Podemos mira até três vagas na Alego em disputa que deve acirrar campanha em Goiás

Léo Portilho e Henrique César aparecem entre apostas do Podemos para a Assembleia Legislativa Com a aproximação dos principais prazos do calendário eleitoral, as articulações políticas se intensificam em Goiás para a disputa pelas 41 cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A Casa informa que atualmente é composta por 41 deputados estaduais, responsáveis por legislar, fiscalizar o governo estadual e discutir temas como saúde, segurança, infraestrutura, educação e orçamento público. No calendário oficial das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral prevê convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, prazo em que partidos e federações escolhem candidatas e candidatos. O prazo final para registro de candidaturas vai até 15 de agosto, e a propaganda eleitoral geral, inclusive na internet, começa em 16 de agosto. Podemos avalia potencial para ampliar bancada na Alego Nos bastidores da política goiana, analistas avaliam que o Podemos chega à disputa por vagas na Alego com possibilidade de eleger até três deputados estaduais. A estimativa, no entanto, deve ser tratada como leitura preliminar, já que o desempenho final dependerá da composição da chapa, do quociente eleitoral, da votação nominal dos candidatos e da força de campanha em cada região. Entre os nomes citados como competitivos estão Léo Portilho e Henrique César. Portilho é associado a uma atuação voltada à área da saúde e a ações sociais em diferentes municípios goianos. Henrique César também aparece entre os nomes acompanhados por lideranças e observadores da disputa proporcional. A possível terceira vaga ainda é considerada aberta. Entre os nomes mencionados nos bastidores estão Magrão da Rádio e Panda, de Aparecida de Goiânia, que podem disputar espaço dentro da composição partidária. Felipe Mabel é citado como nome a ser observado Outro nome que aparece nas avaliações políticas é Felipe Mabel. Embora parte dos analistas ainda o trate como uma incógnita, sua capacidade de crescimento durante a campanha é apontada como fator que pode alterar o desempenho interno da chapa. Em disputas proporcionais, candidatos com boa estrutura territorial, presença em redes locais, apoio municipal e capacidade de mobilização podem ganhar tração ao longo do período eleitoral. Por isso, a fase inicial da campanha costuma ser decisiva para medir quem consegue sair do campo da expectativa e transformar apoio político em votos. Ainda assim, sem pesquisas públicas específicas ou dados consolidados de intenção de voto para deputado estadual, qualquer projeção sobre número de cadeiras deve ser vista com cautela. Sistema proporcional exige chapa organizada A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. Isso significa que o resultado não depende apenas da votação individual de cada candidato, mas também do desempenho total do partido ou federação. Uma chapa competitiva precisa combinar nomes com densidade eleitoral, distribuição regional e capacidade de somar votos. Esse modelo torna a organização partidária um fator central. Partidos que conseguem equilibrar candidatos fortes, lideranças locais e campanhas regionais bem estruturadas tendem a melhorar suas chances de alcançar o quociente necessário para eleger parlamentares. No caso do Podemos, a avaliação de potencial para até três cadeiras dependerá justamente dessa combinação. O partido precisará confirmar nomes, evitar dispersão de votos e manter capilaridade em regiões estratégicas do estado. Sudoeste pode ganhar mais espaço na Assembleia Caso o cenário de crescimento se confirme, a região Sudoeste de Goiás poderá ampliar sua representatividade na Alego. A presença de lideranças do interior costuma ser vista como importante para dar visibilidade a demandas regionais, especialmente em áreas como saúde, estradas, segurança pública, educação, habitação e apoio ao setor produtivo. O fortalecimento de representantes fora da capital também tem impacto político. Deputados estaduais com base no interior atuam como ponte entre prefeitos, vereadores, entidades empresariais, produtores rurais e o governo estadual. Para regiões economicamente relevantes, como o Sudoeste goiano, ampliar espaço na Assembleia pode significar maior capacidade de articulação institucional. Ainda assim, essa leitura dependerá do resultado eleitoral e da composição final das bancadas. Campanha deve definir força real dos candidatos Com a campanha se aproximando, a disputa por uma vaga na Alego tende a ficar mais acirrada. Organização, estrutura de campanha, comunicação com o eleitor, presença nos municípios e alianças locais devem pesar no desempenho dos pré-candidatos. O momento ainda é de movimentação partidária e definição de estratégias. Até a confirmação oficial das candidaturas e o início da propaganda eleitoral, o quadro pode mudar. Convenções, registros, impugnações, alianças e decisões internas dos partidos podem alterar a lista final de candidatos. Por enquanto, o Podemos aparece como uma das legendas observadas na disputa proporcional em Goiás. A expectativa de até três vagas mostra ambição eleitoral, mas o resultado dependerá da capacidade do partido de transformar articulação política em votos suficientes para garantir presença ampliada no Legislativo estadual.
