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RÚSSIA ANUNCIA QUE VACINA CONTRA O CÂNCER ESTÁ PRONTA E SERÁ OFERECIDA GRATUITAMENTE PARA TODOS OS PACIENTES DO MUNDO

A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina experimental contra o câncer baseada em tecnologia mRNA, projetada para estimular o sistema imunológico a identificar e combater células tumorais de forma personalizada. Segundo autoridades russas, os primeiros estudos apresentaram resultados promissores na redução do avanço de tumores e metástases, e a intenção é disponibilizar o tratamento gratuitamente caso ele seja aprovado em todas as etapas clínicas e regulatórias. O anúncio rapidamente ultrapassou o campo científico e passou a gerar debates sobre os impactos econômicos e geopolíticos de uma possível terapia de baixo custo para uma das doenças que mais movimentam a indústria farmacêutica mundial. Especialistas reforçam que ainda são necessários estudos clínicos mais amplos para comprovar a eficácia e a segurança do tratamento, mas o tema já levanta discussões importantes sobre acesso à saúde, patentes e o futuro da medicina personalizada. Enquanto a ciência continua avançando, cresce também uma pergunta que divide opiniões: o mundo está preparado para tornar tratamentos inovadores realmente acessíveis para todos?

“VAPE DO BEM”: INALADOR NATURAL PROMETE MELHORAR A RESPIRAÇÃO E LIMPAR AS VIAS AÉREAS

O inalador L Max, desenvolvido pela empresa norte-americana Climatic Health, tem viralizado como o “vape do bem” por prometer a limpeza das vias aéreas sem o uso de nicotina. Diferente dos cigarros eletrônicos convencionais, o dispositivo utiliza um sistema de pó seco com ingredientes naturais que buscam desobstruir os pulmões e melhorar a capacidade respiratória de forma imediata.

FEBRE OROPOUCHE: GOIÁS CONFIRMA PRIMEIRO CASO DA DOENÇA

Uma doença pouco conhecida do grande público, mas que tem avançado silenciosamente, acaba de acender um alerta em Goiás. A febre Oropouche, transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, registrou o primeiro caso no estado, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), o paciente é um homem adulto, residente no município. Em nota enviada ao POPULAR, a Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis informou que a “situação está sendo acompanhada de forma criteriosa pelas equipes de saúde do município”. Por não ter tido o nome divulgado, a reportagem não pôde atualizar sobre o estado de saúde do paciente até a última atualização desta matéria.

ANVISA MANDA RETIRAR DO MERCADO SUBSTÂNCIA DE XAROPES PARA TOSSE POR RISCO DE ARRITMIA GRAVE

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão total de medicamentos que contenham a substância clobutinol no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (27) e passa a valer imediatamente. A decisão atinge a fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso desses produtos —ou seja, retira completamente a substância do mercado. Segundo a agência, a proibição se baseia em um parecer técnico da área de farmacovigilância que identificou um risco relevante à saúde. De acordo com o documento, os medicamentos com clobutinol podem provocar arritmias cardíacas graves, associadas ao prolongamento do chamado intervalo QT, uma alteração na atividade elétrica do coração que pode levar a desmaios e até morte súbita. No entendimento da Anvisa, os riscos superam os possíveis benefícios terapêuticos da substância, o que justifica a retirada.

CASOS DE INFARTO ENTRE JOVENS CRESCEM DEVIDO A SEDENTARISMO E ESTRESSE

O aumento de doenças cardiovasculares entre o público jovem acende um sinal de alerta para as autoridades de saúde no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia e do Ministério da Saúde indicam que os casos de infarto entre jovens de até 30 anos cresceram 10% acima da média geral. O país registra, anualmente, entre 300 mil e 400 mil episódios de infarto, e a mudança no perfil das vítimas preocupa especialistas. De acordo com o levantamento médico, fatores de estilo de vida são os principais responsáveis por essa incidência precoce. A obesidade, o tabagismo, o sedentarismo e, especialmente, o estresse crônico aparecem como os grandes vilões. O impacto desses elementos no sistema cardiovascular de adultos jovens tem levado a obstruções arteriais de forma cada vez mais prematura.

Arroz com ovo é apontado pela ciência como combinação poderosa para a saúde

O que por muito tempo foi visto como uma refeição básica ou de emergência, hoje ganha reconhecimento científico: o clássico arroz com ovo. Segundo especialistas em Nutrição, a combinação oferece proteínas de alto valor biológico, energia sustentada e micronutrientes essenciais para o organismo. De acordo com reportagem do La Nación, o prato se destaca por unir acessibilidade e eficiência nutricional, sendo uma opção equilibrada para diferentes perfis alimentares. No Equador, a receita é conhecida como “arroz con gafas” e faz parte do cotidiano de milhares de famílias, não apenas pelo sabor, mas também pelos benefícios à saúde. Recomendações para potencializar os benefícios Especialistas indicam algumas práticas simples no preparo. Uma delas é o chamado “choque térmico” no arroz: cozinhar, resfriar e depois reaquecer. Esse processo favorece a formação de amido resistente, que contribui para a saúde da microbiota intestinal. Também é recomendado lavar o arroz várias vezes antes do preparo, reduzindo possíveis resíduos de substâncias indesejadas, como o arsênio. A combinação com vegetais verdes também é indicada, já que as fibras ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. Já no preparo do ovo, a orientação é evitar temperaturas muito altas, que podem comprometer a qualidade das proteínas e oxidar gorduras saudáveis presentes na gema. A redescoberta desse prato reforça uma ideia cada vez mais presente: nem sempre o mais simples é inferior — muitas vezes, é justamente o essencial.

