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Goiânia abre 1,5 mil vagas para castração gratuita de cães e gatos

Famílias de baixa renda e protetores podem se inscrever para castração gratuita em Goiânia A Prefeitura de Goiânia abriu inscrições para a castração gratuita de 1,5 mil cães e gatos pertencentes a famílias de baixa renda e protetores independentes. Os procedimentos estão previstos para começar em 10 de agosto e serão realizados em diferentes regiões da capital, dentro de uma política municipal de bem-estar animal, controle populacional e saúde coletiva. A iniciativa é coordenada pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). O cadastro deve ser feito pelo WhatsApp (62) 3030-2811, com envio de documento oficial com foto, CPF e comprovante de endereço atualizado. Famílias de baixa renda também precisam apresentar o espelho do CadÚnico, enquanto protetores independentes devem estar cadastrados na Amma. Castração gratuita em Goiânia terá 1,5 mil vagas A nova etapa do programa tem como objetivo ampliar o acesso à castração de cães e gatos para tutores que não conseguem pagar pelo procedimento na rede privada. A medida também atende protetores independentes, que costumam cuidar de animais resgatados, abandonados ou em situação de vulnerabilidade. A castração é uma das principais ferramentas de manejo populacional. Ao evitar ninhadas não planejadas, o procedimento ajuda a reduzir o abandono, a superlotação de lares temporários e a presença de animais em situação de rua. Para a gestão pública, a ação também tem impacto sanitário. Animais sem acompanhamento veterinário, sem vacinação ou sem controle reprodutivo podem ficar mais vulneráveis a doenças e ampliar desafios ligados à saúde urbana. Quem pode participar do programa Segundo as informações divulgadas, o público-alvo inclui famílias habilitadas pelo Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e protetores independentes com cadastro regular na Amma. A seleção das famílias levará em conta critérios de vulnerabilidade social relacionados ao CadÚnico. No caso dos protetores, a participação não depende do critério de renda, mas exige regularidade no cadastro junto ao município. Essa regra busca organizar a fila de atendimento e dar prioridade a quem atua de forma recorrente no cuidado com cães e gatos. A página oficial da Unidade Ambiental de Saúde e Bem-Estar Animal informa que o serviço municipal atende cães e gatos e tem como público-alvo pessoas em situação de baixa renda cadastradas em programas sociais. Como fazer o cadastro para castração gratuita As inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp (62) 3030-2811. O atendimento das solicitações passará por triagem e será respondido de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, segundo a Prefeitura. Também haverá cadastro presencial entre os dias 27 e 31 de julho, na sede da Amma, localizada no Centro de Goiânia. O Jornal Opção informou que o atendimento presencial será feito na Diretoria de Saúde e Bem-Estar Animal, na sede da agência, das 9h às 17h. No momento da inscrição, o responsável deverá apresentar documento oficial com foto, CPF e comprovante de endereço atualizado. Para famílias de baixa renda, também será necessário o espelho do CadÚnico. Para protetores, será exigido cadastro regular na Amma. Animais passarão por avaliação antes da cirurgia A realização da cirurgia dependerá das condições clínicas de cada animal e da disponibilidade das vagas. Segundo a reportagem do Mais Goiás, não haverá limite de animais por responsável, mas cães e gatos serão submetidos a avaliação clínica e exame de sangue antes do procedimento. O responsável também deverá informar espécie, sexo, idade aproximada, porte, peso, estado geral de saúde e histórico de vacinação, quando houver. Essas informações são importantes para reduzir riscos e orientar a equipe veterinária. A etapa pré-operatória é essencial porque a castração envolve anestesia e exige avaliação individual. Animais debilitados, muito jovens, idosos ou com condições específicas podem precisar de encaminhamento diferenciado. Programa reforça guarda responsável A abertura de 1,5 mil vagas representa uma ação relevante para Goiânia, mas o controle populacional de animais exige continuidade. Castração, vacinação, identificação, adoção responsável e combate ao abandono precisam caminhar juntos. Também é importante que tutores entendam que a gratuidade do procedimento não elimina responsabilidades. Após a cirurgia, o animal precisa de cuidados em casa, medicação adequada, ambiente limpo e acompanhamento em caso de qualquer alteração. Com a nova etapa, a Prefeitura busca atender famílias vulneráveis e protetores independentes, dois grupos diretamente envolvidos no desafio do bem-estar animal. A efetividade do programa dependerá da triagem, da organização dos agendamentos e da capacidade de distribuir os atendimentos pelas regiões da capital.

Homem apontado como liderança do CV em Goiás morre em confronto com a PM em Caldas Novas