Pesquisa Quaest para o Senado em Goiás mostra Gracinha com 20% e 31% indecisos

Quaest aponta disputa aberta pelo Senado em Goiás, com 61% dizendo que voto pode mudar Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) pela TV Anhanguera mostra o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado em Goiás nas eleições de outubro. No levantamento estimulado, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos eleitores, Gracinha Caiado (União Brasil) aparece com 20% das intenções de voto. O dado mais relevante para a leitura eleitoral é o grau de indefinição. Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados afirmaram que o voto ainda pode mudar. Além disso, 31% se declararam indecisos, enquanto 12% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não votar. Pesquisa Quaest para o Senado em Goiás No cenário estimulado informado pela TV Anhanguera, os percentuais são os seguintes: Gracinha Caiado (União Brasil): 20%Vanderlan Cardoso (PSD): 10%Dr. Zacharias Calil (MDB): 9%Gustavo Gayer (PL): 9%Gustavo Mendanha (PRD): 6%Aldo Arantes (PCdoB): 1%Humberto Chaves (PSOL): 1%Professor Marcelo Moreira (PSOL): 1%Carlos Mundim (PDT): 0%Iure Castro (Cidadania): 0%Ricardo Dias (PV): 0%Indecisos: 31%Branco, nulo ou não vai votar: 12% Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, diferenças pequenas entre os nomes precisam ser lidas com cautela. A pesquisa mostra um cenário ainda em formação, especialmente porque a disputa envolve duas vagas e parte significativa do eleitorado ainda não consolidou escolha. Voto ainda pode mudar para 61% dos eleitores O percentual de 61% de eleitores que admitem mudar o voto indica uma eleição aberta. Esse dado é importante porque mostra que a campanha, as alianças, o tempo de exposição, os debates e o desempenho dos pré-candidatos nos próximos meses ainda podem influenciar a composição da disputa. Em eleições para o Senado, a dinâmica é diferente da disputa para governador ou presidente. Quando há duas vagas em jogo, os eleitores precisam avaliar chapas, grupos políticos, nomes conhecidos e opções que podem representar campos distintos no Congresso Nacional. A taxa de indecisos, de 31%, reforça esse quadro. Na prática, quase um terço do eleitorado ainda não declarou preferência por nenhum dos nomes apresentados. Gracinha aparece com 20% no cenário estimulado Gracinha Caiado aparece com 20% no levantamento estimulado. O resultado coloca a pré-candidata em posição de maior lembrança inicial no cenário apresentado, mas o próprio índice de voto volátil mostra que a disputa ainda depende do avanço da campanha. Na sequência, aparecem Vanderlan Cardoso, com 10%, Dr. Zacharias Calil e Gustavo Gayer, ambos com 9%. Gustavo Mendanha soma 6%. Os demais nomes citados registram 1% ou 0% no cenário pesquisado. A leitura política do levantamento passa pela capacidade de cada pré-candidato ampliar conhecimento, reduzir rejeição e consolidar bases eleitorais. Em um estado com forte peso do interior, a articulação municipal também tende a ser decisiva. Metodologia e registro na Justiça Eleitoral O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado pela Quaest. Foram ouvidos 1.104 eleitores de 16 anos ou mais em Goiás entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número GO-01701/2026. O Tribunal Superior Eleitoral determina que pesquisas eleitorais divulgadas em ano de eleição sejam registradas no sistema PesqEle até cinco dias antes da publicação, com informações como contratante, metodologia, plano amostral, margem de erro e nível de confiança. Disputa deve ganhar força com campanha A divulgação ocorre em um momento em que o eleitorado ainda acompanha definições políticas, composições partidárias e movimentações regionais. A presença de nomes ligados a diferentes campos políticos sugere uma disputa com influência tanto da política estadual quanto do debate nacional. O alto número de indecisos e o percentual de eleitores que admitem mudar o voto indicam que a pesquisa retrata um momento específico da corrida eleitoral, e não uma projeção definitiva do resultado. A própria Quaest já havia divulgado levantamento anterior em Goiás, em abril, com outro cenário e metodologia registrada, mostrando que a disputa pelo Senado vem sendo acompanhada ao longo do ano. Até outubro, o quadro pode ser afetado por debates, alianças, propaganda eleitoral, agendas no interior, posicionamento de lideranças e temas nacionais. Por enquanto, a pesquisa aponta uma disputa com uma pré-candidata numericamente à frente no cenário estimulado, mas com ampla margem de movimentação entre os eleitores.
