Publicidade

Estudo investiga se adoçantes de baixa caloria podem influenciar risco de diabetes

Pesquisadores analisam impacto de aspartame, estévia e sucralose no controle da glicose Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, estão recrutando voluntários para um estudo que pretende investigar como adoçantes de baixa caloria se comportam no organismo e se podem influenciar mecanismos ligados ao risco de diabetes tipo 2. A pesquisa, chamada “Sweet n Sour”, vai comparar cinco dos adoçantes mais utilizados no mundo: aspartame, estévia, sucralose, sacarina e acessulfame de potássio. O objetivo não é afirmar, de antemão, que esses produtos causam diabetes, mas entender melhor seus efeitos sobre o controle da glicose. Segundo a universidade, o estudo vai avaliar se diferentes adoçantes interferem na absorção de glicose pelo intestino e se alteram a quantidade e os tipos de bactérias presentes na microbiota intestinal. Estudo sobre adoçantes busca respostas sobre glicose A pesquisa parte de uma preocupação crescente: milhões de pessoas substituem açúcar por adoçantes de baixa caloria acreditando que essa troca é sempre mais saudável. Esses compostos estão presentes em refrigerantes, iogurtes, barras de proteína, sobremesas, produtos diet, alimentos “zero açúcar” e bebidas industrializadas. De acordo com a Universidade de Adelaide, apesar do uso amplo desses produtos, ainda não há compreensão completa sobre seus efeitos metabólicos no longo prazo. Por isso, os pesquisadores querem observar como cada adoçante atua em órgãos envolvidos no controle do açúcar no sangue, especialmente intestino, pâncreas e rins. Aspartame, estévia, sucralose, sacarina e acessulfame serão testados O estudo pretende verificar se os adoçantes têm efeitos diferentes entre si. Essa é uma questão importante porque, no consumo cotidiano, muitas pessoas tratam todos os substitutos do açúcar como se fossem iguais. Na prática, porém, cada substância tem composição, absorção e metabolismo próprios. O aspartame, a sucralose, a sacarina, a estévia e o acessulfame de potássio aparecem em produtos diferentes e podem interagir com o organismo de formas distintas. Segundo a página oficial do estudo, os participantes receberão um dos cinco adoçantes ou placebo em cápsulas durante quatro semanas. Ao longo do período, os pesquisadores vão monitorar o controle da glicose, a absorção intestinal de açúcar e possíveis mudanças na microbiota. Microbiota intestinal entra no centro da investigação Um dos pontos mais relevantes da pesquisa é a análise da microbiota intestinal, conjunto de bactérias e outros microrganismos que vivem no intestino e participam de processos digestivos, imunológicos e metabólicos. A hipótese investigada é que alguns adoçantes possam modificar esse ambiente intestinal e, indiretamente, influenciar o controle da glicose. O professor associado Tongzhi Wu, pesquisador da Universidade de Adelaide, afirmou que entender como diferentes adoçantes afetam a glicose pode ajudar a orientar recomendações dietéticas mais seguras e identificar novos alvos para prevenção e controle do diabetes. A cautela científica é importante. Evidências observacionais sugerem associação entre consumo regular de adoçantes não açucarados e maior risco de diabetes tipo 2, mas esse tipo de estudo não prova causa e efeito. Pessoas que já têm maior risco metabólico também podem ser justamente as que mais recorrem a produtos sem açúcar. OMS já recomendou cautela no uso para emagrecimento Em 2023, a Organização Mundial da Saúde publicou uma diretriz recomendando que adoçantes não açucarados não sejam usados como estratégia principal para controle de peso ou redução do risco de doenças crônicas. A OMS afirmou que a substituição do açúcar por esses produtos não mostrou benefício de longo prazo para redução de gordura corporal e que estudos apontaram possíveis efeitos indesejáveis, como maior risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares em adultos. A própria OMS destacou que a recomendação é condicional e que a relação observada pode ser influenciada por características prévias dos participantes e padrões complexos de consumo. A orientação também não se aplica a pessoas com diabetes já diagnosticado, que devem seguir aconselhamento individualizado de profissionais de saúde. Resultado pode influenciar recomendações futuras O estudo australiano pode ajudar a diferenciar quais adoçantes têm maior ou menor impacto metabólico, caso sejam identificadas diferenças relevantes. Essa informação interessa a consumidores, médicos, nutricionistas, indústria de alimentos e formuladores de políticas públicas. Até que novas evidências sejam consolidadas, especialistas costumam recomendar moderação. Reduzir o excesso de açúcar é uma medida importante, mas trocar tudo por produtos adoçados artificialmente pode não ser a solução completa. Uma alimentação equilibrada, com alimentos menos ultraprocessados, acompanhamento profissional quando necessário e atenção ao consumo diário continuam sendo pontos centrais para a saúde metabólica. A pesquisa segue em recrutamento e deve contribuir para um debate que ganhou força nos últimos anos: adoçantes podem ajudar a reduzir calorias, mas seus efeitos no organismo precisam ser compreendidos com mais precisão.

