Feirão oferece 3,5 mil vagas de emprego na Grande Goiânia

Feirão de Empregos segue nesta quarta com 3,5 mil vagas em Goiânia O Feirão de Empregos na Grande Goiânia segue nesta quarta-feira (19) com cerca de 3,5 mil oportunidades de trabalho para diferentes perfis profissionais. Promovida pela Central Mais Empregos, a ação começou na terça-feira (18) e ocorre das 8h às 17h, no segundo piso do Araguaia Shopping, em Goiânia. Há vagas inclusive para candidatos que ainda não possuem experiência profissional comprovada. Segundo as informações divulgadas sobre a iniciativa, aproximadamente 150 oportunidades são para trabalhar no próprio Araguaia Shopping. Para essas vagas, é necessário ter disponibilidade principalmente para os turnos vespertino e noturno. O processo permite que o trabalhador faça o cadastro e, conforme o perfil e as exigências da oportunidade, seja encaminhado diretamente ao estabelecimento que está contratando. A dinâmica pode acelerar o contato entre empresas e trabalhadores em busca de colocação no mercado, embora o encaminhamento não represente garantia de contratação. A seleção final depende dos critérios estabelecidos por cada empregador. Feirão de Empregos tem vagas sem exigência de experiência Entre as oportunidades disponíveis estão funções como vendedor interno, fiscal de loja, recepcionista atendente, atendente de loja, atendente de lanchonete, operador de caixa, escovista, penteadista, manicure e maquiador. Salários, benefícios, jornadas e requisitos variam conforme cada empresa e função. Para boa parte das vagas disponibilizadas fora do shopping, não é exigida experiência anterior. Segundo as informações do feirão, há oportunidades com escolaridade mínima a partir do ensino médio incompleto, o que amplia o alcance da iniciativa para pessoas que buscam o primeiro emprego ou uma recolocação profissional. O formato é especialmente relevante para quem enfrenta a conhecida dificuldade de entrar no mercado justamente por não possuir experiência registrada. Ao aproximar empresas com vagas abertas e candidatos em um mesmo espaço, a iniciativa busca reduzir etapas entre a procura e o processo de seleção. Remuneração pode chegar a R$ 2,5 mil com comissão Entre os exemplos divulgados está a função de vendedor interno, para a qual não é exigida experiência. Nesse caso, a remuneração, considerando salário e comissão, fica em média em torno de R$ 2,5 mil. Para fiscal de loja, também há oportunidades sem experiência anterior, com salário informado de R$ 2.150, além de vale-alimentação de R$ 250 e prêmio mensal. Já para atendente de lojas, o salário divulgado é de R$ 1.950, acrescido de vale-alimentação de R$ 250 e possibilidade de prêmio mensal. As condições não são necessariamente iguais para todas as vagas do feirão. Por isso, o candidato deve verificar durante o atendimento os requisitos específicos, jornada, remuneração e benefícios oferecidos pela empresa responsável por cada oportunidade. Como participar do Feirão de Empregos em Goiânia Para participar, o trabalhador deve comparecer ao Araguaia Shopping, nesta quarta-feira (19), dentro do horário de atendimento, das 8h às 17h. O ponto de atendimento informado está localizado no segundo piso, em frente à loja C&A. É necessário apresentar documento pessoal com foto e comprovante de endereço. A partir do cadastro, a equipe verifica as oportunidades compatíveis com o perfil profissional do candidato e realiza os encaminhamentos. Nas vagas destinadas às lojas do próprio shopping, o candidato pode ser direcionado diretamente ao estabelecimento que está selecionando trabalhadores, permitindo que algumas etapas do processo ocorram durante a própria ação. Oferta de vagas busca aproximar empresas e trabalhadores A Central Mais Empregos integra ações voltadas à intermediação de mão de obra e aproximação entre empregadores e trabalhadores. Nesta edição, o volume de 3,5 mil vagas concentra oportunidades em Goiânia e na Região Metropolitana. Em um ambiente econômico no qual a geração de empregos e a qualificação da mão de obra são fatores importantes para o crescimento regional, iniciativas de intermediação podem facilitar tanto a recolocação profissional quanto o preenchimento de vagas abertas pelas empresas. Para o trabalhador, a principal vantagem é concentrar em um único local oportunidades de diferentes setores e níveis de experiência. Para as empresas, o formato permite acesso a um número maior de candidatos e pode contribuir para reduzir o tempo necessário para preencher postos de trabalho. O atendimento desta edição termina nesta quarta-feira, 19 de agosto, às 17h.