Homem é preso por tentativa de homicídio a facadas em Rio Verde

Força Tática prende suspeito de esfaquear homem após desentendimento em Rio Verde Um homem foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (14), em Rio Verde, suspeito de cometer uma tentativa de homicídio a facadas. A prisão foi realizada por uma equipe da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar, após diligências que levaram à localização do autor na região da Feira Coberta, na Vila Amália. A ocorrência começou depois de uma denúncia ao 190 informando que um homem havia sido encontrado ferido por faca. O solicitante acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e também comunicou a Polícia Militar, que iniciou o atendimento e as buscas pelo suspeito. Homem é preso por tentativa de homicídio em Rio Verde De acordo com as informações da ocorrência, os policiais levantaram dados durante o atendimento inicial e passaram a realizar diligências para localizar o possível autor. Por volta das 23h40, a equipe encontrou o suspeito na região da Feira Coberta, na Vila Amália. Após ser abordado e informado de seus direitos, o homem confessou o crime aos militares. Segundo a Polícia Militar, ele afirmou que atacou a vítima por causa de desentendimentos anteriores entre os dois. Diante da confissão e dos elementos colhidos durante a ocorrência, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. Denúncia ao 190 ajudou na localização do suspeito A comunicação rápida ao 190 foi essencial para o andamento da ocorrência. Após a vítima ser encontrada ferida, o acionamento do SAMU garantiu o atendimento médico, enquanto a Polícia Militar deu início às buscas pelo autor. Em casos de violência grave, a agilidade na denúncia pode fazer diferença tanto para o socorro da vítima quanto para a prisão do suspeito. Informações sobre características, direção de fuga e local onde o autor pode estar ajudam as equipes a agir com mais precisão. A prisão na região da Feira Coberta ocorreu ainda na mesma noite, poucas horas após o atendimento inicial da ocorrência. Vítima foi atendida no HMU Os militares também foram até o Hospital Municipal Universitário (HMU), onde a vítima permanecia internada. Em relato aos policiais, ela apresentou uma versão diferente sobre a motivação do crime. Segundo a vítima, o suspeito teria tentado vender drogas para ela e outra pessoa. Após a recusa, ele teria passado a persegui-la e, posteriormente, a atacado com uma faca, causando lesões que exigiram atendimento médico. O estado de saúde atualizado da vítima não foi informado. A apuração deverá confirmar a dinâmica do caso, a motivação e as circunstâncias da agressão. Polícia Civil vai apurar motivação do crime Após a prisão, o suspeito foi apresentado à Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça. Caberá à autoridade policial formalizar o flagrante, ouvir os envolvidos, colher depoimentos de testemunhas e reunir laudos médicos. A Polícia Civil também deverá verificar se houve apreensão da faca utilizada no crime e se existem imagens de câmeras de segurança que possam ajudar na reconstrução dos fatos. Embora o suspeito tenha confessado o crime à Polícia Militar, a investigação deve seguir os procedimentos legais. O homem tem direito à defesa, e a responsabilidade penal será definida pela Justiça com base nas provas reunidas. Caso reforça preocupação com violência urbana A tentativa de homicídio registrada em Rio Verde reforça a preocupação com episódios de violência em áreas urbanas. Casos envolvendo faca ou outros objetos capazes de causar ferimentos graves exigem resposta rápida das forças de segurança e acompanhamento rigoroso pela Justiça. A presença da Força Tática nas diligências contribuiu para a localização do suspeito e para a interrupção de uma possível fuga. Ao mesmo tempo, o caso mostra a importância da integração entre população, SAMU, Polícia Militar e Polícia Civil. A ocorrência segue agora sob investigação. Novas informações poderão esclarecer se o crime foi motivado por desentendimento pessoal, disputa relacionada a drogas ou outra circunstância ainda não confirmada oficialmente.
Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade do governo Lula, diz levantamento

Globo concentrou 25,6% da publicidade da Secom no governo Lula, aponta Poder360 O Grupo Globo recebeu R$ 267 milhões em publicidade estatal federal da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República durante o terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, segundo levantamento publicado pelo Poder360. O valor considera o período de 1º de janeiro de 2023 a 15 de junho de 2026 e representa 25,6% do total gasto pela Secom com campanhas publicitárias do Palácio do Planalto no intervalo analisado. Grupo Globo lidera repasses da Secom De acordo com o Poder360, os recursos foram usados para veiculação de campanhas do governo federal em diferentes meios, incluindo televisão, internet, streaming, revistas e jornais impressos. A Revista Oeste também repercutiu os dados, destacando que o montante se aproxima de R$ 270 milhões e corresponde a pouco mais de um quarto da verba publicitária direta da Secom no período. O levantamento aponta que o gasto total da Secom do Planalto chegou a R$ 954,5 milhões nos três anos e meio analisados. Desse total, a Globo ficou com a maior fatia entre os grupos de mídia, em um cenário que volta a colocar em debate a concentração de recursos públicos de publicidade em grandes conglomerados de comunicação. Record, Meta e Google aparecem na sequência Segundo os dados reunidos pelo Poder360, o Grupo Record aparece em segundo lugar, com R$ 122 milhões, valor 118% menor que o destinado ao Grupo Globo. Na sequência, surgem a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, com R$ 86 milhões, e o Google Brasil, com R$ 80,9 milhões. Outros veículos e plataformas também aparecem no levantamento, incluindo SBT/SBT News, Grupo Bandeirantes, Kwai, TikTok, RedeTV!, Grupo Folha/UOL, X, Amazon/Prime Video, CNN Brasil/Itatiaia e Jovem Pan. A lista mostra que a publicidade governamental hoje está distribuída entre mídias tradicionais e plataformas digitais, embora a televisão ainda tenha peso relevante. Dados não incluem estatais e ministérios Um ponto importante do levantamento é que os números consideram apenas os gastos diretos da Secom da Presidência da República. Eles não incluem despesas de publicidade feitas por ministérios, empresas estatais e sociedades de economia mista, como a Petrobras. Essa limitação é relevante porque impede uma visão completa do gasto publicitário federal em todos os órgãos e entidades. Segundo o Poder360, de 2000 a 2016, quando havia divulgação mais ampla dos dados, o Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade estatal federal, em valores nominais e sem correção pela inflação. Governo fala em critérios técnicos A Secom afirma que a publicidade institucional segue critérios técnicos, legais e de planejamento. Em nota reproduzida por veículos que repercutiram o levantamento, a secretaria declarou atuar conforme a legislação eleitoral e as normas da publicidade institucional da administração pública federal. A pasta também sustenta que comparações entre anos diferentes precisam considerar o planejamento de comunicação, campanhas de utilidade pública e características específicas de cada período. Esse argumento é usado pelo governo para defender que a distribuição dos recursos não deve ser analisada apenas pelo valor final destinado a cada grupo. Ainda assim, a concentração de verbas em grandes empresas de mídia tende a gerar questionamentos políticos e institucionais. Em uma democracia, publicidade oficial deve informar a população sobre serviços, direitos e campanhas públicas, sem servir como instrumento de favorecimento, pressão econômica ou promoção pessoal. Transparência é ponto central do debate O debate sobre publicidade oficial envolve três pontos principais: transparência, eficiência e impessoalidade. O cidadão tem direito de saber quanto o governo gasta, quais veículos recebem recursos, quais campanhas foram veiculadas e quais critérios orientaram a escolha dos meios. Do ponto de vista da gestão pública, a verba precisa alcançar o público-alvo com eficiência, especialmente em campanhas de saúde, educação, segurança, assistência social e serviços públicos. Ao mesmo tempo, a distribuição deve ser auditável para evitar suspeitas de uso político da comunicação governamental. Em ano eleitoral, a atenção sobre esses gastos aumenta. A legislação impõe limites e restrições à publicidade institucional em períodos próximos às eleições, justamente para impedir que a máquina pública seja usada em benefício de governos, partidos ou candidatos. Caso deve seguir sob escrutínio público O levantamento não indica, por si só, ilegalidade nos repasses. No entanto, os valores reforçam a necessidade de controle público rigoroso sobre a publicidade federal, especialmente quando um único grupo concentra mais de 25% da verba direta da Secom. A discussão deve continuar no campo político, administrativo e jurídico, com cobrança por dados abertos, critérios objetivos e prestação de contas. Para a sociedade, o ponto essencial é garantir que recursos públicos destinados à comunicação sirvam ao interesse coletivo, com transparência e respeito à legislação.
