Lula promete rever emendas parlamentares e fundo partidário em eventual quarto mandato

Na convenção do PT, Lula mira relação com Congresso e critica modelo de distribuição de recursos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, que um eventual quarto mandato teria como uma das prioridades promover mudanças na relação entre o Executivo e o Congresso Nacional. Segundo o relato divulgado, o petista criticou o atual modelo de distribuição de emendas parlamentares e o volume de recursos destinados ao fundo partidário. A convenção nacional do PT estava marcada para 2 de agosto, em São Paulo, com a previsão de oficializar Lula como candidato à reeleição e Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa, conforme calendário divulgado pelo próprio partido. Lula mira emendas parlamentares em discurso Durante o discurso, Lula afirmou que é preciso rediscutir o uso do dinheiro público e defendeu alterações nas regras que envolvem as emendas parlamentares. Segundo o presidente, o modelo atual compromete a capacidade de planejamento do governo federal e reduz a autonomia do Executivo na execução do Orçamento. A crítica ocorre em um tema sensível da política nacional. As emendas parlamentares são instrumentos pelos quais deputados e senadores indicam recursos do Orçamento para obras, serviços e projetos em suas bases eleitorais. O problema, segundo críticos do modelo atual, é que o crescimento do peso dessas emendas passou a limitar a capacidade do governo de definir prioridades nacionais. Para defensores do mecanismo, as emendas aproximam o Orçamento das demandas locais e permitem que municípios menores tenham acesso a recursos. Para críticos, a falta de planejamento integrado pode pulverizar verbas, reduzir eficiência e enfraquecer políticas públicas estruturantes. Relação com o Congresso entra no centro da campanha Ao dizer que um eventual quarto mandato será voltado a “mudar esse país”, Lula sinalizou que pretende transformar a disputa sobre o Orçamento em tema eleitoral. A estratégia busca dialogar com eleitores que veem excesso de poder do Congresso sobre recursos federais, mas também envolve risco político. Qualquer mudança relevante nas emendas dependerá do próprio Congresso Nacional. Isso significa que a proposta, se levada adiante, exigirá negociação com deputados, senadores, partidos do centro e lideranças regionais. A relação entre Executivo e Legislativo já vem sendo marcada por disputas em torno do Orçamento. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 fixou, pela primeira vez, prazo para que o Executivo pagasse 65% das emendas parlamentares de execução obrigatória até o fim do primeiro semestre. Fundo partidário também foi alvo de críticas Lula também criticou o crescimento dos recursos destinados ao fundo partidário e afirmou que pretende discutir mudanças estruturais caso seja reeleito. No início de 2026, ao sancionar a LDO, o presidente vetou trecho que ampliava o Fundo Partidário, usado para financiar despesas das legendas. O tema é delicado porque envolve o financiamento da atividade partidária em um sistema político com dezenas de legendas, alto custo eleitoral e forte dependência de recursos públicos. Uma eventual revisão pode encontrar resistência tanto em partidos aliados quanto na oposição. Do ponto de vista institucional, o debate coloca duas preocupações lado a lado: garantir funcionamento regular dos partidos, que são essenciais à democracia representativa, e evitar aumento excessivo de gastos públicos em um cenário de cobrança por responsabilidade fiscal. Emendas estão sob pressão institucional A discussão sobre emendas também chegou ao Supremo Tribunal Federal. Em julho, o ministro Flávio Dino determinou a intimação de presidentes de 21 partidos com representação no Congresso para prestarem informações sobre eventual participação na definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares. Esse contexto reforça que o tema não é apenas eleitoral. Há uma disputa institucional sobre transparência, rastreabilidade, critérios de liberação e controle dos recursos públicos. Para o contribuinte, a questão central é simples: o dinheiro do Orçamento precisa chegar onde gera mais resultado, com fiscalização, planejamento e prestação de contas. Emendas podem atender demandas reais de municípios, mas precisam seguir critérios técnicos e evitar uso meramente eleitoral. Proposta depende de maioria parlamentar Embora o discurso de Lula tenha tom de promessa de campanha, a implementação de mudanças exigiria maioria no Congresso. O próprio PT já indicou, em resolução política, que considera a eleição de uma bancada mais forte na Câmara e no Senado como parte estratégica para viabilizar reformas estruturais e alterar o atual modelo de execução orçamentária por emendas. Essa é a principal limitação prática da proposta. Um presidente pode pautar o tema, negociar e apresentar projetos, mas não muda sozinho regras orçamentárias consolidadas pelo Legislativo. A promessa, portanto, deve ser lida como um eixo de campanha e como tentativa de reposicionar a discussão sobre governabilidade. Em uma leitura institucional, a questão será encontrar equilíbrio entre autonomia do Executivo, fiscalização parlamentar, demandas regionais e responsabilidade no uso do dinheiro público. Debate deve marcar a eleição de 2026 As declarações de Lula indicam que emendas parlamentares, fundo partidário e relação com o Congresso devem ganhar espaço na campanha presidencial. O tema dialoga diretamente com eficiência do Estado, controle de gastos, transparência e capacidade de planejamento nacional. Para a oposição, o discurso pode ser explorado como tentativa de concentrar poder no Executivo. Para aliados do governo, pode ser apresentado como reação ao avanço do Congresso sobre o Orçamento. Para o eleitor, o ponto decisivo será avaliar qual modelo entrega mais resultado com menos desperdício. A disputa eleitoral deve mostrar se a crítica ao atual sistema de emendas terá força suficiente para mobilizar o debate público. Até lá, a proposta de Lula coloca no centro da campanha uma pergunta relevante: quem deve definir a prioridade do gasto público no Brasil e com quais mecanismos de controle?