Brasil cria 1º porco clonado da América Latina para fornecer órgãos ao SUS

No final de março, pesquisadores vinculados ao Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), da Universidade de São Paulo (USP), celebraram um resultado aguardado há quase seis anos. Após diversas tentativas, o grupo conseguiu obter o primeiro porco clonado no Brasil e na América Latina. O animal nasceu em um laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IZ-Apta), em Piracicaba, no interior de São Paulo. O nascimento representa um marco crucial para o avanço de um projeto ambicioso em curso no país: gerar suínos geneticamente modificados capazes de fornecer órgãos para transplantes em humanos sem provocar rejeição imunológica. O projeto teve início em 2019, por meio de uma parceria com a farmacêutica EMS no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da Fapesp, e ganhou escala a partir de 2022 com a criação do XenoBR, um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) financiados pela Fundação.

“Jet lag social”: entenda o efeito de dormir tarde e acordar cedo

Dormir tarde, ter dificuldade para acordar cedo e tentar compensar o cansaço no fim de semana faz parte da rotina de muitos adolescentes. Esse padrão, muitas vezes tratado como falta de disciplina ou excesso de telas, tem explicação: é o chamado jet lag social. O termo descreve o desalinhamento entre o relógio biológico e os horários impostos pela vida cotidiana, como escola e compromissos. Na prática, o corpo segue um ritmo, enquanto a agenda exige outro — o que leva a pessoa a dormir e acordar em horários inadequados para o organismo. “É diferente da insônia, pois aqui o problema não é a falta de sono, e sim o descompasso entre o tempo biológico e o social”, explica a neurologista Letícia Soster, do Einstein Hospital Israelita. Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reforça a dimensão do problema. Ao analisar mais de 64 mil adolescentes entre 12 e 17 anos, todos escolares, a pesquisa aponta que mais de 80% deles apresentam algum grau de jet lag social. Os resultados foram publicados na revista Sleep Health. “O fenômeno envolve uma perda crônica de sono nos dias úteis, geralmente compensada nos fins de semana. Quanto maior for a diferença entre os horários de sono na semana e no fim de semana, maior o desalinhamento”, explica a pesquisadora Nina Martins, doutoranda do programa de pós-graduação em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares da UFRGS e primeira autora do estudo. Embora possa ocorrer em outros momentos da vida, esse fenômeno se torna mais evidente na adolescência por causa de uma mudança natural do organismo. Os jovens passam a ter uma tendência biológica a dormir e acordar mais tarde, o que entra em conflito direto com os horários escolares. O resultado são noites curtas durante a semana e tentativas de compensação aos sábados e domingos. “Esse vai e vem nos horários de sono lembra o efeito de viagens entre fusos horários, daí a origem do termo jet lag social”, observa Soster.

Ciência explica como o hábito de reclamar adoece nosso cérebro

Reclamar o tempo todo não é só um hábito, é um treino para o cérebro. Quanto mais você reclama, mais fortalece conexões neurais ligadas à negatividade, tornando esse padrão cada vez mais automático. Além disso, o aumento do cortisol, hormônio do estresse, pode impactar diretamente a saúde, contribuindo para pressão alta, diabetes e queda da imunidade. E não para por aí: a negatividade também contamina o ambiente ao redor. Emoções são contagiosas, e quem convive com você acaba absorvendo esse padrão, criando um ciclo difícil de quebrar.

Ultrassom “explode” vírus da gripe e pode virar novo tratamento

Imagine estar gripado, poder “estourar” o vírus da infecção e melhorar? De acordo com uma nova descoberta de pesquisadores brasileiros, isso é possível. O mais curioso é que o “ataque” vem por meio de ondas sonoras do ultrassom – sim, o mesmo método utilizado por mulheres para observar o bebê quando estão grávidas. Batizado de ressonância acústica, o método consegue causar mudanças na estrutura do vírus, sendo capaz de rompê-lo e interromper seu funcionamento – por isso, é como se fosse uma “explosão” viral. O novo estudo revela que as ondas sonoras de alta frequência são eficientes não só para reduzir a capacidade infecciosa do vírus da gripe, a influenza A (H1N1), mas também do que provoca a covid-19, o sars-cov-2. O trabalho tem potencial para virar um novo tratamento para infecções respiratórias. Liderado por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), os resultados foram publicados na revista Scientific Reports em meados de fevereiro. Durante os experimentos, foram utilizadas frequências entre 3 MHz e 20 MHz. Ao serem expostos ao ultrassom, os vírus diminuíram de tamanho e se fragmentaram, comprometendo diretamente sua estrutura. O impacto também atrapalhou a capacidade infecciosa, demonstrando a eficiência da ressonância acústica. Um outro diferencial da terapia inovadora é que ela não utiliza calor ou radiação, evitando machucar tecidos da pele ao ser usada. Além de não invasiva, ela também pode reduzir a dependência por medicamentos para tratar infecções respiratórias.

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