Magnésio pode ajudar na prevenção do câncer colorretal, aponta estudo

Estudo associa magnésio a bactérias intestinais ligadas à proteção contra câncer colorretal Um estudo realizado por pesquisadores do Vanderbilt University Medical Center trouxe novos indícios de que o magnésio pode ter papel relevante na saúde intestinal e, possivelmente, na prevenção do câncer colorretal. A pesquisa, publicada no The American Journal of Clinical Nutrition, avaliou os efeitos da suplementação do mineral sobre bactérias intestinais associadas à síntese de vitamina D e à proteção contra processos ligados ao desenvolvimento de tumores no intestino. Os resultados fazem parte do Personalized Prevention of Colorectal Cancer Trial (PPCCT), um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Segundo os pesquisadores, a suplementação de magnésio aumentou a presença de microrganismos como Faecalibacterium prausnitzii e Carnobacterium maltaromaticum, bactérias investigadas por sua relação com a produção local de vitamina D e com mecanismos de proteção no cólon. Magnésio e câncer colorretal entram no foco da pesquisa O câncer colorretal está entre os tumores que mais preocupam autoridades de saúde por sua frequência e pela importância do diagnóstico precoce. A nova pesquisa não afirma que o magnésio, sozinho, previne a doença, mas sugere uma possível rota biológica pela qual o mineral poderia influenciar a saúde intestinal. De acordo com o Vanderbilt University Medical Center, o magnésio pode favorecer a presença de bactérias capazes de participar da síntese de vitamina D no intestino. Essa vitamina tem papel reconhecido na regulação do sistema imunológico e vem sendo estudada por sua relação com processos inflamatórios e proteção celular. A hipótese central é que alterações positivas na microbiota intestinal possam ajudar a criar um ambiente menos favorável ao desenvolvimento de lesões no cólon. Ainda assim, esse caminho precisa ser confirmado por novas pesquisas antes de qualquer recomendação clínica ampla. Microbiota intestinal pode ser peça importante A microbiota intestinal é formada por trilhões de microrganismos que vivem no trato digestivo. Eles participam da digestão, da produção de substâncias importantes e da modulação da resposta imune. No estudo, os pesquisadores observaram aumento de bactérias consideradas benéficas após a suplementação de magnésio. Entre elas estão Faecalibacterium prausnitzii, frequentemente associada à redução da inflamação intestinal, e Carnobacterium maltaromaticum, investigada por possível relação com a síntese de vitamina D no cólon. Esse achado é importante porque reforça uma tendência da ciência atual: olhar para o intestino não apenas como órgão digestivo, mas como parte central da imunidade, do metabolismo e da prevenção de doenças. Efeito foi mais evidente entre mulheres Outro ponto destacado pelos pesquisadores foi a diferença observada entre homens e mulheres. O efeito protetor relacionado ao magnésio apareceu de forma mais evidente entre participantes do sexo feminino. Segundo os autores, uma hipótese é que o estrogênio influencie a absorção e o metabolismo do magnésio, alterando a forma como o organismo responde à suplementação. Essa explicação, porém, ainda exige investigação adicional. A descoberta reforça a importância da medicina personalizada. Fatores como sexo, genética, dieta, microbiota, idade e condições de saúde podem influenciar a resposta a nutrientes e suplementos. Suplementação não substitui prevenção comprovada Apesar dos resultados promissores, o estudo não autoriza a conclusão de que tomar magnésio evita câncer colorretal. Os próprios pesquisadores ressaltam que são necessários novos trabalhos para confirmar os mecanismos envolvidos e avaliar o real impacto clínico da suplementação. A prevenção do câncer colorretal continua dependendo de medidas já conhecidas, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção de peso saudável, redução do consumo de álcool, não fumar e acompanhamento médico quando houver sintomas ou histórico familiar. O INCA também destaca a importância da prevenção e da detecção precoce no controle do câncer. Exames de rastreamento, quando indicados por idade, sintomas ou risco familiar, seguem sendo fundamentais. Nenhum suplemento deve substituir colonoscopia, exames laboratoriais, avaliação médica ou tratamento. Magnésio está presente em alimentos comuns O magnésio pode ser encontrado naturalmente em alimentos como amêndoas, castanhas, sementes, espinafre, abacate, cacau, leguminosas e grãos integrais. Para grande parte das pessoas, uma alimentação variada é a forma mais segura de obter o mineral. Já a suplementação deve ser feita com cautela. O Office of Dietary Supplements, ligado ao NIH, informa que o excesso de magnésio vindo de alimentos não costuma representar risco para pessoas saudáveis, mas altas doses em suplementos ou medicamentos podem causar efeitos adversos, como diarreia, náusea e cólicas abdominais. Pessoas com doença renal, uso contínuo de medicamentos ou condições crônicas devem conversar com um profissional de saúde antes de usar suplementos. O avanço científico é relevante, mas a decisão sobre suplementação precisa ser individual, segura e acompanhada.