Davi Brito se casa com Emilly Araújo e repercussão envolve mãe, ex e irmã

Casamento de Davi Brito com Emilly Araújo gera reação familiar e movimenta redes sociais Davi Brito, campeão do BBB 24, oficializou a união com a influenciadora e empresária Emilly Araújo, também baiana, em casamento civil anunciado nas redes sociais. A notícia surpreendeu parte dos seguidores porque o relacionamento havia sido assumido publicamente há cerca de um mês, em 29 de junho, segundo registros da imprensa especializada. Ao publicar o anúncio, Davi tratou a assinatura no cartório como o início de uma nova etapa do casal. Em uma declaração compartilhada nas redes, ele afirmou que os dois deram o “primeiro passo oficial” da história e escolheram caminhar lado a lado. Davi Brito se casa com Emilly Araújo O casamento civil de Davi Brito e Emilly Araújo rapidamente ganhou repercussão entre fãs, críticos e perfis de entretenimento. A união foi anunciada pelo ex-BBB na terça-feira (28), conforme noticiado por veículos como NaTelinha e Itatiaia. Emilly Araújo é influenciadora digitalEmilly Araújo é influ e compartilha conteúdos sobre rotina, moda, maquiagem, beleza e procedimentos estéticos. Reportagens publicadas antes do casamento já apontavam que ela vinha ganhando visibilidade nas redes após assumir o relah4turn420341search5 A rapidez entre o anúncio público do namoro e a oficialização da união foi um dos pontos mais comentados. Embora decisões sobre vida pessoal pertençam ao casal, a exposição de Davi desde a vitória no reality faz com que acontecimentos privados ganhem grande alcance público. Mãe de Davi diz que soube pelas redes sociais A ausência de familiares na cerimônia também movimentou as redes. Segundo informações atribuídas ao Mais Goiás, Elisângela Brito, mãe de Davi, apareceu chorando em uma live e afirmou que soube do casamento pelas redes sociais. No relato, ela disse que estava na mesma situação dos seguidores e declarou ter ficado magoada por não ter sido avisada previamente. A reação ampliou o debate sobre a relação de Davi com a família e sobre os limites entre vida íntima e exposição pública. Em casos envolvendo figuras conhecidas, conflitos familiares acabam sendo acompanhados por milhares de pessoas. Ainda assim, é importante tratar o episódio com cautela, já que apenas os envolvidos conhecem os bastidores da relação. Mani Reggo publica mensagem após casamento Poucas horas depois da repercussão do casamento, Mani Reggo, ex-companheira de Davi, publicou uma mensagem que internautas interpretaram como indireta ao ex-BBB. Ela escreveu que a pessoa sabe que venceu quando vê certas situações e agradece por não ter mais relação com aquilo. A publicação foi compartilhada sem citar diretamente Davi ou Emilly. Por isso, qualquer associação deve ser tratada como interpretação de usuários das redes sociais, e não como uma confirmação da própria Mani. A relação entre Davi e Mani já havia sido alvo de ampla cobertura após o BBB 24. Em abril de 2025, o Mais Goiás noticiou decisão de primeira instância que reconheceu união estável entre os dois, caso que também teve repercussão por envolver os prêmios conquteturn553503search3 Alegação sobre mensagens gera especulação Outra polêmica surgiu após a influenciadora Emilly Amorim insinuar que teria recebido mensagens de Davi enquanto ele já estaria em um relacionamento. A declaração gerou especulações nas redes, mas, até o momento, não há manifestação pública do ex-BBB sobre a alegação no material informado. Como se trata de uma afirmação feita em ambiente digital e ainda sem resposta da outra parte, a informação deve ser apresentada com reserva. Não há elementos suficientes para concluir irregularidade, traição ou qualquer fato além da alegação divulgada. Esse cuidado é essencial em coberturas de entretenimento. A repercussão online costuma transformar suspeitas em julgamentos rápidos, mas a apuração jornalística deve diferenciar fato confirmado, declaração pública e interpretação de internautas. Raquel Brito defende felicidade do casal Diante da repercussão, Raquel Brito, irmã de Davi, negou ter reagido negativamente ao casamento. Segundo o relato divulgado, ela afirmou que as pessoas estavam criando uma “tempestade num copo d’água” e desejou bênçãos ao casal. A fala de Raquel buscou reduzir a leitura de conflito familiar generalizado. Mesmo com a reação pública da mãe, a irmã do ex-BBB tentou enquadrar o episódio como uma decisão pessoal de Davi, sem transformar o casamento em uma crise maior. O caso mostra como a vida de participantes de reality shows continua sob intensa observação mesmo após o fim do programa. Cada decisão pessoal, especialmente relacionamentos, separações e casamentos, passa a ser analisada publicamente. Exposição mantém Davi no centro das redes Desde que venceu o BBB 24, Davi Brito segue como um dos nomes mais comentados do universo dos realities. Sua trajetória pós-programa tem sido marcada por grande visibilidade, mudanças na vida pessoal e sucessivas repercussões nas redes. O casamento com Emilly Araújo adiciona um novo capítulo a essa exposição. Para o casal, a união representa uma escolha pessoal e o início de uma nova fase. Para o público, o episódio virou assunto por envolver família, ex-relacionamento e possíveis desdobramentos nas redes sociais. A tendência é que o tema continue repercutindo nos próximos dias, especialmente se Davi, Emilly, Elisângela, Mani ou Raquel voltarem a se manifestar. Até lá, o fato confirmado é que Davi Brito e Emilly Araújo oficializaram a união civil, enquanto as reações em torno do casamento seguem alimentando o debate público sobre fama, família e privacidade.
