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Leqembi chega ao Brasil com tratamento particular para Alzheimer inicial a partir de R$ 12 mil

Medicamento para Alzheimer em fase inicial será oferecido por clínica da Dasa em SP e no Rio O medicamento Leqembi, indicado para pacientes com Alzheimer em estágio inicial, será comercializado pela Alta Diagnósticos, marca da Dasa, a partir da segunda semana de julho, com valor inicial a partir de R$ 12 mil. A terapia será oferecida de forma particular em unidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, mediante prescrição médica e avaliação de critérios clínicos de elegibilidade, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pelo UOL. O remédio, cujo princípio ativo é o lecanemabe, foi aprovado pela Anvisa em janeiro de 2026 para tratamento da doença de Alzheimer em fase inicial. A agência reguladora informou que o produto é um anticorpo monoclonal e atua sobre mecanismos associados à doença, diferentemente de terapias tradicionais focadas apenas no controle de sintomas. Leqembi será oferecido pela Alta Diagnósticos O tratamento poderá ser solicitado por meio do Núcleo de Memória da Alta Diagnósticos. A estrutura realiza investigação e acompanhamento de pacientes com queixas cognitivas, incluindo exames de biomarcadores em sangue e líquor, PET-CT cerebral e teste genético APOE4. A oferta será feita exclusivamente no atendimento particular. Isso significa que, ao menos neste primeiro momento, o acesso ficará restrito a pacientes que possam custear o tratamento ou que obtenham eventual cobertura privada, caso aplicável e autorizada. O alto custo deve ser um dos principais pontos de debate. Em doenças crônicas e progressivas, tratamentos inovadores costumam trazer esperança para famílias, mas também levantam discussões sobre acesso, sustentabilidade financeira e critérios de indicação. Medicamento é voltado para Alzheimer inicial O Leqembi não é indicado para todos os pacientes com Alzheimer. A aprovação e os estudos envolvem pessoas em estágio inicial da doença, incluindo comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada ao Alzheimer. Isso é importante porque o medicamento atua sobre placas beta-amiloide, uma das alterações biológicas associadas à doença. Para confirmar se o paciente se enquadra no perfil, podem ser necessários exames específicos e avaliação especializada. Na prática, o tratamento exige diagnóstico preciso. Queixas de memória podem ter várias causas, como depressão, distúrbios do sono, deficiência de vitaminas, efeitos de medicamentos, alterações hormonais ou outras doenças neurológicas. Por isso, a indicação deve ser feita com cautela. Estudo mostrou redução no declínio cognitivo O principal estudo de fase 3 do lecanemabe, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que o medicamento reduziu marcadores de amiloide no cérebro e resultou em menor declínio em medidas de cognição e funcionalidade em comparação com placebo ao longo de 18 meses. Os autores também registraram eventos adversos e defenderam acompanhamento adicional para avaliar eficácia e segurança no longo prazo. O resultado foi considerado relevante porque representa uma mudança de abordagem no tratamento do Alzheimer. Antes, grande parte das terapias disponíveis buscava aliviar sintomas ligados à memória, comportamento e funcionalidade. O lecanemabe mira um mecanismo biológico associado à progressão da doença. Ainda assim, especialistas ressaltam que o medicamento não cura o Alzheimer. O objetivo é retardar a progressão em pacientes selecionados, dentro de critérios clínicos e laboratoriais bem definidos. Acompanhamento médico será indispensável O uso do Leqembi exige monitoramento especializado. Medicamentos antiamiloide podem estar associados a efeitos adversos neurológicos, incluindo alterações detectadas em exames de imagem, como edema ou micro-hemorragias cerebrais. Por esse motivo, o teste genético APOE4 pode integrar a avaliação de risco. Pessoas com determinadas variantes genéticas podem ter risco aumentado de eventos adversos, o que reforça a necessidade de decisão médica individualizada. Além da prescrição, o paciente precisa de acompanhamento contínuo para avaliar tolerância, evolução clínica, exames de controle e manutenção da elegibilidade ao tratamento. Chegada do tratamento amplia debate sobre acesso A chegada do Leqembi ao setor privado brasileiro marca um avanço científico, mas também abre uma discussão institucional sobre acesso à inovação. O Alzheimer é uma doença de grande impacto familiar, social e econômico, especialmente com o envelhecimento da população. Para famílias que convivem com a doença, qualquer alternativa capaz de retardar a perda de autonomia pode ter grande valor. Ao mesmo tempo, o custo elevado limita o alcance da terapia e reforça a necessidade de avaliação técnica por órgãos de saúde, planos, hospitais e especialistas. O desafio será equilibrar inovação, segurança, evidência científica e responsabilidade financeira. O Leqembi inaugura uma nova fase no tratamento do Alzheimer no Brasil, mas seu uso deve ser restrito a pacientes bem avaliados, com diagnóstico confirmado e acompanhamento médico rigoroso.