Suspeito conhecido como “Jacaré” morre após perseguição e confronto na GO-213 Um homem conhecido como “Jacaré”, identificado como Ronaldo Ferreira da Cunha, de 28 anos, morreu após confronto com a Polícia Militar em Caldas Novas, no Sul de Goiás, na quarta-feira, 22. Segundo a corporação, ele era apontado por policiais como liderança do Comando Vermelho em Goiás e transportava cerca de 5 kg de maconha quando fugiu de uma abordagem na GO-213. Uma pistola calibre 9 mm também foi apreendida na ocorrência. De acordo com o registro policial, equipes da PM aguardavam a passagem do suspeito em um bloqueio. Ao receber ordem de parada, Ronaldo teria desobedecido a determinação e furado a barreira, dando início a uma perseguição. Cerca de 500 metros depois, ele perdeu o controle do veículo e capotou. Suspeito apontado como liderança do CV morre em Caldas Novas A ocorrência ganhou repercussão por envolver um homem apontado pela Polícia Militar como integrante de posição relevante dentro do Comando Vermelho em Goiás. A condição de liderança, porém, é uma informação atribuída à corporação e ainda deve ser formalmente analisada no âmbito da investigação. Após o capotamento, segundo a PM, Ronaldo desembarcou do veículo e teria disparado contra os policiais. As equipes reagiram, e o suspeito foi atingido durante o confronto armado. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento de Caldas Novas, mas não resistiu. O caso será investigado pela Polícia Civil de Goiás, procedimento necessário em ocorrências com morte decorrente de intervenção policial. A apuração deve reunir laudos, depoimentos, imagens disponíveis e demais elementos técnicos. Perseguição começou na GO-213 Segundo as informações divulgadas, a ação começou quando policiais montaram uma barreira para abordar o veículo conduzido por Ronaldo. A suspeita é de que ele estivesse transportando entorpecentes pela GO-213, rodovia que liga municípios importantes da região Sul de Goiás. Ao desobedecer à ordem de parada, o condutor teria iniciado fuga. A perseguição foi curta, mas terminou com o capotamento do veículo. Esse ponto será importante para a investigação, que deverá verificar a dinâmica da abordagem, a rota percorrida e as circunstâncias do acidente. A GO-213 é uma via estratégica para deslocamento entre Caldas Novas, Morrinhos e outras cidades da região. Por isso, operações policiais em rodovias costumam ter papel relevante no combate ao tráfico de drogas e no bloqueio de rotas usadas por criminosos. PM apreende maconha e pistola 9 mm Durante a ocorrência, a Polícia Militar informou ter apreendido aproximadamente 5 kg de maconha. Também foi recolhida uma pistola calibre 9 mm, que, segundo o registro policial, teria sido usada no confronto. O material apreendido deve passar por procedimentos periciais e ser apresentado à autoridade competente. A análise da arma, das munições, do veículo e da droga poderá ajudar a esclarecer a ocorrência e confirmar detalhes da versão registrada. Em casos desse tipo, a perícia é essencial para estabelecer a sequência dos fatos. Ela pode indicar posição dos disparos, funcionamento da arma, quantidade de munição, local exato do confronto e outros elementos técnicos. Ronaldo tinha passagens criminais, segundo a PM A Polícia Militar informou que Ronaldo Ferreira da Cunha tinha registros por roubo, tráfico de drogas, lesão corporal, desobediência e desacato. A existência de antecedentes ou passagens, no entanto, não substitui investigação formal sobre a ocorrência atual. O histórico criminal pode ser considerado pelas autoridades dentro do contexto da apuração, mas a morte em confronto precisa ser analisada com base nas provas específicas do caso. A investigação da Polícia Civil deverá verificar tanto a suspeita de tráfico quanto a dinâmica da intervenção policial. Esse procedimento garante transparência, segurança jurídica e controle institucional sobre ações que terminam com morte. Caso reforça pressão sobre segurança pública em Goiás A atuação de facções criminosas em rotas de tráfico preocupa forças de segurança e exige resposta coordenada do Estado. Goiás tem localização estratégica no Centro-Oeste, com rodovias que conectam diferentes regiões do país, o que aumenta a importância de ações de inteligência, patrulhamento e bloqueios. Ao mesmo tempo, ocorrências com confronto armado devem ser tratadas com rigor técnico. O combate ao crime organizado é uma responsabilidade permanente do poder público, mas precisa caminhar junto com investigação transparente, respeito à lei e produção de provas. A apreensão de drogas e arma em Caldas Novas será incorporada ao procedimento policial. A partir de agora, a Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias da fuga, do capotamento, dos disparos e da morte de Ronaldo Ferreira da Cunha.

Carne bovina brasileira atinge 80% da cota de importação da China

Cota da carne brasileira na China se aproxima do limite e acende alerta no setor As importações chinesas de carne bovina brasileira atingiram 80% da cota anual de 2026, informou o Ministério do Comércio da China nesta quarta-feira, 22 de julho. O patamar foi alcançado na terça-feira, 21, aumentando a atenção de frigoríficos, pecuaristas e autoridades brasileiras para os embarques realizados no segundo semestre. O Brasil possui uma cota de 1,106 milhão de toneladas para este ano, a maior entre os países submetidos ao mecanismo chinês de salvaguarda. Com 80% do limite utilizado, o volume contabilizado chega a aproximadamente 884,8 mil toneladas, restando cerca de 221,2 mil toneladas antes do esgotamento da quantidade definida para 2026. A informação não significa que a China tenha criado agora uma nova tarifa direcionada especificamente ao Brasil. O sistema foi anunciado no fim de 2025, entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e também alcança fornecedores como Argentina, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos. Cota da carne bovina brasileira chega a 80% Enquanto as importações permanecerem dentro da cota anual, a carne brasileira continuará submetida à tarifa aduaneira normal de 12%. A cobrança adicional de 55% será aplicada somente à parcela que ultrapassar o limite, a partir do terceiro dia contado do momento em que a cota atingir 100%. Na prática, o volume importado fora da cota poderá enfrentar uma tarifa aduaneira total de 67%, resultado da alíquota normal de 12% acrescida da salvaguarda de 55%. O Ministério da Agricultura brasileiro ressaltou que a sobretaxa não está sendo cobrada neste momento, pois a cota destinada ao país ainda não foi totalmente utilizada. A regra chinesa também estabelece que uma eventual parcela não utilizada da cota não poderá ser transferida para o ano seguinte. O mecanismo permanecerá em vigor até o fim de 2028, com ampliação gradual das quantidades permitidas em 2027 e 2028. Salvaguarda busca proteger pecuaristas chineses A China adotou o sistema após uma investigação iniciada em dezembro de 2024. O Ministério do Comércio concluiu que o aumento das importações havia provocado prejuízos graves à indústria bovina local e decidiu aplicar cotas individuais por país, combinadas com tarifas mais altas para os volumes excedentes. A cota total de 2026 para os principais fornecedores é de aproximadamente 2,69 milhões de toneladas. Segundo o governo chinês, a medida procura dar tempo para que produtores e empresas locais ajustem suas operações, sem interromper completamente o comércio regular com os parceiros internacionais. Por se tratar de uma salvaguarda comercial, a regra não representa uma acusação de prática desleal contra os exportadores brasileiros. O instrumento busca limitar temporariamente o crescimento das importações para proteger um setor doméstico considerado prejudicado. Setor brasileiro acompanha ritmo dos embarques A aproximação do limite exige maior planejamento das empresas brasileiras. Caso mercadorias cheguem à China depois do esgotamento da cota, o custo adicional poderá reduzir a competitividade do produto, limitar novos contratos e pressionar as margens de frigoríficos e importadores. Em 2025, o Brasil enviou aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de carne bovina à China, volume consideravelmente superior à cota de 1,106 milhão estabelecida para 2026. O mercado chinês representou perto de 48% das exportações brasileiras do produto no ano passado, segundo dados apresentados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. A diferença reforça o desafio para o setor produtivo. Sem uma ampliação negociada da cota, parte dos embarques que normalmente seria destinada à China poderá precisar ser redirecionada para outros mercados ou adiada para 2027. Empresas brasileiras já passaram a oferecer cortes a compradores de outros países diante da proximidade do limite chinês. A diversificação comercial, embora necessária, não substitui imediatamente a escala, a regularidade e a capacidade de compra da China. Governo brasileiro busca previsibilidade comercial O governo brasileiro mantém diálogo com Pequim para tentar reduzir os efeitos da medida. A defesa do setor envolve ampliar a cota, garantir regras claras para mercadorias em trânsito e evitar que mudanças operacionais provoquem insegurança para exportadores e importadores. A previsibilidade é especialmente importante porque o transporte marítimo entre Brasil e China leva várias semanas. Frigoríficos precisam considerar não apenas a data de embarque, mas o momento em que a carga será registrada pela alfândega chinesa. O esgotamento da cota poderá afetar preços pagos ao produtor, escalas de abate, contratos de exportação e resultados da balança comercial. O impacto final dependerá da velocidade das importações nos próximos meses, das negociações diplomáticas e da capacidade brasileira de ampliar vendas para destinos alternativos. Até que o limite seja alcançado, a carne brasileira continua entrando na China dentro das condições tarifárias normais. O alerta de 80% funciona como um sinal para que empresas e autoridades intensifiquem o acompanhamento dos volumes e adotem medidas que preservem a competitividade de uma das cadeias mais importantes do agronegócio nacional.

