Publicidade

232 empresas brasileiras no Paraguai expõem peso dos impostos e do custo Brasil

Migração de empresas ao Paraguai acende alerta sobre competitividade do Brasil Empresas brasileiras no Paraguai reacendem debate tributário A presença de 232 empresas brasileiras no Paraguai passou a ocupar o centro do debate econômico após levantamento mostrar que companhias nacionais têm buscado no país vizinho um ambiente de produção mais simples, com menor carga tributária, energia mais barata e encargos reduzidos. O dado, divulgado pelo Poder360 com base em informações do governo paraguaio e da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, refere-se ao período de 2007 a março de 2026. O movimento ocorre principalmente dentro do regime de maquila, modelo que permite a empresas estrangeiras produzirem no Paraguai com incentivos fiscais, desde que a maior parte da produção seja voltada à exportação. Segundo o levantamento, fábricas nesse regime pagam, em média, cerca de 12% em impostos e encargos trabalhistas, enquanto no Brasil a carga pode chegar a patamares muito superiores em alguns setores. Custo Brasil pesa contra a indústria nacional A migração de empresas brasileiras para o Paraguai não pode ser explicada por um único governo ou uma única medida. Checagem da AFP destacou que o número de 232 empresas corresponde a um período longo, iniciado em 2007, e que o auge dessa tendência ocorreu entre 2017 e 2020. Ainda assim, o avanço do fenômeno expõe um problema estrutural: o Brasil continua caro, burocrático e difícil para quem quer produzir. O chamado “custo Brasil” reúne impostos complexos, insegurança regulatória, encargos trabalhistas elevados, logística cara, excesso de obrigações acessórias e dificuldade de planejamento. Para a indústria, esses fatores reduzem margem, travam investimento e tornam a produção nacional menos competitiva diante de países vizinhos com regras mais simples. No Paraguai, além da tributação mais leve, empresas encontram energia abundante e mais barata. Segundo reportagem do Poder360, a energia pode custar até 60% menos no país vizinho, enquanto simulações citadas pelo veículo indicam que, considerando apenas a diferença de impostos sobre consumo e faturamento, o lucro empresarial pode ser até 150% maior que no Brasil. Regime de maquila atrai setores industriais O regime paraguaio tem atraído especialmente empresas dos setores têxtil, plástico, alumínio, alimentos, químicos, eletrônicos e autopeças. Segundo o Poder360, das 232 maquiladoras brasileiras identificadas, 89 são do setor de confecção e tecidos, o que mostra a força do Paraguai como polo de produção para cadeias que enfrentam alta concorrência de importados e forte pressão de custos. A Revista Oeste informou que o Paraguai tem mais de 320 empresas estrangeiras registradas no regime especial de maquila e que cerca de 70% delas são brasileiras. As maquiladoras teriam gerado mais de 35 mil empregos diretos no país vizinho, muitos deles ligados à produção de mercadorias destinadas ao mercado brasileiro. Esse ponto é sensível para o Brasil. Quando uma empresa decide produzir fora, o país perde parte da oportunidade de gerar empregos industriais, arrecadação, inovação, fornecedores locais e renda em regiões que dependem do setor produtivo. Paraguai oferece regra simples; Brasil precisa reagir O modelo paraguaio não é perfeito, mas oferece algo que empresários valorizam: previsibilidade. Imposto mais simples, menor custo trabalhista, incentivos de longo prazo e energia competitiva formam um pacote difícil de ignorar para quem precisa disputar mercado. No Brasil, a resposta não deveria ser atacar quem busca sobreviver em outro ambiente de negócios, mas entender por que tantas empresas consideram mais racional produzir fora. Um país que pune investimento com burocracia, impostos em cascata e insegurança jurídica acaba empurrando capital para onde há mais estabilidade. A reforma tributária aprovada no Brasil ainda precisará provar, na prática, que será capaz de simplificar o sistema, reduzir litígios e tornar a indústria mais competitiva. Enquanto isso não ocorre, o Paraguai segue ocupando espaço como alternativa para empresas que buscam menor custo operacional. Migração empresarial é alerta para o futuro do Brasil A ida de empresas brasileiras para o Paraguai deve ser vista como um alerta econômico e institucional. O problema não é apenas a perda de uma fábrica ou de uma linha de produção, mas a sinalização de que o ambiente nacional ainda afasta investimentos que poderiam fortalecer a indústria, gerar empregos e ampliar a arrecadação de forma sustentável. O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, segurança jurídica e um Estado mais eficiente. Sem isso, a tendência é que empresários continuem comparando custos e escolhendo países onde produzir seja menos arriscado. Mais do que lamentar a saída de empresas, o país precisa enfrentar a raiz do problema: um sistema que, por décadas, tornou caro produzir, contratar, crescer e competir.