Brasil cria 72,9 mil empregos formais em maio, pior resultado para o mês desde 2020

Geração de empregos desacelera em maio e acende alerta sobre ritmo da economia O Brasil criou 72.960 empregos formais em maio de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado veio da diferença entre 2,20 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos no período, mantendo saldo positivo no mercado de trabalho com carteira assinada. Apesar do número positivo, o desempenho acendeu alerta. O saldo de maio foi o pior para o mês desde 2020, ano marcado pelos impactos da pandemia, e ficou abaixo das projeções de agentes financeiros, que esperavam cerca de 137,5 mil vagas, segundo levantamento citado pelo Poder360. Empregos formais desaceleram em maio A geração de empregos formais em maio caiu 52,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o país havia criado 153.108 postos de trabalho. O dado corrige a comparação mais relevante para o período, já que a análise de meses equivalentes reduz distorções sazonais do mercado de trabalho. No acumulado de janeiro a maio, o país abriu 767.326 vagas formais. Nos últimos 12 meses, entre junho de 2025 e maio de 2026, o saldo chegou a 1.132.820 novos postos com carteira assinada, conforme a Secretaria de Comunicação Social do governo federal. O resultado mostra que o mercado de trabalho ainda cresce, mas em velocidade menor. Para famílias, empresas e governos, a desaceleração importa porque o emprego formal é um dos principais indicadores de renda, consumo, arrecadação e confiança na economia. Serviços puxam saldo positivo Todos os cinco grandes grupos de atividade econômica registraram saldo positivo em maio. O setor de Serviços liderou a criação de vagas, com 45.655 novos postos. Em seguida vieram Construção, com 12.096; Agropecuária, com 10.205; Indústria, com 4.974; e Comércio, com apenas 40 vagas. O desempenho do Comércio chama atenção pelo saldo praticamente estável. Em um cenário de juros elevados, crédito mais caro e orçamento familiar apertado, setores ligados ao consumo tendem a sentir mais rapidamente a perda de fôlego. Já Serviços segue sustentando parte importante da geração de empregos, especialmente em áreas como saúde, atividades administrativas, transporte, armazenagem e correio, que tiveram destaque dentro do grupo. Goiás teve saldo negativo no mês No recorte por estados, 22 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo em maio. São Paulo liderou em números absolutos, com 18.224 novas vagas, seguido por Espírito Santo, com 9.532, e Rio de Janeiro, com 9.195. Entre os estados com saldo negativo, Goiás apareceu com perda de 2.742 postos formais no mês, segundo dados reunidos pelo Poder360. O Rio Grande do Sul teve retração de 5.657 vagas, enquanto Tocantins registrou queda de 743 postos. Para Goiás, o dado exige atenção do setor produtivo e do poder público. A perda de vagas formais em um mês específico não define tendência isoladamente, mas indica necessidade de acompanhar desempenho por setor, especialmente comércio, indústria, agropecuária e construção. Marinho culpa juros e cenário internacional Ao comentar os números, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração aos efeitos da política de juros elevados e a tensões econômicas internacionais. Segundo ele, a política monetária contracionista tem impacto negativo sobre o mercado de trabalho. A crítica do ministro ocorre em um contexto de preocupação com o custo do crédito. Juros altos encarecem financiamentos, reduzem investimentos produtivos e podem diminuir a contratação de trabalhadores, especialmente em empresas menores ou setores dependentes de capital de giro. Por outro lado, a manutenção de juros elevados costuma ser defendida como instrumento de controle da inflação. O desafio econômico é equilibrar estabilidade de preços, responsabilidade fiscal e ambiente favorável ao investimento privado, sem comprometer a geração de empregos. Salário médio de admissão recua O salário médio real de admissão em maio foi de R$ 2.384,10, valor abaixo dos R$ 2.402,07 registrados em abril, segundo o UOL. Na comparação com maio de 2025, porém, houve alta real de R$ 35,98, o equivalente a 1,5%. Esse dado mostra uma leitura mista. O salário de entrada caiu em relação ao mês anterior, mas ainda apresenta ganho quando comparado ao mesmo período do ano passado. Para o trabalhador, o avanço real da renda é essencial para recompor poder de compra, especialmente em um cenário de alimentos, transporte e crédito ainda pressionando o orçamento. Novo Caged mede emprego com carteira assinada O Novo Caged acompanha mensalmente admissões e desligamentos informados pelas empresas e consolida o saldo do emprego formal no país. Desde 2020, as informações passaram a ser coletadas com base no eSocial, o que exige cautela em comparações com períodos anteriores à mudança metodológica. A desaceleração de maio não elimina o saldo positivo do ano, mas reforça que a economia precisa de previsibilidade, crédito sustentável, segurança jurídica e ambiente favorável ao investimento para transformar crescimento pontual em geração consistente de empregos.