Lula lança Desenrola Adimplentes em meio a impasse com bancos

Novo Desenrola mira bons pagadores, mas adesão dos bancos ainda preocupa
Pesquisa PoderData/Aya mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno

Lula marca 46% e Flávio Bolsonaro 43% em cenário de segundo turno, diz pesquisa Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%. Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no 2º turno O resultado indica estabilidade no cenário eleitoral em relação ao levantamento anterior, divulgado no fim de maio. Na pesquisa passada, Lula também aparecia com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 42%. A oscilação de 1 ponto percentual do senador do PL ocorreu dentro da margem de erro. O cenário reforça uma disputa nacional ainda aberta e competitiva, especialmente porque os números seguem próximos. Em levantamentos eleitorais, empate técnico não significa igualdade exata, mas que, considerando a margem de erro, não é possível afirmar com segurança estatística que um candidato está à frente do outro. Pesquisa também testou outros nomes Além de Flávio Bolsonaro, o PoderData/Aya avaliou cenários de segundo turno envolvendo Ronaldo Caiado (PSD), Joaquim Barbosa (DC), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Segundo o levantamento, Lula aparece tecnicamente empatado com todos esses nomes, exceto Renan Santos, contra quem registra vantagem fora da margem de erro. A leitura geral do instituto é de estabilidade. Todas as variações nos confrontos diretos em relação à rodada anterior ficaram dentro da margem de erro, o que indica um eleitorado ainda bastante dividido. Recortes mostram diferenças por sexo e região Nos recortes demográficos, Lula tem melhor desempenho entre mulheres, com 50% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o cenário se inverte: Flávio aparece com 48%, enquanto Lula registra 41%. Por região, o presidente tem vantagem no Nordeste, onde aparece com 53% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra melhor desempenho no Centro-Oeste, com 52%. O levantamento também aponta diferenças por escolaridade, com Lula melhor entre eleitores com ensino fundamental e Flávio com desempenho superior entre os que têm ensino médio. Metodologia da pesquisa A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho de 2026. Foram ouvidas 2.400 pessoas em 617 municípios das 27 unidades da Federação, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05722/2026. Segundo o PoderData, as entrevistas foram feitas por sistema URA, em que o eleitor ouve perguntas gravadas e responde pelo teclado do telefone. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa do grupo Poder360, em parceria de divulgação com a Aya Bancah. Cenário eleitoral segue indefinido O resultado mostra que a corrida presidencial ainda está marcada por forte divisão do eleitorado. A diferença numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro existe, mas não ultrapassa a margem de erro, o que impede uma conclusão definitiva sobre liderança no cenário testado. Pesquisas eleitorais são fotografias do momento em que os dados são coletados. Elas ajudam a medir tendências, estabilidade ou oscilação, mas não antecipam o resultado final da eleição. Até a votação, fatores como campanha, debates, economia, alianças, rejeição, mobilização regional e acontecimentos políticos podem alterar o comportamento do eleitorado.
PRF e GCM apreendem 7,5 toneladas de maconha na BR-060, em Rio Verde

Droga escondida em carga de MDF é apreendida em operação conjunta na BR-060 A apreensão ocorreu na noite desta terça-feira (23), no km 390 da BR-060, em Rio Verde. A droga estava oculta em compartimentos falsos em uma carga de MDF, segundo a PRF. A Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Civil Municipal de Rio Verde apreenderam aproximadamente 7,5 toneladas de maconha durante uma fiscalização realizada na noite desta terça-feira (23), no km 390 da BR-060, em Rio Verde. A droga estava escondida em uma carga de MDF transportada por um caminhão abordado após análise de risco feita pelas equipes. De acordo com as informações da ocorrência, o caminhão foi parado durante fiscalização na rodovia. O motorista, de 44 anos, afirmou inicialmente que havia saído de Joinville, em Santa Catarina, transportando uma carga de MDF. No entanto, durante a entrevista policial, os agentes perceberam inconsistências nas informações apresentadas. PRF e GCM apreendem maconha na BR-060 Segundo a PRF, o condutor apresentou versões contraditórias sobre o destino da carga e não conseguiu informar com precisão onde realizaria o descarregamento. A postura do motorista, somada às divergências no relato, levantou suspeita das equipes. Diante da situação, os policiais solicitaram apoio do Canil da Guarda Civil Municipal de Rio Verde. Durante a inspeção, o cão farejador indicou possível presença de entorpecentes em parte da carga transportada. A partir da sinalização, os agentes realizaram uma vistoria mais detalhada. Após o descarregamento dos materiais, foram localizadas estruturas ocultas usadas para esconder os tabletes de maconha. Droga estava escondida em carga de MDF Conforme a ocorrência, a droga estava camuflada em compartimentos falsos dentro da carga de MDF. Ao todo, os agentes encontraram seis estruturas ocultas usadas para transportar o entorpecente. A forma como a carga foi preparada chamou a atenção das equipes pela tentativa de simular transporte regular de mercadoria. A investigação deverá apurar quem organizou o carregamento, qual seria o destino final da droga e se outras pessoas participaram da logística criminosa. O caminhão, a carga e o material apreendido foram encaminhados para os procedimentos legais. A droga deverá passar por pesagem e análise oficial, conforme os trâmites da Polícia Civil e da perícia competente. Motorista foi preso em flagrante O motorista recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Ele foi encaminhado à Polícia Civil de Rio Verde, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial. A partir de agora, a investigação deverá avaliar o grau de participação do condutor, a origem do carregamento, possíveis contatos, rotas utilizadas e eventual envolvimento de uma organização criminosa. Embora tenha sido preso em flagrante, o motorista deve ser tratado como suspeito até decisão definitiva da Justiça, com direito à defesa e ao devido processo legal. Apreensão reforça combate ao tráfico em Goiás Segundo a PRF, com esta ocorrência, o volume de maconha apreendido nas rodovias federais de Goiás em 2026 chega a aproximadamente 12 toneladas. O total já supera os números registrados individualmente nos anos de 2023, 2024 e 2025. A apreensão em Rio Verde reforça a importância da fiscalização em corredores rodoviários estratégicos. A BR-060 é uma rota relevante para o transporte de cargas e também exige atenção constante das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas. Operações como essa impactam diretamente a estrutura financeira do crime organizado. Grandes carregamentos de entorpecentes representam abastecimento para redes de distribuição, pontos de venda e outras atividades criminosas associadas. A ação conjunta entre PRF e GCM também mostra a importância da integração entre forças de segurança. O trabalho coordenado, com análise de risco, abordagem técnica e apoio do canil, foi determinante para localizar a droga e impedir que o carregamento chegasse ao destino final.