Água Crystal recolhe lote após bactéria e acende alerta para controle da água nas indústrias

Contaminação em lote da Crystal reforça importância do monitoramento contínuo da água na indústria A Agência Nacional de Vigilância Sanitária comunicou nesta quarta-feira (3/6) o recolhimento voluntário de um lote da água mineral natural sem gás Crystal, fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, Goiás, após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto. O lote afetado é o LZ1 VAL200127 3 P 200126, composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml, com fabricação em 20 de janeiro de 2026 e validade até 20 de janeiro de 2027. A medida atinge unidades distribuídas no Distrito Federal, em cidades de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, o recolhimento foi iniciado após laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, o Lacen-DF, confirmar a presença da bactéria em amostra coletada durante ação de rotina da Vigilância Sanitária do DF. Água Crystal recolhe lote após contaminação bacteriana De acordo com as informações oficiais, a empresa informou à Anvisa que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor. A agência também informou que, até o momento, não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais da fabricante. A orientação para quem possui garrafas do lote identificado é não consumir o produto e aguardar ou buscar as orientações da empresa sobre devolução e reembolso. Reportagens sobre o caso informam que o atendimento ao consumidor pode ser feito pelo SAC da fabricante, no telefone 0800 061 5000. A Anvisa informou ainda que, até agora, os dados disponíveis indicam ocorrência restrita ao lote comunicado. A investigação segue em andamento, com acompanhamento da agência e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Controle da água é etapa crítica na indústria Embora o recolhimento esteja restrito a um lote específico, o episódio chama atenção para um ponto essencial na indústria de alimentos e bebidas: a água não é apenas um insumo operacional. Ela participa de etapas como captação, armazenamento, envase, lavagem, higienização de equipamentos, limpeza de superfícies e controle sanitário do ambiente produtivo. Especialistas em segurança de alimentos apontam que contaminações bacterianas raramente surgem apenas no produto final. Em muitos casos, a origem pode estar em etapas anteriores do processo, como reservatórios, tubulações, filtros, pontos de estagnação, falhas de higienização ou desequilíbrio nos parâmetros de tratamento. Entre os fatores de risco estão baixos níveis de cloro residual, formação de biofilmes nas tubulações, alta turbidez, acúmulo de matéria orgânica e falhas de manutenção preventiva. Esses problemas podem passar despercebidos quando o controle depende apenas de coletas periódicas. Monitoramento contínuo reduz riscos Os exames laboratoriais são fundamentais para comprovar a qualidade da água, mas representam uma fotografia do momento da coleta. Entre uma análise e outra, alterações podem ocorrer no sistema e afetar a segurança da produção. Por isso, indústrias mais estruturadas têm ampliado o monitoramento contínuo de indicadores como pH, cloro residual livre, turbidez, temperatura, pressão, vazão e nível dos reservatórios. A lógica é simples: quanto mais cedo um desvio é identificado, menor a chance de o problema chegar ao produto final. Essa prática também reduz perdas econômicas. Episódios de contaminação podem gerar recolhimentos, paralisações, descarte de produtos, investigação regulatória, custos logísticos e danos à reputação da marca. Em um mercado competitivo, a confiança do consumidor é um ativo tão importante quanto a capacidade produtiva. Caso reforça responsabilidade sanitária e transparência No caso da Crystal, a Anvisa informou que a contaminação foi detectada em ação de rotina da Vigilância Sanitária do DF e confirmada por contraprova. O produto foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, e distribuído para diferentes regiões, incluindo o Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior paulista. A fabricante informou, em nota enviada a veículos de imprensa, que o recolhimento é preventivo e voluntário, que a distribuição do lote foi restrita e que a medida não envolve outros lotes ou produtos da marca. A empresa também afirmou que segue cooperando com as autoridades competentes. O episódio reforça a importância da transparência em situações de risco sanitário. Para o consumidor, a informação clara permite identificar o lote e evitar o consumo. Para a indústria, a resposta rápida ajuda a reduzir danos, preservar a credibilidade e demonstrar compromisso com a segurança. Água deve ser tratada como ponto estratégico A principal lição para o setor produtivo é que a água precisa ser tratada como ponto crítico de controle. Em indústrias de alimentos, bebidas, cosméticos, medicamentos e serviços de saúde, pequenas falhas podem comprometer lotes inteiros. Mais do que cumprir exigências regulatórias, o controle da água deve fazer parte de uma cultura de prevenção. Monitorar continuamente, registrar dados, manter equipamentos em dia e agir rapidamente diante de qualquer desvio são medidas que protegem consumidores, empresas e o próprio ambiente de negócios. O caso da Crystal ainda está sob acompanhamento das autoridades sanitárias. Até que a investigação seja concluída, a recomendação central permanece: consumidores devem verificar o lote, não consumir unidades afetadas e seguir as orientações de devolução ou reembolso.

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