Tinturas permanentes e alisamentos podem estar associados a maior risco de câncer de mama

Estudo com mais de 46 mil mulheres liga produtos capilares químicos a risco maior de câncer de mam O uso frequente de tinturas permanentes para cabelo e de alisamentos químicos pode estar associado a maior risco de câncer de mama, segundo estudo conduzido por pesquisadores do National Institute of Environmental Health Sciences, instituto ligado ao NIH, nos Estados Unidos. A pesquisa acompanhou 46.709 mulheres no chamado Sister Study e foi publicada no International Journal of Cancer. Os dados indicaram que mulheres que usavam tinturas permanentes regularmente apresentaram risco 9% maior de desenvolver câncer de mama em comparação com aquelas que não utilizavam esses produtos. O estudo também observou associação mais forte entre mulheres negras que usavam tinturas permanentes com maior frequência. Tinturas permanentes entram no radar da pesquisa Segundo os pesquisadores, tinturas permanentes contêm compostos químicos que podem ser absorvidos pelo couro cabeludo, especialmente quando aplicados com frequência ao longo dos anos. A hipótese é que parte dessas substâncias possa interferir em tecidos sensíveis a hormônios, como o tecido mamário. O estudo não afirma que a tintura causa câncer de mama. Ele aponta uma associação estatística que precisa ser investigada com mais profundidade. Esse cuidado é importante porque o câncer de mama é uma doença multifatorial, influenciada por genética, idade, histórico familiar, estilo de vida, fatores hormonais e ambientais. Além disso, as participantes do Sister Study tinham uma irmã diagnosticada com câncer de mama, o que já indica um grupo com risco familiar aumentado. Esse detalhe exige cautela na interpretação dos resultados para a população geral. Alisamentos químicos também foram associados a risco maior A pesquisa também avaliou o uso de alisadores químicos. De acordo com o NIH, mulheres que usavam alisadores ou relaxantes químicos apresentaram risco maior de câncer de mama. O risco foi mais elevado entre aquelas que utilizavam esses produtos a cada cinco a oito semanas ou mais. Os cientistas destacam que muitos produtos capilares podem conter substâncias com potencial de interferência hormonal. Em algumas formulações, há compostos associados a maior preocupação toxicológica, o que reforça a necessidade de fiscalização, rotulagem clara e uso responsável. A discussão também envolve desigualdade de exposição. Em alguns grupos, especialmente mulheres que utilizam alisamentos com maior frequência por pressão estética ou padrão social, a exposição acumulada pode ser maior. Estudo aponta associação, não causa direta O principal ponto da pesquisa é a prudência. Os resultados sugerem uma possível ligação entre produtos capilares químicos e câncer de mama, mas não provam que o uso de tinturas ou alisamentos provoque a doença. Estudos observacionais acompanham grupos de pessoas ao longo do tempo e identificam padrões. Eles são úteis para levantar alertas, mas não conseguem eliminar todos os fatores de confusão. Por isso, os próprios autores defendem novas pesquisas para confirmar os achados e identificar quais substâncias específicas poderiam estar envolvidas. Na prática, o estudo não exige pânico nem abandono imediato de todos os produtos capilares. O alerta é para o uso frequente, prolongado e sem atenção à composição, especialmente quando há histórico familiar ou outros fatores de risco. Produtos temporários não mostraram a mesma associação Outro ponto relevante é que tinturas temporárias e semipermanentes não apresentaram o mesmo padrão de associação observado nas tinturas permanentes. Isso sugere que o tipo de produto, a composição química e a frequência de aplicação podem fazer diferença. Especialistas recomendam que consumidoras leiam rótulos, sigam o tempo de aplicação indicado, evitem misturas improvisadas e procurem profissionais capacitados. Também pode ser prudente reduzir a frequência de procedimentos agressivos e optar por formulações menos irritantes quando possível. Para cabeleireiros e profissionais da beleza, o cuidado deve ser ainda maior. O uso diário desses produtos em salões aumenta a exposição ocupacional, tornando importantes medidas como ventilação adequada, luvas e boas práticas de segurança. Prevenção continua sendo essencial Independentemente do uso de produtos capilares, a prevenção e a detecção precoce continuam sendo fundamentais. O INCA orienta que a mamografia de rotina no Brasil seja realizada conforme faixa etária e recomendação vigente, além de reforçar a importância de investigar sinais suspeitos com atendimento médico. Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, alterações genéticas conhecidas ou dúvidas sobre risco individual devem conversar com um profissional de saúde. A orientação médica ajuda a definir exames, frequência de acompanhamento e medidas preventivas adequadas. O estudo reforça uma mensagem de equilíbrio: beleza e autocuidado podem caminhar junto com informação, moderação e segurança. A escolha de produtos, a frequência de uso e a manutenção dos exames preventivos fazem parte de uma rotina mais consciente para a saúde da mulher.
