento, cansaço e dificuldade para encontrar quem cuide das crianças durante as aulas. Alimentação das crianças vira obstáculo Outro ponto destacado pelo levantamento é a segurança alimentar dos filhos dos estudantes. Segundo a pesquisa, 51% dos alunos de graduação com filhos afirmam que as crianças não têm direito à alimentação nos restaurantes universitários. Na pós-graduação, esse percentual é de 49,3%. Para famílias de baixa renda, esse detalhe pode ser decisivo. Quando a universidade oferece refeição ao estudante, mas não contempla a criança que está sob sua responsabilidade, o custo da permanência aumenta. A alimentação, nesse caso, deixa de ser apenas uma questão assistencial e passa a integrar a política de permanência estudantil. Sem apoio adequado, mães e pais podem ser forçados a escolher entre frequentar as aulas, trabalhar ou cuidar das necessidades básicas dos filhos. Permanência estudantil exige política eficiente Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficientes para garantir que estudantes com filhos consigam concluir seus cursos. Creches universitárias, auxílio permanência, flexibilização de horários, acolhimento institucional e acesso ampliado a restaurantes universitários estão entre medidas que podem reduzir a evasão. Ao mesmo tempo, qualquer política precisa ser bem planejada, com orçamento claro, critérios transparentes e foco nos estudantes em maior vulnerabilidade. O desafio é transformar diagnóstico em ação concreta, sem desperdício e com impacto real. A conclusão de um curso superior pode mudar a trajetória de uma família inteira. Por isso, apoiar mães e pais universitários não deve ser visto como privilégio, mas como investimento em educação, produtividade e desenvolvimento social. O levantamento divulgado pelo grupo ligado ao MEC expõe um problema que já era percebido na rotina das universidades. Agora, com dados mais organizados, a cobrança passa a ser por respostas institucionais capazes de impedir que a maternidade ou a paternidade se tornem barreiras definitivas ao diploma.

Homem é preso por ameaça e dano em caso de violência doméstica em Rio Verde

PM prende suspeito após ameaças e danos em residência de companheira em Rio Verde Um homem foi preso pela Polícia Militar suspeito de ameaça e dano no contexto de violência doméstica em Rio Verde. A ocorrência foi atendida após acionamento do COPOM pela equipe composta pelo sargento Afonso e pelo cabo Ronis. Segundo a Polícia Militar, a vítima relatou que mantinha um relacionamento com o suspeito há cerca de um ano. Ela informou aos policiais que o homem vinha apresentando comportamento agressivo e que não aceitava o fim da relação. Homem é preso por violência doméstica em Rio Verde De acordo com o relato da vítima à equipe policial, na tarde anterior à ocorrência o suspeito passou a ameaçá-la. Ainda conforme a mulher, ele teria dito que “iria quebrar sua cara”. Na sequência, segundo a ocorrência, o homem danificou a televisão da residência e tentou quebrar outros móveis. A ação teria sido interrompida apenas após a chegada de um primo da vítima ao imóvel. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, ouviu a vítima e levantou as informações iniciais sobre o caso. Diante da situação relatada, os militares realizaram a abordagem do suspeito. Vítima disse que suspeito não aceitava fim da relação A mulher informou aos policiais que havia pedido para o companheiro deixar a residência, mas ele teria se recusado. O relato aponta para um cenário de tensão dentro do ambiente doméstico, agravado pela suposta resistência do homem em aceitar o término do relacionamento. Casos desse tipo exigem atenção das forças de segurança porque ameaças, danos materiais e comportamento agressivo podem indicar risco de escalada da violência. Por isso, a intervenção policial busca preservar a integridade da vítima e impedir novas agressões. A ocorrência foi tratada dentro do contexto de violência doméstica, situação em que a proteção da vítima e a apuração dos fatos devem ocorrer com prioridade. Medida protetiva aguardava análise da Justiça Durante o atendimento, a vítima também informou que já havia solicitado uma Medida Protetiva de Urgência. Em consulta ao sistema, os policiais constataram que o pedido ainda aguardava apreciação do Poder Judiciário. A Medida Protetiva de Urgência é um instrumento previsto na Lei Maria da Penha para proteger vítimas em situação de risco. Ela pode incluir, por exemplo, afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação e restrição de contato. No caso registrado em Rio Verde, caberá à Justiça analisar o pedido da vítima e decidir quais medidas serão aplicadas. Enquanto isso, a prisão do suspeito foi encaminhada para avaliação da autoridade policial. Suspeito foi levado à 8ª Delegacia Regional de Polícia Diante dos fatos relatados, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à 8ª Delegacia Regional de Polícia. No local, ficou à disposição da autoridade policial para as providências legais cabíveis. A Polícia Civil deverá formalizar a ocorrência, ouvir os envolvidos, registrar eventuais danos materiais e avaliar o enquadramento do caso. Também poderá ser analisada a necessidade de novas diligências ou de comunicação imediata ao Judiciário sobre a situação da vítima. Até a conclusão dos procedimentos, o suspeito tem direito à defesa. A responsabilidade penal será definida pelas autoridades competentes, com base nos depoimentos, provas e demais elementos reunidos. Denúncia é essencial em casos de ameaça Ocorrências de ameaça e dano dentro do ambiente doméstico devem ser levadas a sério. Mesmo quando não há lesão física, a violência psicológica, patrimonial e verbal pode afetar a segurança e a liberdade da vítima. A orientação em situações de risco imediato é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Mulheres vítimas de violência também podem buscar atendimento na Polícia Civil, Ministério Público, Defensoria Pública, rede municipal de assistência social e serviços especializados. O caso registrado em Rio Verde reforça a importância da resposta rápida das forças de segurança e da atuação do Judiciário na análise de medidas protetivas. A proteção da vítima e a responsabilização dos autores são pontos centrais para evitar a repetição ou agravamento da violência doméstica.

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