Justiça limita cobrança da Unimed Goiânia em tratamento de criança com autismo

Coparticipação da Unimed Goiânia para criança com TEA é limitada ao valor da mensalidade A Justiça de Goiás limitou os valores de coparticipação cobrados pela Unimed Goiânia no tratamento de uma criança de 3 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A decisão foi proferida pelo juiz Joyre Cunha Sobrinho, da 29ª Vara Cível de Goiânia, e fixou que a cobrança mensal não poderá ultrapassar R$ 196,17, mesmo valor da mensalidade do plano de saúde. O caso chegou ao Judiciário depois que a família relatou cobrança de R$ 2.176,16 em um único mês, valor mais de dez vezes superior à mensalidade contratada. Segundo a ação, o custo tornou financeiramente inviável a continuidade das terapias prescritas para a criança. Justiça limita cobrança da Unimed Goiânia A criança faz acompanhamento contínuo com Psicologia pelo método ABA, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Psicomotricidade. Embora os procedimentos tenham sido autorizados pela operadora, a família afirmou que a cobrança elevada de coparticipação funcionava, na prática, como obstáculo ao tratamento. Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu que a coparticipação pode ser prevista em contrato, mas destacou que a forma de cobrança não pode esvaziar a finalidade do plano de saúde. Na sentença, o juiz entendeu que autorizar o tratamento e cobrar valor capaz de impedir sua realização equivale, na prática, a uma negativa de cobertura. Coparticipação chegou a mais de R$ 2,1 mil De acordo com os autos, a mensalidade do plano era de R$ 196,17, enquanto a coparticipação cobrada em janeiro de 2026 chegou a R$ 2.176,16. A decisão considerou esse patamar desproporcional diante da necessidade de tratamento contínuo da criança. A sentença declarou inexigíveis os valores cobrados acima do limite fixado desde a citação da operadora. Também foi mantida multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 20 mil. Tratamento do autismo deve seguir prescrição médica A decisão levou em consideração nota técnica do NatJus, segundo a qual as terapias prescritas constam do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e são adequadas ao tratamento do TEA. O magistrado também destacou que a escolha da terapêutica cabe ao médico assistente. A ANS informou, em regra aprovada em 2022, que passou a ser obrigatória a cobertura de qualquer método ou técnica indicada pelo médico assistente para tratamento de pacientes enquadrados na CID F84, grupo que inclui transtornos globais do desenvolvimento. A agência também ajustou normas para sessões ilimitadas com fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas nesses casos. Unimed Goiânia diz cumprir decisões judiciais A Unimed Goiânia sustentou no processo que a coparticipação estava prevista em contrato e que os valores decorreram do alto volume de utilização do plano. A operadora também afirmou que não houve negativa formal de cobertura e defendeu a preservação do equilíbrio econômico do contrato. Em nota divulgada ao Mais Goiás, a Unimed Goiânia informou que cumpre as decisões judiciais e afirmou que todas as terapias do plano terapêutico da criança são incorporadas à cobertura do beneficiário, conforme prescrição médica, legislação aplicável e normas da ANS. Decisão reforça limite entre contrato e acesso à saúde O caso reacende uma discussão relevante sobre planos de saúde na modalidade coparticipativa. Esse modelo pode ser legítimo quando contratado de forma clara e equilibrada, mas passa a ser questionado quando a cobrança impede o acesso efetivo ao tratamento. Na prática, a decisão busca preservar dois pontos: a validade do contrato e a necessidade de garantir que a criança continue recebendo as terapias prescritas. Para famílias de crianças com TEA, tratamentos multidisciplinares costumam ser contínuos e exigem previsibilidade financeira. O processo foi identificado pelo número 5086664-56.2026.8.09.0051. Ainda não há informação, nas publicações consultadas, sobre eventual recurso da operadora contra a sentença.