Ceará terá fábrica de pele de tilápia para tratar queimaduras

Fábrica de R$ 52 milhões levará curativo de pele de tilápia da UFC à escala industrial O Ceará deverá receber uma fábrica de pele de tilápia para uso médico, com investimento inicial estimado em R$ 52 milhões e previsão de instalação em Jaguaribara, no interior do estado. O projeto pretende levar à escala industrial uma tecnologia desenvolvida a partir de pesquisas da Universidade Federal do Ceará (UFC), que utiliza a pele do peixe como curativo biológico para queimaduras e feridas de difícil cicatrização. O empreendimento é apresentado pelos responsáveis como a primeira fábrica do mundo dedicada ao processamento em larga escala desse material para finalidade médica. A implantação será conduzida pelo Consórcio Biotec, por meio da Inova Medical. O projeto representa uma etapa importante na transferência de conhecimento produzido dentro da universidade para a iniciativa privada, com potencial de gerar atividade econômica, empregos qualificados e um produto de maior valor agregado a partir de um material que normalmente seria descartado pela indústria de pescado. Atualmente, o laboratório da UFC consegue processar, em média, até 600 peles de tilápia por mês. A projeção para a unidade industrial é alcançar cerca de 4,3 mil peles por dia no primeiro ano de operação comercial, podendo chegar a 12 mil unidades diárias em uma segunda fase. Fábrica de pele de tilápia levará pesquisa da UFC à indústria As pesquisas sobre o uso da pele de tilápia na medicina regenerativa começaram em 2015, no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC. Ao longo de uma década, os estudos avançaram em aplicações relacionadas principalmente ao tratamento de queimaduras e feridas. Em novembro de 2025, a universidade assinou contrato com empresas do Consórcio Biotec para o licenciamento da tecnologia de obtenção da pele de tilápia liofilizada. O acordo prevê direitos para desenvolvimento, produção e exploração comercial, especialmente na fabricação de um kit de curativo biológico. A liofilização é relevante para a estratégia industrial porque permite conservar o produto sem a necessidade da mesma estrutura de refrigeração utilizada em versões anteriores estudadas pela universidade. A UFC já havia apontado que essa forma de processamento poderia reduzir custos de armazenamento e transporte. Jaguaribara alia produção de tilápia e indústria de saúde A escolha de Jaguaribara também aproxima a fábrica de uma das regiões produtoras de tilápia do Ceará, especialmente na área do Açude Castanhão. Dessa forma, um subproduto da filetagem do peixe poderá alimentar uma cadeia industrial ligada à saúde, criando uma conexão entre piscicultura, ciência e bioindústria. Segundo reportagem de O Povo, a operação prevê inicialmente cerca de 200 empregos diretos. O modelo também envolve participação do Governo do Ceará na estrutura física do empreendimento, enquanto o consórcio ficará responsável por investimentos relacionados à implantação industrial, equipamentos e processos de produção. A iniciativa chama atenção ainda pelo conceito de economia circular. Uma matéria-prima de baixo aproveitamento comercial na cadeia tradicional do pescado passa a ser utilizada na fabricação de um produto de maior complexidade tecnológica, agregando valor ao setor produtivo regional. Como funciona o curativo feito com pele de tilápia Depois de passar por etapas de limpeza, preparação, esterilização e processamento, a pele de tilápia pode funcionar como cobertura biológica sobre a área lesionada. Pesquisas da UFC identificaram no material grande quantidade de colágeno tipo I, proteína relevante nos processos de reparação da pele. Segundo a universidade, estudos realizados ao longo do desenvolvimento da tecnologia indicaram vantagens como menor necessidade de trocas de curativos, redução do desconforto e possibilidade de diminuição do uso de insumos durante determinados tratamentos. Isso não significa, porém, que o produto já esteja liberado para utilização comercial ampla nos hospitais brasileiros. A passagem de uma tecnologia experimental e de pesquisa para uma linha industrial exige uma série de etapas regulatórias. Comercialização ainda depende da Anvisa O cronograma informado pelos responsáveis prevê o início das obras a partir de outubro de 2026, seguido por um período estimado entre 15 e 18 meses para construção, instalação de equipamentos e validação de lotes-piloto. Caso as etapas avancem dentro do planejamento, o início operacional poderá ocorrer em janeiro de 2028. A comercialização do curativo, entretanto, continuará condicionada ao cumprimento das normas sanitárias e aos processos regulatórios necessários perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto evidencia um dos principais desafios da ciência brasileira: transformar pesquisa acadêmica em produto disponível para a população. Caso supere as etapas regulatórias e industriais previstas, a unidade de Jaguaribara poderá ampliar significativamente a capacidade de produção de uma tecnologia desenvolvida no Ceará e abrir uma nova cadeia de valor para a piscicultura nacional.
Paraná Pesquisas: Gracinha Caiado tem 41% para o Senado em Goiás

Pesquisa para o Senado em Goiás registra Gracinha com 41%, Gayer com 27,1% e Vanderlan com 21,4% Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado na terça-feira (18) registra Gracinha Caiado (União) com 41% das intenções de voto para o Senado em Goiás no cenário estimulado. Gustavo Gayer (PL) aparece com 27,1%, enquanto o senador Vanderlan Cardoso (PSD) registra 21,4%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-01791/2026. Na sequência aparecem Zacarias Calil (MDB), com 19,5%, Gustavo Mendanha (PRD), com 16,3%, Isaura Lemos (PSB), com 5,7%, Cíntia Dias (Psol), com 4,8%, Ozeias Varão (PL), com 4%, Ernesto Roller (PSDB), com 2,3%, Guilherme Darques (UP), com 1,8%, e Iure Castro (Cidadania), com 1,3%. O Metrópoles, fonte que divulgou os dados, apresenta os mesmos percentuais constantes no material oficial do instituto. O levantamento é um retrato das respostas coletadas no período da pesquisa e não representa previsão do resultado das urnas nem avaliação desta reportagem sobre qualquer dos nomes apresentados. Pesquisa para o Senado em Goiás permite escolha de dois nomes Um ponto importante para a leitura dos números é que cada entrevistado podia citar até dois candidatos na pergunta estimulada para o Senado. Por esse motivo, a soma dos percentuais ultrapassa 100% e os números não devem ser interpretados como ocorreria em uma pesquisa na qual apenas uma opção pudesse ser escolhida. Os resultados apresentados pelo Paraná Pesquisas são: Os dados colocam a disputa pelas vagas ao Senado entre os principais pontos de atenção da eleição estadual de 2026. Para partidos e pré-campanhas, levantamentos desse tipo funcionam como indicadores do ambiente eleitoral no momento em que as entrevistas foram realizadas, mas podem mudar conforme avançam a campanha, a exposição dos candidatos e o debate público. Levantamento ouviu 1.240 eleitores em 61 municípios O Paraná Pesquisas entrevistou 1.240 eleitores em 61 municípios de Goiás, entre os dias 14 e 17 de agosto de 2026. Segundo a metodologia divulgada pelo instituto, as entrevistas foram pessoais, domiciliares e presenciais. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando os resultados gerais, com grau de confiança de 95%. A amostra foi selecionada em etapas. O instituto informa que utilizou sorteio probabilístico dos municípios e das localidades e, posteriormente, quotas proporcionais de gênero, faixa etária, escolaridade e renda domiciliar mensal para a seleção dos entrevistados. Pelo menos 30% dos questionários aplicados foram submetidos a procedimentos de auditoria, segundo o relatório metodológico. A página oficial do Paraná Pesquisas confirma que o estudo de agosto foi registrado no TSE sob o código GO-01791/2026 e teve como objetivo avaliar os cenários eleitorais para o Executivo estadual e o Legislativo federal em Goiás, além da avaliação da administração estadual. Vanderlan registra 14,6% de rejeição; Gayer tem 12,9% e Gracinha 11,5% O levantamento também perguntou em quais nomes o eleitor não votaria de jeito nenhum. Nessa questão, era permitido indicar mais de uma opção. Vanderlan Cardoso registrou 14,6%, Gustavo Gayer, 12,9%, e Gracinha Caiado, 11,5%. Na sequência, Isaura Lemos aparece com 9,8% de rejeição; Zacarias Calil, com 8,8%; Ernesto Roller, com 6,7%; Gustavo Mendanha, com 6,3%; Cíntia Dias, com 5,9%; Ozeias Varão, com 5,5%; Iure Castro, com 4,4%; e Guilherme Darques, com 4,3%. Outros 14% afirmaram que poderiam votar em todos, enquanto 28% não souberam ou não opinaram. Assim como ocorre na pergunta sobre intenção de voto, os percentuais de rejeição também podem ultrapassar 100% quando somados, já que os entrevistados estavam autorizados a indicar mais de um nome. Pesquisa indica cenário eleitoral em construção em Goiás Os números divulgados em agosto ajudam a dimensionar o cenário político goiano em um momento de intensificação da disputa eleitoral. A pesquisa mostra diferentes níveis de intenção de voto e rejeição entre os nomes testados, mas seus resultados devem ser considerados dentro da margem de erro, da metodologia utilizada e do período específico em que as entrevistas foram realizadas. A evolução das campanhas, alianças partidárias, debates e agendas locais poderá alterar esse quadro até a votação. Novos levantamentos devem permitir acompanhar se os percentuais registrados pelo Paraná Pesquisas se mantêm ou sofrem mudanças ao longo da corrida eleitoral.
Homem é preso em Rio Verde suspeito de se passar por auditor fiscal para aplicar golpes

Suspeito de fingir ser auditor fiscal para obter dinheiro de empresários é preso em Rio Verde Um homem de 43 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, na segunda-feira (17), suspeito de se passar por auditor fiscal da Secretaria Municipal da Fazenda para aplicar golpes contra empresários e comerciantes. A prisão ocorreu depois que o investigado teria tentado fazer uma nova vítima no Senac do município. Segundo a investigação, o homem utilizava diferentes argumentos para conquistar a confiança das pessoas abordadas. Além de afirmar falsamente que exercia a função de auditor fiscal, ele também dizia integrar uma organização filantrópica e alegava manter proximidade com autoridades públicas, promotores de Justiça, delegados e empresários. A estratégia, conforme a Polícia Civil, teria como objetivo dar credibilidade às histórias apresentadas e induzir as vítimas a entregar valores em dinheiro. Até o momento, não foi divulgado um balanço oficial com a quantidade de pessoas que teriam sido enganadas nem o valor total eventualmente obtido pelo suspeito. Suspeito foi abordado após tentativa de golpe no Senac de Rio Verde A prisão ocorreu durante uma abordagem no Senac de Rio Verde. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o investigado teria ido ao local na segunda-feira e tentado aplicar um novo golpe. Policiais civis intervieram, realizaram a abordagem e conduziram o homem para a delegacia, onde foi formalizada a prisão em flagrante. A Polícia Civil também informou que o homem possui registros criminais relacionados a fatos semelhantes. A existência dessas anotações, entretanto, não significa condenação pelos fatos atualmente investigados. O novo caso deverá continuar sendo apurado para identificar outras possíveis ocorrências e reunir elementos sobre a atuação atribuída ao suspeito. O episódio chama atenção especialmente pela utilização do nome de órgãos públicos e de supostas relações com autoridades como instrumentos para conferir aparência de legitimidade às abordagens. Para comerciantes e empresários, situações desse tipo reforçam a necessidade de verificar diretamente com os órgãos mencionados qualquer pedido de pagamento, contribuição ou transferência de recursos feito em nome de servidores públicos. Polícia Civil procura outras possíveis vítimas em Rio Verde Como parte da investigação, a Polícia Civil divulgou a imagem do homem com o objetivo declarado de localizar outras pessoas que eventualmente tenham sido abordadas de maneira semelhante. A corporação pede que possíveis vítimas procurem uma unidade policial para registrar o relato e fornecer informações que possam contribuir com a apuração. Segundo a divulgação relacionada ao caso, a exposição da imagem do investigado foi realizada com fundamento na Lei nº 13.869/2019, na Portaria Normativa nº 02/2020 da Direção-Geral da Polícia Civil e na Portaria nº 547/2021/DGPC. A própria Polícia Civil de Goiás utiliza esses dispositivos, mediante justificativa de interesse público, em situações nas quais a divulgação pode auxiliar na identificação de outras vítimas ou na obtenção de novas fontes de prova. A Lei nº 13.869/2019 trata dos crimes de abuso de autoridade e estabelece limites para a atuação de agentes públicos. A divulgação feita pela corporação não altera, contudo, a condição jurídica do homem como investigado, devendo ser preservado o princípio da presunção de inocência enquanto não houver decisão judicial definitiva. Uso de falsas credenciais exige atenção de empresários e comerciantes Golpes baseados em suposta autoridade ou influência buscam reduzir a desconfiança da vítima. No caso investigado em Rio Verde, a suspeita é de que referências à fiscalização municipal, a entidades filantrópicas e a pessoas influentes fossem utilizadas justamente para transmitir segurança aos alvos antes dos pedidos de dinheiro. Diante de abordagens envolvendo servidores, fiscais ou representantes de instituições, a recomendação preventiva é confirmar a identidade da pessoa e procurar os canais oficiais da instituição mencionada antes de realizar qualquer pagamento. Dados bancários, documentos ou informações empresariais também não devem ser fornecidos apenas com base em contatos informais. A Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer a extensão das ocorrências atribuídas ao homem. Pessoas que reconheçam o investigado ou tenham recebido propostas semelhantes devem procurar a corporação e apresentar registros de conversas, comprovantes, documentos ou outras informações que possam ajudar na identificação de eventuais novos casos.
