Brasil já tem mais cartões de crédito ativos do que habitantes

Segundo dados do Banco Central (BC), mais de 37 milhões de brasileiros passaram a ter acesso ao cartão de crédito nos últimos anos. Em 2024, o número saltou para mais de 500 milhões de cartões emitidos, sendo 220 milhões ativos — o que significa que o país passou a ter mais cartões em funcionamento do que habitantes. Além disso, o aumento no uso do cartão de crédito pelos brasileiros também se reflete no crescimento do volume de recursos transacionados pelo meio de pagamento. Os volumes atingiram R$ 729 bilhões no último trimestre de 2024, mais que o dobro do valor do final de 2020, aponta o Relatório de Cidadania Financeira 2025, divulgado nesta segunda-feira (13/4). Apesar disso, o BC ressalta que é preciso ter atenção com o crescimento do número de pessoas que passaram a usar as modalidades que geram dívida com juros no cartão, como o crédito rotativo e o parcelamento de faturas. Dos 96,6 milhões de usuários ativos em 2024, mais da metade, cerca de 52,8 milhões de brasileiros, apresentaram dívidas com juros no cartão de crédito. “O peso dos gastos com cartão de crédito no orçamento aumentou de maneira significativa. O brasileiro usuário do cartão de crédito em 2020 comprometia, em média, 38,5% de sua renda com gastos neste instrumento; em 2024, esse comprometimento chegou a 54% da renda”, afirma o relatório.
Com ganhos acima da média, corretagem imobiliária se consolida como carreira lucrativa

O mercado imobiliário deixou de ser visto como uma alternativa secundária e hoje desponta entre as carreiras mais lucrativas do país. A profissão de corretor de imóveis, antes subestimada, já rivaliza, e em muitos casos supera, os ganhos de áreas tradicionais como medicina, advocacia e engenharia. Durante décadas, carreiras como medicina, advocacia e engenharia eram as mais disputadas nos vestibulares e vistas como sinônimo de estabilidade e bons rendimentos. Essa realidade, porém, está mudando. A corretagem imobiliária tornou-se exemplo de transformação, oferecendo autonomia, liberdade e possibilidade de construção de patrimônio, características raras em outras áreas. Uma pesquisa realizada pelo Cofeci-Creci em 2024 revelou que 19% dos corretores de imóveis estão entre os 5% mais ricos do Brasil, com rendimentos superiores a R$ 10 mil mensais. O valor é quase três vezes maior do que a média salarial nacional, que segundo o IBGE, foi de R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro de 2026.
Emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscarem uma vaga no mercado de trabalho

O emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o modelo formal, regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente. De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho. “Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, afirmou a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão. Principais números da pesquisa – 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT). – 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção. – 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo. – 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais. – 9,3% preferem abrir o próprio negócio. – 6,6% optam por atuar como PJ (pessoa jurídica). – 20% não encontraram oportunidades atrativas. Entre os jovens, a escolha pelo emprego formal é ainda mais forte, refletindo a busca por segurança no início da carreira. 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos preferem CLT, e 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também priorizam o modelo. O trabalho por meio de plataformas digitais, como motorista ou entregador de empresas de aplicativo, é visto majoritariamente como complemento de renda. Segundo o levantamento, apenas 30% consideram essas atividades como principal fonte de sustento. Realizado pelo Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o levantamento ouviu 2.008 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o País, de 10 a 15 de outubro de 2025, mas só foi divulgado agora.
Governo vai subir etanol na gasolina para 32% ainda no primeiro semestre

O governo federal quer elevar para 32% a mistura de etanol anidro na gasolina ainda no primeiro semestre de 2026, segundo declaração do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A medida foi apresentada como parte da estratégia para ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência de gasolina importada e reforçar a segurança energética do país. A proposta prevê um aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória e deve ampliar de forma relevante a demanda por etanol no mercado interno. Segundo estimativa citada pela CNN Brasil, a mudança pode adicionar cerca de 1,68 bilhão de litros de demanda por etanol anidro em 12 meses. Se confirmada, a medida se soma à elevação anterior, quando a mistura passou de 27% para 30% em agosto de 2025. Com isso, o avanço acumulado projetado no período chega a 4,2 bilhões de litros adicionais de demanda pelo biocombustível em um ano.
De olho na eleição, Lula avalia liberar FGTS para reduzir dívidas dos brasileiros

O governo Lula (PT) avalia permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo prepara um pacote de medidas para reduzir o endividamento dos brasileiros. “Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, disse Durigan. O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março. Este é o maior índice da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento foi divulgado nesta terça.
Venda de veículos novos surpreende, cresce 45% e bate 270 mil unidades

As vendas de veículos novos registraram forte crescimento e surpreenderam positivamente em março deste ano, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (7/4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo o levantamento da entidade, os licenciamentos de carros, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus avançaram 45,6% em março, na comparação com fevereiro, e 37,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de veículos novos vendidos no terceiro mês de 2026 chegou a 269,5 mil unidades. Os números da Fenabrave fizeram do mês passado o segundo melhor mês de março da série histórica da pesquisa. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as vendas aumentaram 13,3% em relação ao mesmo período de 2025, para 625,1 mil unidades, segundo a Fenabrave. Foi a terceira melhor marca para o primeiro trimestre em toda a história. Considerando apenas carros e veículos comerciais leves, as vendas no mês passado cresceram 40,2% na comparação anual, para 258,2 mil unidades. No acumulado dos três primeiros meses deste ano, a expansão foi de 15,4%, para 597,5 mil unidades. Em março, as vendas de caminhões recuaram, também na base anual, 3,65%, para 8.767 veículos. No trimestre, foram 21.751 vendidos. De acordo com a Fenabrave, entre os principais fatores que levaram a um resultado acima das expectativas em março, estão um ambiente fortemente competitivo no mercado e a influência do programa Carro Sustentável, do governo federal, que vai até o fim do ano. Criado no ano passado, o programa reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves e econômicos, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular. Para veículos compactos com alta eficiência energética e fabricados no Brasil, o IPI foi zerado. Com a medida, a redução dos preços dos chamados carros de entrada chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil.
Porto Alegre registra a segunda maior inflação para o consumidor entres as capitais pesquisadas