Justiça arquiva investigação sobre licitações da Saneago por falta de provas

Ex-diretora da Saneago e demais investigados são beneficiados por arquivamento criminal em Goiás A Justiça de Goiás arquivou a investigação criminal que apurava supostas irregularidades em licitações da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), incluindo um possível direcionamento de contratos em favor de uma empresa privada. A decisão beneficia a ex-diretora da estatal Silvana Canuto Medeiros e os demais investigados, após o Ministério Público de Goiás concluir que não havia provas suficientes para oferecer denúncia. A decisão foi proferida pela juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães, do 1º Juízo das Garantias da comarca de Goiânia, que acolheu o pedido de arquivamento apresentado pelo MPGO. Segundo a magistrada, o conjunto de provas remanescente não foi capaz de comprovar a existência de crimes como fraude à licitação, associação criminosa ou lavagem de dinheiro. Justiça arquiva investigação sobre licitações da Saneago O arquivamento representa o encerramento da investigação criminal, ao menos no estágio atual, por ausência de elementos suficientes para o oferecimento de denúncia. Na prática, o Ministério Público avaliou que os indícios reunidos não sustentavam a abertura de uma ação penal contra os investigados. No processo penal brasileiro, a denúncia exige justa causa, ou seja, um conjunto mínimo de elementos que indique materialidade e autoria de crime. Quando o órgão acusador entende que esse requisito não está presente, pode requerer o arquivamento da investigação. O Código de Processo Penal prevê que, se a vítima ou representante legal não concordar com o arquivamento, poderá submeter a matéria à revisão da instância competente do Ministério Público, no prazo legal. A legislação também trata da atuação do Ministério Público nos pedidos de arquivamento de inquéritos. MPGO apontou falta de provas para denúncia Segundo as informações divulgadas, o MPGO concluiu que não havia base probatória suficiente para acusar formalmente Silvana Canuto Medeiros e os demais investigados. A apuração tratava de suspeitas graves, como fraude à licitação, associação criminosa e lavagem de dinheiro, mas a conclusão ministerial foi de insuficiência de provas. A decisão judicial acompanhou esse entendimento. A juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães destacou que o conjunto de elementos remanescente não comprovava a prática dos crimes investigados. Esse ponto é relevante porque investigação não equivale a condenação. Em um Estado de Direito, acusações precisam ser sustentadas por provas e submetidas ao devido processo legal. Sem base mínima, a continuidade da persecução penal pode gerar insegurança jurídica e dano reputacional indevido. Caso envolvia suspeita de direcionamento de contratos A investigação apurava possíveis irregularidades em licitações da Saneago, entre elas um suposto direcionamento de contratos em favor de uma empresa privada. Esse tipo de suspeita costuma envolver análise de editais, pareceres técnicos, atos administrativos, comunicações internas, contratos, pagamentos e eventuais vínculos entre agentes públicos e empresas. No entanto, conforme a conclusão do MPGO acolhida pela Justiça, os elementos disponíveis não foram suficientes para demonstrar a ocorrência dos crimes apontados. A Saneago, como estatal responsável por serviços de saneamento, atua em uma área sensível da administração pública. Contratações nesse setor exigem transparência, controle interno, fiscalização externa e observância rigorosa das regras de licitação. Arquivamento reforça importância de prova técnica O caso reforça uma dimensão essencial do sistema de Justiça: suspeitas precisam ser apuradas, mas denúncias criminais dependem de provas consistentes. Em investigações envolvendo licitações, a análise costuma ser complexa porque nem toda falha administrativa configura crime. Pode haver irregularidade formal, divergência técnica, questionamento contratual ou falha de gestão sem que isso resulte, necessariamente, em responsabilidade penal. Para caracterizar crime, é preciso demonstrar conduta, dolo, vínculo entre os envolvidos e resultado juridicamente relevante. Por isso, decisões de arquivamento também fazem parte do funcionamento regular do sistema. Elas indicam que, naquele momento, o Estado não encontrou base suficiente para levar a acusação adiante. Segurança jurídica também protege a administração pública A decisão tem impacto além dos investigados. Para a administração pública e para empresas que contratam com o Estado, o caso evidencia a importância de segurança jurídica, documentos claros, editais bem fundamentados e processos licitatórios transparentes. A livre concorrência em licitações depende de regras objetivas e fiscalização eficiente. Ao mesmo tempo, agentes públicos e fornecedores precisam ter garantia de que só serão responsabilizados criminalmente quando houver provas concretas de irregularidade penal. Esse equilíbrio é fundamental para evitar dois riscos: a impunidade em casos de fraude real e a criminalização indevida de atos administrativos sem comprovação de crime. Investigação criminal fica encerrada no estado atual Com o acolhimento do pedido do Ministério Público, a investigação criminal foi arquivada. Isso significa que, neste momento, não haverá denúncia contra Silvana Canuto Medeiros e os demais investigados no âmbito desse procedimento. O arquivamento, porém, não impede necessariamente nova apuração se surgirem elementos novos e juridicamente relevantes, conforme prevê o Código de Processo Penal em relação à possibilidade de novas pesquisas quando houver notícia de outras provas. Até lá, prevalece a conclusão de ausência de provas suficientes para ação penal. O caso reforça a necessidade de investigações técnicas, controle rigoroso das contratações públicas e respeito ao devido processo legal em temas que envolvem patrimônio público, reputação de agentes e confiança da sociedade nas instituições.
Menino ajuda no resgate de mulher ao identificar sinais vitais e acionar o Samu

Ivan Lucas chama atenção ao agir com calma durante emergência e ajudar vítima a receber socorro Ivan Lucas chamou atenção ao demonstrar coragem, calma e conhecimento durante uma situação de emergência envolvendo uma mulher que precisava de atendimento. Segundo informações divulgadas pelo Estadão, o menino percebeu que a vítima ainda apresentava sinais vitais e orientou os pais a acionarem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu. A atitude contribuiu diretamente para que a mulher fosse socorrida. Mesmo diante de um momento delicado, Ivan agiu com tranquilidade e conseguiu identificar que havia necessidade de mobilizar ajuda profissional rapidamente. Menino ajuda no resgate de mulher De acordo com o relato, Ivan Lucas estava diante de uma situação de emergência quando observou que a mulher ainda tinha sinais vitais. A percepção foi fundamental para que a família acionasse o atendimento adequado. Em casos de emergência, o tempo de resposta pode fazer diferença. A rápida comunicação com o serviço de socorro permite que equipes treinadas avaliem a vítima, adotem os procedimentos necessários e encaminhem o atendimento conforme a gravidade do caso. A ação do menino chamou atenção justamente porque ele não entrou em pânico. Ao contrário, conseguiu observar a situação, comunicar os pais e ajudar na tomada de decisão. Ivan Lucas demonstrou calma durante emergência O comportamento de Ivan foi descrito como um exemplo de sangue-frio e responsabilidade. Mesmo sendo uma criança, ele demonstrou conhecimento considerado incomum para a idade ao reconhecer que a vítima precisava de ajuda urgente. A história também mostra a importância de conversar com crianças e adolescentes sobre noções básicas de emergência. Saber pedir ajuda, reconhecer que uma pessoa precisa de socorro e chamar um adulto responsável são atitudes simples, mas que podem ter grande impacto. Não se trata de transferir responsabilidade médica para uma criança. O ponto central é que Ivan soube agir dentro do que estava ao seu alcance: identificar a necessidade de ajuda e orientar os pais a chamarem o Samu. Acionamento rápido do Samu foi essencial O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência é acionado em situações que exigem avaliação e resposta imediata de profissionais de saúde. No caso relatado, a orientação de Ivan ajudou a mobilizar o atendimento. A rapidez no acionamento é um dos fatores mais importantes em ocorrências de saúde. Quanto antes a equipe especializada é chamada, maior a chance de a vítima receber avaliação adequada e ser encaminhada para atendimento, se necessário. O caso reforça uma mensagem simples para a população: diante de uma emergência, é importante buscar ajuda profissional e evitar improvisações que possam colocar a vítima ou terceiros em risco. Atitude reforça importância da educação para emergências A história de Ivan Lucas também levanta uma discussão sobre educação preventiva. Crianças e adolescentes podem aprender, de forma adequada à idade, como agir em situações de risco, a quem pedir ajuda e quais serviços públicos devem ser acionados. Escolas, famílias e comunidades podem contribuir ensinando noções de segurança, cuidado com o próximo e responsabilidade em momentos de emergência. Esse tipo de conhecimento fortalece a cidadania e ajuda a formar pessoas mais preparadas para lidar com situações inesperadas. A atitude do menino mostra que informação simples, quando bem assimilada, pode gerar uma resposta correta no momento certo. Caso emociona e vira exemplo de responsabilidade A repercussão do caso está ligada não apenas ao resgate, mas ao modo como Ivan reagiu. Em uma situação de tensão, ele manteve a calma, observou a vítima e ajudou a encaminhar uma solução. A história também valoriza a presença de uma rede familiar atenta. Ao ouvir a orientação do menino, os pais acionaram o serviço de emergência, permitindo que a mulher recebesse atendimento. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde da vítima ou sobre as circunstâncias que levaram à emergência. Por isso, a abordagem deve preservar a privacidade da mulher socorrida e evitar especulações. A ação de Ivan Lucas fica como um exemplo positivo de atenção, empatia e preparo. Em um momento em que muitas situações de emergência exigem resposta rápida, saber reconhecer sinais de risco e chamar ajuda pode ser decisivo.