Laura Cardoso morre aos 98 anos em São Paulo

Morre Laura Cardoso, pioneira da TV brasileira, aos 98 anos A atriz Laura Cardoso morreu aos 98 anos na noite de segunda-feira, 17 de agosto de 2026, em sua residência no bairro do Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo a filha Fátima Cardoso, a artista passou mal em casa por volta das 23h20. O bisneto Fernando Faria informou que a morte ocorreu por causas naturais. A confirmação pública foi divulgada na madrugada de terça-feira (18) no perfil oficial da atriz no Instagram. Na publicação de despedida, a família escreveu: “Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”. O velório foi realizado na terça-feira, das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. A cerimônia reuniu familiares e pessoas próximas da atriz, que deixa uma das trajetórias mais extensas da história da televisão brasileira. Laura Cardoso foi uma das pioneiras da televisão brasileira Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, em São Paulo, Laura começou sua carreira artística aos 15 anos no radioteatro da Rádio Cosmos. Filha de imigrantes portugueses, ingressou no meio artístico ainda em uma época em que o rádio era o principal veículo de entretenimento do país. A chegada à televisão ocorreu em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi. A participação colocou Laura entre os nomes que acompanharam os primeiros anos da televisão brasileira, quando boa parte das produções era transmitida ao vivo e ainda carregava forte influência do rádio e do teatro. Ao longo da carreira, a atriz acumulou mais de 100 trabalhos e participou de mais de 60 novelas em emissoras como Tupi, Record, Cultura e Globo, número que a colocou entre as intérpretes com maior presença na teledramaturgia nacional. Papéis em Mulheres de Areia e A Viagem marcaram gerações Laura Cardoso estreou na TV Globo em 1981, na novela “Brilhante”. Nas décadas seguintes, consolidou sua presença em produções de grande repercussão. Entre as personagens mais lembradas estão Dona Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel em “Mulheres de Areia”, exibida em 1993, e Dona Guiomar, de “A Viagem”, de 1994. Os trabalhos ajudaram a apresentar Laura a novas gerações de telespectadores e se tornaram referências de sua trajetória. Seu último trabalho em uma novela inédita foi “A Dona do Pedaço”, em 2019. Na produção de Walcyr Carrasco, interpretou Matilde Azevedo. Mesmo depois de se afastar das novelas, Laura continuou ligada às artes. Em 2025, participou do curta-metragem “Dona Rosinha”, seu último trabalho no audiovisual. A longevidade profissional tornou-se uma das marcas da atriz. Sua carreira atravessou as transformações do rádio para a televisão, a consolidação das novelas como produto cultural brasileiro e as mudanças tecnológicas enfrentadas pelo setor audiovisual ao longo de mais de oito décadas. Prêmios reconheceram trajetória de Laura Cardoso O trabalho de Laura também foi reconhecido por algumas das principais premiações do setor cultural brasileiro. A atriz conquistou cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), por trabalhos realizados entre as décadas de 1970 e 2000. Ela também recebeu o Troféu Oscarito, do Festival de Gramado, em reconhecimento à contribuição ao cinema brasileiro. Em 2006, foi condecorada pelo governo federal com a Ordem do Mérito Cultural, honraria destinada a personalidades que tiveram atuação relevante para a cultura nacional. No cinema, esteve em produções como “Terra Estrangeira”, “Através da Janela” e “O Outro Lado da Rua”. A capacidade de transitar entre televisão, teatro, cinema, rádio e dublagem reforçou sua posição como uma das artistas mais versáteis de sua geração. Governo decreta luto oficial pela morte de Laura Cardoso A repercussão da morte também chegou ao governo federal. Em 18 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 13.100, que estabeleceu luto oficial de três dias em todo o país em sinal de pesar pela morte de Laura Cardoso. Na vida pessoal, Laura foi casada com o ator, diretor e roteirista Fernando Balleroni de 1949 até a morte dele, em 1980. O casal teve três filhos: Fátima, Fernanda e José, que morreu poucos dias após o nascimento. A atriz deixou as duas filhas, netas e bisneto. A morte de Laura Cardoso encerra uma trajetória diretamente ligada à formação e à consolidação da dramaturgia brasileira. Dos tempos do radioteatro às grandes novelas nacionais, sua carreira atravessou diferentes fases da comunicação e deixou personagens que permanecem presentes na memória de gerações de espectadores.