Bruna Marquezine processa AgNews por fotos de momento privado

Bruna Marquezine aciona agência e fotógrafo por imagens de sua vida particular A atriz Bruna Marquezine processou a AgNews e um fotógrafo ligado à agência por imagens feitas durante um momento considerado privado por sua equipe. A existência da ação foi confirmada pelos representantes da artista à CNN Brasil, mas informações como o número do processo, o tribunal onde ele tramita e os pedidos apresentados não foram divulgadas. Em manifestação encaminhada à emissora, a equipe de Bruna informou que o processo permanece em andamento e que, por esse motivo, a atriz prefere não comentar o caso. A AgNews foi procurada pela CNN, mas não havia apresentado resposta até a publicação da reportagem original. A falta de acesso aos autos impede saber se a atriz pede indenização, retirada das fotografias, proibição de novas publicações ou outra providência. Também não foi informado se houve alguma decisão provisória favorável a uma das partes. Bruna Marquezine questiona fotos de momento privado Nos últimos meses, Bruna vem sendo fotografada com frequência ao lado do cantor canadense Shawn Mendes, apontado pela CNN como seu namorado. Os dois foram registrados em praias, aeroportos, viagens, estabelecimentos comerciais e outros locais de circulação pública. A equipe da atriz, entretanto, afirmou que as imagens responsáveis pelo processo não correspondem simplesmente a esses passeios acompanhados pela imprensa. Segundo os representantes, os registros foram feitos em “um momento de sua vida privada”. Não houve detalhamento sobre o local, a situação fotografada ou a data dos cliques. A distinção será um dos pontos relevantes para a análise judicial. Fotografias feitas durante eventos, compromissos profissionais ou situações de evidente interesse público podem receber tratamento diferente de imagens produzidas em circunstâncias reservadas, sem relevância social aparente. Processo envolve privacidade e liberdade de informação A Constituição Federal protege a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem, garantindo a possibilidade de reparação quando esses direitos são violados. Ao mesmo tempo, o texto constitucional assegura a liberdade de comunicação e de informação, o que exige uma avaliação cuidadosa em casos envolvendo imprensa e pessoas conhecidas. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça reconhece que figuras públicas possuem uma expectativa de privacidade menor em determinadas situações, especialmente quando existe interesse jornalístico. Isso, porém, não significa que artistas, autoridades ou outras personalidades percam completamente a proteção sobre sua intimidade. O STJ já estabeleceu que a liberdade de informar pode ser considerada abusiva quando há exposição desnecessária de aspectos estritamente particulares, sem relevância pública, ou quando ocorre violação da intimidade e da vida privada. A avaliação depende das circunstâncias concretas, incluindo o local, o contexto, a finalidade da publicação e o conteúdo das imagens. Fotografias questionadas não foram identificadas As informações disponíveis não permitem concluir se as imagens foram publicadas em sites, revistas, redes sociais ou bancos comerciais de fotografias. Também não está esclarecido se Bruna aparece sozinha ou acompanhada de Shawn Mendes. A ausência desses dados recomenda cautela. Nem toda fotografia não autorizada de uma pessoa famosa representa automaticamente uma ilegalidade, assim como a notoriedade não autoriza o registro irrestrito de qualquer situação pessoal. Caberá ao Judiciário verificar se houve interesse informativo legítimo ou exposição indevida. Não há confirmação de sentença, condenação ou reconhecimento de irregularidade contra a AgNews ou o fotógrafo. O ajuizamento da ação significa apenas que a atriz levou a controvérsia ao Judiciário para análise. Bruna e Shawn são acompanhados por paparazzi Bruna Marquezine e Shawn Mendes passaram a ser vistos juntos com maior frequência no fim de 2025. Eles foram fotografados no show de Dua Lipa, em São Paulo, e posteriormente viajaram para Alagoas, onde passaram o período de Ano-Novo. Em 2026, também apareceram juntos no Carnaval de Salvador e durante passeios no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos. A movimentação ampliou o interesse de fotógrafos e veículos de entretenimento pela rotina do casal. O processo, no entanto, deverá ser analisado a partir das imagens específicas indicadas pela atriz, e não pelo conjunto de registros públicos produzidos sobre o relacionamento. Até que os autos ou uma decisão sejam divulgados, permanecem desconhecidos o valor atribuído à causa, as alegações completas da defesa de Bruna e os argumentos da agência e do fotógrafo.