Refinanciamento veicular cresce em Rio Verde e vira alternativa para organizar dívidas

Com veículo como garantia, brasileiros buscam crédito para quitar dívidas, reformar a casa e investir O refinanciamento veicular tem ganhado espaço entre brasileiros que buscam crédito para quitar dívidas, reformar a casa, investir no próprio negócio ou reorganizar o orçamento familiar. A modalidade, também conhecida como empréstimo com garantia de veículo, permite que o proprietário use carro, moto ou outro veículo como garantia da operação, sem precisar vender o bem e, na maioria dos casos, continuando a utilizá-lo normalmente durante o pagamento das parcelas. Em Rio Verde, no sudoeste goiano, esse tipo de crédito também vem se consolidando como uma alternativa para consumidores que procuram fôlego financeiro sem abrir mão do veículo. Segundo levantamento interno da OlivewCred, empresa sediada no município e que atua como correspondente bancário, a procura pelo refinanciamento veicular cresceu de forma consistente nos últimos 14 meses, especialmente entre pessoas que desejam trocar dívidas caras por uma operação com garantia. A OlivewCred que atua como correspondente bancário e possui endereço em Rio Verde, na Rua Vitalina Arantes. Declara que não solicita pagamento antecipado de clientes, seja em nome próprio ou de terceiros, ponto relevante para a segurança do consumidor em operações de crédito. Refinanciamento veicular em Rio Verde ganha espaço O avanço do refinanciamento veicular em Rio Verde acompanha uma realidade observada em várias cidades brasileiras: famílias, autônomos, produtores, comerciantes e trabalhadores assalariados têm buscado alternativas para reorganizar compromissos financeiros sem recorrer a modalidades mais caras de crédito. Na prática, o cliente apresenta o veículo como garantia e passa por análise de crédito, avaliação do bem e conferência documental. Com a aprovação, o valor é liberado para uso livre. Isso significa que o dinheiro pode ser usado para quitar cartões, empréstimos pessoais, financiamentos, realizar uma reforma, investir em ferramentas de trabalho ou reforçar o caixa de uma pequena empresa. A vantagem central está no fato de a garantia reduzir o risco da operação para a instituição financeira. Por isso, esse tipo de crédito costuma oferecer condições mais competitivas do que empréstimos pessoais sem garantia, embora as taxas variem conforme perfil do cliente, valor do veículo, prazo, banco parceiro e análise de crédito. Crédito pode ajudar na quitação de dívidas Uma das principais finalidades do refinanciamento veicular é a substituição de dívidas mais caras por uma dívida mais organizada. Para muitos consumidores, a modalidade pode ser usada para concentrar débitos em uma única parcela, com prazo maior e melhor previsibilidade no orçamento. Essa estratégia pode fazer sentido quando o consumidor troca juros mais altos por uma operação com Custo Efetivo Total menor. O Serasa destaca que o refinanciamento pode ser uma ferramenta para reorganizar dívidas ou obter recursos para novos projetos, mas ressalta que a decisão exige análise cuidadosa, já que o veículo fica vinculado como garantia até a quitação do contrato. Por isso, especialistas recomendam que o cliente compare taxas, prazo, valor final pago e impacto da parcela no orçamento mensal. O ideal é que a nova dívida ajude a resolver um problema financeiro, e não apenas adie uma dificuldade. Reforma, construção e investimento também entram no radar Além da quitação de dívidas, o refinanciamento veicular tem sido usado por brasileiros para objetivos produtivos e familiares. Entre os usos mais comuns estão reforma da casa, construção, compra de materiais, investimento em pequenos negócios, aquisição de equipamentos e capital de giro. Bancos que oferecem empréstimo com garantia de veículo destacam justamente essa liberdade de uso do dinheiro. O banco C6, por exemplo, informa que o crédito pode ser usado para investir no próprio negócio, reformar a casa ou trocar dívidas altas por uma operação com taxas mais baixas. Esse ponto é importante para cidades como Rio Verde, onde o dinamismo econômico envolve comércio, serviços, agronegócio e trabalho autônomo. Em muitos casos, o veículo representa não apenas um bem de transporte, mas também um patrimônio capaz de abrir acesso a crédito com planejamento. OlivewCred se destaca no mercado local No mercado local, a OlivewCred afirma ter se consolidado como uma das principais empresas de intermediação de crédito em Rio Verde. Segundo levantamento interno da companhia, baseado em atendimentos, propostas encaminhadas e contratos intermediados junto a instituições financeiras parceiras, a empresa teria liderado o volume de refinanciamentos veiculares realizados na cidade nos últimos 14 meses. O crescimento da demanda ajuda a explicar a presença maior desse serviço na rotina financeira dos moradores. Para quem precisa de crédito, o atendimento local pode facilitar a simulação, o envio de documentos, o esclarecimento de dúvidas e a comparação entre propostas de diferentes instituições. Planejamento é essencial antes de contratar O especialista Washington Oliveira recomenda: “Apesar das vantagens, o refinanciamento veicular deve ser contratado com responsabilidade. Como o veículo entra como garantia, a inadimplência pode gerar consequências relevantes, incluindo restrições financeiras e risco de perda do bem em caso de descumprimento do contrato. O Serasa orienta que o consumidor avalie se a parcela cabe no orçamento e se a taxa realmente é melhor do que a das dívidas que pretende quitar.” Ele também ressalta importância de observar se o veículo está regularizado, se está no nome do solicitante, qual percentual do valor do bem pode ser liberado, quais tarifas estão incluídas e qual é o Custo Efetivo Total da operação. Bancos como Santander e PAN informam que as condições dependem de análise de crédito, perfil do cliente e características do veículo. “Em um cenário de orçamento apertado para muitas famílias, o refinanciamento veicular pode ser uma ferramenta útil quando usado com estratégia. Para Rio Verde, onde a economia local é marcada por forte atividade produtiva, a modalidade aparece como alternativa para transformar um bem já conquistado em recurso para reorganização financeira, investimento e novos projetos.” conclui Washington. Gostou ? Compartilhe