Justiça mantém decreto de desapropriação do antigo Jóquei Clube de Goiás

Prefeitura de Goiânia vence ação e avança em plano para incorporar antigo Jóquei Clube ao patrimônio público A Justiça de Goiás manteve o decreto da Prefeitura de Goiânia que declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação, os imóveis do antigo Jóquei Clube de Goiás, no Setor Central da capital. A decisão representa uma vitória jurídica para o município, que pretende incorporar o edifício ao patrimônio público e utilizá-lo em projetos voltados às áreas de cultura, educação ou lazer. Na sentença, a juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal e Registros Públicos de Goiânia, julgou improcedente a ação movida pelo Jóquei Clube de Goiás para anular o Decreto Municipal nº 2.807/2025. A entidade alegava supostas irregularidades no ato, como ausência de motivação, falta de interesse público específico, violação ao princípio da justa e prévia indenização e até um possível confisco disfarçado. Justiça mantém desapropriação do Jóquei Clube A decisão mantém válido o decreto municipal que abriu caminho para a desapropriação do antigo Jóquei Clube. Em julho de 2025, a Prefeitura de Goiânia publicou o ato que declarou os imóveis de utilidade pública, localizados na Avenida Anhanguera, medida que já havia sido apresentada como parte da estratégia de recuperação de áreas relevantes do Centro. O processo de desapropriação já vinha sendo tratado pela administração municipal como etapa avançada. Em junho de 2025, a Prefeitura informou que o trâmite estava em fase final e que a declaração de utilidade pública do espaço já havia sido oficializada. Com a sentença, o município ganha segurança jurídica para seguir com os atos administrativos necessários, embora ainda possa haver discussão judicial caso a parte derrotada apresente recurso. Jóquei Clube alegava irregularidades no decreto Na ação, o Jóquei Clube de Goiás tentou anular o decreto municipal. Entre os principais argumentos, a entidade sustentava que o ato não teria motivação suficiente e que não haveria interesse público específico capaz de justificar a desapropriação. Também foram levantadas alegações sobre a necessidade de justa e prévia indenização, princípio essencial em processos desapropriatórios. A legislação federal estabelece que a desapropriação por utilidade pública é regulada pelo Decreto-Lei nº 3.365/1941, que prevê os requisitos para a ação judicial e a oferta de preço pelo poder público. A juíza, no entanto, rejeitou os pedidos apresentados pela entidade e manteve a validade do decreto. A decisão não significa que o imóvel será tomado sem indenização, mas que o decreto, como ato inicial de utilidade pública, foi considerado válido na análise feita pelo Judiciário. Prefeitura quer transformar imóvel em equipamento público A Prefeitura de Goiânia pretende incorporar o antigo Jóquei Clube ao patrimônio público e dar nova função ao espaço. A proposta mencionada pelo município envolve projetos nas áreas de cultura, educação ou lazer, dentro de uma estratégia mais ampla de revitalização da região central. O imóvel tem valor simbólico e urbano. Localizado em área estratégica, o antigo Jóquei Clube fica em uma região com grande circulação, infraestrutura consolidada e potencial para receber equipamentos públicos. A discussão também ocorre em meio a projetos de reocupação e reorganização do Centro de Goiânia. Reportagem do Poder Goiás registrou que o decreto foi assinado pelo prefeito Sandro Mabel e que a desapropriação foi anunciada em um contexto de estudos técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento. Revitalização do Centro exige planejamento A decisão judicial reforça uma pauta importante para Goiânia: a necessidade de recuperar áreas centrais com planejamento, responsabilidade fiscal e segurança jurídica. Imóveis subutilizados, abandonados ou sem função clara podem gerar degradação urbana, insegurança e perda de valor para o entorno. Transformar um espaço histórico em equipamento público pode contribuir para atrair pessoas, serviços e atividades econômicas ao Centro. No entanto, a medida exige planejamento técnico, definição de uso, orçamento transparente e manutenção permanente. A desapropriação, por si só, não resolve o problema urbano. O desafio será garantir que o imóvel tenha finalidade concreta, funcionamento contínuo e retorno efetivo para a população. Próximos passos dependem do trâmite legal Com a ação julgada improcedente, o município pode avançar nas etapas seguintes do processo de desapropriação, respeitando os procedimentos legais e a discussão sobre indenização. Ainda assim, a defesa do Jóquei Clube poderá adotar medidas processuais cabíveis. O caso deve seguir acompanhado por moradores, comerciantes, setor cultural e lideranças da região central. A incorporação do antigo Jóquei Clube ao patrimônio público pode ser uma oportunidade para devolver vitalidade a uma área importante de Goiânia, desde que o projeto seja conduzido com transparência e eficiência.