Pânico supera GloboNews e lidera audiência da TV paga

Programa de Emílio Surita vence GloboNews pela segunda vez em oito dias O Pânico superou a GloboNews e alcançou a liderança de audiência da televisão por assinatura na terça-feira, 21 de julho. Apresentado por Emílio Surita na Jovem Pan News, o programa registrou média de 0,30 ponto no Painel Nacional de Televisão durante sua exibição, entre 12h e 14h. Segundo dados obtidos pela coluna Outro Canal, do F5/Folha, a GloboNews ocupou a segunda posição na faixa, com 0,19 ponto. No período analisado, o canal exibia parte do Conexão GloboNews e o início do Estúdio i. A CNN Brasil apareceu em seguida, com 0,09 ponto. A BandNews TV marcou 0,07, enquanto a Record News registrou 0,02. A diferença entre o Pânico e a GloboNews foi de 0,11 ponto, resultado relevante dentro do universo mais restrito da televisão por assinatura. Os dados representam o desempenho das atrações naquele dia e horário. Portanto, não significam necessariamente que a Jovem Pan News tenha assumido a liderança mensal ou geral entre os canais de notícias. Pânico supera GloboNews pela segunda vez em julho Esta foi a segunda vitória do programa de Emílio Surita sobre a GloboNews em pouco mais de uma semana. Em 14 de julho, o Pânico já havia registrado 0,18 ponto, contra 0,14 do canal concorrente. Naquela ocasião, a CNN Brasil marcou 0,09 ponto. A atração da Jovem Pan News também terminou na primeira colocação entre os canais de notícias na faixa entre meio-dia e 14h. O novo resultado foi mais expressivo. Além de repetir a liderança, o Pânico ampliou sua própria média de 0,18 para 0,30 ponto no intervalo de oito dias. O desempenho mostra que programas de debate, opinião e entretenimento podem disputar público diretamente com telejornais tradicionais no horário do almoço. O formato do Pânico combina entrevistas, comentários sobre política e atualidades, humor e participação dos integrantes da bancada. Resultado aumenta competição entre canais de notícias A liderança pontual da Jovem Pan News reforça a disputa por audiência entre as emissoras jornalísticas da TV paga. GloboNews, CNN Brasil, Jovem Pan News, BandNews TV e Record News competem não apenas pela cobertura de acontecimentos políticos e econômicos, mas também por formatos capazes de manter o telespectador conectado por períodos mais longos. Em junho, o Pânico já havia obtido outros resultados competitivos. Em uma das edições, exibida no dia 25, a atração marcou 0,12 ponto, contra 0,09 da GloboNews, 0,05 da CNN Brasil, 0,05 da Record News e 0,02 da BandNews. Os índices de um programa específico não permitem concluir, isoladamente, que houve uma mudança permanente na preferência do público. No entanto, vitórias recorrentes podem orientar decisões sobre horários, apresentadores, duração das atrações e estratégias comerciais. Para as emissoras, audiência representa capacidade de atrair anunciantes, fortalecer marcas e ampliar a influência de seus conteúdos em outras plataformas. A disputa também envolve transmissões simultâneas no rádio, YouTube, sites, aplicativos e redes sociais. GloboNews prepara nova programação para agosto Os resultados aparecem às vésperas de uma reformulação na programação da GloboNews. A partir de 3 de agosto, o canal estreará o GloboNews Radar, novo telejornal matinal apresentado por Camila Bomfim, com participação de Fernando Nakagawa diretamente de São Paulo. A atração será exibida ao vivo das 8h30 às 11h. Segundo a Globo, o lançamento faz parte das comemorações pelos 30 anos da GloboNews e será acompanhado pela renovação de programas como Em Ponto, Conexão GloboNews e GloboNews Mais. Depois do novo telejornal, o Conexão GloboNews permanecerá no ar até as 13h. Rafael Colombo continuará na apresentação em São Paulo e passará a dividir a ancoragem com Narayanna Borges, diretamente do Rio de Janeiro. As mudanças foram anunciadas antes da segunda derrota do canal para o Pânico. Por isso, não é possível afirmar que a nova grade tenha sido criada especificamente como reação aos resultados registrados em 14 e 21 de julho. Leilane Neubarth deixou o jornalismo diário após 47 anos A reformulação ocorre também depois da saída de Leilane Neubarth do jornalismo diário. A apresentadora anunciou sua decisão ao vivo em 7 de julho, durante o Conexão GloboNews. Leilane iniciou sua trajetória na Globo como estagiária em 1979 e permaneceu ligada à empresa durante 47 anos. Ao longo da carreira, passou por atrações como Jornal da Globo, Fantástico, Bom Dia Brasil, Jornal GloboNews e Conexão GloboNews. A jornalista declarou que pretende se dedicar a novos projetos e formatos. A saída abriu espaço para alterações na composição do Conexão e na distribuição dos apresentadores pela programação matinal. A nova grade será um dos primeiros testes da GloboNews em sua tentativa de fortalecer a audiência durante a manhã e o início da tarde. Já o Pânico buscará transformar as vitórias pontuais de julho em um desempenho mais constante no competitivo mercado dos canais de notícias.