Calor na Europa provoca mais de 1.300 mortes acima do esperado, diz OMS

OMS alerta que onda de calor na Europa virou “assassino silencioso” e expõe falhas de infraestrutura A forte onda de calor que atinge a Europa provocou mais de 1.300 mortes acima do esperado desde 21 de junho, segundo afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Em publicação neste domingo (28), ele disse que cerca de 150 milhões de pessoas estão expostas ao calor extremo no continente e classificou o estresse térmico como um “assassino silencioso”. O alerta reforça a gravidade de um fenômeno que deixou de ser episódico. Segundo Tedros, ondas de calor antes descritas como eventos “uma vez a cada geração” passaram a ocorrer quase todos os anos na Europa, continente que aquece em ritmo mais acelerado que a média global. Calor na Europa pressiona sistemas de saúde A onda de calor tem provocado aumento da demanda por atendimento médico, fechamento de escolas, impacto em redes elétricas e dificuldades em estruturas urbanas que não foram projetadas para suportar temperaturas tão elevadas. A OMS afirma que trabalha com Estados-membros e parceiros para fortalecer ações de prevenção, preparação e resposta dos sistemas de saúde. O calor extremo é especialmente perigoso porque nem sempre causa sinais imediatos percebidos pela população. Idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e moradores de residências sem ventilação adequada estão entre os grupos mais vulneráveis. Em episódios prolongados, o corpo pode ter dificuldade para regular a temperatura, aumentando o risco de desidratação, exaustão pelo calor e agravamento de doenças cardiovasculares, respiratórias e renais. Mortes acima do esperado acendem alerta As chamadas mortes acima do esperado indicam um aumento no número de óbitos em comparação com o padrão normal para o mesmo período. Esse dado é usado por autoridades de saúde para medir o impacto indireto de eventos extremos, como ondas de calor, pandemias ou desastres naturais. Na França, autoridades registraram cerca de 1.000 mortes adicionais durante a onda de calor, com maior impacto entre idosos. O número pode ser revisado à medida que novos dados forem consolidados pelas autoridades sanitárias. Outros países europeus também enfrentam temperaturas elevadas, interrupções em serviços públicos e pressão sobre hospitais. Em alguns locais, eventos foram cancelados, escolas tiveram funcionamento alterado e sistemas de transporte e energia sofreram impactos. Europa não está preparada para temperaturas extremas A fala de Tedros expõe um problema estrutural: grande parte das casas, escolas, locais de trabalho e hospitais europeus foi construída para um clima historicamente mais ameno. Em muitos países, o uso de ar-condicionado é menos comum do que em regiões acostumadas a verões severos. Com temperaturas mais altas e frequentes, edifícios antigos, ruas com pouca arborização, transporte público sem climatização e sistemas elétricos sobrecarregados ampliam o risco para a população. A adaptação climática passa a ser uma necessidade de saúde pública, não apenas uma pauta ambiental. A OMS defende que países implementem planos de ação contra o calor, com alertas antecipados, orientação à população, proteção de grupos vulneráveis, reforço no atendimento de saúde e medidas urbanas para reduzir ilhas de calor. Mudanças climáticas ampliam eventos extremos Especialistas associam o aumento da frequência e intensidade das ondas de calor às mudanças climáticas. Levantamento do World Weather Attribution aponta que emissões de combustíveis fósseis agravaram rapidamente as ondas de calor europeias nas últimas décadas e tornaram esses episódios mais severos. Para os governos, o desafio é combinar medidas de curto prazo, como abrigos climatizados e alertas de emergência, com políticas de longo prazo, incluindo arborização urbana, construção adaptada ao calor, proteção de idosos e investimentos em infraestrutura resiliente. A situação também tem impacto econômico. Calor extremo reduz produtividade, afeta agricultura, pressiona sistemas de energia, prejudica transporte e aumenta gastos com saúde. Em países densamente povoados, esse conjunto de efeitos pode se espalhar rapidamente. Alerta deve servir de prevenção A onda de calor na Europa mostra que eventos climáticos extremos já representam uma ameaça concreta à saúde pública. Para a OMS, a resposta precisa ser coordenada, preventiva e baseada em evidências, com foco especial em quem tem menos condições de se proteger. O balanço de mais de 1.300 mortes acima do esperado reforça que o calor não pode ser tratado como incômodo passageiro. Em períodos de temperatura extrema, informação correta, hidratação, acompanhamento de idosos e estrutura adequada podem salvar vidas.