Podemos mira até três vagas na Alego em disputa que deve acirrar campanha em Goiás

Léo Portilho e Henrique César aparecem entre apostas do Podemos para a Assembleia Legislativa Com a aproximação dos principais prazos do calendário eleitoral, as articulações políticas se intensificam em Goiás para a disputa pelas 41 cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A Casa informa que atualmente é composta por 41 deputados estaduais, responsáveis por legislar, fiscalizar o governo estadual e discutir temas como saúde, segurança, infraestrutura, educação e orçamento público. No calendário oficial das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral prevê convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto, prazo em que partidos e federações escolhem candidatas e candidatos. O prazo final para registro de candidaturas vai até 15 de agosto, e a propaganda eleitoral geral, inclusive na internet, começa em 16 de agosto. Podemos avalia potencial para ampliar bancada na Alego Nos bastidores da política goiana, analistas avaliam que o Podemos chega à disputa por vagas na Alego com possibilidade de eleger até três deputados estaduais. A estimativa, no entanto, deve ser tratada como leitura preliminar, já que o desempenho final dependerá da composição da chapa, do quociente eleitoral, da votação nominal dos candidatos e da força de campanha em cada região. Entre os nomes citados como competitivos estão Léo Portilho e Henrique César. Portilho é associado a uma atuação voltada à área da saúde e a ações sociais em diferentes municípios goianos. Henrique César também aparece entre os nomes acompanhados por lideranças e observadores da disputa proporcional. A possível terceira vaga ainda é considerada aberta. Entre os nomes mencionados nos bastidores estão Magrão da Rádio e Panda, de Aparecida de Goiânia, que podem disputar espaço dentro da composição partidária. Felipe Mabel é citado como nome a ser observado Outro nome que aparece nas avaliações políticas é Felipe Mabel. Embora parte dos analistas ainda o trate como uma incógnita, sua capacidade de crescimento durante a campanha é apontada como fator que pode alterar o desempenho interno da chapa. Em disputas proporcionais, candidatos com boa estrutura territorial, presença em redes locais, apoio municipal e capacidade de mobilização podem ganhar tração ao longo do período eleitoral. Por isso, a fase inicial da campanha costuma ser decisiva para medir quem consegue sair do campo da expectativa e transformar apoio político em votos. Ainda assim, sem pesquisas públicas específicas ou dados consolidados de intenção de voto para deputado estadual, qualquer projeção sobre número de cadeiras deve ser vista com cautela. Sistema proporcional exige chapa organizada A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. Isso significa que o resultado não depende apenas da votação individual de cada candidato, mas também do desempenho total do partido ou federação. Uma chapa competitiva precisa combinar nomes com densidade eleitoral, distribuição regional e capacidade de somar votos. Esse modelo torna a organização partidária um fator central. Partidos que conseguem equilibrar candidatos fortes, lideranças locais e campanhas regionais bem estruturadas tendem a melhorar suas chances de alcançar o quociente necessário para eleger parlamentares. No caso do Podemos, a avaliação de potencial para até três cadeiras dependerá justamente dessa combinação. O partido precisará confirmar nomes, evitar dispersão de votos e manter capilaridade em regiões estratégicas do estado. Sudoeste pode ganhar mais espaço na Assembleia Caso o cenário de crescimento se confirme, a região Sudoeste de Goiás poderá ampliar sua representatividade na Alego. A presença de lideranças do interior costuma ser vista como importante para dar visibilidade a demandas regionais, especialmente em áreas como saúde, estradas, segurança pública, educação, habitação e apoio ao setor produtivo. O fortalecimento de representantes fora da capital também tem impacto político. Deputados estaduais com base no interior atuam como ponte entre prefeitos, vereadores, entidades empresariais, produtores rurais e o governo estadual. Para regiões economicamente relevantes, como o Sudoeste goiano, ampliar espaço na Assembleia pode significar maior capacidade de articulação institucional. Ainda assim, essa leitura dependerá do resultado eleitoral e da composição final das bancadas. Campanha deve definir força real dos candidatos Com a campanha se aproximando, a disputa por uma vaga na Alego tende a ficar mais acirrada. Organização, estrutura de campanha, comunicação com o eleitor, presença nos municípios e alianças locais devem pesar no desempenho dos pré-candidatos. O momento ainda é de movimentação partidária e definição de estratégias. Até a confirmação oficial das candidaturas e o início da propaganda eleitoral, o quadro pode mudar. Convenções, registros, impugnações, alianças e decisões internas dos partidos podem alterar a lista final de candidatos. Por enquanto, o Podemos aparece como uma das legendas observadas na disputa proporcional em Goiás. A expectativa de até três vagas mostra ambição eleitoral, mas o resultado dependerá da capacidade do partido de transformar articulação política em votos suficientes para garantir presença ampliada no Legislativo estadual.
Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida para diabetes tipo 2

Novas canetas de semaglutida são autorizadas no Brasil após avanço de análises da Anvisa A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro de cinco novas canetas de semaglutida indicadas para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 sem controle suficiente. Os medicamentos autorizados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, todos à base de semaglutida sintética, segundo informações divulgadas pela Reuters com base em comunicado da Anvisa. A aprovação amplia a oferta de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 no Brasil, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras” por também estarem associados à perda de peso em determinados pacientes. Apesar da popularização, o uso deve ocorrer apenas com prescrição e acompanhamento médico, já que a indicação aprovada envolve critérios clínicos específicos, especialmente no tratamento do diabetes tipo 2. Anvisa aprova novas canetas de semaglutida Os cinco produtos autorizados são Owozy, com registro concedido à Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.; Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.; Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.; Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.; e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda. Conforme divulgado, os medicamentos foram autorizados como complemento à dieta e à prática de exercícios em adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado. A indicação também contempla situações em que o uso da metformina é considerado inapropriado por intolerância ou contraindicação do paciente. Essa condição é importante porque diferencia o registro sanitário do uso indiscriminado para emagrecimento. A semaglutida atua em mecanismos ligados ao controle glicêmico e à saciedade, mas não deve ser tratada como solução estética ou produto de uso livre. Medicamentos usam semaglutida sintética A semaglutida já era comercializada no Brasil em medicamentos conhecidos, como Ozempic e Wegovy. Em maio, a Anvisa havia aprovado o Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico autorizado no país. Na ocasião, a agência informou que o medicamento passou por processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade. As novas aprovações ocorrem após a intensificação das análises regulatórias envolvendo medicamentos com semaglutida e liraglutida. A Anvisa havia publicado edital de chamamento para priorizar pedidos de registro dessas substâncias, usadas no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, desde que cumpridos os requisitos técnicos. Segundo a Reuters, a agência concluiu a análise de 11 dos 24 produtos candidatos até o momento, com seis aprovações no total, incluindo o Ozivy. Aprovação não dispensa prescrição médica A liberação do registro pela Anvisa significa que os produtos cumpriram exigências regulatórias para comercialização, mas não autoriza automedicação. Medicamentos dessa classe podem provocar efeitos adversos e exigem avaliação de histórico clínico, doenças associadas, uso de outros remédios e objetivos terapêuticos. A própria Anvisa emitiu alerta sobre riscos associados ao uso indevido de agonistas do receptor GLP-1, classe que inclui semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida. A agência também reforçou que a venda passou a exigir prescrição em duas vias, com retenção da receita pela farmácia ou drogaria. Por isso, pacientes não devem iniciar, interromper ou trocar medicamentos sem orientação médica. Também é necessário cuidado com produtos sem registro, importações irregulares, versões manipuladas sem respaldo regulatório e promessas de emagrecimento rápido. Mercado pode ter mais concorrência A chegada de novas canetas de semaglutida tende a aumentar a concorrência no mercado brasileiro. Com mais produtos registrados, a expectativa é de maior oferta e possível pressão sobre preços, embora ainda seja necessário acompanhar quando os medicamentos estarão disponíveis nas farmácias e qual será o valor final ao consumidor. A expiração da patente da semaglutida no Brasil abriu espaço para que outras empresas buscassem autorização regulatória. A Anvisa informou em março que havia diversos processos em análise e outros aguardando avaliação técnica para produtos com o mesmo princípio ativo. Para o setor de saúde, mais concorrência pode representar oportunidade de ampliar o acesso, desde que a qualidade seja preservada. Para pacientes, o ponto central continua sendo segurança, indicação correta e acompanhamento profissional. Uso deve seguir indicação aprovada Embora as canetas tenham ganhado fama pelo efeito sobre o peso, a notícia principal é regulatória e terapêutica: a aprovação de novos medicamentos para diabetes tipo 2 em adultos sem controle suficiente. O avanço pode beneficiar pacientes que precisam de alternativas ao tratamento convencional, especialmente quando a metformina não é adequada. Ainda assim, cada caso exige avaliação individual. A expansão do mercado de semaglutida no Brasil deve continuar sob atenção da Anvisa, médicos, farmácias e consumidores. O desafio será equilibrar inovação, concorrência e segurança sanitária, evitando que a popularidade das chamadas canetas emagrecedoras incentive uso inadequado ou sem acompanhamento.
Goiás contrata IA para identificar doadores de córneas e reduzir fila de transplantes

SES-GO usará inteligência artificial para agilizar notificações de óbitos e ampliar doações de córneas A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás deu um passo importante para modernizar a identificação de potenciais doadores de córneas. A pasta anunciou a contratação de uma ferramenta baseada em inteligência artificial para apoiar a detecção e a notificação automatizada de óbitos em tempo real, com o objetivo de ampliar o número de transplantes de córnea no estado. A vencedora do processo foi o Instituto de Inteligência Artificial na Saúde, conhecido como Noharm, com contrato no valor de R$ 1,2 milhão, publicado pela SES-GO. citeturn654335view0 A solução será integrada ao sistema de gestão hospitalar da rede estadual e à Central Estadual de Transplantes. Na prática, a tecnologia deverá analisar registros eletrônicos para identificar notificações de óbitos e encaminhar as informações às equipes responsáveis pela entrevista familiar e pelos procedimentos de doação, sempre respeitando protocolos técnicos e a autorização dos familiares. Inteligência artificial na doação de córneas em Goiás A proposta da inteligência artificial não é substituir profissionais de saúde, mas acelerar uma etapa sensível do processo: a identificação de potenciais doadores. Em transplantes de córnea, o tempo de notificação é decisivo, porque há uma janela limitada para que a captação seja viável. O edital que deu origem à contratação foi lançado pelo Governo de Goiás dentro do modelo de Contratação Pública para Solução Inovadora (CPSI), com foco em reduzir a subnotificação de óbitos por parada cardiorrespiratória e melhorransplante de córneas. citeturn654335view1 A gerente de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas, já havia afirmado que Goiás tem mais de 1,8 mil pessoas aguardando quase dois anos por um transplante de córnea. Segundo ela, quando a notificação do óbito demora, muitas pode mais ser captada. citeturn654335view1 Ferramenta será integrada à Central Estadual de Transplantes A integração com a Central Estadual de Transplantes é um dos pontos centrais do projeto. A ferramenta deverá atuar como um sistema de apoio à busca ativa, identificando registros compatíveis com potenciais doadores e repassando alertas às equipes responsáveis. Com isso, hospitais poderão reduzir falhas manuais, atrasos de comunicação e perda de oportunidades de doação. Em uma rede pública com grande volume de atendimentos, a automação pode ajudar a organizar fluxos e priorizar casos dentro do tempo adequado. A decisão também mostra uma aplicação prática da tecnologia no serviço público. Em vez de usar inteligência artificial apenas em áreas administrativas, o Estado pretende aplicá-la em uma frente que pode gerar impacto direto na vida de pacientes que aguardam transplante. Fila por transplante de córnea passa de 1,8 mil pessoas A fila de mais de 1,8 mil pessoas evidencia o tamanho do desafio em Goiás. O transplante de córnea pode devolver qualidade