Tesouro Reserva cresce e amplia alerta sobre financiamento imobiliário

Novo concorrente da poupança pode mudar captação para crédito habitacional O rápido crescimento do Tesouro Reserva, novo título público destinado principalmente à formação de reservas financeiras, abriu uma discussão sobre os possíveis efeitos da concorrência com a caderneta de poupança. Lançado em 11 de maio de 2026 pelo Tesouro Nacional, pela B3 e pelo Banco do Brasil, o investimento alcançou R$ 2 bilhões em aplicações durante seu primeiro mês de operação. A preocupação está relacionada ao papel histórico da poupança no financiamento da compra e da construção de imóveis. No modelo tradicional do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, as instituições financeiras devem direcionar 65% dos recursos captados pela modalidade para operações de crédito imobiliário. Isso não significa, contudo, que 65% de todo o financiamento imobiliário brasileiro venha atualmente da poupança. O percentual corresponde a uma obrigação de direcionamento aplicada sobre o saldo captado pelas instituições. Além disso, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional instituíram um novo modelo que prevê a elevação gradual desse direcionamento até 100%, com mudanças na forma de contabilizar as operações. Tesouro Reserva disputa espaço com a poupança O Tesouro Reserva foi criado com aplicação mínima de R$ 1 e rendimento equivalente a 100% da taxa Selic. O título não sofre marcação a mercado, mecanismo que pode provocar oscilações no valor de outros papéis públicos antes do vencimento, e permite solicitações de resgate praticamente durante as 24 horas do dia. Neste primeiro momento, o produto está disponível aos clientes do Banco do Brasil. O Tesouro Nacional informou que outras instituições poderão ser integradas posteriormente. As características colocam o novo produto em concorrência com a poupança, os CDBs de liquidez diária e as chamadas “caixinhas” oferecidas por instituições financeiras. A proposta é alcançar principalmente pequenos investidores que procuram facilidade de acesso, segurança e disponibilidade rápida do dinheiro. A comparação de rentabilidade, entretanto, depende do prazo e do valor aplicado. Enquanto a poupança é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, o Tesouro Reserva segue a tabela regressiva do IR e tem cobrança de IOF nos resgates realizados nos primeiros 30 dias. A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção para aplicações de até R$ 10 mil. Poupança perdeu R$ 39,3 bilhões no primeiro semestre A chegada do novo título ocorreu em um período de pressão sobre a caderneta. Em 2025, os saques superaram os depósitos em R$ 85,568 bilhões, no quinto ano consecutivo de retirada líquida. Foi o terceiro pior resultado da série histórica, atrás de 2023, quando a saída foi de R$ 87,819 bilhões, e de 2022, quando chegou a R$ 103,237 bilhões. Nos primeiros quatro meses de 2026, a poupança registrou saídas líquidas consecutivas. Foram retirados R$ 23,5 bilhões em janeiro, R$ 6,6 bilhões em fevereiro, R$ 11,1 bilhões em março e R$ 476,4 milhões em abril. A sequência foi interrompida em maio, quando houve entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Em junho, porém, a caderneta voltou ao campo negativo, com retirada de R$ 237,5 milhões. No acumulado do primeiro semestre de 2026, os saques superaram os depósitos em aproximadamente R$ 39,3 bilhões. Os juros elevados ajudam a explicar parte desse movimento. Quando a Selic permanece em níveis altos, aplicações vinculadas à taxa básica ou ao CDI tendem a ganhar atratividade em relação à poupança. Menos poupança pode significar crédito mais caro? Em tese, uma queda prolongada dos depósitos reduz o volume de uma fonte tradicionalmente barata de recursos para os bancos. Caso o dinheiro precise ser substituído por captações mais caras, como títulos bancários e instrumentos do mercado de capitais, parte desse custo pode chegar às taxas cobradas dos compradores de imóveis. O resultado poderia ser uma oferta mais restrita de financiamento, exigências maiores de entrada ou juros superiores. Esse efeito, porém, não é automático e dependerá da dimensão da migração, da trajetória da Selic, da concorrência entre os bancos e da disponibilidade de outras fontes de recursos. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança considera que o Tesouro Reserva tem características competitivas, mas avalia que ainda é cedo para calcular seu impacto efetivo. A entidade também aponta que o crédito imobiliário já vem diversificando suas fontes, com crescimento de instrumentos como Letras de Crédito Imobiliário, Certificados de Recebíveis Imobiliários e Letras Imobiliárias Garantidas. Novo modelo tenta ampliar recursos para habitação A mudança regulatória aprovada pelo Conselho Monetário Nacional procura reduzir limitações do sistema atual. Segundo o Banco Central, o novo formato pode disponibilizar R$ 111 bilhões no primeiro ano, montante R$ 52,4 bilhões superior ao que seria oferecido pelas regras anteriores. A reforma indica que o governo e as autoridades monetárias reconhecem a necessidade de diversificar e tornar mais eficiente o financiamento habitacional. A poupança deverá continuar relevante, mas dividirá espaço crescente com recursos do FGTS, títulos privados, mercado de capitais e captações livres dos bancos. Para o investidor, o Tesouro Reserva representa mais uma opção de aplicação. Para o setor imobiliário, seu sucesso reforça a necessidade de construir fontes estáveis e competitivas de financiamento, evitando que a redução da poupança seja traduzida diretamente em crédito mais caro para as famílias.

Pietra Bertolazzi anuncia pausa após críticas ao BTS e relatos de uso indevido de dados