H5N1 pode permanecer ativo por até 120 dias em queijo de leite cru, aponta estudo

Estudo acende alerta sobre risco da gripe aviária em produtos lácteos não pasteurizados Um estudo publicado na revista científica Nature Medicine acendeu um novo alerta sobre segurança alimentar. Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, descobriram que o vírus da gripe aviária altamente patogênica H5N1 pode permanecer ativo e infeccioso por até 120 dias em queijos produzidos com leite cru contaminado. A pesquisa avaliou a estabilidade do vírus durante o processo de fabricação e maturação do queijo. Segundo os autores, em determinadas condições de temperatura e pH, o H5N1 resistiu à fermentação e continuou viável por até quatro meses após a produção. H5N1 em queijo de leite cru preocupa pesquisadores O resultado amplia a discussão sobre os possíveis caminhos de exposição ao H5N1. Até agora, o maior foco de atenção estava no contato direto com aves infectadas, rebanhos contaminados ou ambientes de produção. No entanto, o estudo indica que produtos lácteos não pasteurizados também podem representar risco quando produzidos com leite contaminado. De acordo com a Universidade Cornell, queijos feitos com leite cru contaminado continham vírus infeccioso após o processo de fabricação. Ao mesmo tempo, os pesquisadores observaram que amostras mais ácidas não apresentaram detecção do vírus, o que sugere influência importante do pH na sobrevivência do H5N1. Esse ponto é relevante porque o queijo de leite cru costuma passar por maturação. Muitos consumidores acreditam que o tempo de envelhecimento elimina automaticamente microrganismos perigosos. Porém, o estudo mostra que, para o H5N1, isso pode não ser suficiente em todos os cenários. Pasteurização segue como principal medida de segurança A principal recomendação dos pesquisadores e das autoridades de saúde é clara: consumir leite e derivados pasteurizados. A pasteurização usa calor controlado para inativar microrganismos que podem causar doenças, incluindo vírus e bactérias. O CDC, órgão de saúde dos Estados Unidos, orienta que consumidores escolham sempre leite e derivados pasteurizados. A agência alerta que leite cru e produtos feitos com ele, como queijos, iogurtes e sorvetes, podem carregar germes capazes de causar doenças graves, internações e até mortes. A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, também afirma ter confiança na eficácia da pasteurização para inativar o H5N1 e manter segura a oferta comercial de leite pasteurizado. Segundo a agência, testes em produtos lácteos pasteurizados não detectaram vírus infeccioso. Leite cru exige atenção redobrada O leite cru é aquele que não passou por pasteurização. Embora alguns consumidores o associem a produtos artesanais ou naturais, autoridades sanitárias alertam que ele pode conter agentes infecciosos perigosos. Além do H5N1, produtos não pasteurizados podem transmitir bactérias como Salmonella, E. coli e Listeria. Por isso, o alerta não se limita à gripe aviária. Trata-se de uma questão ampla de segurança alimentar. No caso do H5N1, a preocupação aumentou depois que o vírus passou a ser detectado em rebanhos leiteiros nos Estados Unidos. Estudos anteriores já haviam mostrado que o vírus pode persistir em leite cru refrigerado por semanas. Casos humanos ainda são raros, mas vigilância continua A gripe aviária H5N1 ainda causa poucos casos em humanos. Mesmo assim, autoridades de saúde monitoram o vírus com atenção. O motivo é o potencial de adaptação a diferentes espécies, incluindo aves, mamíferos e rebanhos leiteiros. Até o momento, o risco para a população em geral continua sendo considerado baixo quando há consumo de produtos pasteurizados e respeito às normas sanitárias. Porém, trabalhadores rurais, pessoas em contato com animais infectados e consumidores de leite cru podem estar mais expostos. Por isso, o monitoramento de fazendas, rebanhos, aves silvestres, leite e derivados segue como medida estratégica. A vigilância ajuda a identificar mudanças no comportamento do vírus e reduzir o risco de novos surtos. Estudo reforça papel da segurança alimentar A descoberta da Universidade Cornell não significa que todo queijo ofereça risco. O alerta se concentra em produtos feitos com leite cru contaminado e em condições que favoreçam a sobrevivência do vírus. Ainda assim, o estudo reforça uma mensagem importante para consumidores e produtores: segurança alimentar depende de controle rigoroso em toda a cadeia. Isso inclui saúde dos rebanhos, fiscalização, boas práticas de fabricação, armazenamento correto e uso da pasteurização quando indicada. Para o consumidor comum, a orientação prática é simples. Antes de comprar leite, queijo ou outros derivados, é importante verificar se o produto é pasteurizado e se tem origem regular. Essa decisão reduz riscos e protege especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa.
Vacinação após os 40 anos ajuda a proteger mulheres contra infecções graves

Mulheres acima dos 40 devem manter calendário vacinal em dia, alertam especialistas A vacinação após os 40 anos ganha importância especial para mulheres que desejam envelhecer com mais saúde e autonomia. Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais e pode responder com menos eficiência a infecções. Além disso, a fase de transição para a menopausa costuma coincidir com maior frequência de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade. Esse cenário torna a atualização do calendário vacinal uma medida de prevenção relevante. Vacinas reduzem o risco de infecções graves, complicações, internações e perda de qualidade de vida. O Ministério da Saúde orienta adultos de 25 a 59 anos a manterem o cartão atualizado, com atenção a imunizantes como hepatite B, dT, febre amarela e tríplice viral, conforme histórico vacinal e indicação de risco. Vacinação após os 40 anos deve entrar na rotina Para especialistas, a vacinação deve fazer parte do cuidado regular da mulher adulta. A secretária da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, Cecilia Maria Roteli Martins, afirma que a imunização é um dos pilares da longevidade saudável, ao lado da alimentação equilibrada, da atividade física e das conexões sociais. A orientação é simples: mulheres acima dos 40 anos devem revisar o cartão de vacinas em consultas de rotina. Muitas pessoas acreditam que vacina é assunto apenas da infância. No entanto, vários imunizantes exigem reforços ao longo da vida. Outros passam a ser indicados em fases específicas da idade adulta. Além disso, mulheres com doenças crônicas