de vida a pacientes com perda visual causada por doenças, lesões ou alterações graves no tecido ocular. Em muitos casos, o procedimento permite que a pessoa volte a estudar, trabalhar, se deslocar com autonomia e realizar atividades cotidianas. Por isso, melhorar a identificação de doadores não é apenas uma medida técnica, mas uma política pública com impacto social. A SES já havia informado que a expectativa era encontrar uma solução inovadora capaz de aumentar o número de doações e, no futuro, contribuir para reduzir de forma expres por córneas em Goiás. citeturn654335view1 Contratação pública buscou solução inovadora O processo de contratação pública selecionou a Noharm após análise comparativa de três propostas habilitadas: Instituto de Inteligência Artificial na Saúde, Cliv Tecnologia e Lookinside Serviços e Tecnologias Ltda. Segundo o aviso de resultado, a escolha considerou as condições econômicas mais vantajosas e aderentes ao a fase de negociação. citeturn654335view0 Esse modelo de contratação faz parte de uma tendência de inovação no setor público. A CPSI permite testar soluções novas para problemas específicos da administração, especialmente quando métodos tradicionais não têm apresentado resultados suficientes. No caso dos transplantes, a inovação precisa ser acompanhada de transparência, segurança da informação e avaliação de desempenho. Será necessário medir se a ferramenta realmente aumenta notificações, reduz perdas por atraso e contribui para ampliar transplantes efetivados. Autorização familiar continua indispensável Mesmo com apoio da inteligência artificial, a doação de córneas continuará dependendo de protocolos de saúde e autorização familiar. A tecnologia poderá identificar e alertar equipes, mas a abordagem aos familiares exige preparo, sensibilidade e respeito ao momento de luto. Essa etapa é decisiva. A manifestação da família é indispensável para que a doação seja concretizada, e a qualidade da entrevista pode influenciar diretamente a decisão. Por isso, a ferramenta deve funcionar como apoio operacional. O componente humano seguirá no centro do processo, especialmente no acolhimento, na explicação sobre a doação e na condução ética dos procedimentos. Tecnologia pode aumentar eficiência do SUS em Goiás A contratação da IA pela SES-GO reforça a importância de usar tecnologia para melhorar a eficiência do Estado. Em áreas como saúde pública, a demora em identificar informações pode significar perda de oportunidade, aumento de fila e piora na qualidade do atendimento. Se bem implementada, a solução pode ajudar Goiás a reduzir gargalos em transplantes de córnea e servir de modelo para outros estados. O desafio será garantir integração com os sistemas hospitalares, capacitação das equipes, proteção de dados sensíveis e acompanhamento permanente dos resultados. A iniciativa também mostra que inovação pública precisa estar ligada a metas concretas. No caso da doação de córneas, o objetivo é claro: encontrar potenciais doadores com mais rapidez, respeitar as famílias e ampliar o acesso de pacientes ao transplante.
Lagarta que ataca soja e algodão abriga fungos capazes de degradar isopor

Pesquisa brasileira encontra fungos em lagarta agrícola com potencial contra poluição por plástico Pesquisadores brasileiros descobriram que uma lagarta conhecida por causar prejuízos em plantações de soja, algodão e milho abriga fungos com potencial para degradar isopor. O estudo, publicado na revista BMC Microbiology, foi realizado por cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, e investigou a microbiota intestinal da Helicoverpa armigera. A espécie, chamada popularmente de lagarta-do-algodão, lagarta-da-espiga-do-milho ou lagarta-da-vagem, é uma das pragas agrícolas mais conhecidas do mundo. Agora, o mesmo inseto que preocupa produtores rurais pode ajudar a ciência a encontrar caminhos para lidar com um dos resíduos mais difíceis de reciclar: o poliestireno expandido, nome técnico do isopor. Lagarta pode ajudar na pesquisa contra poluição por plástico O isopor é leve, volumoso e derivado do petróleo. Por ter muito ar em sua composição e pouco plástico sólido, a reciclagem costuma ser pouco vantajosa em muitos cenários, já que exige grande volume para retorno econômico limitado. Esse é um dos motivos que tornam o material um desafio ambiental. Segundo a Agência FAPESP, o estudo foi liderado pelo Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, em colaboração com pesquisadores da Unesp. A proposta foi investigar se microrganismos presentes no intestino de insetos poderiam atuar na degradação do poliestireno expandido. A linha de pesquisa chama atenção porque parte de uma lógica simples: se determinados insetos conseguem sobreviver em contato com materiais difíceis de decompor, seus microrganismos internos podem produzir enzimas úteis para quebrar polímeros complexos. Fungos foram isolados no intestino da Helicoverpa armigera No experimento, as lagartas foram divididas em três grupos. Um recebeu apenas isopor, outro recebeu uma dieta mista com 50% de poliestireno expandido, e o terceiro foi alimentado com dieta convencional. Depois, os pesquisadores analisaram a microbiota intestinal dos insetos por metabarcoding, técnica que identifica espécies por meio de DNA. A análise mostrou que a dieta influenciou a diversidade de fungos no intestino das lagartas. Em seguida, os cientistas isolaram quatro fungos: Aspergillus sp., Talaromyces sp. e duas espécies de Penicillium. Esses fungos foram colocados sobre uma película fina de poliestireno durante 60 dias. Ao fim do período, os pesquisadores observaram crescimento, interação com o material e alterações na superfície do polímero por microscopia eletrônica de varredura. Resultado ainda exige cautela científica Apesar do potencial, a descoberta não significa que a lagarta ou os fungos já sejam uma solução pronta para eliminar isopor do ambiente. O próprio estudo aponta uma etapa essencial: entender se o poliestireno é realmente degradado em compostos menores e seguros ou se apenas sofre fragmentação, o que poderia gerar microplásticos ou nanoplásticos. Essa diferença é decisiva. Degradar significa quebrar o material de forma efetiva em substâncias menos persistentes ou aproveitáveis pelos microrganismos. Fragmentar, por outro lado, pode apenas transformar o problema em partículas menores, mais difíceis de recolher e monitorar. Por isso, a pesquisa deve avançar para análises químicas mais detalhadas, capazes de medir perda de massa, mudanças moleculares e subprodutos gerados durante a ação dos fungos. Praga agrícola vira fonte de inovação biotecnológica A Helicoverpa armigera é historicamente vista como ameaça para o agronegócio por atacar culturas de grande valor econômico. O artigo científico lembra que a espécie é uma praga importante de campo, com larvas que se alimentam de diversas culturas agrícolas, incluindo algodão, milho, tomate, frutíferas e plantas ornamentais. A descoberta mostra como organismos considerados prejudiciais em um contexto podem revelar aplicações úteis em outro. Para o Brasil, que combina força agrícola, biodiversidade e centros de pesquisa de excelência, esse tipo de estudo abre espaço para inovação em bioeconomia. Caso os fungos sejam confirmados como degradadores eficientes e seguros, eles poderão inspirar processos industriais, biorreatores ou enzimas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos. Mas esse caminho ainda depende de testes de escala, custo, segurança ambiental e controle do processo. Pesquisa brasileira mira solução para problema global A poluição por plásticos é um desafio mundial, e o isopor está entre os materiais mais difíceis de lidar por sua baixa densidade, dispersão fácil e baixa taxa de reaproveitamento. Nesse cenário, soluções biotecnológicas podem complementar reciclagem, redução do consumo e melhoria da coleta. O estudo da UFSCar e da Unesp não resolve o problema sozinho, mas oferece uma pista promissora. Ao identificar fungos capazes de crescer sobre o poliestireno e modificar sua superfície, os pesquisadores avançam na busca por alternativas mais inteligentes para tratar resíduos persistentes. A principal mensagem é de potencial, não de solução imediata. A mesma lagarta que desafia lavouras pode ajudar a ciência a entender como a natureza encontra caminhos para interagir com materiais artificiais criados pela indústria.