44% dos brasileiros compram álbum da Copa para reunir a família, aponta pesquisa

Álbum da Copa 2026 mantém tradição e aproxima famílias, diz levantamento O álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 continua ocupando um lugar especial na rotina dos brasileiros. Pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro mostra que 44% dos brasileiros compraram o álbum para interagir com filhos e familiares. O mesmo percentual afirmou que diversão e entretenimento são as principais motivações para adquirir a coleção. O levantamento reforça que, mesmo em tempos de redes sociais, streaming e consumo digital, a tradição das figurinhas ainda tem força como experiência familiar. Mais do que completar páginas, muitos consumidores veem o álbum como uma forma de convivência, troca, memória afetiva e aproximação entre gerações. Álbum da Copa une famílias e diferentes gerações Segundo a pesquisa, o fator familiar aparece no topo das razões para a compra do álbum. Para muitos pais, mães, avós e responsáveis, colecionar figurinhas com crianças e adolescentes funciona como uma atividade compartilhada, capaz de criar conversas, brincadeiras e momentos longe da rotina acelerada. Esse dado ajuda a explicar por que o álbum da Copa mantém relevância mesmo com o avanço do entretenimento digital. A experiência não está apenas no produto físico, mas no ritual: abrir pacotinhos, conferir jogadores, procurar figurinhas repetidas, negociar trocas e acompanhar a evolução da coleção. Em muitas casas, o álbum vira ponto de encontro. Crianças aprendem sobre seleções, países e atletas, enquanto adultos revivem lembranças de Copas anteriores. Essa combinação de presente e memória ajuda a manter a tradição viva. Diversão e tradição explicam força das figurinhas A pesquisa também mostra que 44% dos entrevistados apontam diversão e entretenimento como principal motivação para comprar o álbum. Na sequência, aparecem a tradição da Copa do Mundo, com 41%, o gosto por futebol, com 37%, e a nostalgia ou memória afetiva associada ao torneio, também com 37%. Os números indicam que o álbum não depende apenas do desempenho da Seleção Brasileira ou do interesse pelo futebol profissional. Ele se tornou parte do pacote cultural da Copa. Para parte dos brasileiros, o Mundial começa antes da bola rolar, quando o álbum chega às bancas, livrarias, supermercados e pontos de venda. Esse comportamento também movimenta o comércio. Pacotes de figurinhas, álbuns, produtos licenciados, eventos de troca e pontos de encontro entre colecionadores ajudam a aquecer o consumo ligado ao torneio. Trocas de figurinhas fortalecem convivência social Outro dado relevante é que 35% dos entrevistados disseram que completar o álbum ajuda a entrar no clima da Copa, enquanto 33% destacaram a troca de figurinhas e a socialização como fatores importantes para a compra. As trocas são uma das partes mais tradicionais da experiência. Em escolas, condomínios, praças, shoppings e grupos de mensagens, colecionadores buscam os cromos que faltam e negociam repetidas. O hábito estimula contato social, organização e até noções simples de negociação entre crianças e adultos. Para as famílias, esse processo pode ser educativo quando acompanhado de equilíbrio. É importante definir limites de gasto, evitar pressão para completar rapidamente a coleção e transformar a atividade em lazer, não em competição excessiva. Preço ainda pesa para parte dos brasileiros Entre os brasileiros que não pretendem comprar o álbum, 37% afirmaram preferir destinar o dinheiro a outras prioridades. Outros 33% disseram não ter interesse pelos cromos, 31% afirmaram não ter o hábito de colecionar e 26% consideraram o preço elevado. Esse recorte mostra que o álbum segue popular, mas também sente os efeitos do orçamento familiar. Em um cenário de custo de vida pressionado, muitas famílias precisam escolher onde gastar. O entretenimento, por mais tradicional que seja, disputa espaço com alimentação, transporte, contas domésticas e material escolar. Por isso, a força do álbum em 2026 revela dois movimentos ao mesmo tempo: a permanência de uma tradição afetiva e a necessidade de consumo mais planejado. Pesquisa ouviu mais de mil brasileiros De acordo com as informações divulgadas, a pesquisa ouviu 1.030 brasileiros com 18 anos ou mais entre os dias 2 e 8 de junho de 2026. O levantamento reforça que o álbum de figurinhas continua sendo um dos símbolos mais conhecidos da Copa do Mundo, misturando futebol, lazer, memória e convivência familiar. A cada edição do torneio, a coleção renova uma prática simples, mas ainda poderosa: reunir pessoas em torno de uma paixão comum. Em um país onde o futebol faz parte da identidade nacional, o álbum da Copa segue como ponte entre gerações, dentro e fora de casa.