precisam de atenção redobrada. Nesses casos, o risco de complicações por infecções respiratórias pode ser maior. Gripe, Covid-19 e pneumonia exigem atenção Após os 40 anos, cresce a preocupação com infecções respiratórias, como gripe, Covid-19 e pneumonia. Essas doenças podem causar quadros mais graves em pessoas com comorbidades. Também podem exigir recuperação mais lenta. A vacina contra influenza deve ser atualizada conforme a campanha e a recomendação vigente para cada grupo. Já a vacinação contra Covid-19 deve seguir as orientações do Programa Nacional de Imunizações e as definições atualizadas para grupos prioritários. No caso da pneumonia e de outras doenças pneumocócicas, a indicação pode variar conforme idade, risco individual e presença de doenças crônicas. Por isso, a avaliação médica ou da unidade de saúde ajuda a definir a necessidade de cada imunizante. Hepatite B e reforço contra tétano seguem importantes Entre as vacinas de rotina para adultos, o Ministério da Saúde inclui hepatite B em três doses, conforme histórico vacinal. A vacina protege contra hepatite B e hepatite D. O calendário também prevê a vacina dT, contra difteria e tétano, com esquema básico e reforço a cada 10 anos após a conclusão das doses. Em situações específicas, profissionais de saúde, parteiras tradicionais e pessoas que atuam com recém-nascidos podem receber a dTpa, que também protege contra coqueluche. A indicação depende do histórico vacinal e do risco de exposição. Esses reforços são importantes porque a proteção de algumas vacinas diminui com o tempo. Portanto, manter o cartão atualizado evita brechas de proteção. Herpes-zóster entra no radar a partir dos 50 anos A vacina contra herpes-zóster costuma entrar no radar a partir dos 50 anos, especialmente na rede privada e conforme recomendação médica. A doença ocorre pela reativação do vírus da catapora e pode causar dor intensa, lesões na pele e complicações persistentes. Já imunizantes contra vírus sincicial respiratório e pneumococo ganham maior relevância em idades mais avançadas ou em pessoas com maior risco. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda a vacina contra VSR a partir dos 60 anos para pessoas com maior risco de evolução grave e como rotina a partir dos 70 anos. Por isso, a conversa com o médico é essencial. Nem toda mulher acima dos 40 precisa das mesmas vacinas no mesmo momento. O histórico de saúde, a idade, a profissão, viagens, doenças crônicas e tratamentos em uso influenciam a decisão. Prevenção reduz internações e protege autonomia A vacinação não elimina todos os riscos, mas reduz a chance de formas graves de doenças preveníveis. Para mulheres adultas, esse cuidado ajuda a preservar energia, independência e qualidade de vida. Além disso, a imunização protege a família e a comunidade. Quando adultos mantêm vacinas em dia, diminuem a circulação de agentes infecciosos e protegem pessoas mais vulneráveis, como idosos, bebês e pacientes imunossuprimidos. O recado dos especialistas é direto: após os 40 anos, revisar o cartão vacinal deve ser tão natural quanto medir a pressão, fazer exames de rotina e cuidar da alimentação. A prevenção continua sendo uma das formas mais eficientes de proteger a saúde.
Ablação por radiofrequência trata metástase no fígado sem cirurgia aberta em paciente de Brasília

Técnica minimamente invasiva destrói tumor no fígado e permite alta no dia seguinte Uma mulher de 37 anos, moradora de Brasília, passou por um tratamento minimamente invasivo após descobrir uma metástase no fígado poucos anos depois de tratar um câncer de cólon. A paciente, que prefere não ser identificada, foi considerada apta pela equipe médica para realizar ablação por radiofrequência, técnica que destrói lesões tumorais com calor, sem necessidade de cirurgia aberta. A metástase ocorre quando células cancerígenas se desprendem do tumor original e se espalham para outros órgãos ou tecidos do corpo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o tumor metastático mantém o mesmo tipo de células do câncer primário, mesmo quando aparece em outra parte do organismo. Ablação por radiofrequência trata tumor sem abrir o abdome No caso da paciente de Brasília, a lesão no fígado foi tratada por ablação por radiofrequência. O procedimento é realizado por um radiologista intervencionista, que introduz uma agulha fina até o tumor, geralmente com orientação por exames de imagem, como tomografia computadorizada, ultrassonografia ou ressonância magnética. Na ponta da agulha, a energia de radiofrequência gera calor suficiente para destruir as células cancerígenas, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor. A RadiologyInfo, iniciativa do Colégio Americano de Radiologia e da Sociedade Radiológica da América do Norte, explica que a energia enviada pela sonda produz calor na extremidade do instrumento, destruindo células tumorais e reduzindo o risco de sangramento em pequenos vasos. Paciente teve alta hospitalar no dia seguinte Segundo o relato, a paciente recebeu alta no dia seguinte ao procedimento, um dos pontos que costuma diferenciar técnicas minimamente invasivas de cirurgias abertas. A recuperação mais rápida, no entanto, depende de fatores como tamanho da lesão, localização do tumor, estado geral da paciente e planejamento definido pela equipe oncológica. “Enquanto eu estava na sala do médico, me mantive calma e tentei me informar sobre o que poderia ser feito e se o tratamento teria intenção curativa. Ao chegar em casa, desabei”, contou a paciente. O relato mostra também o impacto emocional de receber um novo diagnóstico após já ter passado por tratamento contra o câncer. Além da decisão técnica, casos assim envolvem medo, insegurança, expectativa de cura ou controle da doença e necessidade de apoio familiar e psicológico. Técnica pode reduzir trauma cirúrgico De acordo com o radiologista intervencionista Cândido José de Paula, do Hospital Anchieta Taguatinga, a principal vantagem da ablação por radiofrequência é tratar a área acometida sem abrir o abdome. “Um dos principais benefícios é possibilitar o tratamento da área acometida sem a necessidade de abrir o abdome do paciente. Isso reduz o trauma cirúrgico, favorece uma recuperação mais rápida e permite uma intervenção menos agressiva em situações específicas”, explica. A literatura médica descreve a ablação por radiofrequência como uma opção segura e eficaz em casos selecionados de metástases hepáticas de câncer colorretal, especialmente quando há número limitado de lesões, localização favorável e avaliação adequada por equipe