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIA BATE RECORDE E ATINGE 49,9% DA RENDA

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro, o maior patamar da série histórica do Banco Central. O comprometimento da renda com dívidas chegou a 29,7%, sendo 10,63% só com pagamento de juros. O cartão de crédito rotativo é um dos principais vilões: juros de 428,3% ao ano em março, mas a concessão nessa modalidade somou R$ 109,7 bilhões no primeiro trimestre, alta de 9,7% sobre o mesmo período de 2025. O governo prepara um Desenrola 2.0 usando recursos do FGTS para renegociação de dívidas, com uma trava: quem aderir não poderá contrair novas linhas de crédito caras, como o rotativo do cartão.

Venda bilionária da Serra Verde rompe lógica internacional e reposiciona Goiás entre EUA e China

A compra de 100% do grupo Serra Verde pela americana USA Rare Earth, anunciada nesta segunda-feira, 20, por cerca de US$ 2,8 bilhões, pode mudar a lógica internacional das terras raras produzidas em Goiás. Embora a mina Pela Ema, em Minaçu, permaneça operando no Brasil e, segundo o governo estadual, sem alteração imediata em sua estrutura local, a tendência é de redirecionamento comercial da produção hoje majoritariamente comprometida com a China para uma cadeia sob liderança dos Estados Unidos. O negócio ainda depende de aprovações regulatórias e tem fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026. A USA Rare Earth informou que a operação envolve US$ 300 milhões em dinheiro e US$ 126,849 milhões de novas ações emitidas pela companhia, o que, com base no preço de fechamento do papel em 17 de abril, implica valor de mercado aproximado de US$ 2,8 bilhões para a Serra Verde. O ativo principal é a mina e planta de processamento Pela Ema, em Goiás, apresentada pela compradora como a única operação em escala fora da Ásia capaz de fornecer os quatro principais elementos magnéticos de terras raras: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. O anúncio tem peso econômico e geopolítico. As terras raras são insumos estratégicos para veículos elétricos, turbinas eólicas, semicondutores, robôs, drones, equipamentos médicos, data centers e sistemas de defesa. Por isso, a aquisição foi apresentada pela empresa americana como um passo “transformacional” para a construção de uma cadeia integrada de mineração, separação química, metalização e fabricação de ímãs fora da esfera de influência chinesa. A mudança, porém, exige precisão. A mina goiana não estava sob controle societário chinês. O que havia, em 2025, era uma forte dependência comercial e industrial da China: quase toda a produção da Serra Verde já estava contratada para compradores chineses, porque praticamente só a China possuía, em escala, capacidade para processar e separar parte desses minerais, especialmente as terras raras pesadas. CEO da Serra Verde, Thras Moraitis, disse no ano passado que a China era “o único cliente” capaz de processar e separar o produto, e que a vasta maioria da produção estava comprometida com o país do leste asiático ao menos até 2027.