Jovem é preso suspeito de matar padrasto a facadas no Bairro Popular, em Rio Verde

GCM prende jovem de 18 anos após morte do padrasto em Rio Verde Um jovem de 18 anos foi preso suspeito de matar o padrasto, de 43 anos, durante a madrugada desta segunda-feira (22), nas proximidades da Praça do Bairro Popular, em Rio Verde. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu. O suspeito foi localizado e detido pela Guarda Civil Municipal. Segundo a GCM, as equipes foram acionadas pela Central de Operações para atender, inicialmente, uma ocorrência de tentativa de homicídio. Ao chegarem ao local, os agentes receberam informações de uma testemunha, que relatou ter visto o momento em que o jovem atacou o padrasto e fugiu em seguida. Jovem é preso após morte do padrasto em Rio Verde Após o atendimento inicial, a vítima foi encaminhada para uma unidade hospitalar. Pouco depois, a morte foi confirmada. Com a atualização da ocorrência, as equipes da Guarda Civil Municipal iniciaram diligências para localizar o suspeito. A ação contou com apoio de outras viaturas. Durante as buscas, o jovem foi encontrado e abordado pelos agentes. Conforme a GCM, ele confessou o crime durante a abordagem e foi encaminhado à autoridade policial. O caso foi registrado como homicídio consumado, com base no artigo 121 do Código Penal. A partir de agora, caberá à Polícia Civil dar sequência à investigação, reunir provas, ouvir testemunhas e formalizar os elementos do inquérito. Crime ocorreu nas proximidades da Praça do Bairro Popular A ocorrência foi registrada nas imediações da Praça do Bairro Popular, ponto conhecido da região. De acordo com as informações repassadas à Guarda Civil Municipal, o ataque aconteceu durante a madrugada. A testemunha ouvida no local relatou que presenciou a ação e informou aos agentes as características do suspeito. Essas informações foram importantes para orientar as diligências e permitir a localização do jovem pouco tempo depois. A arma utilizada no crime não foi encontrada. Segundo a versão apresentada pelo suspeito aos agentes, ele teria descartado o objeto durante a fuga. As equipes realizaram buscas, mas não conseguiram localizar a faca. Suspeito alegou histórico de violência doméstica contra a mãe De acordo com a versão apresentada pelo jovem à GCM, sua mãe vivia uma situação recorrente de violência doméstica. Ele afirmou ainda que, durante uma discussão, teria sido agredido pelo padrasto. Ainda segundo o relato, após a discussão, o suspeito teria retornado à residência, pegado uma faca e perseguido a vítima. A dinâmica exata do crime será apurada pela Polícia Civil. A alegação de violência doméstica deverá ser investigada com cautela. A apuração poderá verificar se havia boletins de ocorrência anteriores, medidas protetivas, relatos de familiares, testemunhas ou registros que confirmem histórico de agressões no ambiente familiar. Investigação deve esclarecer motivação e circunstâncias Embora o suspeito tenha confessado o crime aos agentes, a investigação ainda precisa esclarecer todas as circunstâncias da morte. A Polícia Civil deverá analisar a sequência dos fatos, o contexto familiar, os relatos de testemunhas e os laudos periciais. Também será necessário verificar se houve legítima defesa, vingança, reação imediata ou outra circunstância juridicamente relevante. Essa definição caberá às autoridades responsáveis pela investigação e, posteriormente, ao Poder Judiciário. Até decisão definitiva, o jovem deve ser tratado como suspeito, com direito à defesa, contraditório e devido processo legal. Caso reforça alerta sobre violência dentro de casa A morte no Bairro Popular chama atenção para o impacto da violência doméstica e dos conflitos familiares quando não há intervenção adequada a tempo. Situações de ameaça, agressão ou medo dentro de casa precisam ser comunicadas às autoridades para evitar agravamentos. A Lei Maria da Penha prevê mecanismos de proteção para mulheres em situação de violência, incluindo medidas protetivas, afastamento do agressor e acompanhamento pela rede de apoio. Denúncias podem ser feitas pelo 190, em casos de emergência, ou pelos canais oficiais de proteção à mulher. O caso segue sob investigação. Novas informações poderão esclarecer a motivação, o histórico familiar e os próximos passos legais após a prisão do suspeito.