Polêmica com BTS leva Pietra Bertolazzi a se afastar das redes sociais A influenciadora Pietra Bertolazzi anunciou que ficará temporariamente afastada das redes sociais após a repercussão de comentários feitos sobre o grupo sul-coreano BTS durante a final da Copa do Mundo de 2026. As declarações foram publicadas após a apresentação da banda no show do intervalo da decisão, realizada no domingo, 19 de julho, no New York New Jersey Stadium. Na postagem, posteriormente apagada, Pietra criticou a aparência e o comportamento dos integrantes do grupo, utilizando o termo “afeminados”. Fãs do BTS e outros usuários classificaram o conteúdo como homofóbico e xenofóbico. A influenciadora restringiu o acesso ao perfil e comunicou que se ausentaria por um período. A reação, porém, ultrapassou o campo das críticas públicas. Pessoas que se apresentaram como fãs do grupo afirmaram ter localizado informações pessoais da influenciadora e usado esses dados para realizar cadastros em seu nome, incluindo solicitações para atuar como mesária voluntária nas eleições de 2026. Não há confirmação independente de que os procedimentos tenham sido concluídos ou validados pelos órgãos envolvidos. Comentário sobre o BTS provocou forte repercussão O BTS participou do primeiro show de intervalo realizado em uma final de Copa do Mundo masculina, ao lado de outros nomes internacionais. A apresentação havia sido anunciada oficialmente pela FIFA para a decisão de 19 de julho. Após a publicação de Pietra, capturas de tela começaram a circular em diferentes plataformas. Integrantes do fandom conhecido como ARMY condenaram o comentário, argumentando que associar características de aparência, vestuário ou comportamento a uma suposta inferioridade reforçaria estereótipos. O direito de criticar uma declaração pública não elimina, contudo, a responsabilidade individual por eventuais ameaças, perseguições, divulgação de informações privadas ou utilização de dados sem autorização. A discordância, mesmo quando motivada por uma manifestação considerada ofensiva, deve permanecer dentro dos limites legais e do debate civilizado. Até a publicação das informações disponíveis, não havia notícia de decisão judicial que tivesse classificado formalmente a postagem como crime. As referências a homofobia e xenofobia correspondem às acusações feitas por internautas e fãs do grupo. Relatos apontam uso de dados pessoais em cadastros Publicações nas redes afirmaram que informações como CPF e telefone de Pietra teriam sido expostas. Alguns usuários também disseram ter enviado solicitações de inscrição como mesária voluntária e realizado outros cadastros utilizando o nome da influenciadora. Essas afirmações precisam ser tratadas com cautela. Não foram apresentados, de forma verificável, documentos da Justiça Eleitoral que comprovem uma convocação oficial, nem manifestação pública do Tribunal Superior Eleitoral confirmando que Pietra tenha sido designada para trabalhar no pleito. O TSE esclarece que o cadastro como mesário voluntário não garante participação nas eleições. A pessoa interessada apenas manifesta sua disponibilidade e precisa aguardar eventual convocação do juiz eleitoral. A regra geral também vincula o trabalho à zona eleitoral em que o título está registrado, o que torna imprecisa a afirmação de que alguém teria sido efetivamente nomeado em todos os estados. Inscrição não equivale à convocação como mesária Para as eleições de 2026, a Justiça Eleitoral iniciou em julho o processo de nomeação das pessoas que trabalharão nas seções. A inscrição voluntária pode ser realizada pelo e-Título, pelos portais dos tribunais regionais ou diretamente nos cartórios, mas passa pela análise da zona eleitoral competente. A regulamentação estabelece que os integrantes das mesas sejam escolhidos, preferencialmente, entre eleitores do próprio local de votação. Convocações fora da zona eleitoral exigem condições específicas e autorização, mesmo no caso de voluntários. Portanto, mesmo que terceiros tenham preenchido formulários com os dados da influenciadora, isso não significa que ela tenha sido automaticamente convocada ou adquirido uma obrigação perante a Justiça Eleitoral. Caso reacende debate sobre exposição e responsabilidade digital O episódio reúne dois problemas distintos. De um lado, estão declarações públicas acusadas de reforçar preconceitos contra pessoas por características associadas à expressão de gênero e à origem cultural. Do outro, aparecem relatos de vazamento e uso não autorizado de informações pessoais como forma de punição coletiva. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados orienta que pessoas prejudicadas podem exercer seus direitos perante os responsáveis pelo tratamento das informações. Em casos que envolvam fraude, tentativa de causar prejuízo ou uso indevido de identidade, a recomendação oficial é comunicar as autoridades policiais. Pietra não informou por quanto tempo permanecerá afastada. Também não há confirmação pública de que tenha registrado ocorrência ou adotado medidas judiciais contra os responsáveis pelas supostas ações. A apuração do caso dependerá da identificação da origem dos dados, da verificação dos cadastros e de eventuais providências tomadas pela influenciadora, pela Justiça Eleitoral e pelas plataformas digitais. A responsabilização, tanto por conteúdos ofensivos quanto por ataques virtuais, deve ocorrer por meios institucionais, sem legitimar perseguição ou exposição de informações privadas.

Banco do Brasil investiga sumiço de cerca de R$ 2 milhões em agência de Bom Jesus de Goiás