multidisciplinar. Tratamento depende de avaliação individual Apesar dos benefícios, a ablação por radiofrequência não é indicada para todos os pacientes. A escolha depende de critérios como tipo do câncer, quantidade de lesões, tamanho do tumor, posição no fígado, proximidade de vasos sanguíneos e vias biliares, além da função hepática e das condições clínicas gerais. Em alguns casos, a técnica pode ser usada isoladamente. Em outros, pode ser combinada com cirurgia, quimioterapia, terapias-alvo ou imunoterapia, conforme o plano definido pela equipe médica. Revisões sobre tratamento de metástases hepáticas colorretais apontam que terapias locais, como a ablação térmica, são consideradas principalmente em doença limitada, quando todas as lesões visíveis podem ser tratadas. Por isso, especialistas reforçam que pacientes não devem interpretar a técnica como substituição automática da cirurgia ou da quimioterapia. Ela é uma ferramenta dentro de um conjunto de opções oncológicas. Avanço reforça papel da medicina menos invasiva O caso de Brasília ilustra o avanço da radiologia intervencionista no tratamento do câncer. Procedimentos guiados por imagem permitem intervenções mais precisas, com menor agressão ao organismo e recuperação potencialmente mais rápida em situações específicas. Para pacientes oncológicos, esse tipo de tecnologia pode representar menos tempo de internação, menor trauma físico e retomada mais rápida da rotina, sempre quando houver indicação médica. O ponto central, porém, continua sendo o diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e a decisão compartilhada entre paciente e equipe de saúde.
Acordar no susto pode acelerar o coração e elevar a pressão, alertam especialistas

Despertar brusco libera adrenalina e pode sobrecarregar pessoas com problemas cardíacos Acordar no susto, seja por causa de um despertador alto, barulho repentino, pesadelo ou interrupção brusca do sono, provoca uma reação imediata no organismo. O corpo interpreta o estímulo como uma possível ameaça e ativa a chamada resposta de “luta ou fuga”, marcada pela liberação de adrenalina, aceleração dos batimentos cardíacos e elevação temporária da pressão arterial. Na maioria das pessoas saudáveis, essas alterações são passageiras e tendem a se normalizar em poucos minutos. A American Heart Association explica que situações de estresse levam o corpo a liberar hormônios que fazem o coração bater mais rápido e elevam a pressão, preparando o organismo para reagir ao estímulo. Acordar no susto ativa resposta de estresse O despertar brusco interrompe a transição natural entre o sono e o estado de alerta. Quando isso acontece, o sistema nervoso simpático é ativado de forma rápida, aumentando a circulação de adrenalina no sangue. Esse mecanismo é fisiológico e faz parte da defesa natural do corpo. Em situações de perigo real, ele ajuda a pessoa a reagir rapidamente. O problema é que, mesmo sem uma ameaça concreta, o organismo pode responder como se precisasse se proteger. Segundo o cardiologista Jorge Koroishi, do Hcor, em São Paulo, o sistema cardiovascular normalmente consegue se autorregular após o susto, controlando pressão arterial e frequência cardíaca em poucos minutos. A intensidade da reação, porém, depende das condições de saúde de cada pessoa. Coração bate mais rápido e pressão sobe Durante a resposta ao susto, a adrenalina aumenta a frequência cardíaca, eleva a pressão arterial e faz o coração exigir mais oxigênio. O NCBI Bookshelf descreve a reação de estresse como um processo de curto prazo capaz de provocar aumento temporário dos batimentos cardíacos e liberação de adrenalina. Em indivíduos sem doenças cardiovasculares, esse pico geralmente não causa consequências relevantes. O desconforto pode aparecer como palpitação, respiração mais rápida, tremor, suor frio ou sensação de alerta, mas costuma desaparecer com a retomada da calma. Já em pessoas com hipertensão, arritmias, doença coronariana ou histórico de infarto, o aumento súbito da demanda cardíaca pode ter impacto maior. Nesses casos, o coração pode ter menos reserva para lidar com picos de pressão e aceleração dos batimentos. Quem tem doença cardíaca precisa de mais atenção Pessoas com pressão alta mal controlada, arritmias conhecidas, angina, insuficiência cardíaca ou obstruções nas artérias coronárias devem evitar estímulos bruscos recorrentes, quando possível. Isso não significa que todo susto seja perigoso, mas que o organismo desses pacientes pode reagir com maior vulnerabilidade. A American Heart Association também destaca que hormônios do estresse podem acelerar o coração e contrair vasos sanguíneos, elevando temporariamente a pressão. Em quem já convive com fatores de risco, episódios frequentes de estresse e sono ruim podem contribuir para pior controle cardiovascular. O alerta vale especialmente para quem acorda repetidamente assustado, sente palpitações intensas, falta de ar, tontura, desmaio, dor no peito ou mal-estar forte após o despertar. Nessas situações, a avaliação médica é recomendada. Sono ruim também afeta a saúde cardiovascular Além do susto isolado, a qualidade do sono influencia diretamente a saúde do coração. Noites fragmentadas, insônia, ansiedade, apneia do sono e rotina irregular podem aumentar o nível de estresse do organismo e dificultar o controle da pressão arterial. Despertadores muito altos ou alarmes agressivos podem ser substituídos por sons graduais, vibração leve ou iluminação progressiva, quando possível. Manter horários regulares, reduzir telas antes de dormir, evitar excesso de cafeína à noite e criar um ambiente silencioso também ajudam a reduzir despertares bruscos. Para pessoas com pesadelos frequentes, ansiedade intensa ou sintomas noturnos, o acompanhamento profissional pode ser importante. O objetivo não é transformar um susto comum em motivo de medo, mas identificar quando há um padrão que prejudica o sono e a saúde. Quando procurar atendimento Acordar assustado, por si só, geralmente não exige atendimento de emergência. No entanto, sinais como dor ou aperto no peito, falta de ar, desmaio, confusão, palpitação persistente, fraqueza intensa ou pressão muito elevada devem ser avaliados com urgência. Para quem já tem doença cardiovascular, o ideal é manter acompanhamento regular, usar corretamente os medicamentos prescritos e conversar com o médico caso os episódios sejam frequentes. A prevenção continua sendo o caminho mais seguro: sono de qualidade, controle da pressão, alimentação equilibrada, atividade física orientada e redução do estresse ajudam a proteger o coração.