PM prende suspeito de tráfico com crack na Feira Coberta da Vila Amália, em Rio Verde

Suspeito é preso com crack fracionado para venda na Vila Amália, em Rio Verde A Polícia Militar de Rio Verde prendeu, na noite de domingo (28), um homem suspeito de tráfico de drogas nas proximidades da Feira Coberta da Vila Amália, região que, segundo a corporação, é alvo recorrente de denúncias relacionadas à venda de entorpecentes e à prática de crimes patrimoniais. A abordagem foi realizada durante patrulhamento intensificado feito pelos policiais militares Cb Mezêncio e Cb De Jesus. De acordo com as informações da ocorrência, usuários de drogas teriam repassado aos militares que um homem identificado pelas iniciais W.O.A. estaria comercializando pedras de crack no local. Ainda conforme o relato, o suspeito usaria áreas de vegetação próximas para esconder parte do entorpecente e dificultar a localização do material durante possíveis abordagens policiais. PM prende suspeito de tráfico na Vila Amália Com base nas informações recebidas, a equipe policial intensificou as buscas na região da Feira Coberta da Vila Amália e conseguiu localizar o suspeito. Durante a abordagem, os militares encontraram uma pedra de crack escondida na boca do homem, segundo a Polícia Militar. A partir da localização inicial da droga, os policiais realizaram entrevista com o abordado. Conforme a ocorrência, ele teria admitido que passou a comercializar entorpecentes por estar desempregado e indicou o ponto onde mantinha o restante do material escondido. A confissão relatada pela equipe policial deverá ser analisada pela autoridade competente dentro do procedimento legal. Até decisão da Justiça, o preso deve ser tratado conforme as garantias do devido processo legal. Crack estava escondido em área de vegetação Durante as buscas no local indicado, os policiais encontraram aproximadamente 10 gramas de crack, parte já fracionada em porções menores. Segundo a PM, a forma de acondicionamento indicava que o entorpecente estaria pronto para comercialização. Além da droga, foram apreendidos R$ 43,00 em dinheiro e um aparelho celular que, conforme a ocorrência, era utilizado pelo suspeito. Todo o material foi recolhido e encaminhado para a Delegacia de Polícia, onde ficará à disposição da investigação. A prática de esconder drogas em terrenos, matas, calçadas ou pontos próximos à movimentação de usuários é uma estratégia frequentemente identificada pelas forças de segurança em áreas com denúncias de tráfico. O objetivo costuma ser reduzir a quantidade de entorpecente em posse direta do suspeito no momento da abordagem. Região é alvo de denúncias recorrentes A área da Feira Coberta da Vila Amália já vinha sendo monitorada pela Polícia Militar em razão de reclamações da população e denúncias relacionadas ao tráfico de drogas. Segundo a corporação, a presença de usuários e suspeitos de venda de entorpecentes também pode estar associada a crimes patrimoniais, como furtos e roubos nas imediações. Para moradores e comerciantes, a presença ostensiva da polícia é considerada importante para reduzir a sensação de insegurança. O combate ao tráfico em espaços públicos também tem impacto direto na ordem urbana, na circulação de famílias e na proteção de trabalhadores que dependem da região. A atuação policial em pontos de maior vulnerabilidade é uma das estratégias usadas para coibir pequenos focos de venda de drogas e evitar que esses locais se consolidem como áreas dominadas pela criminalidade. Suspeito tinha passagens criminais Levantamentos realizados nos sistemas de segurança pública apontaram que W.O.A. possui passagens criminais por lesão corporal, injúria, ameaça e furto. Segundo a Polícia Militar, ele também já havia sido localizado e capturado anteriormente na condição de foragido da Justiça. O histórico criminal informado pela corporação foi incluído na ocorrência e poderá ser considerado pelas autoridades responsáveis pela apuração. Ainda assim, cada fato deve ser analisado individualmente, com respeito ao direito de defesa e à presunção de inocência em relação a processos ainda não concluídos. Autor foi levado para a delegacia Diante dos fatos, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Rio Verde, juntamente com o crack apreendido, o dinheiro e o aparelho celular. A partir de agora, o caso seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá adotar as providências cabíveis, formalizar o flagrante e avaliar eventuais desdobramentos da investigação. A ação reforça o trabalho de patrulhamento em áreas com maior incidência de denúncias e mostra a importância da participação da população no repasse de informações às forças de segurança. Para a comunidade, o enfrentamento ao tráfico é uma medida essencial para preservar a ordem, reduzir crimes associados e garantir mais tranquilidade aos moradores.