Ministro do STJ reclama de salário após receber cerca de R$ 390 mil em três meses

Fala de Mauro Campbell em Lisboa reacende debate sobre supersalários no Judiciário O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell Marques, afirmou durante o Fórum de Lisboa que não tem uma remuneração “à altura” dos milhares de processos que julga no STJ. A declaração, feita em entrevista ao portal STF em Foco, repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre supersalários, verbas extras e transparência no Judiciário. A fala ganhou maior repercussão porque publicações baseadas em dados de folha de pagamento apontam que Campbell recebeu aproximadamente R$ 127 mil em fevereiro, R$ 122 mil em março e R$ 141 mil em abril de 2026, somando perto de R$ 390 mil em três meses. O portal O Antagonista também destacou o contracheque de R$ 141 mil em abril ao tratar da declaração do ministro. Mauro Campbell reclama de remuneração em Lisboa Durante a entrevista, Campbell afirmou que já julgou cerca de 130 mil recursos em 18 anos de atuação no STJ e defendeu que deveria receber salário compatível com o volume de trabalho prestado ao país. A declaração foi feita no Fórum de Lisboa, evento que reúne autoridades do Judiciário, políticos, juristas e empresários, e que é chamado de “Gilmarpalooza” por críticos e opositores. O ministro é uma das figuras mais relevantes do sistema de Justiça brasileiro. Ele tomou posse como corregedor nacional de Justiça em setembro de 2024, para o biênio 2024-2026, cargo responsável por receber reclamações contra magistrados e exercer funções de inspeção e correição no Judiciário. Valores recebidos reacendem debate sobre supersalários A repercussão da fala ocorreu em um momento sensível. O teto constitucional do funcionalismo público corresponde ao subsídio dos ministros do STF, atualmente em R$ 46.366,19. Em março de 2026, o Supremo definiu novas regras para limitar pagamentos extras a magistrados e membros do Ministério Público, permitindo remunerações que podem chegar a cerca de R$ 78,8 mil em determinadas condições. Nesse contexto, a soma atribuída a Campbell entre fevereiro e abril ampliou a crítica pública. Embora parte desses valores possa envolver indenizações, vantagens pessoais, pagamentos acumulados ou rubricas específicas, o contraste entre os contracheques citados e a reclamação sobre remuneração gerou desgaste político e institucional. STF aprovou novas regras para penduricalhos A decisão do STF sobre os chamados “penduricalhos” buscou criar limites para verbas extras e aumentar a transparência da folha salarial da magistratura e do Ministério Público. Segundo a Agência Brasil, o novo modelo permite pagamentos de até 70% acima do teto constitucional e, segundo a própria Corte, poderia gerar economia anual de R$ 7,3 bilhões. A medida, porém, continua sendo criticada por setores da sociedade civil e por parlamentares que defendem aplicação mais rígida do teto. Para esses críticos, permitir remunerações acima do limite constitucional mantém uma diferença difícil de justificar diante da realidade fiscal do país e da renda média da população brasileira. CNJ fica pressionado por exemplo interno A posição de Campbell também pressiona o Conselho Nacional de Justiça. Como corregedor nacional, ele ocupa justamente uma função ligada à fiscalização, disciplina e integridade do Judiciário. Por isso, a cobrança por transparência ganha peso ainda maior. O episódio reforça uma questão central para a confiança nas instituições: o Judiciário precisa prestar contas com clareza, especialmente quando os pagamentos envolvem recursos públicos. A sociedade tem direito de saber quais verbas são remuneratórias, quais são indenizatórias, quais são eventuais e quais ultrapassam o teto. Desgaste institucional pode crescer A fala do ministro em Lisboa tende a alimentar o debate sobre distanciamento entre a cúpula do Judiciário e a realidade econômica do país. Em um cenário de pressão sobre gastos públicos, endividamento das famílias e cobrança por eficiência do Estado, declarações sobre remuneração elevada costumam ter forte impacto político. O caso também ocorre no momento em que Campbell foi eleito vice-presidente do STJ para o biênio 2026-2028, com posse prevista para agosto. A escolha foi anunciada pelo próprio tribunal em abril. A repercussão deve continuar enquanto não houver esclarecimento detalhado sobre os valores recebidos, a composição das verbas e o entendimento do CNJ sobre o cumprimento das novas regras definidas pelo STF.