Dieta rica em vegetais pode ajudar a proteger os rins, aponta estudo

Alimentação com frutas, grãos integrais e leguminosas é associada a menor risco de doença renal crônica
Estudo investiga se adoçantes de baixa caloria podem influenciar risco de diabetes

Pesquisadores analisam impacto de aspartame, estévia e sucralose no controle da glicose Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, estão recrutando voluntários para um estudo que pretende investigar como adoçantes de baixa caloria se comportam no organismo e se podem influenciar mecanismos ligados ao risco de diabetes tipo 2. A pesquisa, chamada “Sweet n Sour”, vai comparar cinco dos adoçantes mais utilizados no mundo: aspartame, estévia, sucralose, sacarina e acessulfame de potássio. O objetivo não é afirmar, de antemão, que esses produtos causam diabetes, mas entender melhor seus efeitos sobre o controle da glicose. Segundo a universidade, o estudo vai avaliar se diferentes adoçantes interferem na absorção de glicose pelo intestino e se alteram a quantidade e os tipos de bactérias presentes na microbiota intestinal. Estudo sobre adoçantes busca respostas sobre glicose A pesquisa parte de uma preocupação crescente: milhões de pessoas substituem açúcar por adoçantes de baixa caloria acreditando que essa troca é sempre mais saudável. Esses compostos estão presentes em refrigerantes, iogurtes, barras de proteína, sobremesas, produtos diet, alimentos “zero açúcar” e bebidas industrializadas. De acordo com a Universidade de Adelaide, apesar do uso amplo desses produtos, ainda não há compreensão completa sobre seus efeitos metabólicos no longo prazo. Por isso, os pesquisadores querem observar como cada adoçante atua em órgãos envolvidos no controle do açúcar no sangue, especialmente intestino, pâncreas e rins. Aspartame, estévia, sucralose, sacarina e acessulfame serão testados O estudo pretende verificar se os adoçantes têm efeitos diferentes entre si. Essa é uma questão importante porque, no consumo cotidiano, muitas pessoas tratam todos os substitutos do açúcar como se fossem iguais. Na prática, porém, cada substância tem composição, absorção e metabolismo próprios. O aspartame, a sucralose, a sacarina, a estévia e o acessulfame de potássio aparecem em produtos diferentes e podem interagir com o organismo de formas distintas. Segundo a página oficial do estudo, os participantes receberão um dos cinco adoçantes ou placebo em cápsulas durante quatro semanas. Ao longo do período, os pesquisadores vão monitorar o controle da glicose, a absorção intestinal de açúcar e possíveis mudanças na microbiota. Microbiota intestinal entra no centro da investigação Um dos pontos mais relevantes da pesquisa é a análise da microbiota intestinal, conjunto de bactérias e outros microrganismos que vivem no intestino e participam de processos digestivos, imunológicos e metabólicos. A hipótese investigada é que alguns adoçantes possam modificar esse ambiente intestinal e, indiretamente, influenciar o controle da glicose. O professor associado Tongzhi Wu, pesquisador da Universidade de Adelaide, afirmou que entender como diferentes adoçantes afetam a glicose pode ajudar a orientar recomendações dietéticas mais seguras e identificar novos alvos para prevenção e controle do diabetes. A cautela científica é importante. Evidências observacionais sugerem associação entre consumo regular de adoçantes não açucarados e maior risco de diabetes tipo 2, mas esse tipo de estudo não prova causa e efeito. Pessoas que já têm maior risco metabólico também podem ser justamente as que mais recorrem a produtos sem açúcar. OMS já recomendou cautela no uso para emagrecimento Em 2023, a Organização Mundial da Saúde publicou uma diretriz recomendando que adoçantes não açucarados não sejam usados como estratégia principal para controle de peso ou redução do risco de doenças crônicas. A OMS afirmou que a substituição do açúcar por esses produtos não mostrou benefício de longo prazo para redução de gordura corporal e que estudos apontaram possíveis efeitos indesejáveis, como maior risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares em adultos. A própria OMS destacou que a recomendação é condicional e que a relação observada pode ser influenciada por características prévias dos participantes e padrões complexos de consumo. A orientação também não se aplica a pessoas com diabetes já diagnosticado, que devem seguir aconselhamento individualizado de profissionais de saúde. Resultado pode influenciar recomendações futuras O estudo australiano pode ajudar a diferenciar quais adoçantes têm maior ou menor impacto metabólico, caso sejam identificadas diferenças relevantes. Essa informação interessa a consumidores, médicos, nutricionistas, indústria de alimentos e formuladores de políticas públicas. Até que novas evidências sejam consolidadas, especialistas costumam recomendar moderação. Reduzir o excesso de açúcar é uma medida importante, mas trocar tudo por produtos adoçados artificialmente pode não ser a solução completa. Uma alimentação equilibrada, com alimentos menos ultraprocessados, acompanhamento profissional quando necessário e atenção ao consumo diário continuam sendo pontos centrais para a saúde metabólica. A pesquisa segue em recrutamento e deve contribuir para um debate que ganhou força nos últimos anos: adoçantes podem ajudar a reduzir calorias, mas seus efeitos no organismo precisam ser compreendidos com mais precisão.