Governo empenha R$ 884 milhões em emendas após votação da CPMI do INSS

R$ 884 milhões em emendas vão a parlamentares que rejeitaram relatório que pedia indiciamento de Lulinha O governo federal empenhou R$ 884,37 milhões em emendas parlamentares destinadas aos 19 deputados e senadores que votaram contra o relatório apresentado na CPMI do INSS, segundo levantamento publicado por O Antagonista nesta quarta-feira, 12 de agosto. O parecer rejeitado propunha, entre mais de 200 indiciamentos, o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos foram empenhados após a votação que rejeitou o relatório, encerrada na madrugada de 28 de março de 2026. O parecer do relator Alfredo Gaspar recebeu 12 votos favoráveis e 19 contrários. Com o resultado, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, encerrou os trabalhos sem colocar em votação um texto alternativo da base governista. Assim, a CPMI terminou oficialmente sem relatório final aprovado. Há uma distinção importante: os dados mostram uma coincidência temporal entre os empenhos e a votação politicamente relevante, mas não comprovam uma negociação direta na qual recursos tenham sido oferecidos em troca de votos. Emendas parlamentares são instrumentos previstos no Orçamento, e o empenho representa a reserva do recurso para posterior execução. R$ 884 milhões foram empenhados depois da votação De acordo com O Antagonista, os R$ 884,37 milhões foram identificados a partir de dados do Siga Brasil e do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). O valor corresponde a 98,64% dos R$ 896,56 milhões empenhados em 2026, até a data do levantamento, para emendas relacionadas aos 19 parlamentares que rejeitaram o parecer de Gaspar. O Orçamento de 2026 prevê, segundo o mesmo levantamento, aproximadamente R$ 1,06 bilhão em emendas para esse grupo. Do total previsto, R$ 718,65 milhões já haviam sido efetivamente pagos. A diferença entre empenho e pagamento é relevante. Empenhar uma emenda significa reservar orçamentariamente os recursos para determinada finalidade. O pagamento representa uma etapa posterior, quando o dinheiro efetivamente deixa os cofres públicos após os procedimentos necessários para execução da despesa. A concentração dos empenhos após uma votação de grande interesse do Palácio do Planalto adiciona um elemento político ao debate sobre a relação entre Executivo e Congresso. Ainda assim, estabelecer uma relação de causa e efeito exigiria evidências adicionais, como documentos, mensagens ou outros elementos que demonstrassem uma negociação específica vinculando votos às liberações. Relatório da CPMI mantinha Lulinha entre pedidos de indiciamento Diferentemente de versões segundo as quais Lulinha teria sido retirado da lista antes da votação, registros oficiais do Senado mostram que o texto efetivamente apresentado pelo relator mantinha Fábio Luís Lula da Silva entre os 216 nomes com pedidos de indiciamento. O relatório foi lido ao longo de mais de oito horas e acabou rejeitado integralmente. Por isso, não houve aprovação, pela CPMI, dos pedidos de indiciamento contidos no parecer — nem de Lulinha nem das demais pessoas citadas. A rejeição de um relatório parlamentar, por outro lado, não equivale a uma absolvição judicial e não impede a continuidade de investigações por autoridades competentes. Após a derrota do parecer, Carlos Viana informou que cópias do relatório rejeitado seriam encaminhadas a instituições como Ministério Público Federal e Supremo Tribunal Federal. O documento da base governista também seria enviado à Polícia Federal, segundo parlamentares governistas. CPMI havia aprovado quebra de sigilos de Lulinha Antes da votação do relatório, em 26 de fevereiro, a CPMI aprovou em bloco 87 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva no período de 2022 a janeiro de 2026. A votação provocou forte reação de parlamentares governistas, que questionaram o procedimento adotado pela presidência da comissão. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos de dezenas de quebras de sigilo aprovadas daquela forma, incluindo a de Lulinha, sob o entendimento de que medidas dessa natureza não poderiam ser decididas por votação simbólica ou em bloco. A CPMI recorreu ao STF em março para tentar restabelecer as decisões. Emendas e articulação política entram no centro do debate A execução de emendas é tradicionalmente um dos instrumentos da relação política entre Executivo e Legislativo. Governos dependem do Congresso para aprovar projetos, medidas econômicas e matérias orçamentárias, enquanto deputados e senadores buscam liberar recursos destinados às suas bases eleitorais. O ponto levantado pelo levantamento é a forte concentração temporal dos empenhos destinados justamente aos parlamentares que formaram a maioria responsável pela rejeição do relatório da CPMI. Esse dado pode alimentar cobranças por maior transparência sobre os critérios e o calendário de execução das emendas. Ao mesmo tempo, sem evidência de uma negociação explícita, não é possível afirmar que os R$ 884,37 milhões tenham funcionado como contrapartida pela votação. O caso deverá permanecer no debate político, especialmente porque envolve recursos públicos, uma investigação sobre descontos irregulares de aposentados e pensionistas e um pedido de indiciamento que alcançava o filho do presidente da República.