Flávio Bolsonaro diz que vai acionar STF após fala de Lula sobre “traidores”

Declaração de Lula em Goiás gera reação de Flávio Bolsonaro e deve parar no STF O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após uma declaração feita pelo petista durante evento em Catalão, Goiás, nesta terça-feira (2). No discurso, Lula criticou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamou o grupo de “vendilhões da pátria” e fez referência ao episódio histórico envolvendo Joaquim Silvério dos Reis e Tiradentes. Segundo nota divulgada por Flávio Bolsonaro, a declaração do presidente teria ultrapassado os limites do debate político e configuraria, na avaliação do senador, ameaça e incitação ao crime. Até o momento, a informação confirmada é a intenção de apresentar a denúncia; não há registro público, nas fontes consultadas, de decisão do STF sobre o caso. Fala de Lula em Goiás provoca reação de Flávio Bolsonaro Durante o evento em Goiás, Lula criticou a atuação de integrantes da família Bolsonaro em relação aos Estados Unidos. O presidente afirmou que os filhos do ex-presidente teriam buscado interferência estrangeira em decisões brasileiras, em meio à tensão envolvendo a possibilidade de tarifas americanas sobre produtos do Brasil. A fala ganhou repercussão porque Lula usou uma comparação histórica ao citar Joaquim Silvério dos Reis, conhecido por delatar participantes da Conjuração Mineira. O presidente afirmou que o delator teria sido enforcado, mas a referência foi historicamente incorreta: quem foi executado pela Coroa Portuguesa foi Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Silvério dos Reis morreu de causas naturais em 1819. Senador fala em ameaça e incitação ao crime Na reação, Flávio Bolsonaro informou que pretende levar o caso ao STF. Segundo o senador, a fala de Lula poderia ser interpretada como uma ameaça direta e uma incitação à violência contra adversários políticos. A avaliação jurídica, no entanto, caberá às autoridades competentes. Em casos envolvendo falas de autoridades públicas, o STF ou a Procuradoria-Geral da República podem analisar contexto, intenção, literalidade, imunidades, alcance da declaração e eventual enquadramento penal. O episódio ocorre em um ambiente político já marcado por forte tensão entre governo e oposição. Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro e é tratado como possível nome da direita na disputa presidencial de 2026, o que aumenta o peso político da reação. Declaração ocorreu em meio a tensão com os Estados Unidos O discurso de Lula foi feito no contexto de críticas à possibilidade de os Estados Unidos imporem tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o Poder360, o presidente responsabilizou a família Bolsonaro por atuar politicamente junto a autoridades americanas contra interesses do governo brasileiro. A Rádio Pampa informou que a medida comercial americana foi citada por Lula poucos dias depois de Flávio Bolsonaro participar de encontros em Washington. Para aliados do governo, a ida de parlamentares da oposição aos Estados Unidos teria alimentado a crise. Para aliados de Bolsonaro, a fala de Lula teria sido desproporcional e politicamente grave. Equívoco histórico ampliou repercussão Além da disputa política, a declaração chamou atenção pelo erro histórico. Joaquim Silvério dos Reis não foi punido com morte após delatar os inconfidentes. Segundo o Poder360, ele recebeu recompensas da Coroa Portuguesa e morreu décadas depois. A confusão histórica deu mais força à repercussão do caso nas redes sociais e nos bastidores políticos. O episódio passou a ser usado pela oposição para criticar o tom do presidente e, ao mesmo tempo, pelo governo para reforçar a acusação de que adversários estariam atuando contra o país no exterior. Caso deve ampliar embate institucional Se Flávio Bolsonaro formalizar a denúncia, o caso poderá abrir uma nova frente de confronto entre governo, oposição e Supremo Tribunal Federal. O STF deverá avaliar se há elementos mínimos para qualquer providência ou se a fala fica restrita ao campo do embate político. Do ponto de vista institucional, o episódio reforça a necessidade de responsabilidade no discurso público. Em uma democracia, críticas políticas fazem parte do debate, mas referências a punições violentas, ainda que feitas em contexto retórico ou histórico, tendem a elevar a temperatura e ampliar a polarização. A repercussão deve continuar nos próximos dias, especialmente se houver protocolo formal da notícia-crime, manifestação do Palácio do Planalto ou decisão inicial no Supremo. Até lá, o caso permanece como mais um capítulo da disputa entre Lula e a família Bolsonaro, agora com possível desdobramento judicial.