Pesquisa PoderData/Aya mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 2º turno

Lula marca 46% e Flávio Bolsonaro 43% em cenário de segundo turno, diz pesquisa Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (25) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43%. Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados no 2º turno O resultado indica estabilidade no cenário eleitoral em relação ao levantamento anterior, divulgado no fim de maio. Na pesquisa passada, Lula também aparecia com 46%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 42%. A oscilação de 1 ponto percentual do senador do PL ocorreu dentro da margem de erro. O cenário reforça uma disputa nacional ainda aberta e competitiva, especialmente porque os números seguem próximos. Em levantamentos eleitorais, empate técnico não significa igualdade exata, mas que, considerando a margem de erro, não é possível afirmar com segurança estatística que um candidato está à frente do outro. Pesquisa também testou outros nomes Além de Flávio Bolsonaro, o PoderData/Aya avaliou cenários de segundo turno envolvendo Ronaldo Caiado (PSD), Joaquim Barbosa (DC), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Segundo o levantamento, Lula aparece tecnicamente empatado com todos esses nomes, exceto Renan Santos, contra quem registra vantagem fora da margem de erro. A leitura geral do instituto é de estabilidade. Todas as variações nos confrontos diretos em relação à rodada anterior ficaram dentro da margem de erro, o que indica um eleitorado ainda bastante dividido. Recortes mostram diferenças por sexo e região Nos recortes demográficos, Lula tem melhor desempenho entre mulheres, com 50% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o cenário se inverte: Flávio aparece com 48%, enquanto Lula registra 41%. Por região, o presidente tem vantagem no Nordeste, onde aparece com 53% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra melhor desempenho no Centro-Oeste, com 52%. O levantamento também aponta diferenças por escolaridade, com Lula melhor entre eleitores com ensino fundamental e Flávio com desempenho superior entre os que têm ensino médio. Metodologia da pesquisa A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre os dias 21 e 24 de junho de 2026. Foram ouvidas 2.400 pessoas em 617 municípios das 27 unidades da Federação, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05722/2026. Segundo o PoderData, as entrevistas foram feitas por sistema URA, em que o eleitor ouve perguntas gravadas e responde pelo teclado do telefone. O levantamento foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa do grupo Poder360, em parceria de divulgação com a Aya Bancah. Cenário eleitoral segue indefinido O resultado mostra que a corrida presidencial ainda está marcada por forte divisão do eleitorado. A diferença numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro existe, mas não ultrapassa a margem de erro, o que impede uma conclusão definitiva sobre liderança no cenário testado. Pesquisas eleitorais são fotografias do momento em que os dados são coletados. Elas ajudam a medir tendências, estabilidade ou oscilação, mas não antecipam o resultado final da eleição. Até a votação, fatores como campanha, debates, economia, alianças, rejeição, mobilização regional e acontecimentos políticos podem alterar o comportamento do eleitorado.