Despesas obrigatórias pressionam Orçamento de 2027 e reduzem margem para gastos

Gastos obrigatórios apertam contas e desafiam custeio e investimentos a partir de 2027 O crescimento das despesas obrigatórias deve aumentar a pressão sobre o Orçamento federal a partir de 2027, reduzindo a margem disponível para custeio da administração pública, investimentos e outras políticas que dependem de despesas discricionárias. Relatório do Tesouro Nacional projeta déficit primário de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, resultado que permanece dentro da faixa de tolerância da meta fiscal, mas abaixo do centro estabelecido. A preocupação está relacionada não apenas ao tamanho do gasto público, mas principalmente à composição das despesas. Quanto maior a parcela do Orçamento comprometida previamente por obrigações legais e constitucionais, menor é a capacidade do governo de ajustar gastos sem afetar investimentos, manutenção de órgãos, universidades, hospitais, equipamentos e programas públicos. A informação sobre o aumento da pressão orçamentária foi destacada pela Revista Oeste. Documentos oficiais do Tesouro Nacional, do Ministério do Planejamento e do Congresso confirmam que a rigidez das despesas permanece como um dos principais desafios das contas públicas nos próximos anos. Despesas obrigatórias pressionam espaço livre do Orçamento O regime fiscal limita o crescimento das despesas primárias, mas vários gastos obrigatórios possuem dinâmica própria e podem avançar mais rapidamente. Quando isso acontece, as despesas discricionárias tornam-se a principal variável de ajuste para que o governo permaneça dentro do limite. O próprio Tesouro chama atenção para o crescimento das chamadas despesas discricionárias rígidas. Embora sejam formalmente classificadas como não obrigatórias, parte delas precisa ser executada para assegurar pisos constitucionais e outras determinações legais. É o caso, principalmente, da complementação necessária para saúde e educação. Pelas projeções do Tesouro, a partir de 2027 as despesas discricionárias destinadas à saúde devem crescer, em média, 2,5% ao ano em termos reais, enquanto as destinadas à educação avançariam 9,3% ao ano, pressionando o espaço restante para outras áreas. Na prática, quanto mais recursos forem necessários para cumprir essas vinculações, menor poderá ser a margem para investimentos em infraestrutura, modernização da administração, pesquisa, aquisição de equipamentos e custeio cotidiano dos órgãos federais. Bloqueio chegou a R$ 23,7 bilhões em 2026 A execução do Orçamento de 2026 já demonstrou essa pressão. No primeiro bimestre, o governo determinou bloqueio de R$ 1,6 bilhão em razão do aumento da projeção de despesas obrigatórias sujeitas ao limite fiscal. Na revisão seguinte, o bloqueio foi ampliado em R$ 22,1 bilhões, levando o total temporariamente retido para R$ 23,7 bilhões. Em julho, após nova avaliação das receitas e despesas, o governo liberou aproximadamente R$ 5,7 bilhões. Com isso, cerca de R$ 17,9 bilhões permaneceram bloqueados. O Ministério do Planejamento informou que a redução do bloqueio ocorreu principalmente porque a projeção de determinadas despesas obrigatórias sujeitas ao limite caiu. O movimento mostra como mudanças relativamente pequenas nas estimativas de despesas obrigatórias podem provocar efeitos bilionários sobre os recursos que ministérios conseguem efetivamente executar. Tesouro projeta déficit de 0,1% do PIB em 2027 No cenário do Tesouro Nacional, o governo central deve registrar déficit primário equivalente a 0,1% do PIB em 2027. O resultado ficaria acima do limite inferior da banda de tolerância da meta, mas abaixo de seu centro. Para os anos seguintes, a dificuldade aumenta: as projeções indicam resultados insuficientes para atingir até mesmo o limite inferior das metas entre 2028 e 2030 sem medidas adicionais. O resultado primário representa a diferença entre receitas e despesas antes do pagamento dos juros da dívida pública. Déficits persistentes dificultam a estabilização do endividamento e podem aumentar a pressão por arrecadação adicional, redução de despesas ou mudanças nas regras fiscais. Para famílias e setor produtivo, a discussão é relevante porque a forma escolhida para fechar essa conta pode envolver revisão de gastos, alterações tributárias ou menor capacidade estatal de investimento. Projeção mais recente afasta colapso imediato, mas pressão continua Há, porém, uma ressalva importante. Projeções anteriores indicavam uma compressão muito mais severa das despesas discricionárias. A análise técnica do Congresso sobre o PLDO de 2027 informa que esse cenário foi significativamente revisado depois de mudanças que retiraram determinadas despesas do limite fiscal. Segundo as consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, as despesas discricionárias ordinárias do Executivo estão atualmente projetadas em R$ 207,1 bilhões em 2027, R$ 198,8 bilhões em 2028 e R$ 215,8 bilhões em 2029. O documento afirma que os novos valores não configuram o colapso previsto em estimativas anteriores, embora continuem apresentando redução em proporção do PIB. Parte desse alívio veio da exclusão do limite fiscal de despesas como precatórios e requisições de pequeno valor, além de determinadas despesas de defesa, saúde e educação. Controle de gastos será desafio para próximo governo A revisão das projeções reduz o risco de uma paralisação imediata da administração pública em 2027, mas não elimina o problema estrutural. Estudo do FGV IBRE avalia que a possibilidade de asfixia orçamentária nos próximos anos continua presente caso não ocorram ajustes capazes de conter a expansão das despesas. Entre as alternativas discutidas no debate fiscal estão revisão de benefícios e programas, combate a desperdícios, avaliação de políticas públicas, controle de despesas obrigatórias, revisão de vinculações e medidas para elevar receitas. Cada opção envolve impactos econômicos e políticos diferentes. O desafio para o governo que assumir em 2027 será compatibilizar a manutenção dos serviços públicos com responsabilidade fiscal e espaço para investimentos. Sem mudanças estruturais, a tendência é de um Orçamento cada vez mais rígido, no qual parcela crescente dos recursos já chega previamente comprometida.