Carne bovina dispara e atinge maior valor em 29 anos

O preço do boi gordo alcançou, em abril, o maior nível desde 1997, pressionando o valor da carne bovina no Brasil e ampliando a diferença em relação a outras proteínas. Dados do Cepea indicam que a carne suína atingiu a maior vantagem de preço em quatro anos. Hoje, é possível comprar cerca de 2,46 kg de carne suína pelo valor de 1 kg de carne bovina. A alta é atribuída à menor oferta de animais para abate e à valorização da arroba, que gira em torno de R$ 365. O cenário também é influenciado pelas exportações, especialmente pela demanda da China, e já pressiona a indústria frigorífica, que faz ajustes no setor.

Argentinos recorrem à carne de burro para driblar a crise econômica

A crise econômica na Argentina tem feito consumidores mudarem os hábitos alimentares. Com a carne bovina cada vez mais cara, parte da população passou a buscar alternativas mais baratas. Nesse cenário, a carne de burro ganha espaço no mercado. Segundo o jornal argentino Página12, a forte alta no preço da carne bovina transformou o produto em item de luxo, frustrando promessas de campanha de Javier Milei de redução de custos e impactando diretamente o consumo. Nos últimos meses, os preços subiram de forma acelerada no mercado, com aumentos superiores a 10% em apenas um mês. Em alguns casos, cortes populares chegaram a ultrapassar 25 mil pesos argentinos (cerca de R$ 125), o que provocou uma queda de aproximadamente 20% no consumo. Diante da crise, famílias passaram a reduzir a compra de carne bovina e migraram inicialmente para opções mais baratas, como frango e carne suína, que acabaram também registrando aumento de preços. Em um segundo momento, o consumo foi ainda mais reduzido, com maior procura por alimentos básicos, como ovos. Com a escalada dos preços, açougues passaram a buscar alternativas para manter as vendas. Nesse contexto, surgiu a oferta de carne de burro, comercializada por cerca de 7,5 mil pesos o quilo (aproximadamente R$ 37,50), valor significativamente inferior ao da carne bovina.

Irã classifica nova ameaça de sanções dos EUA: “Terrorismo econômico”

O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou a possibilidade de novas sanções por parte dos Estados Unidos (EUA), classificando a medida como “terrorismo econômico”. A reação veio após declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, que indicou que Washington pode ampliar as restrições contra Teerã. Segundo o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, essas ações equivalem a práticas de extorsão estatal e, pelos seus efeitos acumulados, poderiam até ser consideradas crimes contra a humanidade. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (16/4) na rede social X. “São nada menos que terrorismo econômico e extorsão patrocinada pelo Estado – ações que constituem crimes contra a humanidade e, no seu efeito cumulativo, constituem genocídio”, disse o porta-voz do ministério, Esmaeil Baghaei. Para o governo iraniano, a intensificação das sanções representa uma forma de pressão econômica extrema, com impactos diretos sobre a população. Do lado americano, o alerta foi feito durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na quarta-feira (15/4). A proposta inclui a adoção de sanções secundárias, que não atingiriam apenas o Irã, mas também empresas, embarcações e até países envolvidos na comercialização de petróleo e gás iranianos.