Estudo liga menor consumo de açúcar no início da vida a menor risco de demência

Pesquisa sugere que açúcar na gestação e na infância pode influenciar saúde cerebral décadas depois Um estudo observacional liderado por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong sugere uma associação entre menor consumo de açúcar no início da vida e menor risco de demência décadas depois. O trabalho, publicado na revista Neurology, analisou dados de cerca de 65 mil pessoas nascidas antes e depois do fim do racionamento de açúcar no Reino Unido, em 1953. Segundo a pesquisa, pessoas expostas a menor disponibilidade de açúcar desde a gestação até os dois primeiros anos de vida apresentaram risco menor de diagnóstico de demência entre 55 e 70 anos. O estudo também apontou atraso médio de 2,6 anos no início da doença entre aqueles que desenvolveram demência, de acordo com reportagens internacionais sobre o artigo. Açúcar no começo da vida entra no radar da ciência A pesquisa usa um evento histórico como base de comparação. Durante e após a Segunda Guerra Mundial, o Reino Unido manteve racionamento de alimentos, incluindo açúcar. A restrição terminou em setembro de 1953, quando o ingrediente voltou a ficar amplamente disponível. Os cientistas compararam pessoas nascidas em períodos diferentes: aquelas que foram expostas ao racionamento durante a gestação e a primeira infância e aquelas nascidas depois da liberação do açúcar. Esse desenho é chamado de “experimento natural”, porque os pesquisadores aproveitam uma mudança histórica que afetou a alimentação de grupos populacionais. Ainda assim, o estudo continua sendo observacional. Isso significa que ele identifica associação, mas não prova que reduzir açúcar diretamente previna demência. Risco de demência foi menor em grupos expostos ao racionamento Segundo a divulgação do estudo, pessoas expostas ao racionamento de açúcar antes do nascimento e durante o primeiro ano de vida tiveram risco cerca de 21% menor de demência. Quando a exposição ao menor consumo de açúcar se estendeu até os dois anos, a redução estimada chegou a 23%, após ajustes estatísticos. Os pesquisadores também avaliaram exames de imagem cerebral em parte dos participantes. Os resultados indicaram maior volume de massa cinzenta e menor presença de alterações na substância branca entre pessoas expostas a menor consumo de açúcar no início da vida. Esses achados reforçam a hipótese de que a nutrição nos primeiros anos pode ter efeitos duradouros sobre o cérebro, o metabolismo e a saúde vascular. No entanto, especialistas ressaltam que fatores como renda, escolaridade, estilo de vida, acesso a saúde, genética e outras condições também podem influenciar o risco de demência. Estudo não autoriza conclusões definitivas A principal cautela é que a pesquisa não deve ser interpretada como prova de que açúcar causa demência ou de que cortar açúcar elimina risco da doença. Demência é um conjunto de condições complexas, associadas a envelhecimento, genética, doenças cardiovasculares, diabetes, sedentarismo, tabagismo, alimentação, sono, escolaridade e outros fatores. A própria análise destacada pela imprensa internacional aponta que são necessários novos estudos para entender como a exposição precoce ao açúcar pode influenciar o cérebro ao longo da vida. Também é importante diferenciar açúcar adicionado de açúcares naturalmente presentes em alimentos como frutas e leite. O debate científico se concentra especialmente no consumo de açúcar livre ou adicionado, presente em doces, bebidas açucaradas, ultraprocessados e preparações adoçadas. Alimentação infantil pode ter impacto de longo prazo O estudo reforça uma discussão já presente na saúde pública: os primeiros mil dias, da gestação aos dois anos, são uma fase decisiva para o desenvolvimento do organismo. Nesse período, a alimentação pode influenciar crescimento, metabolismo, preferências alimentares e risco futuro de doenças. A Organização Mundial da Saúde recomenda reduzir o consumo de açúcares livres ao longo da vida para menos de 10% da ingestão energética diária, com possibilidade de benefício adicional abaixo de 5%. A orientação é voltada principalmente à prevenção de ganho de peso não saudável e cáries, mas conversa com o debate mais amplo sobre alimentação equilibrada. Para famílias, a mensagem prática não é adotar dietas radicais, mas priorizar comida de verdade, aleitamento quando possível, frutas inteiras, refeições equilibradas e menor exposição precoce a bebidas adoçadas, doces e ultraprocessados. No caso de bebês e crianças pequenas, qualquer mudança alimentar deve respeitar orientação pediátrica ou nutricional. Pesquisa amplia debate sobre prevenção da demência A demência já é um dos grandes desafios de saúde pública em sociedades que envelhecem. Por isso, estudos que investigam fatores modificáveis ao longo da vida ganham importância. Se novas pesquisas confirmarem a relação entre excesso de açúcar nos primeiros anos e risco cognitivo futuro, políticas de alimentação infantil, rotulagem, educação nutricional e regulação de produtos voltados a crianças poderão ganhar ainda mais relevância. Por enquanto, o estudo deve ser visto como um alerta científico consistente, mas não definitivo. Ele sugere que escolhas alimentares feitas muito cedo podem deixar marcas duradouras, reforçando a importância de prevenção, informação de qualidade e responsabilidade na oferta de alimentos durante a infância.