Compartimento de cofre é encontrado vazio em agência bancária de Bom Jesus de Goiás O Banco do Brasil e a Polícia Civil investigam o desaparecimento de aproximadamente R$ 2 milhões de um compartimento do cofre de uma agência localizada em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado. O espaço foi aberto por um técnico credenciado na tarde de segunda-feira, 20 de julho de 2026, e estava completamente vazio, segundo informações publicadas por veículos locais. O valor exato ainda não foi oficialmente confirmado. A suspeita começou durante uma conferência interna realizada em 15 de julho. Na ocasião, funcionários teriam percebido que não conseguiam acessar um dos compartimentos do cofre. No dia seguinte, o empregado responsável pela tesouraria não compareceu ao trabalho, o que levou a gerência a comunicar a Superintendência Regional e a área de segurança da instituição financeira. A ausência do funcionário, isoladamente, não permite atribuir a ele qualquer responsabilidade pelo desaparecimento do numerário. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre suspeitos formalmente identificados, prisões, indiciamentos ou medidas judiciais relacionadas ao caso. Cofre vazio levantou suspeita de desfalque milionário Como o compartimento permanecia inacessível, um profissional credenciado foi chamado para realizar a abertura. O procedimento ocorreu por volta das 16h45 de segunda-feira. Quando o espaço foi finalmente aberto, não havia dinheiro armazenado no local, conforme os relatos publicados sobre a investigação. A estimativa inicial aponta para um possível prejuízo de cerca de R$ 2 milhões. Esse número, contudo, deverá ser confrontado com registros contábeis, movimentações internas, documentos da tesouraria e controles de entrada e saída de numerário. Por essa razão, o caso deve ser tratado como possível desaparecimento ou desfalque enquanto as autoridades não concluírem a apuração. Também não foi esclarecido se o compartimento apresentava sinais de violação, se houve falha mecânica ou se o acesso ocorreu por meio de chaves, códigos ou outros mecanismos autorizados. Banco do Brasil abriu auditoria interna O Banco do Brasil teria instaurado procedimentos administrativos, contábeis e de segurança para determinar quanto dinheiro deveria estar guardado no compartimento e em que momento ocorreu a diferença. A instituição também comunicou o caso às autoridades policiais. Uma auditoria interna pode analisar registros de conferências, documentos da tesouraria, operações registradas nos sistemas, escalas de trabalho e controles de acesso a áreas restritas. A apuração deverá buscar eventuais inconsistências entre o saldo registrado e o numerário efetivamente encontrado. O valor de R$ 2 milhões permanece, portanto, como estimativa preliminar. Somente a conclusão do levantamento do banco e das perícias poderá indicar o prejuízo real e esclarecer se todo o montante desapareceu de uma só vez ou em diferentes momentos. A apuração também é importante para avaliar possíveis falhas nos mecanismos de controle da unidade. Em uma instituição financeira, a segurança do numerário depende de processos de conferência, acesso restrito, registros auditáveis e divisão de responsabilidades entre os profissionais autorizados. Polícia Civil analisa registros e imagens da agência A Polícia Civil de Goiás foi informada e conduz diligências sobre o caso. Entre as medidas mencionadas nas reportagens estão a verificação dos registros internos, a análise das imagens do circuito de monitoramento e a realização de entrevistas com funcionários da agência. A investigação tramitaria sob sigilo para evitar prejuízo à coleta de provas. O sigilo limita a divulgação de informações sobre possíveis linhas de investigação. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública sobre a identificação de suspeitos, a localização do dinheiro ou a existência de mandados judiciais. Também não foi divulgado se a Polícia Civil realizou perícia no cofre, recolheu equipamentos eletrônicos ou solicitou dados de acesso aos sistemas da agência. Esses esclarecimentos dependem de manifestação oficial das autoridades responsáveis. Ausência de funcionário não comprova envolvimento O fato de o funcionário responsável pela tesouraria não ter comparecido ao trabalho no dia seguinte à conferência faz parte da cronologia relatada, mas não representa prova de participação no possível crime. Não foi informado se a ausência havia sido comunicada ou justificada, se o empregado foi localizado ou se prestou depoimento. Sem esses dados, qualquer associação direta entre o trabalhador e o desaparecimento do dinheiro seria precipitada. A definição de responsabilidades dependerá da combinação de provas documentais, imagens, registros de acesso, depoimentos e resultados das auditorias. O caso poderá ter novos desdobramentos após a confirmação do valor e a conclusão das primeiras diligências. Até o momento, os fatos confirmados pelas reportagens disponíveis são a dificuldade de abertura do compartimento, a constatação de que ele estava vazio e a abertura de apurações pelo banco e pela Polícia Civil. Não foi localizado comunicado público detalhado do Banco do Brasil ou da Polícia Civil sobre o andamento da investigação.

Justiça manda Virginia Fonseca retirar publicidade irregular de bets em 48 horas

TJDFT restringe anúncios de bets feitos por Virginia e plataforma Blaze O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinou que a influenciadora Virginia Fonseca e a Foggo Entertainment, operadora da plataforma de apostas Blaze, retirem, no prazo de 48 horas, conteúdos publicitários que estejam em desacordo com as regras de transparência e proteção ao consumidor. A decisão foi proferida na terça-feira, 21 de julho de 2026, pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel e divulgada pelo tribunal no dia seguinte. A ordem não representa uma proibição geral à divulgação de apostas. Ela alcança anúncios que prometam lucros fixos ou garantidos, apresentem as bets como fonte de renda ou investimento, sugiram ausência de risco ou escondam o caráter comercial da publicação. Os conteúdos que permanecerem disponíveis e contrariem essas determinações deverão ser removidos. A decisão prevê multa de R$ 100 mil por descumprimento comprovado, limitada inicialmente a R$ 2 milhões. Também cabe recurso contra a medida. Publicidade de bets deverá ser claramente identificada Pela determinação do TJDFT, qualquer publicidade de apostas divulgada por Virginia deverá ser identificada de maneira clara, ostensiva e inequívoca como comunicação comercial. A exigência também vale quando a propaganda estiver inserida em stories, reels, transmissões ou postagens sobre rotina, família, viagens e outros assuntos pessoais. O objetivo é impedir que uma ação publicitária seja apresentada ao público como uma recomendação espontânea da influenciadora. A decisão determina ainda que regras de bônus, promoções e vantagens sejam exibidas com destaque compatível com o benefício anunciado. Informações relevantes não poderão aparecer de forma pouco visível ou em condições que dificultem a compreensão do consumidor. O desembargador considerou que a natureza digital e coletiva da publicidade impede que os efeitos da ordem sejam limitados territorialmente. Também entendeu que uma autorização administrativa para funcionamento de uma empresa de apostas não afasta a possibilidade de controle judicial sobre suas práticas comerciais. Justiça proíbe promessa de renda fácil com apostas Virginia e a operadora da Blaze deverão se abster de veicular, manter ou impulsionar anúncios que apresentem apostas como renda extra, alternativa ao emprego, forma de investimento ou solução para dificuldades financeiras. Também estão vedadas mensagens que prometam resultados certos ou sugiram que o apostador não corre risco de perder dinheiro. Ao analisar o caso, o relator destacou que cada nova publicação pode alcançar outros usuários e renovar o risco de indução ao erro. O enquadramento adotado pelo tribunal reforça a responsabilidade de empresas e influenciadores na comunicação comercial. A grande capacidade de alcance nas redes sociais amplia os possíveis efeitos de uma mensagem, especialmente quando o anúncio mistura entretenimento, vida pessoal e incentivo financeiro. A publicidade de um serviço legalizado não está dispensada de respeitar as normas de defesa do consumidor. Transparência, informação sobre riscos e identificação do patrocinador são elementos essenciais para que o público compreenda que está diante de uma peça comercial. Ação do MPDFT pede indenização de R$ 120 milhões A decisão foi tomada em um recurso apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios dentro de uma ação civil pública contra Virginia e a Foggo Entertainment. O MPDFT pede a condenação solidária das partes ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Esse valor é uma solicitação feita pelo Ministério Público e ainda não representa uma condenação definitiva. Segundo o órgão, a estratégia de divulgação investigada teria utilizado mecanismos de indução comportamental, sensação de urgência, gamificação e mensagens capazes de transmitir a impressão de ganhos fáceis. O MP também questiona a inserção de publicidade em publicações pessoais sem sinalização adequada. A Promotoria afirma que a contratação de influenciadores com grande alcance aumenta a disseminação dessas mensagens e pode atingir consumidores em situação de maior vulnerabilidade. Entre as alegações apresentadas estão possíveis problemas na retenção de valores, bloqueios de contas, condições para liberação de bônus e políticas de jogo responsável. Esses pontos são objetos de investigação e não devem ser tratados como irregularidades definitivamente comprovadas. Parte dos pedidos foi negada pelo desembargador Apesar de impor restrições à publicidade, o desembargador não acolheu integralmente as solicitações do Ministério Público nesta fase. O pedido para suspender imediatamente determinadas cláusulas contratuais e a tentativa de estabelecer uma proibição genérica a menções sobre eventos esportivos específicos foram rejeitados. O mérito completo da ação ainda deverá ser analisado durante a tramitação do processo. A medida atual tem caráter provisório e busca impedir a continuidade de conteúdos considerados incompatíveis com as regras de publicidade enquanto a Justiça examina as provas e os argumentos apresentados pelas partes. O processo tramita no TJDFT sob o número 0731831-48.2026.8.07.0000. Até a atualização das informações consultadas, não havia sido divulgada, nos canais oficiais utilizados nesta matéria, uma manifestação detalhada da defesa de Virginia Fonseca ou da Foggo Entertainment sobre a decisão.