Governo quer R$ 10 bilhões em gastos fora da meta das estatais em 2027

O governo federal prevê cerca de R$ 10 bilhões em despesas fora da meta fiscal das estatais no orçamento de 2027, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), divulgado nesta quarta-feira (15/4). Isso quer dizer que o valor não será contabilizado no cálculo do resultado primário, funcionando como um colchão para eventuais necessidades de capitalização ou apoio financeiro a empresas públicas. A medida ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para cumprir a meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, ao mesmo tempo em que mantém alguma flexibilidade para lidar com riscos fiscais. A retirada desses gastos da meta permite ao governo realizar aportes em estatais sem comprometer diretamente o cumprimento do resultado fiscal. Esse tipo de mecanismo já vem sendo utilizado em anos anteriores como forma preventiva, criando espaço para socorrer empresas em dificuldade sem pressionar ainda mais as contas públicas. Isso pode incluir desde reestruturações financeiras até garantias e aportes em companhias que enfrentem problemas de caixa ou necessidade de investimento. As empresas estatais representam um ponto de atenção para a política fiscal, especialmente aquelas que operam com dificuldades financeiras. Casos como o dos Correios, por exemplo, que já estiveram no centro do debate sobre a necessidade de aportes públicos condicionados a planos de reestruturação. A estatal recebeu aporte do governo para enfrentar a crise financeira que tem vivenciado desde o final de 2024. A previsão de uma margem fora da meta indica que o governo espera possíveis pressões vindas desse segmento nos próximos anos.

Bolsa renova recorde pela 18ª vez no ano e se aproxima dos 200 mil pontos

O mercado financeiro brasileiro voltou a registrar desempenho positivo nesta terça-feira, 14. A bolsa de valores atingiu novo recorde histórico e encerrou o dia próxima da marca de 200 mil pontos, enquanto o dólar permaneceu abaixo de R$ 5. O movimento foi favorecido pela melhora do cenário internacional e pela expectativa de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã. O Ibovespa, principal índice acionário do país, fechou em alta de 0,33%, aos 198.657,33 pontos. Na máxima do pregão, alcançou 199.354,81 pontos, aproximando-se do nível simbólico dos 200 mil pontos. Com o resultado, o índice acumula valorização de 0,68% na semana, 5,97% no mês e 23,29% em 2026. A sessão marcou a 11ª alta consecutiva do indicador e o quinto recorde seguido. Ao longo deste ano, a bolsa brasileira já renovou suas máximas em 18 oportunidades, consolidando um período de forte valorização dos ativos domésticos. No mercado cambial, a moeda norte-americana voltou a recuar e encerrou cotada a R$ 4,993. Foi o quinto pregão seguido de queda. Em abril, o dólar já acumula baixa de 3,57%, enquanto no ano a desvalorização chega a 9,02%. Durante o dia, a cotação chegou a tocar R$ 4,97, mas reduziu o ritmo de queda ao longo da sessão. Entre os fatores que influenciaram o câmbio estão a diminuição das tensões geopolíticas, o enfraquecimento global do dólar e indicadores econômicos mais fracos nos Estados Unidos, o que reforçou apostas de futuros cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano. No exterior, os preços do petróleo recuaram com força diante da possibilidade de avanço nas negociações entre Washington e Teerã. O barril do Brent caiu 4,6%, negociado a US$ 94,79, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 7,9%, para US$ 91,28. A baixa contribui para aliviar pressões inflacionárias globais e tende a beneficiar mercados emergentes, como o brasileiro.

Apostas on-line são vistas como problema por 71,9% dos brasileiros

O levantamento divulgado nesta terça-feira (14/4) pelo CNT de Opinião mostra que 71,9% dos entrevistados consideram as chamadas “bets” um grande problema no país, em meio ao avanço dessas plataformas e seus efeitos no cotidiano. Os dados indicam que a prática é associada principalmente a riscos sociais e financeiros. Para 37,6% dos entrevistados, as apostas configuram um vício. Outros 18,8% apontam o endividamento como principal consequência, enquanto 11,6% relacionam diretamente a atividade a impactos na saúde mental. Apesar da popularização das plataformas, metade da população (50,4%) afirma não participar de apostas on-line. Por outro lado, 31,7% dizem ter alguém próximo que aposta com frequência, e 11,3% admitem que fazem apostas. A pesquisa também revela divisão sobre como o tema deve ser tratado no país. Para 38% dos entrevistados, as apostas deveriam ser proibidas no Brasil. Já 22% defendem maior fiscalização sobre a atividade, indicando pressão por algum tipo de controle mais rigoroso.

Institucional

Contatos

Feito por  GreenFlow 👽