Produtor rural viraliza com “tutorial” perigoso sobre vaca no parto em Mato Grosso

Vídeo de produtor de Canarana brinca com manejo de vaca parindo e alerta sobre risco no campo Um produtor rural de Canarana, no Mato Grosso, viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo bem-humorado com orientações inusitadas sobre como agir diante de uma vaca no parto. Adriano Melo chamou o conteúdo de “tutorial”, mas a publicação rapidamente passou a ser interpretada pelos internautas como uma brincadeira sobre tudo o que não se deve fazer em uma situação real de manejo animal. No vídeo, segundo o relato divulgado pelo OG Notícias, Adriano recomenda ficar muito próximo da vaca, abraçar o bezerro recém-nascido e até abraçar a mãe, mesmo que o animal esteja bravo. Em tom de humor, ele sugere que a reação agressiva seria apenas uma forma de “pedir carinho”. Produtor rural viraliza com vídeo sobre vaca no parto O conteúdo ganhou repercussão justamente pelo contraste entre o tom leve do produtor e o risco real da situação. Para quem vive ou trabalha no campo, a cena remete a uma regra conhecida no manejo: vacas no período de parto ou logo após o nascimento do bezerro podem ficar extremamente protetoras. A brincadeira de Adriano funcionou nas redes porque muitos usuários perceberam que as “dicas” eram perigosas se levadas ao pé da letra. Em vez de um manual seguro de conduta, o vídeo virou uma espécie de aula às avessas sobre o que evitar em propriedades rurais. Nos comentários, internautas reagiram com piadas, alertas e relatos de quem já passou por sustos envolvendo animais no pasto. A mensagem predominante foi a de que se aproximar demais de uma vaca nesse momento pode terminar em uma corrida, uma queda ou um acidente mais grave. Manejo de vaca no parto exige cuidado Apesar do tom cômico, o tema envolve segurança no campo. O parto é um momento sensível para o animal, para o bezerro e para quem acompanha o processo. Em situações normais, o recomendado é manter distância segura, observar o comportamento da vaca e acionar alguém com experiência quando houver sinal de dificuldade. A aproximação imprudente pode provocar reação defensiva do animal. Mesmo vacas dóceis no dia a dia podem mudar de comportamento quando estão parindo ou protegendo o filhote recém-nascido. Por isso, a orientação geral no meio rural é evitar contato desnecessário, não tentar tocar no bezerro sem necessidade e não subestimar sinais de irritação, como movimentação brusca, cabeça baixa, aproximação rápida ou tentativa de afastar pessoas. Humor rural ganhou força nas redes sociais O vídeo de Adriano Melo também mostra como o humor rural tem ganhado espaço nas plataformas digitais. Produtores, trabalhadores do campo e moradores de pequenas cidades passaram a usar as redes para mostrar a rotina da fazenda, muitas vezes misturando informação, brincadeira e situações típicas da vida no interior. Esse tipo de conteúdo aproxima o público urbano da realidade do setor agropecuário, mas também exige responsabilidade. Quando o assunto envolve animais de grande porte, máquinas, defensivos, estradas rurais ou manejo de risco, é importante deixar claro o que é piada e o que é orientação segura. No caso do “tutorial” de Canarana, a repercussão ocorreu justamente porque o público entendeu o exagero. Ainda assim, o episódio serve como alerta para quem não tem familiaridade com o ambiente rural. Vaca pode reagir para proteger o bezerro O comportamento protetivo de vacas no parto não deve ser tratado como agressividade sem contexto. Muitas vezes, a reação é instintiva e está ligada à proteção do bezerro. O animal pode interpretar a aproximação humana como ameaça, especialmente quando está vulnerável ou estressado. Essa percepção é importante para evitar maus-tratos e também para proteger trabalhadores rurais. O manejo correto busca reduzir estresse, preservar o bem-estar animal e evitar acidentes com pessoas. Em propriedades bem organizadas, o acompanhamento do parto costuma ser feito com cautela, estrutura adequada e, quando necessário, apoio técnico. A pressa, a curiosidade ou a tentativa de interagir com o bezerro sem necessidade podem transformar uma cena comum da pecuária em ocorrência de risco. Brincadeira reforça alerta de segurança no campo A viralização do vídeo mostra que o humor pode ser uma ferramenta eficiente para chamar atenção sobre temas sérios. Ao transformar uma situação perigosa em piada, Adriano Melo acabou reforçando uma mensagem prática: não se deve invadir o espaço de uma vaca no parto. Para o setor produtivo, o caso também ajuda a lembrar que segurança rural depende de conhecimento, experiência e respeito ao comportamento dos animais. O campo tem rotinas próprias, e muitas delas exigem cuidado técnico para evitar acidentes. No fim, o “tutorial” funciona bem como entretenimento, mas não como orientação de manejo. A melhor leitura da brincadeira é simples: ao encontrar uma vaca parindo, observe de longe, procure alguém experiente e não tente ganhar carinho de um animal que pode estar apenas defendendo o bezerro.