Infecção por Salmonella pode causar intoxicação grave e até morte; veja como evitar

Salmonella exige atenção: bactéria pode contaminar carnes, ovos, leite e água A Salmonella é uma das principais causas de intoxicação alimentar e pode provocar vômitos, dores abdominais, febre e diarreia. Embora a maioria dos casos melhore em poucos dias, crianças pequenas, idosos e pessoas imunocomprometidas têm maior risco de complicações. A infecção por Salmonella é uma das formas mais conhecidas de intoxicação alimentar, mas ainda é frequentemente subestimada. A bactéria pode estar presente em alimentos contaminados por fezes de animais, especialmente carnes cruas ou mal cozidas, aves, ovos, leite e derivados, pescados, água contaminada e refeições manipuladas sem higiene adequada. Segundo o Ministério da Saúde, a salmonelose pode causar vômito, dores abdominais, febre e diarreia, geralmente com duração de alguns dias e melhora em até uma semana. Infecção por Salmonella pode ser grave Na maior parte das pessoas saudáveis, a infecção por Salmonella é autolimitada, ou seja, melhora com hidratação, repouso e acompanhamento dos sintomas. Ainda assim, o quadro pode evoluir de forma grave, principalmente quando há desidratação intensa ou quando a bactéria se espalha para outras partes do corpo. Os sintomas costumam surgir entre 6 e 72 horas após o consumo do alimento contaminado, conforme informações associadas ao Ministério da Saúde. Entre os sinais mais comuns estão diarreia, cólicas abdominais, febre, náuseas, vômitos e mal-estar. Atenção especial deve ser dada quando há diarreia persistente, sangue nas fezes, febre alta, sinais de desidratação ou piora rápida do estado geral. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento médico. Alimentos mais associados à salmonelose O Ministério da Saúde aponta que carnes, aves, ovos, leite e produtos lácteos, pescados, temperos, molhos de salada preparados com ovos não pasteurizados, massas cruas, misturas de bolo e sobremesas com ovo cru podem estar associados a surtos de salmonelose. A contaminação pode ocorrer em diferentes etapas: produção, transporte, armazenamento, preparo ou manipulação dos alimentos. Por isso, o cuidado precisa começar antes mesmo de cozinhar. Higienizar as mãos, separar alimentos crus de prontos para consumo, manter refrigeração adequada e cozinhar bem carnes e ovos são medidas essenciais. Também é importante evitar o consumo de ovos crus ou mal cozidos, maioneses caseiras feitas com ovo cru, carnes mal passadas de procedência duvidosa e leite não pasteurizado. Crianças, idosos e imunossuprimidos correm mais risco Bebês, crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa estão entre os grupos mais vulneráveis. Nesses casos, a infecção pode evoluir com maior rapidez e exigir acompanhamento médico mais próximo. O CDC, agência de saúde dos Estados Unidos, alerta que a desidratação pode acontecer rapidamente, especialmente em crianças com diarreia ou vômitos. Sinais de alerta incluem urinar pouco ou não urinar, urina muito escura, sede intensa, boca seca, tontura e choro sem lágrimas em crianças. Em casos graves, pode ser necessária reposição de líquidos e eletrólitos. Antibióticos não são usados rotineiramente em todos os pacientes, mas podem ser indicados para pessoas com maior risco de complicações ou quando a infecção se espalha para fora do intestino. O CDC informa que a maioria dos casos exige apenas cuidado de suporte, como hidratação, mas pacientes com diarreia ou vômitos intensos devem ser reidratados. Como prevenir a contaminação A prevenção depende de cuidados simples e constantes. Lavar bem as mãos antes de preparar alimentos, após usar o banheiro e depois de manipular carnes cruas é uma das medidas mais importantes. Também é necessário higienizar utensílios, tábuas e superfícies que entram em contato com alimentos crus. Carnes, aves e ovos devem ser bem cozidos. Alimentos prontos não devem ser colocados em recipientes que tiveram contato com carne crua sem lavagem adequada. Produtos perecíveis precisam ficar refrigerados, e refeições prontas não devem permanecer por muito tempo em temperatura ambiente. Em estabelecimentos comerciais, a atenção deve ser redobrada. Boas práticas de manipulação, controle de temperatura, armazenamento correto e treinamento de funcionários ajudam a evitar surtos e proteger consumidores. Tratamento exige hidratação e atenção aos sinais O tratamento mais comum envolve repouso e ingestão de líquidos para evitar desidratação. Em alguns casos, soluções de reidratação oral podem ser recomendadas por profissionais de saúde. A automedicação, especialmente com antibióticos ou antidiarreicos, deve ser evitada sem orientação médica. A Salmonella é um problema de saúde pública porque combina alta capacidade de contaminação com sintomas que podem se agravar em grupos vulneráveis. A maioria dos casos melhora, mas a doença pode matar quando evolui para desidratação grave ou infecção disseminada. O alerta principal é direto: higiene, cozimento adequado e armazenamento correto continuam sendo as melhores formas de prevenção.