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou de 0,80% para 1,04% em Porto Alegre na última semana de março, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A Capital gaúcha apresentou a segunda maior taxa de variação entre as sete capitais pesquisadas no período, atrás apenas de Salvador (0,71% para 1,19%). Além de Porto Alegre e da capital baiana, a inflação para o consumidor acelerou em todas as demais cidades analisadas pela FGV: Rio de Janeiro (0,58% para 0,76%), Brasília (0,37% para 0,59%), Belo Horizonte (0,24% para 0,50%), Recife (0,06% para 0,44%) e São Paulo (0,32% para 0,40%). No País, o IPC-S subiu de 0,46% para 0,67%. Com esse resultado, o indicador acumula variação de 3,47% nos últimos 12 meses.
Bolsa brasileira: estrangeiros injetam 53 bilhões de reais no primeiro trimestre

O fluxo de capital estrangeiro na B3, a Bolsa brasileira, encerrou o primeiro trimestre de 2026 no campo positivo, mesmo diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Até março, investidores internacionais aportaram R$ 53,37 bilhões no mercado acionário brasileiro, o melhor resultado para o período desde 2022, quando o ingresso somou R$ 65,3 bilhões nos três primeiros meses do ano. Naquele ano, o movimento foi impulsionado principalmente pela valorização das commodities, em meio à Guerra da Ucrânia, além do diferencial de juros. O Brasil praticava taxas significativamente mais elevadas do que economias desenvolvidas, o que abriu espaço para operações de arbitragem e atraiu capital estrangeiro em busca de maior rentabilidade. Em 2026, embora o cenário global também seja marcado por tensões geopolíticas, os fatores que sustentam a entrada de recursos são distintos. Analistas apontam que parte relevante das ações que compõem o Ibovespa apresenta preços considerados atrativos quando comparados a papéis de mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos, e até mesmo frente à média de outras bolsas de países emergentes. Outro elemento que contribui para o fluxo positivo é o início do ciclo de queda da taxa Selic, iniciado em março, o que tende a favorecer a migração de recursos da renda fixa para a renda variável. Além disso, a proximidade da disputa presidencial no Brasil adiciona um componente de expectativa aos investidores, que passam a ajustar suas posições diante de possíveis mudanças no cenário econômico e político. Apesar do desempenho positivo no trimestre, especialistas avaliam que a continuidade desse fluxo dependerá de fatores como a trajetória dos juros globais, a evolução do cenário fiscal brasileiro e o desfecho das tensões internacionais. A manutenção do interesse estrangeiro também tende a ser influenciada pelo ritmo de crescimento da economia doméstica e pela previsibilidade das políticas econômicas ao longo do ano.
Governo federal aumenta imposto sobre os cigarros para compensar isenções no querosene de aviação

A alíquota do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) incidente sobre os cigarros aumentará de 2,25% para 3,5% a fim de compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre o querosene de aviação. Com isso, o preço mínimo da carteira deve passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida faz parte do pacote anunciado pelo governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. A estimativa da equipe econômica é arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão nos próximos dois meses com o aumento do imposto sobre os cigarros. A decisão de zerar as alíquotas do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Social) sobre o querosene de aviação deve reduzir em cerca de R$ 0,07 o preço por litro do combustível. O impacto fiscal dessa desoneração é estimado em R$ 100 milhões por mês. Durante o anúncio do aumento do tributo sobre os cigarros, realizado na segunda-feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as elevações anteriores no imposto sobre o produto não tiveram os efeitos esperados, nem na redução do consumo nem na ampliação da arrecadação.
Recorde de falências disfarçadas revela o fracasso da economia brasileira sob Lula

O Brasil fechou 2025 com um recorde preocupante de recuperações judiciais: o número saltou 13% em relação a 2024, passando de 2.184 para 2.466 pedidos, segundo dados da Serasa Experian, revelando o aprofundamento da crise que atinge principalmente micro, pequenas e médias empresas, o verdadeiro motor da economia e da geração de empregos no país. Essa escalada não é mero acaso, mas o resultado previsível de uma combinação tóxica: juros elevados mantidos por muito tempo, crédito escasso e caro, inflação que corrói margens, custos de produção em alta e um ambiente de instabilidade regulatória e fiscal que sufoca o setor produtivo. Enquanto o governo celebra narrativas de “resiliência”, milhares de empresários honestos são obrigados a recorrer à Justiça para tentar salvar seus negócios da falência, com impactos diretos sobre empregos, cadeia de suprimentos e confiança do mercado. O recorde de recuperações judiciais em 2025 serve como um alerta vermelho: sem uma agenda econômica que priorize redução real da carga tributária, corte de gastos públicos, previsibilidade jurídica e juros compatíveis com a realidade produtiva, o Brasil continuará destruindo empresas em vez de criá-las, penalizando justamente quem mais arrisca e gera riqueza para a nação.