Justiça afasta professor condenado por material de abuso infantil de escolas em Goianésia

Professor condenado por crime envolvendo material infantojuvenil deverá ser retirado de unidades escolares Um professor da rede municipal de Goianésia deverá ser afastado de qualquer atividade em unidades frequentadas por crianças e adolescentes após determinação da Justiça de Goiás. O servidor foi condenado por armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantil e atualmente cumpre pena em regime aberto. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), mesmo após a condenação definitiva, o homem continuava trabalhando como Professor Nível I na Prefeitura de Goianésia, mantendo vínculo com unidades de ensino. A condenação transitou em julgado em março de 2024, ou seja, não cabia mais recurso no processo criminal. Professor condenado deverá deixar escolas em Goianésia A decisão judicial determinou que o servidor seja afastado de atividades realizadas dentro de escolas ou em qualquer outro espaço com presença de crianças e adolescentes. A medida deverá ser cumprida em até cinco dias. O professor possui duas matrículas no município e estava vinculado a duas unidades de ensino. De acordo com as informações divulgadas, ele estava afastado da sala de aula desde junho por licença médica, mas havia recebido autorização para retornar em função diferente da docência. Para o MPGO, no entanto, uma função administrativa dentro de uma escola ainda poderia permitir contato com alunos. Por isso, o órgão pediu uma medida mais ampla, impedindo a atuação do servidor em ambientes frequentados pelo público infantojuvenil. MPGO apontou risco de contato com alunos O Ministério Público sustentou que a permanência do professor em unidades escolares representava risco institucional, mesmo que ele não estivesse diretamente em sala de aula. A preocupação central é evitar qualquer possibilidade de contato com crianças e adolescentes enquanto a situação administrativa é analisada. Durante as investigações criminais, perícias realizadas em equipamentos apreendidos na residência do servidor encontraram milhares de arquivos que, segundo o MPGO, correspondiam a materiais já identificados pela Polícia Federal como conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. A gravidade da condenação levou o órgão a defender o afastamento imediato do ambiente escolar. A medida não significa nova condenação, mas uma providência de proteção e prevenção dentro da rede municipal de ensino. Secretaria disse que desconhecia condenação A Secretaria Municipal de Educação informou que não tinha conhecimento da condenação e, por isso, não havia adotado restrições administrativas contra o professor. A informação deverá ser analisada no decorrer do procedimento. O caso levanta uma questão importante para a gestão pública: a necessidade de comunicação eficiente entre órgãos de Justiça, administração municipal e redes de ensino quando servidores condenados por crimes graves continuam vinculados a funções sensíveis. Em áreas como educação, saúde e assistência social, onde há contato direto com crianças, idosos ou pessoas vulneráveis, a checagem de antecedentes e a atualização cadastral dos servidores são instrumentos importantes de proteção institucional. Prefeitura poderá remanejar servidor A Justiça determinou que o afastamento das unidades escolares não poderá resultar em redução salarial. A Prefeitura de Goianésia poderá remanejar o servidor para outro local de trabalho, desde que a nova função não envolva contato com crianças e adolescentes. O município também deverá informar à Justiça se cumpriu a determinação e se pretende instaurar procedimento administrativo. O MPGO pede ainda o desligamento do servidor do quadro do magistério ou, alternativamente, a abertura de processo disciplinar. Até a conclusão da análise administrativa, o afastamento do ambiente escolar deverá ser mantido, conforme o pedido ministerial. Caso reforça dever de proteção nas escolas A decisão reforça a responsabilidade do poder público na proteção de crianças e adolescentes dentro das unidades de ensino. Escolas precisam ser ambientes seguros, com protocolos claros para contratação, lotação, acompanhamento e eventual afastamento de profissionais em situações incompatíveis com o exercício de funções educacionais. Ao mesmo tempo, o caso deverá seguir os trâmites legais, com direito de defesa do servidor no campo administrativo. A condenação criminal já é definitiva, mas eventuais medidas funcionais, como desligamento do magistério, dependem dos procedimentos próprios previstos na legislação. A determinação judicial busca equilibrar dois pontos: preservar os direitos funcionais até decisão administrativa definitiva e, ao mesmo tempo, impedir que um servidor condenado por crime grave envolvendo material de abuso infantil permaneça em ambiente escolar. Com a decisão, a Prefeitura de Goianésia terá de comprovar o cumprimento da ordem e informar os próximos passos. O caso deve seguir acompanhado pelo Ministério Público e pela Justiça.
Ônibus atola na BR-030 em Maraú e expõe transtornos após chuva

Chuva volta a dificultar tráfego na BR-030 entre a BA-001 e Caubi O vereador Jeazi, de Maraú, registrou na manhã desta quarta-feira a situação da BR-030, no trecho entre a BA-001 e Caubi, após um ônibus da rota atolar na rodovia. As chuvas deixaram a estrada em condições difíceis de tráfego, provocando congestionamento e uma fila de veículos. A situação volta a expor um problema recorrente na Península de Maraú. Em períodos de chuva, trechos da BR-030 registram lama, atoleiros e lentidão, afetando moradores, trabalhadores, turistas e veículos de serviço. Em maio, o Barra Grande 24 Horas já havia registrado transtornos no mesmo eixo, com lama e dificuldade de passagem após chuvas na região. Ônibus atola na BR-030 após chuva O registro do vereador mostra a realidade enfrentada por quem depende da estrada para circular entre comunidades da região. Com o ônibus atolado, o tráfego ficou comprometido e outros veículos precisaram aguardar a liberação ou buscar alternativas. A BR-030 é uma ligação importante para moradores de Maraú e para o acesso a áreas turísticas da península. Quando a estrada apresenta problemas, os impactos vão além do desconforto dos motoristas. Há prejuízo para transporte de passageiros, comércio, turismo, entregas e deslocamento de trabalhadores. Trecho entre BA-001 e Caubi preocupa moradores O trecho entre a BA-001 e Caubi é citado com frequência em reclamações de moradores e condutores. A presença de lama e buracos após chuvas torna a passagem mais lenta e aumenta o risco de atolamentos. Reportagens anteriores do Barra Grande 24 Horas também apontaram dificuldades na BR-030 entre Maraú e a BA-001, com buracos e cobrança da população por providências do poder público. A situação exige atenção porque a rodovia tem papel estratégico para a mobilidade local. Em regiões com acesso limitado, uma estrada em más condições pode isolar comunidades e dificultar serviços básicos. Passagem de ambulâncias é motivo de alerta Uma das principais preocupações é a passagem de veículos de emergência, como ambulâncias. Em caso de atendimento médico urgente, minutos podem fazer diferença. A dificuldade de tráfego em trechos críticos aumenta o risco para pacientes que precisam ser transportados até unidades de saúde. O problema também afeta viaturas, transporte escolar e veículos de abastecimento. Por isso, moradores cobram soluções estruturais, não apenas ações pontuais após cada chuva. A situação da BR-030 reforça a necessidade de planejamento, manutenção contínua, drenagem adequada e execução eficiente de obras. Estradas em regiões turísticas e produtivas precisam garantir segurança, mobilidade e previsibilidade para a população.