Falta de vitamina B12 pode ser confundida com ansiedade; veja sintomas

Deficiência de vitamina B12 pode afetar humor, memória e concentração A deficiência de vitamina B12 pode causar fadiga, palpitações, alterações de memória, formigamentos e mudanças de humor, sintomas que em alguns casos se confundem com ansiedade. Especialistas alertam que o diagnóstico depende de avaliação médica e exames laboratoriais. Sintomas frequentemente associados à ansiedade, como irritabilidade, cansaço constante, palpitações, dificuldade de concentração e sensação de “mente embaçada”, podem ter outras causas clínicas. Uma delas é a deficiência de vitamina B12, nutriente essencial para a produção de células do sangue e para o funcionamento adequado do sistema nervoso. Fontes médicas como o NIH e o NHS apontam que a falta de B12 pode causar fadiga, alterações neurológicas, anemia, problemas de memória e mudanças cognitivas. Falta de vitamina B12 pode parecer ansiedade A confusão ocorre porque alguns sinais da deficiência também aparecem em quadros de estresse, ansiedade ou esgotamento emocional. Palpitações, falta de energia, fraqueza, dificuldade de concentração e alterações de humor podem levar o paciente a buscar inicialmente atendimento por suspeita de transtorno emocional, quando a origem pode envolver também fatores nutricionais, hormonais, metabólicos ou neurológicos. Isso não significa que toda ansiedade seja causada por falta de vitamina B12. Pelo contrário: a maior parte dos casos de ansiedade tem causas multifatoriais e exige avaliação adequada. O alerta é para evitar diagnóstico precipitado, especialmente quando sintomas emocionais aparecem junto com sinais físicos persistentes. Sintomas físicos ajudam a acender o alerta Alguns sintomas podem indicar a necessidade de investigação médica para deficiência de B12. Entre eles estão formigamento ou dormência nas mãos e nos pés, tontura, fraqueza, fadiga intensa, alterações de equilíbrio, palidez, falta de ar, dor de cabeça, perda de apetite, alterações na língua e dificuldade de memória ou raciocínio. O NHS também cita palpitações e problemas de memória entre manifestações possíveis da deficiência de vitamina B12 ou folato. O Manual MSD informa que a deficiência pode causar anemia megaloblástica, neuropatia periférica e alterações no sistema nervoso central. Já o MedlinePlus destaca que níveis baixos por longo período podem provocar danos nos nervos, com sintomas como dormência e formigamento. Deficiência pode afetar humor e cognição A vitamina B12 participa de processos importantes para o sistema nervoso, incluindo a formação de mielina, estrutura que protege os nervos. Quando os níveis ficam baixos, podem surgir manifestações neurológicas e neuropsiquiátricas. Revisões publicadas na base PubMed Central descrevem associação entre deficiência de B12 e sintomas como alterações de humor, dificuldade de concentração, neuropatia e distúrbios cognitivos. Em casos mais graves ou prolongados, a deficiência pode causar comprometimentos importantes, por isso o diagnóstico precoce é relevante. A boa notícia é que, quando identificada corretamente, a falta de B12 costuma ter tratamento com reposição orientada por profissional de saúde, além de investigação da causa. Quem tem maior risco de deficiência A deficiência pode ocorrer por baixa ingestão, dificuldade de absorção ou condições de saúde que prejudicam o aproveitamento da vitamina. A B12 é encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. Pessoas com dietas vegetarianas estritas ou veganas sem suplementação adequada, idosos, pacientes com doenças gastrointestinais, pessoas que passaram por cirurgias no estômago ou intestino e usuários de certos medicamentos podem ter risco maior. Mesmo assim, a suplementação não deve ser feita de forma aleatória como tentativa de tratar ansiedade. Excesso de autodiagnóstico pode atrasar a identificação de outras causas, como transtornos de ansiedade, depressão, problemas de tireoide, anemia por outras origens, distúrbios do sono ou condições cardíacas. Diagnóstico depende de exames O diagnóstico da deficiência de vitamina B12 é feito com avaliação clínica e exames laboratoriais. Em alguns casos, além da dosagem de B12 no sangue, médicos podem solicitar exames complementares, como hemograma, homocisteína ou ácido metilmalônico, conforme o quadro do paciente. Publicações médicas destacam que sintomas podem se sobrepor a outras condições, o que torna a avaliação profissional indispensável. A orientação para quem apresenta sintomas persistentes é procurar atendimento médico, especialmente quando há formigamento, fraqueza intensa, alterações de memória, tonturas frequentes, palpitações ou piora progressiva. Quanto mais cedo a causa for identificada, maior a chance de tratamento adequado e prevenção de complicações.