Guarda Civil prende homem com mandado em aberto na Vila Serpro, em Rio Verde

ROMU localiza procurado pela Justiça durante patrulhamento em Rio Verde Um homem com mandado de prisão em aberto foi localizado e preso pela Guarda Civil Municipal de Rio Verde durante patrulhamento realizado na quarta-feira, 22 de julho, na Rua do Sol, no bairro Vila Serpro. A ocorrência foi atendida pela equipe da Ronda Ostensiva Municipal, ROMU R-009. Segundo as informações repassadas sobre o caso, os agentes decidiram realizar a abordagem depois de identificarem o homem em atitude considerada suspeita. O relato, no entanto, não detalha qual comportamento motivou a intervenção da equipe. Durante a busca pessoal, os guardas não encontraram drogas, armas ou qualquer outro material ilícito com o abordado. A prisão ocorreu após a consulta dos dados pessoais nos sistemas de segurança, que indicou a existência de uma ordem judicial pendente de cumprimento. Consulta identificou mandado de prisão em aberto A equipe realizou uma consulta ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, sistema nacional utilizado para registrar e acompanhar ordens judiciais, incluindo mandados de prisão. Mantido pelo Conselho Nacional de Justiça, o BNMP 3.0 reúne informações sobre pessoas presas, procuradas e submetidas a diferentes medidas penais. Os dados são alimentados pelo Poder Judiciário e utilizados para apoiar o cumprimento de determinações judiciais em todo o país. Após a identificação do mandado em aberto, os agentes deram cumprimento à ordem e encaminharam o homem à Delegacia de Polícia Civil de Rio Verde. Não foram informados o número do processo, a comarca de origem, o tribunal responsável ou o motivo pelo qual o mandado havia sido expedido. Por essa razão, não é possível relacionar a prisão a um delito específico. Nenhum material ilícito foi encontrado na abordagem O relato da ocorrência destaca que nenhum objeto irregular foi localizado durante a busca pessoal. Dessa forma, a condução não ocorreu por causa de um flagrante relacionado à posse de material ilícito, mas exclusivamente em razão da ordem judicial identificada no sistema. A distinção é importante porque o cumprimento de um mandado de prisão representa a execução de uma decisão previamente expedida pelo Poder Judiciário. A situação é diferente de uma prisão em flagrante, que ocorre quando uma pessoa é encontrada durante ou logo após a prática de uma infração. O fato de o homem ter sido abordado e conduzido não permite concluir qual é sua situação processual. O mandado pode estar relacionado a diferentes modalidades de prisão ou etapas de um processo, informação que depende da divulgação do documento judicial ou de esclarecimento das autoridades responsáveis. Também não foi informado se o preso apresentou resistência durante a abordagem ou se houve necessidade do uso de algemas. Conforme o relato disponibilizado, a ocorrência transcorreu com a identificação da ordem e o encaminhamento à delegacia. Homem foi encaminhado à Polícia Civil Depois do cumprimento do mandado, o homem foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. Normalmente, essa etapa envolve a confirmação da identidade, a verificação da validade da ordem judicial e a comunicação do cumprimento ao órgão responsável pelo processo. A autoridade policial também deve verificar se existem outras determinações judiciais relacionadas ao preso e definir a unidade adequada para seu recolhimento, conforme as informações constantes no mandado. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o local para onde o homem foi encaminhado após o registro da ocorrência. Também não há informação sobre eventual manifestação de sua defesa. Patrulhamento contribui para cumprimento de ordens judiciais A ocorrência reforça a importância da consulta aos sistemas integrados durante abordagens realizadas pelas forças de segurança. Mesmo sem a localização de materiais proibidos, a verificação dos dados permitiu identificar uma pessoa procurada e dar cumprimento a uma decisão do Poder Judiciário. A atuação preventiva em bairros e espaços públicos também pode contribuir para ampliar a presença do poder público, apoiar o trabalho das demais instituições de segurança e retirar de circulação pessoas que possuam ordens judiciais pendentes. Ao mesmo tempo, a transparência na divulgação das ocorrências exige que as autoridades informem, sempre que possível e sem comprometer investigações ou dados protegidos, a natureza da ordem cumprida e o órgão judicial responsável. Novas informações poderão esclarecer o motivo do mandado, sua origem e a situação do homem após a apresentação à Polícia Civil.

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