Inflação dos alimentos desacelera em junho, mas ainda pesa no bolso das famílias

Alimentos perdem força no IPCA-15, mas batata, tomate e feijão seguem pressionando preços Inflação dos alimentos desacelera em junho A inflação dos alimentos perdeu força em junho, mas continuou pressionando o orçamento das famílias brasileiras. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, o IPCA-15, divulgado pelo IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas passou de alta de 1,38% em maio para 0,74% em junho. Mesmo com a desaceleração, foi o grupo de maior variação e impacto no índice do mês, com contribuição de 0,16 ponto percentual. A prévia da inflação oficial ficou em 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% registrados em maio. No acumulado do ano, o IPCA-15 chegou a 3,45%, enquanto em 12 meses soma 4,80%, acima dos 4,64% observados no período imediatamente anterior. Alimentação no domicílio ainda pesa no orçamento Dentro do grupo Alimentação e Bebidas, a alimentação no domicílio também perdeu força, passando de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Ainda assim, produtos básicos continuaram subindo de forma expressiva, afetando diretamente as compras de supermercado. Os maiores aumentos foram registrados na batata-inglesa, com alta de 29,42%; no tomate, com 17,27%; no feijão-carioca, com 14,29%; e na cebola, com 9,54%. Esses itens têm forte presença na mesa do brasileiro e, por isso, mesmo variações pontuais acabam sendo sentidas rapidamente pelas famílias. No acumulado do primeiro semestre, a pressão foi ainda mais forte. Tomate, cenoura e batata-inglesa mais que dobraram de preço, com altas acumuladas de 103,84%, 103,10% e 100,20%, respectivamente. Clima ajuda a explicar alta de hortaliças e legumes Especialistas apontam que alimentos como tomate, batata, cenoura, cebola e folhas são altamente sensíveis às condições climáticas. Chuvas intensas, calor excessivo, geadas, irregularidade no plantio e problemas na colheita podem reduzir a oferta e provocar aumentos rápidos de preços. Esse tipo de alimento também é perecível, o que limita a capacidade de armazenamento por longos períodos. Quando há quebra de produção ou dificuldade logística, o repasse ao consumidor costuma acontecer com velocidade. Para famílias de menor renda, o impacto é mais pesado. Como alimentação representa uma parcela maior do orçamento doméstico, altas em produtos básicos reduzem o poder de compra e obrigam consumidores a trocar marcas, reduzir quantidades ou substituir alimentos. Café e frutas registram queda em junho Apesar da pressão em itens importantes, alguns produtos apresentaram alívio. O café moído caiu 3,69% em junho, enquanto as frutas tiveram queda média de 0,96%, segundo o IBGE. Esses recuos ajudaram a conter parte da alta do grupo Alimentação e Bebidas. No caso do café, a melhora nas expectativas de oferta contribuiu para reduzir a pressão sobre os preços. Ainda assim, o produto segue no radar dos consumidores, já que vinha acumulando fortes altas nos últimos meses e tem peso relevante no consumo diário das famílias brasileiras. A queda nas frutas também ajuda a aliviar a cesta, mas não elimina o problema central: a inflação dos alimentos permanece disseminada em itens de grande consumo. Alimentação fora de casa também desacelera A alimentação fora do domicílio teve desaceleração em junho, passando de 0,51% em maio para 0,40%. O preço das refeições subiu 0,39%, abaixo da alta de 0,57% registrada no mês anterior. Já os lanches aceleraram, passando de 0,37% para 0,45%. Esse comportamento mostra que a pressão dos alimentos não fica restrita ao supermercado. Restaurantes, lanchonetes e pequenos comércios também sofrem com custos de insumos, energia, aluguel, mão de obra e logística. Para trabalhadores que dependem de alimentação fora de casa, mesmo aumentos moderados têm impacto relevante ao longo do mês. O custo diário do almoço, do lanche ou da refeição pronta pesa especialmente em grandes centros urbanos. Inflação exige cautela na economia A desaceleração do IPCA-15 em junho é positiva, mas ainda não representa alívio completo. O grupo Alimentação e Bebidas segue como uma das principais fontes de pressão sobre a inflação e sobre o bolso da população. Em um cenário de juros elevados e renda apertada, controlar o preço dos alimentos é essencial para preservar o poder de compra das famílias. Isso depende de clima favorável, logística eficiente, estabilidade no campo, redução de desperdícios e ambiente econômico previsível para produção e distribuição. O dado de junho mostra melhora em relação a maio, mas também revela que a inflação alimentar continua sendo um desafio central para consumidores, produtores e formuladores de política econômica.

Institucional

Contatos

Feito por  GreenFlow 👽